Últimas
VI Domingo do Tempo Comum (Ano C)
A Palavra de Deus que nos é proposta neste domingo leva-nos a refl
Dízimo é Partilha
Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que
V Domingo do Tempo Comum (Ano C)
A liturgia deste domingo leva-nos a refletir sobre a nossa vocaçã
Campanha da Fraternidade 2019
Em 1961 três Sacerdotes que atuavam junto a Cáritas Brasileira, d
IV Domingo do Tempo Comum (Ano C)
O tema da liturgia deste IV Domingo do Tempo Comum convida a reflet
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Fev 21 @12:00AM
Aniversário do Padre Claudio
Qui Fev 21 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Fev 21 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Fev 28 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Fev 28 @ 8:00PM -
Grupo de Oração

Creio em Deus, criador do céu e da terra

O livro do Gênesis dá conta que “o plano de Deus inclui a criação da humanidade e, no final desse processo, “diz-se que Deus, vendo a sua obra, considerou-a muito boa(Gênesis 1,31) ”. Logo desde o princípio, afirma-se uma perspectiva radicalmente positiva de toda a obra da criação em geral e do ser humano em particular. “A Bíblia ensina que cada ser humano é criado por amor, feito à imagem e semelhança de Deus(cf. Gênesis 1,26). Esta afirmação mostra-nos a imensa dignidade de cada pessoa humana, que não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de ser conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. Esta fé no Deus Criador leva-nos a dizer que “fomos concebidos no coração de Deus e, por isso, cada um de nós é o fruto de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário (LAUDATO SI’ 65).

Por outro lado, esta fé em Deus Criador jogou um papel de extrema relevância, sobretudo nos momentos de maior crise do Povo de Deus. Os momentos de perseguição e de prova, associados a fortes crises espirituais, conduziram a um aprofundamento e explicitação da omnipotência criadora de Deus, pois, “se Deus pôde criar o universo a partir do nada, também pode intervir neste mundo e vencer qualquer forma de mal. Por isso, a injustiça não é invencível» (LAUDATO SI’74).

A conclusão lógica é que “não podemos defender uma espiritualidade que esqueça Deus todo-poderoso e criador. Se o fizéssemos, estaríamos abrindo as portas à idolatria, seja ao prestar adoração a outros poderes do mundo, seja ao adorar-nos a nós próprios, pois o ser humano tende a querer impor à realidade e sujeitá-la a si. De fato, a melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretensão de ser dominador absoluto da terra, é voltar a propor a figura de um Pai criador e único dono do mundo (LAUDATO SI’75).

Daqui decorre uma mudança de perspectiva - com umas quantas consequências inevitáveis -, pois “dizer CRIAÇÃO é mais do que dizer natureza, porque tem a ver com um projeto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um significado”. Não se trata de uma simples mudança de palavras que não toca nem transforma a realidade. Pelo contrário, é uma outra forma de relação com o mundo que está em jogo, a qual não admite manipulações de nenhum gênero: “a natureza entende-se habitualmente como um sistema que se analisa, compreende e gere, mas a criação só se pode conceber como um dom que vem das mãos abertas do Pai de todos, como uma realidade iluminada pelo amor que nos chama a uma comunhão universal (LAUDATO SI’76).

Aqui fica o convite a aprofundarmos a nossa fé, a partir desse primeiro artigo do Credo, talvez rezado em modo automático cada domingo. Queira Deus que o nosso compromisso ecológico desperte com o professar a fé da Igreja de uma forma mais convicta e consciente!


Fonte: DEHONIANOS


 

: