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Corrupção: mal baseado na idolatria do dinheiro

"Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades"

O Papa Francisco tuitou neste sábado (09/12), Dia Mundial de Combate à Corrupção, promovido pelas Nações Unidas: “A corrupção deve ser combatida com força. É um mal baseado na idolatria do dinheiro que fere a dignidade humana”.

Este é um tema que o Papa Francisco abordou várias vezes desde o início de seu pontificado. Aliás, desde quando era Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio sempre se posicionou contra a corrupção.

Em seu pontificado, recordamos, em particular, o apelo feito no bairro napolitano de Scampia, em março de 2015, onde conjugando um neologismo eficaz afirmou que “um cristão que deixa entrar dentro de si a corrupção, fede”.

Bispos brasileiros contra a corrupção

“Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas. Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum”.

O trecho acima é do artigo do Bispo de Campos (RJ), Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, recém-publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que tem como tema “Refundar e fazer nova a República”. No artigo, o bispo retrata em poucos parágrafos a crise do sistema político e a extensão do câncer da corrupção no Brasil.

O prelado é uma das muitas de vozes brasileiras que têm se levantado contra a corrupção que assola o país. A data de hoje, remete ao dia em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida.

Para o Bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, a corrupção é moralmente um grande e gravíssimo pecado.

Uma pessoa que compactua e pratica a corrupção jamais poderá ser reconhecida como cristão ou cristã. Eticamente, a corrupção destrói qualquer sociedade”.

O bispo destaca ainda que é preciso uma conscientização coletiva não só da corrupção que existe nos altos escalões da sociedade brasileira ou praticado por políticos, seja no Executivo, Legislativo ou no Judiciário.

Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades, desde a infância. Ela cresce, por exemplo, quando não exigimos fiscal. Quando queremos vantagens sobre pagamentos escondendo parte do valor. Quando fizermos a educação nova da honestidade e transparência aí podemos pensar em vencer a corrupção endêmica do Brasil”, enfatiza Dom Werlang.

Em 26 de outubro passado, a CNBB divulgou uma nota sobre o grave momento político, destacando que a corrupção corrói o Brasil. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que crescem cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), a corrupção é o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social na atualidade. Todos os anos, 1 trilhão de dólares é pago em suborno, enquanto cerca de 2,6 trilhões de dólares são roubados pela corrupção, o equivalente a mais de 5% do Produto Interno Bruto mundial.

Segundo estudo divulgado pela entidade Transparência Internacional, o Brasil fechou o ano de 2016 em 79º lugar entre 176 países no ranking sobre a percepção de corrupção no mundo. Além do Brasil, estão empatados em 79º lugar Bielorrússia, China e Índia.

Dom Guilherme, convoca a Igreja no Brasil, os pastores, leigos e leigas, neste Ano do Laicato, a assumirem uma nova educação partindo da Palavra de Deus, que desafia e orienta ao mesmo tempo como buscar isto.

O bom exemplo deve partir de nós. Infelizmente, a desonestidade também acontece entre nós, nas Igrejas Cristãs, em nossas paróquias e dioceses onde também se fazem estas concessões e um jogo não tão transparente como deveria ser, portanto, temos muito trabalho e devemos ser os primeiros a dar um bom exemplo de uma vida honesta, transparente e justa para sermos construtores de uma nova sociedade”, conclui.


Fonte: Rádio Vaticano, com informações do site da CNBB


 

A Deus nada é impossível

Em pleno Advento, chamados a dar objetividade à esperança e a viver a densidade do desejo de se encontrar plenamente com Jesus Cristo, celebramos o mistério da Conceição Imaculada de Maria, a Mulher em quem se realizou plenamente, desde o primeiro instante da sua existência, o desígnio salvífico de Deus. As leituras da Sagrada Escritura confrontam-nos com o mistério da mulher e o seu lugar específico na aventura da Salvação. Ressalta o contraste entre Eva, a primeira mulher, a mãe de todos os homens, e Maria, a nova Eva, a bendita entre todas as mulheres.

A dimensão da vida de Maria que celebramos nesta festa litúrgica tem, na Palavra da Escritura que acabamos de escutar, duas abordagens que se encontram na plenitude de uma mulher, plenamente mulher: a primeira é o olhar extasiado e comovido com que nós, pecadores, olhamos para ela e lhe chamamos “Imaculada”, a sem mancha, que nunca conheceu a infidelidade do pecado. Só quem, na sua vida, nunca sentiu o desejo de vencer a fragilidade e a tentação, não sente o fascínio de uma mulher imaculada. Ela é uma estrela cuja luz reacende, na nossa vida, a esperança, tem o fascínio de um ideal de quem quer seguir essa luz, como os Magos seguiram a estrela, porque volta a acreditar que tudo é possível, “porque a Deus nada é impossível” (Lucas. 1,37).

Eva foi criada à “imagem de Deus”, tendo gravada, no seu coração, a semente do amor divino. Mas não permaneceu imaculada, não foi bendita entre as mulheres, ou seja, deixou de ser o modelo de mulher que Deus desejou, importante para o triunfo positivo da humanidade. Segundo o texto do Gênesis, a fragilidade de Eva surpreendeu Adão e deixou-o fragilizado, e desgostou, profundamente, o coração de Deus. Porque fizeste isto, disse Deus à mulher. E Adão, quando Deus lhe pediu contas da sua desobediência, a resposta que dá não é uma desculpa; é a expressão de um realismo sincero, que afirma, para todo o sempre, como o homem precisa da ajuda da mulher para ser fiel ao amor. A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore, e eu comi (Gênesis. 3,12). A mulher companheira, a que intui quando ele ainda não percebeu, a que é capaz dos grandes rasgos de generosidade, a que tem um coração que se deixa cativar, que ele aprendeu a considerar o baluarte da sua fortaleza, o fundamento da sua segurança, a que primeiro intui o caminho da felicidade, falhou, deixou-se encantar por outra voz, que não era a de Deus. A fragilidade da mulher teve repercussões profundas no futuro da humanidade, em todos os tempos.

E é por isso que o surgir, no horizonte da história, de uma mulher imaculada, significa o renascer da esperança. Para os homens, que precisam de continuar a ter a mulher como companheira para construírem o seu próprio caminho de fidelidade, voltam a poder confiar nela, a abandonar-se às intuições mais profundas do seu coração, à ousadia do seu dom, à humildade da sua aceitação do mistério. Para as mulheres, que sentem que a maldição de Eva está vencida, e a sua dignidade recuperada, o seu coração volta a estar ancorado no amor de Deus e podem seguir, com segurança, todos os seus impulsos de amor. Descobrem, na linha da Carta de Paulo aos Efésios que, em Cristo, foram escolhidas antes da criação do mundo para serem santas e irrepreensíveis perante Deus, através do mistério do amor. Maria, a Mulher Imaculada, suscita em todas as mulheres que acreditam em Cristo, a esperança de voltarem a ser imaculadas, companheiras seguras do homem na aventura da fidelidade.

Mas o mistério de Maria que celebramos é apresentado pela Sagrada Escritura, também na perspectiva de Deus. Quando Deus vem ao encontro de Maria, através do mensageiro celeste, chama-lhe a “cheia de graça”. O Anjo diz a Maria: Deus está encantado por ti. A plenitude de graça é a plenitude do Amor. Deus pode amar Maria como Se ama a Si Mesmo, na intimidade da comunhão trinitária, e Maria, ao deixar-se amar, mergulha numa resposta de amor, sem receio e sem limites. Pela primeira vez, desde o pecado de Eva, uma criatura participa plenamente no amor divino e essa criatura é Maria. É isso que a torna “bendita entre as mulheres”. São Bernardo, num dos seus sermões sobre Nossa Senhora, referindo-se à Anunciação, diz que o Anjo, que trazia uma mensagem de amor da parte de Deus, fica surpreendido ao encontrá-la completamente mergulhada no amor divino. Esse amor é a expressão máxima do seu caráter imaculado.

O Evangelho relaciona esta plenitude de amor com a sua maternidade divina. Na natureza humana, fragilizada pelo pecado, a maternidade realiza a mulher, porque a abre a expressões fundamentais do amor: a sua gratuidade sem limites e a sua fecundidade. Em Maria é o amor que realiza a Mãe. É a plenitude desse amor que a torna Mãe, segundo o desígnio de Deus e não segundo a natureza. É o amor de Deus que é fecundo nela: O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá da Sua sombra (Lucas. 1,35). O seu Filho é, realmente, fruto do amor divino: “É por isso que o Santo que vai nascer será chamador Filho de Deus” (Lucas. 1,35).

A criação reencontra a sua verdade fundamental. O homem e a mulher são reconduzidos ao seu papel de protagonistas da Salvação. Para que um homem voltasse a ter essa primazia de plenitude de vida, foi necessário que um homem especial, “o Homem”, fosse Filho de Deus. Para que a mulher recuperasse o seu lugar central na Salvação, bastou que uma mulher, simples criatura, fosse Imaculada e pudesse amar como Deus ama. É esta sua forma de plenitude que pode ser modelo para nós, simples criaturas, que Deus predestinou em Cristo, para sermos seus filhos adotivos. Vencido o pecado, podemos caminhar para uma vida imaculada, digna da intimidade de Deus. Anima-nos a certeza de que a Deus nada é impossível(Lucas. 1,3)

Aprenda a rezar

Como fazer para rezar? Trata-se de uma dúvida comum. Os próprios discípulos de Nosso Senhor pediram que Ele lhes ensinasse como fazê-lo.

Importa, antes, ter em mente que crescer na vida de oração é crescer no amor. As pessoas, às vezes, acham que a oração consiste em não se sabe que espécie de elucubrações mentais ou intelectuais e acaba perdendo de foco o seu crescimento espiritual. Santa Teresa de Ávila diz em seu livro Castelo Interior, que o que faz subir às moradas superiores é o amor: “Para aproveitar muito neste caminho e subir às moradas que desejamos, não está a coisa em pensar muito, senão em amar muito”.

A oração quer dizer, de acordo com a definição de São João Damasceno, a elevação da alma a Deus. Para proceder à oração mental, também chamada de meditação, é possível cumprir o seguinte método, tradicionalmente recomendado pelos santos e místicos da Igreja.

Primeiro, é preciso preparar-se. A oração é um encontro entre o homem e Deus. Antes, porém, o próprio orante deve se encontrar consigo mesmo, apaziguando e acalmando os seus sentidos e as potências de sua alma. Para tanto, não são necessárias técnicas indianas ou transcendentais, mas tão somente alguns segundos, a fim de sair da agitação da rotina e tranquilizar-se. Depois, é importante colocar-se diante de Deus. Quando vão rezar, muitas pessoas começam a referir-se a Ele como a um terceiro e, ao invés de se encontrarem com Deus, acabam simplesmente por pensarem a Seu respeito. Ora, sem a presença sobrenatural, não há oração. Ao iniciar, pois, este encontro, o orante deve fazer um ato de fé na presença de Deus. Também se pode pedir à Virgem Maria ou ao anjo da guarda que o ajude neste momento de oração. O Opus Dei tem uma oração específica para antes das meditações:

Meu Senhor e Meu Deus, creio firmemente que estás aqui, que me vês, que me ouves. Adoro-Te com profunda reverência. Peço-Te perdão dos meus pecados e graça para fazer com fruto este tempo de oração. Minha Mãe Imaculada, São José, meu Pai e Senhor, meu Anjo da Guarda, intercedei por mim.”

Depois disso, o homem, primeiro com a sua faculdade cognitiva – a inteligência –, depois com o seu apetite racional – a vontade –, eleva a sua alma a Deus, propriamente. Iluminado pela luz da mera razão natural, o ser humano enxerga mal as coisas, como que tendo a sua visão limitada pela escuridão da noite; assistido pela luz sobrenatural, ao contrário, ele pode ver as coisas como em pleno dia. Por isso, é preciso começar pedindo a Cristo que ilumine a própria inteligência para compreender o mistério do Seu amor e da Sua bondade. Então, o orante deve escolher um mistério da vida de Cristo para contemplar – a Sua paixão, por exemplo –, até que, “ruminando”, por assim dizer, aquela verdade, o seu entendimento se ilumine e ele fique “alimentado” interiormente.

Depois de elevado o intelecto, importa elevar a Deus a própria vontade, da qual nascem, por exemplo, as paixões do amor e do ódio. Sim, na oração, é preciso amar e, ao mesmo tempo, odiar. Por exemplo, ao contemplar a paixão de Cristo, o orante deve tanto amar – com um ato de vontade, dizer: Senhor, Vós me amastes tanto, eu quero Vos amar de volta, entregar a minha vida – quanto odiar os seus pecados, que são a causa do sofrimento de Cristo – com um ato de contrição fervoroso, dizer: Eu detesto os meus pecados, que Vos mataram na Cruz, a minha miséria e ingratidão que Vos fez tanto mal. Estou cansado de não Vos amar. Eu quero Vos amar. Por isso, sento-me como um mendigo na soleira de Vossa porta: dai-me a graça de amar-Vos. A partir disso, então, ele pede a Deus as graças necessárias para amá-Lo, crescer nas virtudes etc.

Por fim, conclui-se a meditação com uma ação de graças e também alguns propósitos.

Quanto tempo se deve gastar nesta oração? O tempo que o orante dispuser para tanto. Santo Afonso Maria de Ligório recomenda aos iniciantes que não passem de meia hora neste exercício, para que não corram o risco de se enfadarem. É possível, no entanto, aumentar este tempo de meditação, à medida que a alma progride no amor. O melhor momento para fazê-la é depois da Sagrada Comunhão, quando Cristo, em Sua humanidade gloriosa, habita em si.

Quanto aos sentimentos, eles são apenas consequências corporais do que acontece na alma durante a oração. Não constituem, pois, a sua essência. Pode acontecer que, na meditação, a pessoa se emocione, sinta arrepios e queira chorar; essas coisas, todavia, nem sempre acontecem e não se deve ficar forçando a sua ocorrência, como se uma boa oração dependesse disso. Os dons carismáticos também não são necessários à oração; trata-se de graças gratis datae, isto é, dadas de graça. Vêm, portanto, quando Deus quer.

Atente-se, por último, que o caminho e as recomendações aqui indicados não são específicos para determinado grupo ou determinado movimento; são para todos os católicos. À margem os sentimentos, a oração consiste essencialmente na elevação do coração humano a Deus, com a sua faculdade cognitiva e apetitiva, intelecto e vontade. Acolhamos, pois, o imperativo da divina liturgia: “Sursum corda – Corações ao alto!


Fonte: Aleteia


 

Conselhos de João Batista


 

Oração a São João Batista
Ó Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor, primogênito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça que  maravilhosamente recebestes desde  o seio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente que com fé, a graça que necessito, lhe suplico… Alcançai-me também, meu excelso protetor, singular devoção a Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa á casa de vossa mãe S. Isabel, para serdes livre do pecado original e cheio dos dons do Espírito Santo. Espero conseguir essa graça se for da vontade Divina, meu Santo protetor.

São João Batista, rogai por nós!

(reza-se: 3 pai nossos, 3 ave-marias, 3 glórias)

 


No Advento, a Igreja põe-nos a figura de João Batista, e com ele outra nova imagem. Já não se trata de preparar uma terra capaz de acolher adequadamente a boa semente: trata-se de preparar um caminho para que possa, por ele, chegar a nossa alma a Pessoa adorável do Senhor.

São quatro as ordens, os conselhos que João Batista, e a Igreja com ele, nos dão:

A primeira ordem de João o Batista é baixar os montes: todo monte e toda colina seja humilhada, seja volteada, baixada, desmoronada. E cada um tem que tomar isto com muita seriedade e ver de que maneira e em que forma esse orgulho - que todos temos - está na própria alma e está com maior superioridade, para tratar no Advento - com a ajuda da graça que temos de pedir -, para reduzir, moderar, vencer e suprimir assim que seja possível desse orgulho que obstrui o descenso frutífero do Senhor em nós.

Em segundo lugar, João o Batista fala-nos de endireitar os caminhos. É apontar o mais importante: Eu sou uma voz que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, aplainem seus caminhos. E aqui temos, então, o chamado também obrigatório à retidão, isto é, a querer sincera e praticamente somente o bem, somente o que é bom, o que quer Deus, o que é conforme a lei de Deus ou a vontade de Deus, o que significa o imitar a Jesus, aquilo que se faz escutando a voz interior do Espírito Santo e de nossa consciência guiada por Ele.

A cada um corresponde neste momento ver que é o que há de corrigir na própria conduta, mas sobretudo na própria atitude interior para que Jesus Cristo Nosso Senhor, vendo claramente nossa boa vontade e nos vendo humildes, esteja disposto a vir a nosso interior com plenitude, ou pelo menos com abundância de graças.

O terceiro aspecto da mensagem de João o Batista refere-se a fazer planos os caminhos abruptos, os que têm pedras ou espinhas, os que ferem os pés dos caminhantes, os que impedem o caminho tranquilo, sem dificuldade. E esse chamado faz referência à necessidade de ser para o nosso próximo, precisamente, caminho fácil e não obstáculo para sua virtude e para seu progresso espiritual: tirar de nós todo aquilo que molesta ao próximo, que o escandaliza, que o irrita ou que lhe dificulta de qualquer maneira o poder marchar, direta ou indiretamente, para o céu.

O quarto elemento da mensagem de João Batista é o de encher toda profundeza, todo abismo, todo vazio. Os caminhos não só se constroem baixando os montes excessivos, nem só endireitando os caminhos tortos, ou aplainando os caminhos que tenham pedras: também enchendo as profundezas ou cobrindo as ausências. Esta mensagem refere-se à necessidade de encher nossas mãos e nossa consciência com méritos, com orações, com obras boas - como fizeram os Reis Magos e os pastores - para poder acolher a Jesus Cristo com algo que lhe dê gosto; não só com a ausência de obstáculos ou de coisas que o molestem, não só com ausência de orgulho ou com ausência de falta de retidão ou de dificuldades em nossa conduta para com o próximo, senão também positivamente com a construção: com nossas orações e com nossas boas obras e um pequeno - ao menos - volume, capital de méritos, que dê gosto ao Senhor quando vir e que possamos depositar a seus pés.

O Advento, além da comemoração e o sentido do Antigo Testamento - da terra que espera a boa semente -, além da figura limite entre o Antigo Testamento e o Novo - João Batista -, este Tempo nos aproxima mais do Senhor por aquela que, em definitivo, foi quem nos entregou a Jesus Cristo: a Virgem. Não só no hemisfério sul entramos no Advento pela porta do Mês de Maria, senão que em toda a Igreja se entra no Advento pela festa da Imaculada Conceição.

E a Imaculada Conceição significa duas coisas: por uma parte, ausência de pecado original e, por outra, ausência de pecado para e pela plenitude da graça. A Virgem foi eximida do pecado original e das consequências do pecado original que na ordem moral fundamentalmente é a concupiscência, isto é, a rebelião das paixões, a falta de ordem dentro de nossa pessoa, a rejeição que nossa matéria e nosso apetite indômito opõem à vontade e a razão iluminadas pela fé, pela esperança e pela caridade; iluminadas, acessas e sustentadas pela graça. A Virgem, preservada do pecado original no momento de sua concepção e libertada de todo obstáculo, teve a alma plenamente capacitada desde o primeiro instante para receber a plenitude da graça de Jesus Cristo.

Portanto sua festa da Imaculada Conceição, com esse caráter sacramental que têm todas as festas da Igreja, esse caráter de sinal que ensina e de sinal eficaz que produz o que ensina, nos traz a graça de nos libertar do pecado e de vencer, de moderar, de sujeitar em nós as paixões soltas pela concupiscência, aos efeitos de que nos possa chegar plenamente a graça; e naturalmente, se estamos em Advento, para que possa vir a graça do nascimento de Jesus Cristo misticamente à nossa alma, no dia de Natal.

Portanto, unamos a toda a ajuda que nos podem prestar os patriarcas do Antigo Testamento que desde o céu rogam por nós (eles que tanto pediram a vinda do Messias), unamos à intercessão e à figura sacramental de João Batista, unamos acima deles a presença da Santíssima Virgem em sua festa em 8 de dezembro e em todo este tempo, pedindo concretamente que o poder nos liberte do pecado, de tudo o que em nós tenha de orgulho, de falta de retidão, de falta de caridade com o próximo, de ausência de virtude; libertar-nos de todo isso para que, quando da vinda de Jesus Cristo no dia de Natal, não encontre em nós nenhum obstáculo a suas intenções de encher nossa alma com sua graça.

A perspectiva de um novo nascimento do Senhor, em nós e no mundo tão necessitado dele, tem que ser objeto de uma preocupação, de todo um conjunto de sentimentos e de atos de vontade que estejam polarizados pelo desejo de pôr de nossa parte todo o que possamos, para que o Senhor venha o mais plenamente possível sobre cada um e sobre o mundo.

E se isto vale sempre, se faz mais exigente nas circunstâncias do mundo presente que desvirtua precisamente o que Jesus Cristo trouxe com seu nascimento. É necessário que ponhamos tudo de nossa parte para que Jesus venha a nós com renovada força no dia de Natal e, através de nós, sobre as pessoas que estão junto, sobre a Igreja e sobre o mundo!

Fiquemos em espírito de oração, fomentando em nosso interior o desejo de que as coisas ocorram segundo as intenções e os desejos do mesmo Senhor.

O Advento é uma época muito linda do ano. Após as festas de Natal e de Páscoa, talvez a mais bela, porque é uma época de total esperança, de segurança alegre e confiante. Nesse sentido nosso Advento é mais lindo que o do Antigo Testamento: esperava-se o que ainda não vinha, em mudança nós sabemos que o Senhor já veio sobre o mundo, sobre a Igreja, sobre cada um e então temos bem mais apoio para nossa segurança de que tem de vir novamente, a aperfeiçoar o já iniciado.

Por outro lado, essa presença do Senhor na Igreja e em nós nos fez ir conhecendo Jesus, o amando e o tratando com confiança; por tanto, este esperar seu novo nascimento tem que ser bem mais doce, bem mais suave, bem mais seguro, bem mais esperançado (com o duplo elemento de segurança e alegria da esperança) do foi à espera dos homens e mulheres do Antigo Testamento.

Fiquemos, pois, unidos com Jesus, conversemos sobre estes temas, perguntemos o que nos sugere à cada um em particular para que possamos, desde o começo, viver o Advento do modo mais conducente para obter a plenitude de Natal que Ele sem dúvida quer nos dar.

 

08 de dezembro - Imaculada Conceição


O dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8.12.1854 por Pio IX (Bula “Ineffabilis Deus”), declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a ‘Nova Eva’ (Santo Ireneu).

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