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14 de julho - São Camilo de Lellis

Enquanto ao norte dos Alpes e na Inglaterra, filhos ingratos da velha Igreja Católica se revoltavam contra ela sob o pretexto de quererem reformá-la, vivia ao sul dos Alpes e na Península Ibérica uma plêiade de santos. Estes homens começaram a reforma lá onde toda reforma deve começar: consigo mesmos. Exemplo clássico desta reforma verdadeira, fornece-o a vida do congregado mariano São Camilo de Lellis.

Nasceu em Bocchianico, no reino de Nápoles, em 1550. As circunstâncias que rodeavam a sua entrada no mundo e os primeiros anos nele passados não favoreciam uma vida de santidade. O pai era oficial nos exércitos de Carlos V. Sua mãe, uma senhora já quase sexagenária, quando deu à luz este filho que devia ser uma benção para milhares e milhares de seres humanos. A mãe, entretanto, não sobreviveu por muito o advento de Camilo. E, com seis anos de idade, o menino perdeu também o pai. Nestas condições não era de esperar que o jovem adquirisse uma boa educação. De fato, aprendeu apenas a ler e escrever. Mas numa coisa tornou-se perito, bem cedo, no jogo.

Com 18 anos, entrou para o exército, primeiro, de Veneza, depois, de Nápoles. A sua paixão pelo jogo e uns abscessos nos pés causaram a sua expulsão das forças armadas. Em 1574, conseguiu, porém, novo alistamento em Veneza e lutou contra os turcos. O jogo foi mais uma vez a sua desgraça: perdeu toda a sua fortuna. Para não morrer de fome, foi trabalhar como servente na construção do convento dos Capuchinhos em Manfredônia. Esta humilhação e o exemplo dos religiosos abriram-lhe os olhos.

Ingressou na sua Ordem. Mas as feridas nos pés forçaram o moço a voltar ao mundo. Dirigiu-se para o hospital de São Giacamo, em Roma, onde já uma vez passara uma temporada e donde fora expulso por causa do jogo e das suas conversas desedificantes. Curado, trabalhou naquela casa durante 4 anos.

Nesse tempo, aconselhava-se, freqüentemente, com São Filipe Neri. Resolveu entrar mais uma vez na Ordem dos Capuchinhos. Mas, também, desta vez, teve que abandonar o convento por causa da antiga moléstia. Voltou ao hospital de São Giacomo e foi feito mordomo. Nesta posição sofreu muito ao ver a negligência com que os enfermeiros cuidavam dos doentes. Veio-lhe a idéia de fundar uma associação de enfermeiros que se dedicassem aos doentes por amor a Deus. Notando, porém, que, muita vezes, as almas careciam ainda mais de cuidado do que os corpos, a sua associação deveria compor-se de sacerdotes e leigos.

Para executar tal projeto, era-lhe indispensável o estudo. Com 32 anos voltou aos bancos escolares, no Colégio Romano. Já em 1584, foi ordenado sacerdote. Podia, agora, pensar em executar o seu plano. Mas, ao pôr os fundamentos da sua obra, encontrou, inesperadamente, as maiores dificuldades. Não desanimou. Começou com alguns amigos que partilhavam o seu ideal e, sem emitir votos religiosos, por enquanto, formaram uma comunidade ao serviço dos doentes nos hospitais. Pouco depois, incluiu Camilo no programa de trabalhos também a assistência aos doentes em casas particulares. Os seus filhos espirituais tinham um dom especial de ajudar aos moribundos. Por isso, foram chamados os "Padres da Boa Morte".

O papa Sixto V aprovou a associação de boa vontade. E Camilo pôde abrir uma casa em Nápoles (1588). Naquela cidade, os padres da Boa Morte receberam o batismo de fogo, durante a peste.

O seguinte papa, Paulo V, que em alta estima tinha a Camilo, elevou o instituto à categoria de Ordem religiosa. Aos votos de pobreza, castidade e obediência acrescentaram o quarto, o de servir aos doentes atacados pela peste.

Seguiram-se agora várias novas fundações, na Itália. Mas a saúde de Camilo tornou-se tão precária que, com a aprovação do Suma Pontífice, renunciou ao seu cargo de Superior Geral da Ordem. Não encontrou, porém, descanso. Por ordem do novo Superior Geral teve que empreender uma série de viagens fatigantes.

Em 1613, voltou para Roma, doente. Aos 14 de Julho de 1614, a morte livrou-o dos sofrimentos de uma longa vida, abrindo-lhe as portas do Paraíso. Fato notável: enquanto, no norte da Europa, os homens se perseguiam com ódio implacável, no sul, a caridade vivia uma era de triunfos.


Oração a São Camilo


Ó São Camilo, que imitando Jesus Cristo destes a vida pelos vossos semelhantes, dedicando-vos aos enfermos, socorrei-me na minha doença, aliviai minhas dores, fortalecei meu ânimo, ajudai-me a aceitar os sofrimentos, para purificar-me dos meus pecados e para conquistar os méritos que me darão o direito à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
Amém.
São Camilo, rogai por nós.


Os dez mandamentos, segundo o pensamento de Camilo de Léllis


01 Honra a dignidade e a sacralidade de minha pessoa, imagem de Cristo, acima de minha fragilidade e limitações.
02 Serve-me com amor respeitoso e solícito: de todo o teu coração, com toda a tua inteligência, com todas as tuas forças e com todo o teu tempo.
03 Assiste-me como gostarias de ser assistido ou como o farias com a pessoa mais querida que tens no mundo.
04 Sê a voz dos que não têm voz; sê defensor dos meus direitos, para que sejam reconhecidos e respeitados.
05 Evita toda a negligência que pode pôr em perigo minha vida ou prolongar a minha doença.
06 Não frustes minha esperança com teu afã e impaciência, com tua falta de delicadeza, e com tua incompetência.
07 Sou um todo, um ser integral: cuida de mim, assim. Não me reduzas a um número ou a uma história clínica. E não te limites a um relacionamento meramente funcional.
08 Conserva limpo teu coração e tua profissão: não permitas que a ambição ou a ganância venham a manchá-los.
09 Preocupa-te com meu restabelecimento; não te esqueças que vim ao hospital para sair o mais curado possível.
10 Toma parte em meus sofrimentos e angústias. Embora não consigas eliminar minha dor, acompanha-me. Sinto falta do teu gesto humano e gratuito que faz com que me sinta alguém, não algo ou um caso interessante.

 

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