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A missão do catequista



A Santa Igreja nos convida, durante o mês de agosto, à reflexão sobre a vocação. No primeiro domingo meditamos sobre a vocação ao sacerdócio; no segundo, a vocação à paternidade, na formação da família; depois abordamos a vocação à vida religiosa e, encerrando o mês, no quarto domingo, a vocação para propagadores da Palavra de Deus, da doutrina da Igreja, encaminhando nossas crianças e adolescentes na formação cristã e acompanhando jovens e adultos no seu amadurecimento da fé, na perseverança dessa caminhada. São os nossos caros catequistas, homens e mulheres, que se dedicam à obra de evangelização.

Como no seio da Igreja existem famílias religiosas com carismas específicos, também existem catequistas com missões distintas, uns dos outros. Todos somos chamados a catequizar, a desempenhar esta missão apostólica, confiada por Nosso Senhor aos seus discípulos: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações” (Mt 28,19), edificando, assim, o Corpo Místico de Cristo, na certeza da divindade de Jesus Cristo e da plenitude da vida Nele, para o que fomos criados. Daí a necessidade do cristocentrismo nesse processo, fazendo que alguém se ponha, como ensina o Servo de Deus João Paulo II, “não apenas em contato, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo: somente Ele pode levar ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade” (Catechesi Tradendæ I,5).

Na mesma Exortação Apostólica, o saudoso Pontífice exorta sobre a preocupação constante de todo o catequista, “seja qual for o nível das suas responsabilidades na Igreja, deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo da comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo” (op. cit. I, 6). De fato, todo cristão vocacionado deve entregar-se por inteiro ao ministério que lhe é confiado, seja o sacerdotal, o da paternidade, o da vida consagrada e o de catequista, com a missão de reger e de ensinar. Reger, encaminhar nas sendas onde se moldam ou se aperfeiçoam o caráter, ensinando-lhes sobre os princípios do cristianismo que fundamentam a moral e a ética na formação da civilização cristã.

Quem não se lembra de seu catequista?
E ousaria perguntar-lhe: quem foi seu primeiro catequista?

Oxalá todos respondessem ter haurido as primeiras lições da doutrina cristã no seio materno. Sim, pois os pais devem ser os primeiros a dar aos filhos as lições primitivas e elementares para o cultivo e a profissão de fé católica.

Tivemos depois a catequista, ou o catequista, que nos preparou para recebermos a Sagrada Eucaristia pela primeira vez. E felizes os que tiveram a oportunidade ou cuidaram em continuar essa bela caminhada, conhecendo, mais detalhadamente, as maravilhas dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, precedidos por pessoas dedicadas a conduzi-los por esse aprofundamento no conhecimento e avivamento da fé.

Em nossas comunidades, alenta-nos a dedicação de tantos que correspondem ao chamado, pelo dom da partilha entre os irmãos e oferecem à Igreja a sua parcela na obra de evangelização. Obviamente, alguns requisitos são necessários, como um equilíbrio psicológico, capacidade de diálogo e de trabalho em equipe, conhecimento abrangente sobre a matéria, engajado (a) na vida paroquial, saber respeitar as limitações dos outros, disponibilidade e perseverança, apenas para citar alguns atributos essenciais.

Mas hoje, muito mais que em todos os tempos, a realidade em que vivemos, especialmente na América Latina, traduz bem a necessidade de que o zelo missionário, perfil do catequista, seja trabalhado dentro de cada comunidade.

Atentos à realidade de cada Igreja Particular, à luz do Documento de Aparecida, esperamos redefinir o direcionamento da catequese em nosso país.

Nessa perspectiva, conseguiremos distinguir melhor, de forma atualizada, o papel de cada um na missão de evangelizadores que somos. Não só à frente de grupos de catequizandos, mas principalmente no dia-a-dia, sendo exemplo para os demais, trazendo na fronte a marca de cristão, na disciplina pessoal, na dedicação a tudo o que se propõe, na caridade para com o próximo, lembrando que “aquele que foi evangelizado, evangeliza” (Paulo VI, “Evangelii Nuntiandi”, II,24). O cristão catequiza com um simples gesto, da mesma forma como pode depor contra Nosso Senhor, na intemperança, na incompreensão, no desamor.

O catequista deve, antes de tudo, ser um exemplo de vida, atrair as pessoas para junto de si e, então, poder lhes falar de Jesus, da sua Igreja e da obra da redenção. Ele sucede a uma plêiade de santos, padres, teólogos que, ao longo da história eclesiástica, cuidaram em esclarecer o Mistério de Cristo para fazê-lo sempre melhor compreendido e mais amado. Se buscamos mirar nos santos, nos mártires, em todos que se distinguiram pelas suas virtudes cristãs é porque eles tiveram preceptores que os prepararam de tal forma que se tornaram uma referência, tiveram bons catequistas.

“As condições do mundo atual tornam cada vez mais urgente o ensino catequético, sob a forma de um catecumenato, para numerosos jovens e adultos que, tocados pela graça, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo e experimentam a necessidade de a ele se entregar”, exortava, em 1975, o Papa Paulo VI (op. cit. IV, 44). Essa necessidade se faz mais fremente dentro da realidade atual e, por isso, recomendamos o zelo de nossos catequistas para buscarem sempre se aprofundar no conhecimento mais íntimo de Cristo e a solicitude de todos os cristãos para que, prontamente, atendam ao chamado para evangelizar.

De viva voz (katéchesis) haveremos se proclamar a boa nova a todas as nações, sem nenhum temor, destemidos, como os primeiros cristãos, para merecermos gozar da intimidade de Nosso Senhor, que nos revelou as maravilhas, unindo-nos na profissão de uma só fé em um só Deus. “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamei-vos amigos, porque vos manifestei tudo o que ouvi de meu Pai” (cf. Jo 15,15).

Quero, assim, abençoar afetuosamente a todos os catequistas e a todas as catequistas do Brasil. Em meu nome, dos presbíteros que são os primeiros colaboradores do Ordinário Local, quero agradecer a vocês pelo seu ministério de formadores e transmissores da nossa fé católica, apostólica e romana. Amém!

 

Bíblia: o livro da unidade

Os cristãos têm consciência de que a Bíblia é fundamental na busca da unidade da Igreja. Ela é, em si mesma, uma realidade ecumênica por três principais razões:

Pela sua estrutura: a história do povo de Deus é narrada de maneira ecumênica, por diferentes, por tradições religiosas e culturais. Tal diversidade, contudo, expressa a fé em um único Deus Criador e seu único projeto salvífico para todos. Assim, a Bíblia mostra que a diversidade, em si, não constitui empecilho para a comunhão entre os seres humanos e desses com Deus.

Pelo uso comum: a Bíblia é o instrumento de fé mais partilhado pelos cristãos das diferentes Igrejas. É o único livro de fé em torno do qual existe aceitação como Palavra divina e inspirada. Esse uso comum da Bíblia impele à aproximação das diferentes Igrejas nos métodos hermenêuticos dos textos bíblicos.

Pela sua mensagem: todos os cristãos compartilham a compreensão da Bíblia como a revelação do Uno-Trino Deus, e sua realidade de comunhão. Deus Pai quer reunir a todos para viver em comunhão (Ez 36, 24-28), realiza seu projeto na pessoa do Filho (1Col 1,9) e o sustenta na ação do Espírito Santo (At 2; 2Cor 13,13; Fil 2,1). Vivendo essa mensagem, a Igreja congrega os fiéis em Cristo na comunhão fraterna (At 2,42-47) e busca eliminar as divisões existentes no povo de Deus (Gl 3,28; 2Cor 5,19; 1Jo 4,7-10; At 2, 44-45).

Assim, a Bíblia sozinha não constitui o ecumenismo, mas o ecumenismo passa necessariamente pela Bíblia. O Primeiro Testamento mostra que o projeto de Deus visa a unidade do seu povo, rompendo todo etnocentrismo e atingindo todo o universo, pois Deus é Deus do cosmos (Jó 38-41) e “toda carne verá a salvação de Deus” (Is 40; 60; Gn 1,9). No Segundo Testamento, os Evangelhos apresentam Jesus superando as barreiras religiosas e culturais que causam a divisão. Ele formou uma comunidade com base a novos princípios de convivência: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. "Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros(Jo 13,34). Isso é condição para o discipulado: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,35). E aceitou morrer “para congregar na unidade todos os filhos de Deus dispersos” (Jo 11,52), confiando essa missão à sua Igreja pelo o ministério da reconciliação.

Jesus realizou ações simbólicas da unidade. Dois gestos por Ele realizados são fundamentais:

"O chamado aos discípulos e aos Doze "(Mt 10, 2-4) como iniciadores de uma nova era, um novo povo, um novo Israel. Sua missão se estende “até os confins da terra”, “até o fim dos séculos” (At 1,8; Mt 28,20).

O segundo gesto é a celebração da última Ceia, que sela uma nova Aliança, pela imolação de sua própria vida, com a finalidade de “congregar na unidade todos os filhos de Deus dispersos” (Jo 11,50-52). Ele dá à Aliança um caráter definitivo, que realiza esperanças messiânicas de unificação da “casa de Israel e a casa de Judá” (Jr 3,18; 23,5-6; 31,1; Is 11,13-14; Ez 37, 15-27; Os 2,2; Mq 2,12; Zc 9,10). Aponta, assim, para a unidade da Igreja, o novo Povo de Deus, pela participação nesse sacrifício: “Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão” (1Cor 10, 17).

Na “oração sacerdotal” de Jesus encontramos a mais intensa expressão do seu desejo de unidade entre os seus discípulos, fundamentada no amor:

Pai Santo, guarda-os em teu nome que me deste, para que sejam um como nós [...] Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim [...] Eu lhes dei a conhecer o teu nome e lhes darei a conhecê-lo, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles (Jo 17, 1.11.20-23.26).

A unidade aparece como um desejo ardente do Senhor. O amor é o critério/fundamento da unidade: “Permanecei no meu amor” (Jo 15, 9), e a cruz é o seu caminho: “Para onde eu vou, conheceis o caminho” (Jo 14,4). Isso tem conseqüências para a missão da Igreja, enviada ao mundo para unir as pessoas em Cristo (Mt 28,19-20). Assim, a Igreja assume e vive a cruz como sinal e lugar da unidade: “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32).

A Bíblia mostra que as comunidades primitivas compreenderam muito bem isso. Paulo apresenta a fé na ressurreição do Senhor como centro da vida cristã (1Cor 15). Os discípulos formam um só corpo em Cristo, sua Igreja, onde uns estão a serviço dos outros (Rm 12,4-5). Por isso, a divisão não afeta apenas as relações entre as pessoas, mas o próprio corpo de Cristo: “será que Cristo está dividido? ” (1Cor 1,10ss).

Paulo conhece as fragilidades das comunidades. Entre os cristãos existem partidos (1Cor 3, 4), ambições de poder e de honra (1Cor 4, 19-20), e outros fatores que dificultam a comunhão (1Cor 11,22). A causa maior da divisão do corpo de Cristo é o pecado, como “obra da carne” (Gl 5,19-21; Rm 1, 24-32; 1Cor 6,10), que impede de fazer o bem (Rm 1, 14,24) e produz a morte (Rm 6,23).

Como superar essas dificuldades? Paulo indica dois caminhos:

Pastoral, orientando as comunidades no modo de manter a unidade (Rm 16);

Teológico, preocupando-se em explicitar a fé no único Evangelho (Gl 1,6-10), fundamento da unidade da Igreja (Ef 2,20; 1Cor 3,10-11; Ef 2,20; 1Tm 6,19; 2Tm 2,19). Para isso, não se pode contentar com as divisões entre os cristãos. É preciso buscar pontos comuns que contribuem para o testemunho da mesma fé (At 15,29; Gl 2,10).

A unidade é fruto da ação do Espírito que dá aos cristãos “o pensamento de Cristo” (1Cor 2,10-16). O Espírito suscita e fortalece a fé comum no único Senhor como a primeira atitude ecumênica (1Tm 2,5, Hb 8,6). Assim, quem vive no Espírito deve comportar-se segundo o Espírito (Gal 5, 25), vivendo em paz e no amor verdadeiro. Surgem, assim, pessoas e comunidades novas, plenificadas em Cristo (Ef 4,13), numa relação de irmãos (Ef 4,25-32). E, desse modo, não pode haver problema capaz de impedir os esforços pela unidade de todos em Cristo (1 Cor 6,1-8; 8,1ss; 9,19-23; 10,14-17 e 31-33; 11,33ss). Pois há um só Corpo e um só Espírito, assim como é uma só a esperança da vocação a que fostes chamados; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos (Ef 4,1-6).

De Maria, nunca se consegue dizer o suficiente

Todos os dias, dum extremo da terra ao outro, no mais alto dos céus, no mais profundo dos abismos, tudo prega, tudo exalta a incomparável Maria. Os nove coros de anjos, os homens de todas as idades, condições e religiões, os bons e os maus.

Os próprios demônios são obrigados, de bom ou mau grado, pela força da verdade, a proclamá-la bem-aventurada. Vibra nos céus, como diz São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: Sancta, sancta, sancta Maria, Dei Genitrix et Virgo; e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles lhe dirigem a saudação angélica: Ave, Maria…, prosternando-se diante dela e pedindo-lhe a graça de honrá-la com suas ordens.

E a todos se avantaja o príncipe da corte celeste, São Miguel, que é o mais zeloso em render-lhe e procurar toda a sorte de homenagens, sempreatento, para ter a honra de, à sua palavra, prestar um serviço a algum dos seus servidores.

Toda a terra está cheia de sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam como padroeira e protetora em muitos países, províncias, dioceses e cidades. Inúmeras catedrais são consagradas sob a invocação do seu nome.

Igreja alguma se encontra sem um altar em sua honra; não há região ou país que não possua alguma de suas imagens milagrosas, junto das quais todos os males são curados e se obtêm todos os bens. Quantas confrarias e congregações erigidas em sua honra! Quantos institutos e ordens religiosas abrigados sob seu nome e proteção! Quantos irmãos e irmãs de todas as confrarias, e quantos religiosos e religiosas a entoar os seus louvores, a anunciar as suas maravilhas!

Não há criancinha que, balbuciando a Ave-Maria, não a louve; mesmo os pecadores, os mais empedernidos, conservam sempre uma centelha de confiança em Maria. Dos próprios demônios no inferno, não há um que não a respeite, embora temendo.

Depois disto é preciso dizer, em verdade, com os santos:

De Maria nunquam satisAinda não se louvou, exaltou, amou e serviu suficientemente a Maria, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço ela merece.

É preciso dizer, ainda, com o Espírito Santo: Omnis gloria eius filiae Regis ab intus - Toda a glória da Filha do Rei está no interior (Sl 44, 14), como se toda a glória exterior, que lhe dão, a porfia, o céu e a terra, nada fosse em comparação daquela que ela recebe no interior, da parte do Criador, e que desconhecem as fracas criaturas, incapazes de penetrar o segredo dos segredos do Rei.

Devemos, portanto, exclamar com o apóstolo: Nec oculus vidit, nec auris audivit, nec in cor hominis ascendit (1Cor 2, 9) - os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Maria, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória. Se quiserdes compreender a Mãe - diz um santo - compreendei o Filho. Ela é uma digna Mãe de Deus: Hic taceat omnis lingua - Toda língua aqui emudeça.

Meu coração ditou tudo o que acabo de escrever com especial alegria, para demonstrar que Maria Santíssima tem sido, até aqui, desconhecida, e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o reino de Jesus Cristo tomarem o mundo, será uma consequência necessária do conhecimento e do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela o deu ao mundo a primeira vez, e também, da segunda, o fará resplandecer.


Fonte: Aleteia


 

Dia dos Pais... Dia dos FiIhos


 


Oração dos Filhos para os Pais

Deus concede-me compreender melhor a meus pais, e saber, devolver-lhes amor com amor. Se não posso ama-los como antes, que eu os ame mais.

Não como um filho que chora, mais como um homem que sabe o que tem a dizer, e que expressa sua alma em uma linguagem doce e forte.

Esta noite direi e repetirei, com mais compreensão que em outras vezes, a antiga oração de minha infância:

Pai nosso, que estais nos céus, escuta a teus filhos. Te pedimos por nossos pais. Por meio deles recebemos tudo, devolve-lhes todo o bem que nos tem dado.
Nos tem dado a vida: conserva-lhes a saúde.
Nos tem dado o alimento: dá-lhes o pão de cada dia.
Nos tem dado o que vestir: que suas almas se vistam sempre de Tua graça.
Concede-lhes sobre a terra a felicidade que se encontra em servir-te e amar-te.
Faz que possamos estar um dia reunidos no céu. Amém.


Oração dos Pais para os Filhos

Senhor...

AJUDA-ME a compreender meus filhos, a escutar pacientemente o que tenham a dizer, a responder com carinho todas suas perguntas.

FAZ-ME amável com eles, como gostaria que o fossem comigo. Não me permita os interromper, lhes falando de mau modo, se não lhes ensinando com amor.

DÁ-ME COMPREENDER como confessar minhas faltas para com meus filhos, não permita que eu deboche de seus erros, nem que os humilhe ou envergonhe diante de seus amigos ou irmãos como castigo.

NÃO PERMITA que eu induza meus filhos a fazer coisas indevidas por seguir meu mau exemplo.

TE PEÇO que me guie todas as horas do dia, para que possa lhes demonstrar por tudo o que diga e faça que a honestidade é fonte de felicidade.

REDUZ o meu egoísmo que há dentro de mim. Faça com que diminua minhas críticas das faltas alheias, que quando a ira me dominar, me ajude, Oh Senhor, a conter minha língua.

FAÇA que tenha sempre nos lábios uma palavra de estímulo.

AJUDA-ME a tratar meus filhos, conforme a suas idades, e não me permita que dos menores exija o critério e normas de vida dos adultos.

NÃO PERMITA que lhes roube as oportunidades de atuar por eles mesmos com responsabilidade, de pensar, escolher e tomar suas decisões de acordo a sua idade.

PROÍBE-ME Senhor que os agrida física ou verbalmente, com o pretexto de os corrigir, pelo contrário que sempre tenha para eles: TEMPO, ABRAÇOS, AMOR E BEIJOS. Quatro passos que como anjos da guarda eu devo lhes presentear.

PERMITA-ME o poder de satisfazer seus desejos JUSTOS, mas dá-me coragem sempre de lhes negar um privilégio que sei que lhes causará dano.

FAZ-ME JUSTO, amigo de meus filhos, que me sigam por amor e não por temor.

AJUDA-ME, em fim, a ser um LIDER para eles e não um CHEFE.

Senhor eu quero ser como Tu, para que valha a pena que meu filho seja como eu!

Amém.


 

 

 

Na festa do Coração de María: María, discípula do coração


Convidados pela Igreja a "fixar os olhos em Jesus” (Hebreus 12,2), e particularmente em seu Coração, inevitavelmente vemos a seu lado Maria, a mãe, que não deixa de nos falar desde seu próprio coração. Aquela que teve Jesus em seus braços, no berço em Belém e aos pés da cruz em Jerusalém, nos deixou ensinamentos eloquentes desde seu coração pequeno e singelo. Maria é a primeira discípula de Jesus e, como tal, é para nós uma maravilhosa companheira no caminho que nos ensina com seu próprio processo de fé. Pode ser-nos útil olhá-la uma vez mais e pedir-lhe simplesmente que nos ensine como ter as mesmas atitudes de seu coração.

Maria ensina-nos como escutar a Deus 

Lucas 1,26-38 - Deus a irrompe em seu projeto pessoal com um chamado inesperado: ser mãe de Jesus. Maria pede explicações. Superada a surpresa e o temor, escuta a Deus desde os mais profundo de seu ser e aceita sem condições. Assim, muda seu projeto, assume os riscos, se aventura na fé.

Maria ensina-nos como conservar tudo no coração

Lucas 2,19 / 2,51 - Nada do que sucede resvala em seu coração. Tudo acolhe, medita, reflexiona, contempla. Vai "ruminando” em seu coração o que Deus lhe vai dizendo através de pessoas e acontecimentos. Maria: olhos que observam, ouvidos que escutam, mente que reflexiona, coração que se assombra, vida que responde.

Maria ensina-nos como ser pobre e ter um coração de pobre

É a "escrava" do Senhor, Lucas 1,38. Pobre ante Ele, assume com Ele a causa dos pobres, tal como o expressa em seu canto do Magnificat, Lucas 1,46-55. Dá a luz numa manjedoura e é visitada primeiramente pelos pobres, Lucas 2,1-20. Sofre a perseguição, a exclusão, o exílio, Mateus 2,13-15. No templo, apresenta a oferenda dos pobres, Lucas 2,22-24.

Maria ensina-nos como atender e servir aos demais

Ao saber da situação de sua prima Isabel, vai com decisão e com pressa ao seu encontro: Lucas 1,39-45. Nas bodas de Caná, está atenta, pendente de qualquer necessidade deixa-se levar por seu coração, e então adverte a Jesus, roga, intercede; convida a fazer o que Jesus diz: João 2,1-12.

Maria ensina-nos como cuidar da vida

Desde o primeiro momento da concepção, Maria cuida da vida de seu filho: Lucas 2,7; 2,44-45; 8,20. Assim o faz desde o nascimento até a cruz. Com Jesus em seus braços sabe que este filho lhe pertence e não lhe pertence: vai aprendendo dia a dia a ser livre de coração. Durante o ministério de seu filho está sempre pendente de sua vida, mas não se apropria de nada nem de ninguém. Ensina-nos a não amarrar nunca, a soltar sempre; a acompanhar, sem dominar nem invadir nem absorver. Assim Maria cresce e deixa crescer a vida.

Maria ensina-nos como estar ao pé da cruz 

Desde o anúncio de Simeão, Maria estará preparando-se para acolher na fé essa "espada que lhe atravessa o alma", Lucas 2,35. Mãe até o fim, assumirá a dor de seu filho como própria, ao pé da cruz, João 19,25-27. Saberá também compartilhar com outros, no consolo e no fortalecimento mútuo.

Maria ensina-nos como compartilhar a fé com os demais

A partir da cruz e a ressurreição, a casa de Maria é a casa dos discípulos, João 19,26-27. Ela mesma passa a ser o coração da Igreja nascente, o sustento de sua esperança. Com os discípulos ora perseverantemente. Com eles, espera a vinda do Espírito, Atos1,14; esse Espírito de Deus que trará ao coração tudo o que Jesus nos disse.


Textos Bíblicos

Lucas 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,27a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.28Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.29Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.30O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.31Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.32Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,33e o seu reino não terá fim.34Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?35Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,37porque a Deus nenhuma coisa é impossível.38Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela. (voltar)

Lucas 2,19

19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração

Lucas 2,51

51Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. (voltar)

Lucas 1,38

38Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela (voltar)

Lucas 1,46-55 

46E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,47meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,48porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,49porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.50Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.51Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.52Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.53Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,55conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.(voltar)

Lucas 2,1-20

1Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.2Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.3Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.4Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,5para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.6Estando eles ali, completaram-se os dias dela.7E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.8Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.9Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.10O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:11hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.12Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.13E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:14Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).15Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou.16Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.17Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.18Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.20Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.(voltar)

Mateus 2,13-15

3Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.14José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.15Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1). .(voltar)

Lucas 2,22-24

22Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,23conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2);24e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. .(voltar)

Lucas 1,39-45

39Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.41Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.42E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.43Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?44Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.45Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! (voltar)

João 2,1-12

1Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.2Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.3Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.4Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.5Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.6Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.7Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.8Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.9Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo10e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.11Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.12Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.(voltar)

Lucas 2,7

7E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria

Lucas2,44-45

44Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.45Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

Lucas 8,20

20Foi-lhe avisado: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. (voltar)

Lucas 2,35

35a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.(voltar)

João 19,25-27

25Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. (voltar)

João 19,26-27

26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.(voltar)

Atos1,14

14Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele. (voltar)