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Os cidadãos são convidados a participar do jogo e não apenas ficar torcendo das arquibancadas

A democracia, segundo o bispo de Lages (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, exige a nossa participação ativa ao longo de todo o processo da vida brasileira e não somente no tempo das eleições quando depositamos nosso voto na urna.

Passado o pleito eleitoral, a partir de agora cristãos e cristãs devem não apenas ficar na torcida como quem senta nas arquibancadas de um estádio de futebol. A cidadania a gente faz no dia a dia e esta é a nossa obrigação”, disse.

Na avaliação do religioso, os cristãos e cristãs, a partir do magistério da Igreja Católica, precisam manter sempre um olhar na busca da superação das violências e dos ódios e na participação efetiva como cidadãos e cidadãs na construção e na confirmação da democracia brasileira. “Devemos partir dos princípios da justiça e da paz e pensar o bem comum para o Brasil e para os brasileiros e brasileiras”, disse.

O bispo fala também da necessidade de os governantes, nos projetos e políticas públicas que irão propor, ter um olhar especial voltado às pessoas empobrecidas que muitas vezes, ao longo da história do Brasil, foram relegadas ao segundo e terceiro planos e foram social e economicamente excluídas dos bens da terra. “Os planos de governos devem olhar como uma família, um pai e uma mãe olham para os filhos mais debilitados e doentes”, compara.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

A dignidade da vida humana, desde a concepção à morte natural, na avaliação do bispo é um princípio fundamental junto a outros como a transparência na gestão dos recursos públicos, a honestidade e a justiça social, que precisam ser defendidos e colocados em prática pelos políticos eleitos pelo povo brasileiro.

Dom Guilherme defende ser necessário continuar fortalecendo a organização da sociedade brasileira para que efetivamente o país seja para todos e não de pequenos grupos e privilegiados. Neste sentido, o presidente da Comissão Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB defende que é necessário garantir a liberdade de expressão e a liberdade de se organizar socialmente, conforme o que está previsto na Constituição do Brasil.

Os governantes, defende o bispo, devem governar pensando nos interesses do povo brasileiro e não dos interesses estrangeiros e do mercado. “Para isto, devemos ter políticas públicas que possam atender todas as demandas em todos os campos da vida humana seja na saúde, alimentação, moradia, educação”, aponta. A justiça social, princípio assegurado na Constituição brasileira, também deve pautar a construção das políticas dos novos governantes que assumem a partir de 1º de janeiro do próximo ano. “Esse princípio diz que todos somos iguais perante a lei’, ressalta.


Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)


 

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