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Lei escrita em nossos corações

Dizia o general Charles De Gaulle: “Os dez mandamentos são tão simples e claros, porque não foram compilados por uma comissão de expertos”.

É certo que os mandamentos são fruto de um grande experto, o inventor do coração humano, Deus. Pensando bem constituem um dom de Deus aos homens, foram, e são, ocasião de crescimento espiritual, são como dez degraus oferecidos à humanidade para subir. Ou para descer, se a humanidade percorre o caminho para baixo.

De fato, o Decálogo se coloca na encruzilhada de duas aspirações universais: de uma parte está o homem que quer um sentido para a vida e por isso se põe na busca de Deus; de outra parte, está Deus que se deixa encontrar, vem ao encontro do homem. Deus não é uma ideia abstrata, mas realidade concreta. E o encontro entre Deus e o homem realizou-se em larga parte na experiência religiosa de um povo, o Povo da Aliança, e se tornou perfeito no Cristo que nos revelou o Pai e o seu amor por nós.

O encontro do povo eleito com Deus foi muitas vezes dramático, mas foi uma escolha recíproca, amadurecida no curso de séculos, e chegou a uma aliança de libertação.

O povo de Israel era escravo no Egito sob os faraós, e Deus com a aliança se empenhava para sua libertação. Aceitando tornar-se aliado de Deus, o povo se empenhava na própria libertação espiritual e moral, isto é, em um estilo de vida livre do pecado, digno do povo que foi escolhido por Deus. Assim a aliança proposta pelo Senhor a seu povo comportava uma dupla libertação: a libertação da escravidão, física, política, social; a libertação moral e espiritual da escravidão do pecado e do mal.

Deus chama à libertação suprema aqueles que criou à sua imagem e semelhança, as criaturas humanas. O Decálogo é o convite de Deus ao homem para libertar-se da escravidão do pecado e do mal, para conduzir a uma existência límpida e limpa no seu amor. O Decálogo vem a ser para o homem a proposta dos valores verdadeiros, que enriquecem, que levam à maturidade, à plenitude de vida.

Decálogo quer dizer dez palavras, dez enunciados. Constituem o fundamento da Aliança. Recordamos as tábuas da lei: os três primeiros enunciados, escritos sobre a primeira tábua, dizem respeito à conduta que o homem deve ter para com Deus:Não terás outro Deus fora de mim”; “Não tomarás o nome de Deus em vão”; “Recorda-te de santificar as festas” (os dias de preceito).

Os sete outros enunciados propõem as condições para a convivência social, de irmãos entre irmãos: “Honrar o pai e a mãe”; “Não matar”; “Não cometer atos impuros”; “Não roubar”; “Não dar falso testemunho”; “Não desejar a mulher dos outros”; “Não desejar as coisas dos outros”.

Podemos refletir ao infinito sobre os dez mandamentos. Eles constituem um empenho moral vinculante especialmente depois que Jesus Cristo revelou quem é Deus para nós, e quem somos nós para Deus e quem somos nós, uns para os outros: um Pai, filhos, irmãos.

Os dez mandamentos não são nem imposição de um Deus tirano, nem simples resultado de um esforço de vontade, mas a consequência da nova vida que Deus nos deu, na morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A nossa pátria é nos céus”. É e não será, porque somos já cidadãos do céu. Esta é a realidade. O cenário deste mundo passa, é somente sombra. O objeto adequado de nossa existência não é a realidade do mundo, mas somente Deus tem ações salvíficas.  Somente o Senhor tem a medida de infinita grandeza à qual somos chamados.

A caminhada penitencial de sair de uma situação de escravidão e pecado para uma outra realidade prometida e garantida pela misericórdia de Deus. A direção é a Colina Sagrada, a mansão da misericórdia, o coração do Amado Senhor. O ponto de partida é a casa da Mãe: a casa de Nossa Senhora. Qual mãe não deseja que o filho seja encaminhado a um bom fim?

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