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Tempo do Natal dura até a Festa do Batismo do Senhor

Monsenhor Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, em entrevista ao jornal italiano “Avvenire”, ao ser indagado sobre o Tempo do Natal, chama a atenção para o modo mais profundo de viver todos os tempos litúrgicos: “é bom lembrar que o que torna a liturgia ‘grande’ não é a invenção contínua de algo novo de nossa parte, indivíduos ou comunidades. O verdadeiro ‘novo’ que renova a vida é o mistério de Cristo, celebrado e reapresentado na liturgia. Acima de tudo, precisamos de uma participação cada vez mais viva, real, existencial. Novos e renovados no coração e na vida, devemos ser nós mesmos, pela graça de Cristo. Acrescentei: a repetitividade do ato litúrgico, em sua objetividade, é uma graça muito especial porque nos lembra da fidelidade de Deus à sua promessa de amor e nos permite, ao longo do tempo, uma adesão cada vez maior à vida divina que é doado”.

Sentido              

O Tempo do Natal é o prolongamento da solenidade celebrada nos dias 24 e 25 de dezembro, estendendo-se à Festa do Batismo do Senhor. Este é um dos quatro tempos solenes da igreja, juntamente com o Advento, a Quaresma e a Páscoa. Forma, com o Advento, o Ciclo do Natal, que compreende a preparação, a solenidade e o prolongamento do mistério da Encarnação do Senhor.

É um tempo análogo ao Tempo Pascal, como são Advento e Quaresma, pois ecoam parte do mistério pascal do Senhor, compreendido pela Encarnação, Nascimento, Manifestação, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão.

Inicia-se nas primeiras vésperas do dia 24 de dezembro e seu término ocorre na Festa do Batismo do Senhor, no segundo ou terceiro domingo do ano novo. Neste ano litúrgico, o Tempo do Natal termina no dia 11 de janeiro de 2018.

As festas

Dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmares (PE), descreve as cinco festas contidas no Tempo litúrgico do Natal.

A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o “Glória a Deus nas alturas” juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.

No Domingo entre os dias 25 de dezembro 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51).

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas.

Solenidade da Epifania do Senhor é a festa chamada Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3).

Com a Festa do Batismo do Senhor, termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: “E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor. A Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo: “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!” (Jo 1,14).

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