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Conselhos de João Batista


 

Oração a São João Batista
Ó Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor, primogênito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça que  maravilhosamente recebestes desde  o seio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente que com fé, a graça que necessito, lhe suplico… Alcançai-me também, meu excelso protetor, singular devoção a Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa á casa de vossa mãe S. Isabel, para serdes livre do pecado original e cheio dos dons do Espírito Santo. Espero conseguir essa graça se for da vontade Divina, meu Santo protetor.

São João Batista, rogai por nós!

(reza-se: 3 pai nossos, 3 ave-marias, 3 glórias)

 


No Advento, a Igreja põe-nos a figura de João Batista, e com ele outra nova imagem. Já não se trata de preparar uma terra capaz de acolher adequadamente a boa semente: trata-se de preparar um caminho para que possa, por ele, chegar a nossa alma a Pessoa adorável do Senhor.

São quatro as ordens, os conselhos que João Batista, e a Igreja com ele, nos dão:

A primeira ordem de João o Batista é baixar os montes: todo monte e toda colina seja humilhada, seja volteada, baixada, desmoronada. E cada um tem que tomar isto com muita seriedade e ver de que maneira e em que forma esse orgulho - que todos temos - está na própria alma e está com maior superioridade, para tratar no Advento - com a ajuda da graça que temos de pedir -, para reduzir, moderar, vencer e suprimir assim que seja possível desse orgulho que obstrui o descenso frutífero do Senhor em nós.

Em segundo lugar, João o Batista fala-nos de endireitar os caminhos. É apontar o mais importante: Eu sou uma voz que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, aplainem seus caminhos. E aqui temos, então, o chamado também obrigatório à retidão, isto é, a querer sincera e praticamente somente o bem, somente o que é bom, o que quer Deus, o que é conforme a lei de Deus ou a vontade de Deus, o que significa o imitar a Jesus, aquilo que se faz escutando a voz interior do Espírito Santo e de nossa consciência guiada por Ele.

A cada um corresponde neste momento ver que é o que há de corrigir na própria conduta, mas sobretudo na própria atitude interior para que Jesus Cristo Nosso Senhor, vendo claramente nossa boa vontade e nos vendo humildes, esteja disposto a vir a nosso interior com plenitude, ou pelo menos com abundância de graças.

O terceiro aspecto da mensagem de João o Batista refere-se a fazer planos os caminhos abruptos, os que têm pedras ou espinhas, os que ferem os pés dos caminhantes, os que impedem o caminho tranquilo, sem dificuldade. E esse chamado faz referência à necessidade de ser para o nosso próximo, precisamente, caminho fácil e não obstáculo para sua virtude e para seu progresso espiritual: tirar de nós todo aquilo que molesta ao próximo, que o escandaliza, que o irrita ou que lhe dificulta de qualquer maneira o poder marchar, direta ou indiretamente, para o céu.

O quarto elemento da mensagem de João Batista é o de encher toda profundeza, todo abismo, todo vazio. Os caminhos não só se constroem baixando os montes excessivos, nem só endireitando os caminhos tortos, ou aplainando os caminhos que tenham pedras: também enchendo as profundezas ou cobrindo as ausências. Esta mensagem refere-se à necessidade de encher nossas mãos e nossa consciência com méritos, com orações, com obras boas - como fizeram os Reis Magos e os pastores - para poder acolher a Jesus Cristo com algo que lhe dê gosto; não só com a ausência de obstáculos ou de coisas que o molestem, não só com ausência de orgulho ou com ausência de falta de retidão ou de dificuldades em nossa conduta para com o próximo, senão também positivamente com a construção: com nossas orações e com nossas boas obras e um pequeno - ao menos - volume, capital de méritos, que dê gosto ao Senhor quando vir e que possamos depositar a seus pés.

O Advento, além da comemoração e o sentido do Antigo Testamento - da terra que espera a boa semente -, além da figura limite entre o Antigo Testamento e o Novo - João Batista -, este Tempo nos aproxima mais do Senhor por aquela que, em definitivo, foi quem nos entregou a Jesus Cristo: a Virgem. Não só no hemisfério sul entramos no Advento pela porta do Mês de Maria, senão que em toda a Igreja se entra no Advento pela festa da Imaculada Conceição.

E a Imaculada Conceição significa duas coisas: por uma parte, ausência de pecado original e, por outra, ausência de pecado para e pela plenitude da graça. A Virgem foi eximida do pecado original e das consequências do pecado original que na ordem moral fundamentalmente é a concupiscência, isto é, a rebelião das paixões, a falta de ordem dentro de nossa pessoa, a rejeição que nossa matéria e nosso apetite indômito opõem à vontade e a razão iluminadas pela fé, pela esperança e pela caridade; iluminadas, acessas e sustentadas pela graça. A Virgem, preservada do pecado original no momento de sua concepção e libertada de todo obstáculo, teve a alma plenamente capacitada desde o primeiro instante para receber a plenitude da graça de Jesus Cristo.

Portanto sua festa da Imaculada Conceição, com esse caráter sacramental que têm todas as festas da Igreja, esse caráter de sinal que ensina e de sinal eficaz que produz o que ensina, nos traz a graça de nos libertar do pecado e de vencer, de moderar, de sujeitar em nós as paixões soltas pela concupiscência, aos efeitos de que nos possa chegar plenamente a graça; e naturalmente, se estamos em Advento, para que possa vir a graça do nascimento de Jesus Cristo misticamente à nossa alma, no dia de Natal.

Portanto, unamos a toda a ajuda que nos podem prestar os patriarcas do Antigo Testamento que desde o céu rogam por nós (eles que tanto pediram a vinda do Messias), unamos à intercessão e à figura sacramental de João Batista, unamos acima deles a presença da Santíssima Virgem em sua festa em 8 de dezembro e em todo este tempo, pedindo concretamente que o poder nos liberte do pecado, de tudo o que em nós tenha de orgulho, de falta de retidão, de falta de caridade com o próximo, de ausência de virtude; libertar-nos de todo isso para que, quando da vinda de Jesus Cristo no dia de Natal, não encontre em nós nenhum obstáculo a suas intenções de encher nossa alma com sua graça.

A perspectiva de um novo nascimento do Senhor, em nós e no mundo tão necessitado dele, tem que ser objeto de uma preocupação, de todo um conjunto de sentimentos e de atos de vontade que estejam polarizados pelo desejo de pôr de nossa parte todo o que possamos, para que o Senhor venha o mais plenamente possível sobre cada um e sobre o mundo.

E se isto vale sempre, se faz mais exigente nas circunstâncias do mundo presente que desvirtua precisamente o que Jesus Cristo trouxe com seu nascimento. É necessário que ponhamos tudo de nossa parte para que Jesus venha a nós com renovada força no dia de Natal e, através de nós, sobre as pessoas que estão junto, sobre a Igreja e sobre o mundo!

Fiquemos em espírito de oração, fomentando em nosso interior o desejo de que as coisas ocorram segundo as intenções e os desejos do mesmo Senhor.

O Advento é uma época muito linda do ano. Após as festas de Natal e de Páscoa, talvez a mais bela, porque é uma época de total esperança, de segurança alegre e confiante. Nesse sentido nosso Advento é mais lindo que o do Antigo Testamento: esperava-se o que ainda não vinha, em mudança nós sabemos que o Senhor já veio sobre o mundo, sobre a Igreja, sobre cada um e então temos bem mais apoio para nossa segurança de que tem de vir novamente, a aperfeiçoar o já iniciado.

Por outro lado, essa presença do Senhor na Igreja e em nós nos fez ir conhecendo Jesus, o amando e o tratando com confiança; por tanto, este esperar seu novo nascimento tem que ser bem mais doce, bem mais suave, bem mais seguro, bem mais esperançado (com o duplo elemento de segurança e alegria da esperança) do foi à espera dos homens e mulheres do Antigo Testamento.

Fiquemos, pois, unidos com Jesus, conversemos sobre estes temas, perguntemos o que nos sugere à cada um em particular para que possamos, desde o começo, viver o Advento do modo mais conducente para obter a plenitude de Natal que Ele sem dúvida quer nos dar.

 

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