Últimas
Natividade de São João Batista (CIclo B)
João Batista, além da Virgem Maria, é o único santo de quem a L
Como escolher candidatos aos cargos de padrinho e madrinha de seus filhos
Se você decidiu batizar seu filho na Igreja Católica, você terá
24 de junho - Festa de São João Batista
Nestes dias o povo brasileiro festeja, com exuberância de folclo
Dízimo é Partilha
Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que
Angelus 17 de junho:
“Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Jun 28 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jun 28 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Jul 05 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jul 05 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qua Jul 11 @ 8:00PM -
Terço dos Homens

Artigos

Como escolher candidatos aos cargos de padrinho e madrinha de seus filhos

Se você decidiu batizar seu filho na Igreja Católica, você terá de escolher um padrinho e uma madrinha para o seu anjinho. São “funções” muito importantes para a vida cristã das crianças. Por isso, essa escolha deve ser encarada como um verdadeiro processo seletivo, como aqueles adotados pelas grandes empresas quando querem contratar altos executivos.

Aqui, apresentamos o perfil ideal do candidato, além da descrição do cargo e das experiências necessárias para exercer a função. Esperamos que as dicas sejam úteis neste processo seletivo!

Cargo: Padrinho e Madrinha
Área de atividade: Igreja Católica
Duração do contrato: Ilimitado
Tipo da contratação: Tempo integral
Idade mínima exigida: Acima de 16 anos
Experiências espirituais exigidas pela Igreja: necessário ter recebido os 3 sacramentos – Batismo, Primeira Comunhão e Crisma.

Qualidades necessárias para o cargo:
Ser amoroso e bondoso com seu afilhado;
Ser capaz de criar um vínculo forte com seu afilhado;
Dominar a arte de ser um padrinho e uma madrinha atenciosos, ou seja, desejar feliz aniversário para seus afilhados, lembrar-se deles na Páscoa e no Natal, enviar mensagem de boa sorte na noite anterior aos exames etc.;
Ser suficientemente maduro e forte em sua fé para assumir as missões listadas abaixo.

MISSÕES:

Durante o Batismo:
Renunciar os pecados e proclamar a fé católica.
Para a madrinha: Vestir o seu afilhado com uma roupa branca, símbolo da Ressurreição de Cristo. “Porque todos vós que fostes batizados em Cristo, revestiram-vos de Cristo” (São Paulo 3,27)
Para o padrinho: Receber a vela do batismo, símbolo da luz de Jesus Cristo. Juntamente com os pais, os padrinhos deverão manter esta chama acesa. “Porque tu eras uma vez trevas, mas agora és luz no Senhor. Vivam como filhos da luz. ” (São Paulo em Efésios 5: 8)
Ao final da celebração, assinar o documento como padrinho e madrinha, prova do compromisso assumido com o afilhado.
Durante a vida do afilhado:
Ajudar seu afilhado a crescer na fé;
Ajudar seu afilhado a lutar contra o pecado;
Oferecer ajuda na vida cristã do afilhado, principalmente durante a celebração dos sacramentos (Primeira Comunhão, Crisma e Matrimônio);
Ser exemplo para o afilhado na vida cotidiana, tentando viver de acordo com os Evangelhos.
Nós não nos tornamos cristãos sozinhos

Como o padre François Potez, pároco de Notre-Dame-du-Travail em Paris, gosta de reiterar durante os preparativos para o Batismo, ser cristão é fazer parte da Igreja, é celebrar o Corpo de Cristo juntos. E são os pais, o padrinho e a madrinha que são os primeiros a acolher o recém-batizado na comunidade cristã e a acompanhá-lo ao longo de seu caminho espiritual. Portanto, escolha com visão clara, honestidade e com a ajuda do Espírito Santo as pessoas que guiarão o seu filho no caminho para a fé, a esperança e a caridade.


Fonte: Aleteia


 

24 de junho - Festa de São João Batista


Nestes dias o povo brasileiro festeja, com exuberância de folclore, a festa de São João Batista. É bom para o povo ter motivos de alegria. Sobretudo os que brotam de longa tradição, como é o caso dos festejos de São João. A alegria dos simples encontra o seu fundamento na garantia do Evangelho: “seu nascimento será alegria para todo o povo”.

No dia 24 de junho o povo celebra o nascimento de João Batista. Não faria mal lembrar também sua morte, que a Igreja lembra no dia 29 de agosto. Interessante como ela passa desapercebida.

A morte deste grande profeta tem um recado importante, sempre válido. João pagou com a vida a denúncia corajosa dos desmandos de sua época.

Com o vigor de sua autenticidade e da austeridade dos seus costumes, advertia a todos, alertando para a urgência da mudança de mentalidade e de posturas éticas. Ninguém ficava fora de suas admoestações. Desde o povo simples, que se impressionava com as palavras do austero profeta, até as autoridades religiosas, que se inquietavam com a influência exercida por alguém desprovido de incumbências formais, mas cheio de uma autoridade moral incontestável.

Foi o confronto com a política que levou o profeta ao testemunho radical de sua vida. Diante de Herodes, não teve medo de interpelar sua conduta. Com o dedo em riste, teve a coragem de lhe dizer com clareza: “Não te é lícito!”.

Assim, colocava com clareza o pressuposto ético, de que a política também precisa ter parâmetros que lhe definem a legitimidade, e critérios que lhe apontam os procedimentos. O poder, por sua natureza, mais que qualquer outra situação humana, precisa de balizamento ético, para não se tornar instrumento da prepotência ou agente da decadência moral da sociedade.

Recuperar o vigor da ética, para que ela tenha incidência prática sobre o procedimento humano em todas as esferas da vida, é uma urgência que se impõe, diante do perigo de falência moral que hoje o mundo enfrenta. Como fazer?

João Batista nos dá um testemunho válido. Ele se imbuiu de austeridade e de autenticidade. E' urgente voltarmos à sobriedade e à busca prioritária dos valores básicos da existência, sacudindo frivolidades que nada ajudam para a vivência salutar das pessoas.

João se retirou ao deserto. Era o contexto do projeto original do povo, que precisava ser resgatado. Esta a intuição do profeta. Esta a necessidade que também temos. É urgente mergulhar nas águas de nossa trajetória histórica, para recuperarmos o projeto de nação, que corre o risco de ser diluído por veleidades de uma globalização superficial, irresponsável e traidora de nossos valores históricos.João se afastou da vida do povo. Mas não para se alienar. Ao contrário, para ter mais autoridade de fazer os questionamentos que se faziam necessários. Muitos pedem que a Igreja se afaste da política. Há um distanciamento que lhe confere mais autoridade para a palavra que ela tem a dar. Esta será tanto mais vigorosa quanto mais coincidir com as urgências éticas que precisam ser feitas hoje para a toda a sociedade.

Diante de Herodes, João foi incisivo e contundente. Não se amedrontou com o tirano. Pouco importa a incidência concreta da advertência do profeta. Naquela oportunidade, na mira da acusação estava Herodíades, a adúltera corrupta e corruptora. Era o desvirtuamento que estava em causa.

Eliseu suplicou o manto de Elias para continuar a missão profética. Hoje precisamos revestir-nos do vigor ético e da coragem de João Batista para denunciar a corrupção política. Para que o povo tenha a esperança de ver brotar do deserto um novo caminho de vida.


Oração a São João Batista

Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima, e canonizado ainda em vida pelo mesmo Jesus Cristo que declarou solenemente não haver entre os nascidos de mulheres nenhum maior que vós; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade e selá-lo até, se preciso for, com o próprio sangue, como o fizestes vós, degolado iniqüamente por ordem de um rei cruel e sensual, cujos desmandos e caprichos havíeis justamente denunciado.

Abençoai todos os que vos invocam e fazei que aqui floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. Amém.


 

 

Dízimo é Partilha

Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que temos. É devolução a Ele de um pouco do que dele recebemos, por meio da Igreja, para que o seu Reino aconteça entre nós. É manifestação de nosso amor a Deus e aos irmãos. É partilha dos bens que estão a nosso dispor, especialmente com os mais necessitados.

Todos devem contribuir com o Dízimo?

Sim! O oferecimento do Dízimo nasce do coração de cada cristão participante em sua comunidade. O cristão esclarecido, em espírito de oração, fará a Deus a sua promessa, o seu voto de ofertar o Dízimo. É um ato de amor a Deus e aos irmãos.

Quanto se deve dar de Dízimo?

Dízimo é uma questão de generosidade. “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama quem dá com alegria” (2Cor. 9,7)

O dizimista deve sentir-se livre perante Deus ao fixar o percentual de sua contribuição, não deve se preocupar com o que sai do seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas com o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à Comunidade).

Alguém da comunidade está dispensado de contribuir com o Dízimo?

Todas as pessoas que participam de alguma pastoral, movimento ou ministério devem oferecer o seu Dízimo. O padre deve ser um motivador do Dízimo, por isso também deve ser um dizimista. É bom lembrar que a contribuição para movimentos e ajudas diversas não substitui o Dízimo.

O Dízimo deve ser mensal?

Sim! Com poucas exceções da área rural, o Dízimo deve ser levado à comunidade, mensalmente, pois os ganhos do dizimista são mensais e as necessidades da comunidade também.

Onde é aplicado o Dízimo?

É bom saber que o Dízimo tem destino certo. Ele é direcionado para seis dimensões da obra evangelizadora.

A primeira é a dimensão litúrgica, nas despesas com o culto: toalhas, velas, flores, folhas de canto, luz, água, vinho, hóstias....

A segunda é a dimensão Pastoral, nas despesas com as pastorais: catequese, retiros, livros, cartazes...

A terceira é a dimensão Comunitária, na remuneração dos padres, dos funcionários, manutenção do prédio, da casa paroquial, da secretaria...

A quarta é a dimensão Social, na promoção humana e social, pobres, idosos, crianças, dependentes químicos...

A quinta é a dimensão Missionária, na colaboração com as paróquias pobres da diocese e de outras dioceses, com as missões...

E a sexta é a dimensão Vocacional, na formação de lideranças, novos padres, Ministros, catequistas...

Deve-se prestar contas à comunidade do Dízimo recebido?

Sim! A equipe do Dízimo, tendo a frente o pároco, prestará contas do valor do Dízimo oferecido e como está sendo aplicado.

O Dízimo é expressão de generosidade?

O Dízimo, dado com amor, faz-nos mais generosos e agrada a Deus. Faz-nos mais desapegados dos bens terrenos; faz-nos menos egoístas. É um caminho de conversão.

Deus, que prometeu que não ficaria sem recompensa um só copo de água fresca, dado a um pequenino (Mt. 10,42), não se deixará vencer em generosidade para conosco. Só é dizimista de verdade quem acredita na Palavra de Deus.

Quais os efeitos produzidos pela partilha do Dízimo

Com certeza, com a oferta do Dízimo haverá um maior entendimento da Palavra de Deus. Uma descoberta de que o Dízimo é um ato de louvor, um compromisso com Deus, com a Igreja e com os pobres. Crescerá a alegria do coração e as bênçãos de Deus virão com certeza sobre o dizimista.

O Dízimo no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, o Dízimo é entendido como a décima parte dos bens recolhidos a Javé: “Em todo o Dízimo de gado graúdo ou miúdo, a décima parte de tudo o que passa sob o cajado do pastor é coisa consagrada a Javé”. (Lv 27,32)

No livro do Gênesis encontramos a primeira referência bíblica ao Dízimo: “E Abrão lhe deu o Dízimo de tudo”. (Gn14,20)

O Profeta Malaquias tem uma esclarecedora página sobre o Dízimo: “Tragam o Dízimo. Façam essa experiência comigo. Vocês vão ver se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vocês as minhas bênçãos de fartura” (Ml 3,8)

O Dízimo no Novo Testamento

No Novo Testamento o Dízimo está na linha da coerência de vida e na direção da justiça, da misericórdia e da caridade.

São Paulo lembra que: "Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria."

Continua São Paulo: "Poderoso é Deus para cumular-vos com toda espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. Como está escrito: espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre".


2 Cor 9,7-10
7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
8 E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;
9 conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
10 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.

Como Fazer?

Após a leitura deste texto, procure fazer uma meditação, uma oração, uma reflexão profunda e perceba como você está assumindo o Dízimo.

Procure conhecer a Pastoral do Dízimo da sua Comunidade e como fazer para oferecer o Dízimo.

Como Dízimo de cada um, toda a Comunidade será beneficiada e estará caminhando conforme a Palavra de Deus.

E, assim, a comunidade dos fiéis será um só coração e uma só alma. (cf At 4,32).


 

Angelus 17 de junho: "Deus é sempre o Deus das surpresas"

Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário”, disse o Papa Francisco em sua reflexão do Angelus, ao meio-dia deste domingo, 17 de junho.

Manter a confiança em Deus, mesmo diante das vicissitudes da vida, com o convite “para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus”, em nível pessoal e comunitário, pois “Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende”.

Inspirando-se em duas breves parábolas contadas por Jesus à multidão para explicar o Reino de Deus, o Papa Francisco explica que “a autenticidade da missão da Igreja” é dada “pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus”.

Na primeira parábola, explica o Papa, “o Reino de Deus é comparado ao crescimento misterioso da semente, que é jogada no chão e em seguida germina, cresce e produz a espiga, independentemente do cuidado do agricultor, que após a maturação, faz a colheita”.

E a mensagem que tiramos, é que “por meio da pregação e a ação de Jesus, o Reino de Deus é anunciado, irrompe no campo do mundo e, como a semente, cresce e se desenvolve por si só, por força própria e segundo critérios humanamente não decifráveis”.

O crescimento do Reino na história, afirma Francisco, não depende tanto “da obra do homem”, mas acima de tudo “é expressão do poder e da bondade de Deus, da força do Espírito Santo que leva em frente a vida cristã no Povo de Deus”:

Às vezes, a história, com seus acontecimentos e os seus protagonistas, parece ir na direção oposta ao plano do Pai celeste, que deseja para todos os seus filhos a justiça, a fraternidade, a paz. Mas nós somos chamados a viver esses períodos como estações de provação, de esperança e de espera vigilante da colheita”.

O Reino de Deus, ontem como hoje, “cresce no mundo de maneira misteriosa, de maneira surpreendente, revelando o poder escondido da pequena semente, sua vitalidade vitoriosa”. E diante dos mistérios dos acontecimentos pessoais e sociais que parecem “o naufrágio de esperança, devemos permanecer confiantes no agir humilde, mas poderoso de Deus”.:

“Por isto, nos momentos de escuridão e de dificuldades, nós não devemos nos abater, mas permanecer ancorados à fidelidade de Deus, em sua presença, que sempre salva. Recordem disto: Deus sempre salva, ele é o salvador”.

Francisco explicou então a segunda parábola, a do grão de mostarda ao qual Jesus compara o Reino de Deus. Mesmo sendo uma semente muito pequena, ela “desenvolve-se tanto que se torna a maior de todas as plantas do jardim: um crescimento surpreendente e imprevisível”.

“Não é fácil para nós entrar nesta lógica da imprevisibilidade de Deus e aceitá-la em nossas vidas.”

“Mas hoje, disse Francisco, o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões:

“Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário. Em nossas comunidades é preciso dar atenção às pequenas e grandes oportunidades de bem que o Senhor nos dá, deixando-nos envolver em sua dinâmica de amor, de acolhida e de misericórdia para com todos”.

“A autenticidade da missão da Igreja não é dada pelo sucesso ou pela gratificação dos resultados, mas pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus”.

“Ir em frente na confissão de Jesus e com a força do Espírito Santo. É a consciência de ser instrumentos pequenos e fracos, que nas mãos de Deus e com a sua graça podem realizar grandes obras, fazendo progredir o seu Reino que é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a ser simples, a ser atentos, para colaborar com a nossa fé e com o nosso trabalho no crescimento do Reino de Deus nos corações e na história”, disse o Papa Francisco ao concluir sua reflexão.


Texto: Vatican News, foto: Vatican Insider


 

 

13 de junho - Santo Antonio


Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, confunde-se com o milagre. Não há canto ou recanto da vida humana que Santo Antônio não tenha visitado e nem necessidades a que não tenha atendido. A confiança do povo em Santo Antônio é ilimitada e suas súplicas parecem ser sempre atendidas, mesmo em situações humanamente desesperadoras.

Quem foi Santo Antônio? Nasceu em Lisboa, sendo português de nascimento, pelo fim do século XII. Morreu em Pádua, Itália, no dia 13 de junho de 1231.

Seu nome está em todo o mundo, sendo o santo mais popular da Igreja Católica em todo o Ocidente. Foi frade franciscano. Pela exumação de seus restos mortais, Santo Antônio teria tido um físico excepcional para um homem da Idade Média: 1,70m de altura, ombros largos e pernas fortes, rosto comprido e estreito, nariz fino, cabelos pretos, feições másculas. Mais importante, no entanto, do que seus traços físicos, foram o espírito e o coração deste homem incansável, que pregou o caminho do Evangelho, lutou pelo bem dos pobres e, corajosamente, investiu contra tiranos e exploradores do povo. Seus escritos deixam a impressão de uma pessoa forte e decidida, com feições iluminadas e olhar aceso. Ao mesmo tempo, deixam transparecer uma enorme ternura pelos pobres.

Santo Antônio é, sem dúvida, graças à força irradiante de sua pessoa e aos milagres sem conta que são atribuídos, o santo mais querido do povo cristão.

Hoje, ele parece mais vivo do que nunca, pregando os ideais de Cristo e abençoando seus fiéis devotos.

Santo Antônio desconhecido

Santo Antônio, no seu tempo, foi um cristão revolucionário porque, vendo a miséria das famílias, pensou em liberta-las desses males. Tratou de ajuda-las, soergue-las da condição desumana em que viviam, - auxiliar o homem elevando-o à sua dignidade de filho feito a imagem de Deus. Ainda hoje em dia este Santo é pouco conhecido. Hoje, mais do que nunca, a valorização certa de Santo Antônio precisa ser incorporada ao patrimônio da devoção ao Santo.

Mas quem foi Santo Antônio de Lisboa e de Pádua? Um cristão privilegiado em dons de Deus, desde a infância era feliz na graça de Deus, amado pelos seus familiares, crescendo dia a dia como amigo de Cristo. Santo Antônio sempre teve grande devoção pelos sacramentos, Sagradas Escrituras e ensinamentos da Igreja.

A fé entra pelos ouvidos, por isso deve ser pregada, tornar-se prática no modo de viver, e foi o que fez Santo Antônio, sem esperar a retribuição e sem transacionar os termos comerciais. Viveu para o próximo, para o sacrifício, para a fé no poder de Deus.

Morreu moço, tendo sido canonizado onze meses após. O culto dedicado ao Santo por milhares de fervorosos adeptos foi rapidamente se estendendo. Não só os católicos homenageavam Santo Antônio, mas também os índios da América do Norte, os pagãos da China, os ortodoxos e os cismáticos.

O dilui-se da imagem do Santo que buscava reduzir as penas daqueles que sofriam, fez ganhar cores vivas a figura de um Santo Antônio desligado, quase, de problemas superiores do homem, para preocupar-se com a procura de objetos que desapareceram e com os casamentos. Esquecem-se os que invocam Santo Antônio apenas para atender a estes dois aspectos, que o culto deve partir de uma força ligada ao Ser Supremo que tudo pode, que é Amor e afasta o desespero.

Falham aqueles que só vêem esta realidade: Santo Antônio como elemento de propaganda de casas comerciais, que obtém lucros sobre a lenda de casamenteiro imposta pela crendice, e que nada fazem no sentido de modificar a situação.

Falham também, os que misturando o nome do milagroso Antônio com os mais estranhos e curiosos rituais, contribuem para que a imagem verdadeira do Santo seja substituída por aquela mais conveniente aos ingênuos e àqueles que dela querem tirar benefícios.

O melhor momento para honrar-se Santo Antônio é no seu dia, e a forma correta de cultua-lo será a imitação de sua vida: pregar a fé, realiza-la através de atos de benefício ao próximo, isentos de crendice, e sem o objetivo único de lucro material.

A figura de Santo Antônio deverá ser um apelo a um trabalho melhor, a um comportamento mais humano e menos egoísta. Esse é o culto que deve ser dedicado ao Santo, esse foi seu modo de viver.

: