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Não Matarás

Há alguns dias, o Papa Francisco presenteou a Igreja e toda a humanidade com mais uma de suas adoráveis e inspiradas surpresas. Em audiência concedida ao presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Cardeal Luís Ladaria, o Papa decretou a alteração do parágrafo 2267 do Novo Catecismo da Igreja Católica, que admitia, em alguns casos extremos, a pena de morte. Assim dizia o texto do Catecismo, de 1992: “A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor”.

Na verdade, a decisão do Papa significa voltar às fontes, autênticas, genuínas e puras da Escritura. Nela, a lei mosaica já proibia atentar contra a vida humana: “Não matarás”.  Recolhendo este mandamento, o evangelho de Mateus transmite a interpretação que dela faz Jesus de Nazaré.  Ele diz aos discípulos no Sermão da Montanha: Ouvistes o que foi dito aos antigos: "Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo". Eu, porém, digo-vos: “Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22).

 A partir daí a morte do outro passa a ser para o cristão o interdito maior.  E a vida do outro, tão preciosa e inviolável quanto a própria. E assim sendo de tal maneira que qualquer violência contra a vida humana, mesmo em seus estágios mais frágeis, ameaçados, diminuídos e prejudicados, é gesto que atinge o coração do próprio Deus.

Ao longo dos séculos, buscando uma forma criativa de ser fiel à doutrina da qual foi constituída guardiã, a Igreja chegou a flexibilizar a radicalidade dessa lei maior. Admitiu em muitos tempos e espaços que o Estado eliminasse pessoas que haviam cometido delitos graves em nome de um desejado bem comum.

Mas sempre houve vozes que se levantaram contra essa compreensão da lei que crê poder eliminar outra vida sob a alegação de que esta é nociva à sociedade. Nos países onde a pena de morte ainda vigora, sempre houve ativos grupos de cristãos que protestaram contra a mesma, pedindo sua abolição e extinção.

Desde o início de seu pontificado, o Papa Francisco tem sinalizado a profunda discordância que sente em relação à existência da pena capital.  Falou explicitamente contra a mesma em 2015, em seu discurso no Congresso dos Estados Unidos, país onde ainda há execuções, sobretudo em alguns estados.

Agora, para não deixar mais dúvidas quanto à incompatibilidade de qualquer conivência da Igreja com tal instituição legal, decide alterar o texto do parágrafo 2267, onde se encontra explicitada a doutrina oficial católica. Afirmou na audiência concedida ao Cardeal Ladaria: “A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo.”.

O fundamento desta decisão radica na convicção profunda de que a dignidade da pessoa humana não pode ser perdida sequer após ter cometido os mais graves crimes. Por isso, a conduta a ser adotada com alguém que violou a lei e cometeu atos ilícitos e mesmo hediondos, deve visar sua redenção e recuperação, e não sua eliminação do convívio com seus semelhantes. Os sistemas de detenção devem garantir ao mesmo tempo a defesa dos cidadãos e a possibilidade de o réu redimir-se definitivamente.

Tal como transmitiu o cardeal Ladaria, o Papa deseja com esta medida encorajar "a criação de condições que permitam a eliminação da pena de morte onde ainda ela ainda acontece". Claramente, a mudança no texto do catecismo reflete a "total oposição do Papa Francisco à pena capital".

O fundo mais profundo dessa alteração doutrinal tão decisiva e fundamental mergulha na identidade do próprio Deus.  Não revelam a Escritura e a Tradição eclesial um Deus que se move segundo o mérito de suas criaturas, premiando os bons e punindo (ou eliminando) os maus.  A justiça de Deus é restaurativa, dando aos seres humanos não o que merecem, mas aquilo de que necessitam para viverem plenamente sua vocação de filhos de Deus.  E essa não se perde nem após cometer pecados e crimes, pois a misericórdia está sempre à espera para devolver a todos sua inocência original.

Não há santo sem passado nem pecador sem futuro, parece nos dizer Francisco com sua decisão.  Que o Novo Catecismo da Igreja Católica possa, com essa importante renovação, fazer brilhar cada vez mais para o mundo a identidade de Deus, que é amor sem fim e misericórdia sem limites, e criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança.


Maria Clara Bingemer é teóloga, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio


Nova redação do parágrafo 2267


2267. Durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum.

Hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos. Além disso, difundiu-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Por fim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos sem, ao mesmo tempo, tirar definitivamente ao réu a possibilidade de se redimir.

Por isso a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que «a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa», e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo. (voltar)


 

Esses homens a quem chamamos de pais

Um franciscano menciona algumas das fundamentais características do pai que exerce com excelência a sua paternidade

Meus pais foram envelhecendo, foram se fragilizando, foram precisando mais de mim. E como não precisava tanto deles, ocupado com meu trabalho e minhas relações, tornei-me ausente. Um ausente egoísta que empurrava os problemas para os irmãos e não pretendia se incomodar com a velhice e a saúde de meus guardiões” (Cuide dos pais antes que seja tarde, Carpinejar, Bertrand Brasil, p.7).

Quando chega o mês de agosto há um convite a que reflitamos sobre a figura do pai, esse homem ao qual nossa mãe nos apresentou logo após nosso nascimento. Viemos do seio dela, mas ela e ele “maquinaram” nossa chegada. E, por detrás, de tudo e antes de tudo o Pai que cria os espaços, colore as pétalas das flores e ensina os ares a fabricar a neve colocou viço e vida no amor da mãe e do pai. Viemos do Pai belo dos céus. No amor do pai e da mãe lá estávamos nós… Quem dera que sempre assim fosse. Duas vocações: ser pai e ser mãe, duas trilhas que caminham inseparavelmente juntas.

Sim, não se pode falar de pai e paternidade, de mãe e maternidade separadamente. Paternidade e maternidade constituem tesouros da humanidade, que vão se transmitindo de geração em geração não somente porque cada um nasce de um pai e de uma mãe, mas porque devido aos laços que se criam são comunicadas maneiras de viver, de ser, atitudes e virtudes. Paternidade e maternidade constituem vocações.

Uma palavra esclarecedora:

A mãe que ampara o filho com sua ternura e compaixão, ajuda a despertar nele a confiança, a experimentar que o mundo é um lugar bom que o acolhe, e isto permite desenvolver uma autoestima que favorece a capacidade de intimidade e empatia. Por sua vez, a figura do pai ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando-se mais pela orientação, pela saída para o mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e a lutar. Um pai com uma clara e feliz identidade masculina, que por sua vez combine com a esposa, com o carinho e o acolhimento, é tão necessário como os cuidados maternos. Há funções e tarefas flexíveis que se adaptam às circunstâncias concretas de cada família, mas a presença clara e bem definida das duas figuras, feminina e masculina, cria o âmbito mais adequado para o amadurecimento das crianças” (Papa Francisco, A alegria do amor, § 175).

Pai, homem companheiro da esposa: A palavra companheiro é bela. Duas pessoas que comem junto o pão de todos os dias; cum panis (aquele com quem dividimos o pão)… Mulher e homem se encontram, se estudam, percorrem parte do caminho um ao lado do outro e entre os dois brota a certeza de que podem se dar as mãos, fazer um pacto de bem-querer, fazendo a experiência de êxodo e se unindo para viver a ventura do amor conjugal. Tudo está sempre para ser feito. Mas juntos. Amantes e amigos. Os pais são bons quando são amigos das mães. Uma das maiores e mais fundas alegria dos filhos é sentirem ternura, carinho entre o pai e a mãe e um respeito amoroso nos momentos normais de divergência. O sucesso de ser pai e de ser mãe depende em boa parte do sucesso conjugal de um homem e de uma mulher. O filho é sempre um superávit de amor e não um acidente de percurso.

O pai, além de provedor, é presença: Os tempos mudaram. O pai não é apenas um provedor, mas uma presença forte e indispensável no seio da família e junto aos filhos. Não adianta somente colocar dinheiro na “firma” que é a casa. Precisa manifestar alegria de ser marido, de ser pai, de ser pessoa feliz. Presença na vida escolar dos filhos, nos eventos familiares mais amplos, no sucesso e nos desafios que a mulher e os filhos vivem. Aliás, hoje muitas mulheres é que sustentam financeiramente a casa… Pai presente na vida do filho mesmo quando houve a separação. Pai que não pode se ausentar da vida do filho que veio dele e uma mulher que escolheu para mãe de seus filhos.

Pai amigo e confidente: Pais que se colocam perto dos filhos, próximos deles. Pais que conversam com os filhos e filhas meio à maneira de colegas e confidentes. Entendamo-nos bem: não um “coleguinha” dos filhos, sempre pai, sempre uma autoridade, mas uma autoridade que sabe ser terna e firme. Pai, sombra carinhosa se faz presente de modo particular quando os filhos descobrem a bela virulência de sua sexualidade. Pais que podem ser, na medida do possível e no respeito ao mistério de cada um, amigos dos filhos.

Pais que escutam as ânsias mais profundas dos filhos: Pai e mãe saberão entrar para uma “Escola de Pais”, aprender a arte de educar. A escola e a universidade podem ajudar os filhos a se situarem diante do mundo. Pais e mães, no entanto, não passam para outros suas intransferíveis responsabilidades de educadores. A história de cada filho pode ser uma obra de arte. Depende, em parte, da qualidade humana de um pai e de uma mãe. O pai não quer que os filhos sejam carbonos ou copias suas. Na volta do trabalho e em todos os momentos e sempre auscultando as ânsias verdadeiramente profundas dos filhos. Sobretudo não deixá-los crescer numa banalidade e superficialidade de vida.

Pais vigilantes: Pais vigilantes, mas também esposos vigilantes. Que seu casamento não seja uma monótona rotina. Que ele sinta que sua mulher continua crescendo como mulher. Vigiar para que o amor conjugal não fique estagnado na mesmice das planuras. Vigiar para que na família e entre os filhos vigorem valores: ajuda de todos, atenção para com os mais frágeis, cuidado dos avós velhos e doentes, bondade que seja dom de vida e não apenas um “gestinho bonitinho”. Os pais terão sempre as antenas ligadas…

Pais de seus filhos e dos filhos que a mulher trouxe: Os homens são pais de seus filhos biológicos e dos filhos de uma companheira que veio de outro casamento. Os tempos mudaram. Homens de valor e de garra são pais dos filhos que outros homens geraram e colocaram no mundo.

Pai cuja vida seja janela para descobrir a Deus: Nada de imposição. O pai mostra aos filhos que anda buscando a Deus, que tem sede do Absoluto, pai que não seja intransigente homem dogmático, mero cumpridor de ritos religiosos. Os filhos sentirão nos pais criaturas normais com falhas, mas se curvam diante de um sacrário e escutam com avidez a Palavra. Pai e mãe saberão criar em casa um clima de verdade, de vivência das bem-aventuranças. Os filhos haverão de ficar orgulhosos do pai que é reto, simples no falar, não se vestindo do ouro do dinheiro e do prestígio.

Ainda um texto de Carpinejar:

Há filhos que abortam seus pais dentro do coração, e os enterram precocemente, antes mesmo do velório. Abandonam os pais no asilo. Largam os pais para a temeridade violenta da solidão” (Cuide dos pais… Carpinejar, op. cit. 7).


Fonte: Texto do frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, no site Franciscanos.org.br


 

Na festa do Coração de María: María, discípula do coração


Convidados pela Igreja a "fixar os olhos em Jesus” (Hebreus 12,2), e particularmente em seu Coração, inevitavelmente vemos a seu lado Maria, a mãe, que não deixa de nos falar desde seu próprio coração. Aquela que teve Jesus em seus braços, no berço em Belém e aos pés da cruz em Jerusalém, nos deixou ensinamentos eloqüentes desde seu coração pequeno e singelo. Maria é a primeira discípula de Jesus e, como tal, é para nós uma maravilhosa companheira no caminho que nos ensina com seu próprio processo de fé. Pode ser-nos útil olhá-la uma vez mais e pedir-lhe simplesmente que nos ensine como ter as mesmas atitudes de seu coração.

Maria ensina-nos como escutar a Deus 

Lucas 1,26-38 - Deus a irrompe em seu projeto pessoal com um chamado inesperado: ser mãe de Jesus. Maria pede explicações. Superada a surpresa e o temor, escuta a Deus desde os mais profundo de seu ser e aceita sem condições. Assim, muda seu projeto, assume os riscos, se aventura na fé.

Maria ensina-nos como conservar tudo no coração

Lucas 2,19 / 2,51 - Nada do que sucede resvala em seu coração. Tudo acolhe, medita, reflexiona, contempla. Vai "ruminando” em seu coração o que Deus lhe vai dizendo através de pessoas e acontecimentos. Maria: olhos que observam, ouvidos que escutam, mente que reflexiona, coração que se assombra, vida que responde.

Maria ensina-nos como ser pobre e ter um coração de pobre

É a "escrava" do Senhor, Lucas 1,38. Pobre ante Ele, assume com Ele a causa dos pobres, tal como o expressa em seu canto do Magnificat, Lucas 1,46-55. Dá a luz numa manjedoura e é visitada primeiramente pelos pobres, Lucas 2,1-20. Sofre a perseguição, a exclusão, o exílio, Mateus 2,13-15. No templo, apresenta a oferenda dos pobres, Lucas 2,22-24.

Maria ensina-nos como atender e servir aos demais

Ao saber da situação de sua prima Isabel, vai com decisão e com pressa ao seu encontro: Lucas 1,39-45. Nas bodas de Caná, está atenta, pendente de qualquer necessidade deixa-se levar por seu coração, e então adverte a Jesus, roga, intercede; convida a fazer o que Jesus diz: João 2,1-12.

Maria ensina-nos como cuidar da vida

Desde o primeiro momento da concepção, Maria cuida da vida de seu filho: Lucas 2,7; 2,44-45; 8,20. Assim o faz desde o nascimento até a cruz. Com Jesus em seus braços sabe que este filho lhe pertence e não lhe pertence: vai aprendendo dia a dia a ser livre de coração. Durante o ministério de seu filho está sempre pendente de sua vida, mas não se apropria de nada nem de ninguém. Ensina-nos a não amarrar nunca, a soltar sempre; a acompanhar, sem dominar nem invadir nem absorver. Assim Maria cresce e deixa crescer a vida.

Maria ensina-nos como estar ao pé da cruz 

Desde o anúncio de Simeão, Maria estará preparando-se para acolher na fé essa "espada que lhe atravessa o alma", Lucas 2,35. Mãe até o fim, assumirá a dor de seu filho como própria, ao pé da cruz, João 19,25-27. Saberá também compartilhar com outros, no consolo e no fortalecimento mútuo.

Maria ensina-nos como compartilhar a fé com os demais

A partir da cruz e a ressurreição, a casa de Maria é a casa dos discípulos, João 19,26-27. Ela mesma passa a ser o coração da Igreja nascente, o sustento de sua esperança. Com os discípulos ora perseverantemente. Com eles, espera a vinda do Espírito, Atos1,14; esse Espírito de Deus que trará ao coração tudo o que Jesus nos disse.


Textos Bíblicos

Lucas 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,27a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.28Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.29Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.30O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.31Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.32Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,33e o seu reino não terá fim.34Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?35Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,37porque a Deus nenhuma coisa é impossível.38Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela. (voltar)

Lucas 2,19

19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração

Lucas 2,51

51Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. (voltar)

Lucas 1,38

38Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela (voltar)

Lucas 1,46-55 

46E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,47meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,48porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,49porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.50Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.51Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.52Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.53Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,55conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.(voltar)

Lucas 2,1-20

1Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.2Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.3Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.4Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,5para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.6Estando eles ali, completaram-se os dias dela.7E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.8Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.9Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.10O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:11hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.12Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.13E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:14Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).15Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou.16Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.17Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.18Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.20Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.(voltar)

Mateus 2,13-15

3Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.14José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.15Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1). .(voltar)

Lucas 2,22-24

22Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,23conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2);24e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. .(voltar)

Lucas 1,39-45

39Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.41Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.42E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.43Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?44Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.45Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! (voltar)

João 2,1-12

1Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.2Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.3Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.4Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.5Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.6Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.7Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.8Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.9Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo10e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.11Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.12Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.(voltar)

Lucas 2,7

7E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria

Lucas2,44-45

44Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.45Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

Lucas 8,20

20Foi-lhe avisado: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. (voltar)

Lucas 2,35

35a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.(voltar)

João 19,25-27

25Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. (voltar)

João 19,26-27

26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.(voltar)

Atos1,14

14Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele. (voltar)


 

Dízimo é Partilha

Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que temos. É devolução a Ele de um pouco do que dele recebemos, por meio da Igreja, para que o seu Reino aconteça entre nós. É manifestação de nosso amor a Deus e aos irmãos. É partilha dos bens que estão a nosso dispor, especialmente com os mais necessitados.

Todos devem contribuir com o Dízimo?

Sim! O oferecimento do Dízimo nasce do coração de cada cristão participante em sua comunidade. O cristão esclarecido, em espírito de oração, fará a Deus a sua promessa, o seu voto de ofertar o Dízimo. É um ato de amor a Deus e aos irmãos.

Quanto se deve dar de Dízimo?

Dízimo é uma questão de generosidade. “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama quem dá com alegria” (2Cor. 9,7)

O dizimista deve sentir-se livre perante Deus ao fixar o percentual de sua contribuição, não deve se preocupar com o que sai do seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas com o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à Comunidade).

Alguém da comunidade está dispensado de contribuir com o Dízimo?

Todas as pessoas que participam de alguma pastoral, movimento ou ministério devem oferecer o seu Dízimo. O padre deve ser um motivador do Dízimo, por isso também deve ser um dizimista. É bom lembrar que a contribuição para movimentos e ajudas diversas não substitui o Dízimo.

O Dízimo deve ser mensal?

Sim! Com poucas exceções da área rural, o Dízimo deve ser levado à comunidade, mensalmente, pois os ganhos do dizimista são mensais e as necessidades da comunidade também.

Onde é aplicado o Dízimo?

É bom saber que o Dízimo tem destino certo. Ele é direcionado para seis dimensões da obra evangelizadora.

A primeira é a dimensão litúrgica, nas despesas com o culto: toalhas, velas, flores, folhas de canto, luz, água, vinho, hóstias....

A segunda é a dimensão Pastoral, nas despesas com as pastorais: catequese, retiros, livros, cartazes...

A terceira é a dimensão Comunitária, na remuneração dos padres, dos funcionários, manutenção do prédio, da casa paroquial, da secretaria...

A quarta é a dimensão Social, na promoção humana e social, pobres, idosos, crianças, dependentes químicos...

A quinta é a dimensão Missionária, na colaboração com as paróquias pobres da diocese e de outras dioceses, com as missões...

E a sexta é a dimensão Vocacional, na formação de lideranças, novos padres, Ministros, catequistas...

Deve-se prestar contas à comunidade do Dízimo recebido?

Sim! A equipe do Dízimo, tendo a frente o pároco, prestará contas do valor do Dízimo oferecido e como está sendo aplicado.

O Dízimo é expressão de generosidade?

O Dízimo, dado com amor, faz-nos mais generosos e agrada a Deus. Faz-nos mais desapegados dos bens terrenos; faz-nos menos egoístas. É um caminho de conversão.

Deus, que prometeu que não ficaria sem recompensa um só copo de água fresca, dado a um pequenino (Mt. 10,42), não se deixará vencer em generosidade para conosco. Só é dizimista de verdade quem acredita na Palavra de Deus.

Quais os efeitos produzidos pela partilha do Dízimo

Com certeza, com a oferta do Dízimo haverá um maior entendimento da Palavra de Deus. Uma descoberta de que o Dízimo é um ato de louvor, um compromisso com Deus, com a Igreja e com os pobres. Crescerá a alegria do coração e as bênçãos de Deus virão com certeza sobre o dizimista.

O Dízimo no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, o Dízimo é entendido como a décima parte dos bens recolhidos a Javé: “Em todo o Dízimo de gado graúdo ou miúdo, a décima parte de tudo o que passa sob o cajado do pastor é coisa consagrada a Javé”. (Lv 27,32)

No livro do Gênesis encontramos a primeira referência bíblica ao Dízimo: “E Abrão lhe deu o Dízimo de tudo”. (Gn14,20)

O Profeta Malaquias tem uma esclarecedora página sobre o Dízimo: “Tragam o Dízimo. Façam essa experiência comigo. Vocês vão ver se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vocês as minhas bênçãos de fartura” (Ml 3,8)

O Dízimo no Novo Testamento

No Novo Testamento o Dízimo está na linha da coerência de vida e na direção da justiça, da misericórdia e da caridade.

São Paulo lembra que: "Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria."

Continua São Paulo: "Poderoso é Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. Como está escrito: espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre".


Como Fazer?

Após a leitura deste texto, procure fazer uma meditação, uma oração, uma reflexão profunda e perceba como você está assumindo o Dízimo.

Procure conhecer a Pastoral do Dízimo da sua Comunidade e como fazer para oferecer o Dízimo.

Com o Dízimo de cada um, toda a Comunidade será beneficiada e estará caminhando conforme a Palavra de Deus.

E, assim, a comunidade dos fiéis será um só coração e uma só alma. (cf At 4,32).


2 Cor 9,7-10
7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
8 E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;
9 conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
10 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.

Ser Padre, Vocação para servir



Neste primeiro domingo de agosto iniciamos o mês vocacional, comemorando os que foram chamados pela vocação de servir... de ser Padre. 

Todas as vocações são dadas por Deus e são sublimes. A grande e primeira vocação do ser humano é a filiação divina: tornar-se em Jesus Cristo filhos de Deus. Jesus ensinou a chamar Deus de Pai nosso. Esta vida de amor filial a Deus, portanto, tem como consequência o amor fraternal aos irmãos. Esta é nossa vocação primeira: união com Deus no amor. “O Unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que feito homem, dos homens fizesse deuses” (S. Tomás de Aquino, in Op. 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4).

Porém Jesus deixou-nos a Igreja, Povo de Deus que caminha neste mundo; “O Senhor Jesus iniciou sua Igreja pregando a boa nova do Reino de Deus...” (LG n. 5). Na Igreja temos vários carismas e vocações, para múltiplas tarefas que constroem na caridade um novo mundo possível: o Reino de Deus que tem início aqui e se consuma na eternidade. Um destes carismas é o serviço sacerdotal. Ser padre é uma vocação para o serviço. Ser para a comunidade um sinal (sacramento) da presença de Jesus bom pastor no meio de seu povo.

São João Maria Vianney, ou Cura D´Ars foi um padre devotado a sua missão. Conta-se que nos últimos tempos de vida, chegou a atender em confissão mais de 200 pessoas por dia. Foi proclamado pelo papa Pio XI o padroeiro dos párocos.

Este ser sinal de Jesus Cristo, é uma vocação, é uma tarefa importante e necessária para o crescimento da Igreja e consequentemente do Reino de Deus, a serviço doa qual está a Igreja. Esta missão deve ser assumida com grande humildade, discernimento e determinação. Ser padre é antes de tudo um serviço de amor (amoris officium). Este serviço de amor é uma doação desinteressada que não tem como objetivo a projeção de si mesmo, nem o lucro pessoal. “Há mais alegria em dar que em receber” (At 20, 35).

Este serviço do padre é sinalizado na “caridade pastoral” a qual se caracteriza pelo conhecimento das ovelhas. Isto não significa conhecer todas as pessoas da paróquia, mas saber e estar consciente de suas dores, angústias, preocupações e alegrias. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas, não se preservando, dando tudo, até mesmo o tempo que sobra. O bom pastor busca as ovelhas desgarradas. Não se trata, creio eu de ir bater à porta das casas, mas ser uma presença visível e acessível para todos.

A condição para isso nós sabemos, esta na intimidade com Jesus Cristo. É Ele que dá força e sustento em meio às dificuldades e contratempos que sobreveem no exercício do ministério. Pois não se pode esquecer que a escolha dos apóstolos é para em primeiro lugar “estar com ele” (cf. Mc 3, 14).

O padre deve ter sempre presente o que escreveu um grande santo e bispo de Milão no terceiro século da Igreja: “O clérigo que serve a Igreja de Cristo deve de início considerar e traduzir o nome que leva e, depois de ter definido esse nome, esforçar-se por ser o que o título exprime. A palavra grega kléros significa parte, porção tirada em sorte: os que levam o nome de clérigos levam-no porque são a parte do Senhor ou porque tem o Senhor por parte. Aquele que professa uma e outra coisa deve mostrar por seu comportamento que possui o Senhor ou que é possuído por Ele. mas aquele que possui o Senhor e diz com o Profeta: O Senhor é minha herança, não pode ter nada além do Senhor” (Santo Ambrósio, Epist. 52,5 ad Nepontianum in- P L 22, 531).

Assim, o significado da palavra clero, que não raro hoje é depreciado, adquire seu verdadeiro sentido: ser uma pessoa livre para servir somente a Deus, e por causa dele servir os irmãos.

No início deste mês de agosto no qual celebramos o padroeiro dos padres, o Santo Cura d´Ars, rezemos pelos nossos padres. Procuremos ajudá-los a viver esta sublime vocação a que foram chamados.


 

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