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Família de Jesus, Família Nossa

Lar, doce lar

Nos bombardearam com o “Dia da criança”, “Dia dos pais”, “Dia das mães” e, ultimamente, “Dia dos avôs”. Falta no calendário secular o “Dia da família”. É grato reconhecer que só a Igreja Católica, no marco do Natal, assinala a Festa da Sagrada Família. Nela se olham todas as famílias.

Primeiramente, é uma chamada ao otimismo. “A família é como que uma escola de valorização humana”, recorda-nos Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES (52). Esta íntima comunidade de vida e amor é outro “círculo trinitário” de pai, mãe e filhos. Na família, aprendemos a rezar: “Jesus de minha vida”; iniciamos nossa fé: “temos um Pai no céu”; se desperta o sentido moral: “devemos amar a todos”.

Queixamo-nos de um mundo onde o homem se torna anônimo, despersonalizado; por isso sente a nostalgia da família. Na família, o calor do lar vence o mercado; os beijos e abraços, a lei da concorrência; a compaixão, a insensibilidade. É que são relações seladas com o mesmo sangue. Quem ampara, no final e com todas as consequências, um filho drogado ou com AIDS?

As pesquisas deixam na primeira posição à família no apreço dos jovens. O amor em família é um canto ao amor de Deus: contemplamos a um homem e uma mulher que se querem, e cujo amor se desdobra nos filhos. Juntos crescem, trabalham, sentam-se à mesa, rezam, apoiam-se. Na família cristã, cantamos o formoso que é se amar, o milagre dos filhos e o sorriso dos avôs, a doçura do encontro amoroso e a fortaleza na dificuldade. Tudo, à sombra e no amparo da Família de Nazaré. A Sagrada Família.

Trinta anos em família

Jesus viveu quase toda sua vida com sua família de Nazaré. Trinta anos, em frente aos três anos de vida missionária até a morte. “Como gostaríamos ser outra vez meninos e voltar a esta humilde, mas sublime família de Nazaré! ”, desejava Paulo VI.

O Evangelho de Mateus (2,13-15.19-23) põe em destaque os sofrimentos, o exílio, a perseguição. Curioso: o menino que veio ao mundo entre cantos à paz é objeto, desde o princípio, da guerra e crueldade de Herodes.

A família, como dom precioso, necessita do “uniforme” que nos desenha Carta de São Paulo aos Colossenses (3,12-21): misericórdia, bondade, humildade, doçura, entendimento, perdão. E seguindo a alegoria, o amor, como “suporte” de tão ricos valores.

O Livro do Eclesiástico (3,3-7.14-17a) atualiza o quarto mandamento (Honrarás a teu pai e a tua mãe). O amor aos pais “acumula tesouros, alegra aos filhos e faz com que Deus nos escute”. Jesus teve-o muito em conta. Como a preocupação de Jesus, antes de morrer: “João, eis a tua mãe”. Não queria a deixar sozinha.

Cantemos a glória da família

Podemos recordar aqui as coisas tão bonitas que se dizem nos casamentos. Um matrimônio é a participação e a imagem perfeita do amor de Jesus à sua Igreja. A família é templo da intimidade e da ternura. Os membros da família sentem-se chamados por Deus para amar-se.  Podemos dizer que os pais e os filhos são uma só carne, um só coração, uma só alma.

Tudo, tão humano e tão divino! Cada membro da família é instrumento do Espírito para os outros. Os pais transmitindo vida como cooperadores do amor criador de Deus. Batizam seus filhos e depois, ao calor de seus desvelos, fazem crescer a vocação cristã. E “os filhos contribuem na santificação dos pais” (GAUDIUM ET SPES, 48).

Por que tanta beligerância?

Ocasião estupenda, a Festa da Sagrada Família, para olhar, ante tudo, o lado luminoso de bondade da beleza que resplandece na família cristã. Quando confessamos nossa fé em Jesus, contemplamos a grandeza de seu mistério redentor. Não caímos na tentação de instigar as feridas ou blasfêmias que dele dizem alguns.

No entanto, que insistência de alguns em remarcar os pontos escuros pelos quais atravessa a instituição familiar. Quantas vezes ouvimos, a cada dia, o “triplo A”: Ataques, Agressões, Acosso à família. Claro que há problemas, e há foros para a denúncia, em seu momento. Mas não o fazer como única obsessão.

Ressaltemos, além da mística cristã, tantos valores novos: menos autoritarismo, mais liberdade, mais autonomia para contrair matrimônio sem “acosso” sociais ou econômicos, mais diálogo, menos domínio do homem sobre a mulher e tantas coisas. Olhemos a nossas famílias. Não reina, nelas, a bondade? Têm-se fé na família, por que tanto medo?

Virão as dificuldades

A Família de Nazaré começou sua caminhada com muitos tropeços. Não tinham pousada para nascer o menino, são perseguidos e tem que ir ao exílio.

Também sobre nossas famílias virão as cruzes. Doenças, pobreza, desamor, problemas financeiros, solidão. Lembremo-nos das famílias que se rompem.

Para estas dificuldades, só há uma maneira cristã de responder: compadecer, ter muita misericórdia, não levantar o dedo acusador. E quem se compadece tem nas mãos tantas virtudes cristãs que abrigam a família, e o que nos recorda São Paulo: amor, fidelidade, entrega, delicadeza, sacrifício, perdão, ternura de beijos e caricias, saber dizer “te quero, te peço perdão”.

Ânimo, é maior a providência amorosa de Deus do que a soberba de Herodes. O amor dos redimidos... redime!

Uma expressão magnífica da família é quando sentamos todos à mesa. Na mesa eucarística comemos o pão, “sinal de unidade e vínculo de amor”. Amor familiar.


Mateus (2,13-15.19-23)

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: 'Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo.'
14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito.
15Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 'Do Egito chamei o meu Filho.'
19Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito,
20e lhe disse: 'Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois
aqueles que procuravam matar o menino 
já estão mortos.'
21José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel.
22Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judéia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galiléia,
23e foi morar numa cidade chamada Nazaré.
Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas:
Ele será chamado Nazareno.'


Carta de São Paulo aos Colossenses (3,12-21)

Irmãos:
12Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos.
Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência,
13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente,
se um tiver queixa contra o outro.
Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também.
14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.
15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo.
E sede agradecidos.
16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós.
Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria.
Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças.
17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo.
Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.
18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor.
19Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas.
20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor.
21Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.


Livro do Eclesiástico (3,3-7.14-17a)

3Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
4Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana.
5Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros.
6Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido.
7Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.
14Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive.
15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida, a caridade feita a teu pai não será esquecida,
16mas servirá para reparar os teus pecados
17ae, na justiça, será para tua edificação.


 

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