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Tempo do Advento - 2017


O curso da liturgia cristã gira sobre as três Páscoas: Natal, Ressurreição e Pentecostes. A cada uma lhe precede um tempo. Ao Natal precede o Advento, tempo de cor penitencial. Deus vai nascer. Quantas vezes ouvimos falar do Advento? Temos repetido: "Vêem, Senhor, Jesus", esperança, estejamos vigilantes, Parúsia, promessas, sinais messiânicos, desejo, confiança, paciência, compromisso, alegria, profecia, libertação... Quantas vezes? É claro que corremos o risco de cair na rotina, em palavras desgastadas que nada dizem. Já não albergam a suficiente mística.

Três companheiros

Pedagogicamente, começamos contemplando os guardiões do Advento.

Isaías

Nele estão muito claros os motivos de esperança, ainda em tempos difíceis. Proclama uma certeza firme: virá o ungido de Deus. "Tenham ânimo, não temam. Olhem que vem vosso Deus". Depois dos dias amargos do desterro e da privação de liberdade que sofreu seu povo, chega a esperança: que dará fim a este sofrimento, este povo seguirá feliz. E a garantia está no Messias que virá. Uma mensagem assim de esperança é sempre um estímulo para a confiança. Isaías é o profeta do Emanuel, do Deus conosco: "Uma Virgem conceberá um filho, Emanuel". Existe um horizonte: além da Babilônia terrível e pecadora tem uma nova Jerusalém.

João, o Batista.

“João proclamou no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. "O povo estava em espera e se perguntava se não seria ele o Cristo", diz o evangelista Lucas. "Alguém maior do que eu e está vindo" previne o Batista. O testemunho de sua vida faz mais puro e convincente sua mensagem: sua roupa e comida, o mel silvestre e o pelo de camelo, respondem bem a sua mensagem penitencial.

A mensagem é exigente: "Mudem de vida". Mas vale a pena uma exigência quando se anuncia algo valioso. Fazia-o em uma linguagem singela. Com citações bem conhecidas de todos: caminhos que há que preparar caminhos que há que aplainar.

Maria

"A Virgem esperou com inefável amor de Mãe". Maria é nossa melhor companheira da espera. Advento é o tempo de Maria; não por motivo devocional senão desde o coração do mistério. Ela é a Mãe grávida do que vai vir, é a mulher com seu seio cheio de Deus. No Advento celebramos a Imaculada, a imagem da Igreja, "Cheia de juventude e limpa formosura".

Três dimensões - O Advento é recordar, viver e esperar.

Cristo já veio, vem hoje e virá ao final. Encarnação, Páscoa e Parúsia. Nós já temos introduzidos no coração o mistério, Deus está aqui, mas a plenitude chegará no que chamamos a Parúsia, a vinda ao final dos tempos. Vivemos em tensão até o final. Um duplo sentimento cruzado percorre o Advento:

Vivemos a alegria do nascimento do Senhor...  em dimensão penitencial, de conversão, preparando o caminho para a sua vinda. Vivemos a exigência ante a Parúsia ... mas na espera alegre do que grita: "Vêem, Senhor".  

Ao fundo desta tensão pessoal e da Igreja, surpreendemos outra vinda singular. O Salvador vem a cada dia a nosso mundo. Podemos exemplificar: vem, antes de mais nada, na Eucaristia; vem nos apóstolos, na Igreja; vem em tantos homens e mulheres com os quais nos encontramos a cada dia; vem quando amamos e servimos aos outros; vem, como no testemunho do Batista: quando "os coxos andam, os cegos vêem".

Três luzes de espiritualidade em Advento

Esperança

É um leigo cristão, um grande humanista, quem afirma: "A vida do cristão é e deve ser uma vida de esperança. Essa esperança adotará muitas formas diferentes: será impaciente e perturbada quando os homens compreenderem literalmente certas expressões. (Bíblica) .... Confortará serena e luminosamente a alma dos santos, ao longo da sua existência terrena .... Às vezes, será obscurecida pela expectativa de alguma realidade temporal .... Cairá, se alguma vez, falhar, chorar e desesperar, mas ninguém pode se chamar cristão sem a sentir de alguma forma no fundo de seu ser ". (Laín Entralgo)

No entanto, com frequência nos tortura a suspeita. Como é possível seguir esperando? Não estamos rodeados de injustiças, derrotas e fracassos? Não seria mais lógico viver céticos, amargurados, recolhidos? O homem pós-moderno desconfia dos grandes sistemas da razão. O progresso que prometia felicidade não eliminou as doenças, as angustias e injustiças entre os homens. Consciente ou inconscientemente, recorre-se ao superficial de viver e refugiar-se com substitutos: TV, internet, frivolidades ...

Conversão

Quantas vezes o escutamos o Advento? O Senhor veio, mas esperamos; Cristo, ao mesmo tempo, presente e ausente. Esta é a história. Está, mas não de forma definitiva, acabada. Muitos não o conhecem. Muitos o conhecemos, mas não é o único senhor de nossas vidas. Esta é a raiz de nossa conversão: nem tudo é cumprido, estamos a caminho. Desta maneira, a conversão é uma exigência, mas também é motivo de paz espiritual: estamos a caminho ... não nos atormentemos por não conseguir já o ideal.

Salvação

Recebemos a salvação de Deus ... e somos instrumentos de salvação. A esperança do céu, longe de nos ajudar na transformação das coisas, é um impulso e incentivo para a transfiguração do pecado e da injustiça. Nós antecipamos aqui ao que terá seu esplendor no céu. Sem angústia, mas com interesse, diremos muitas vezes: somos homens e mulheres da Igreja sacramento da presença salvadora de Jesus? Como o Batista, muitos de nós perguntam: "És Tu?". Espero que possamos responder, como ele: os coxos andam e os cegos vêem ... e os oprimidos da terra têm quem os redima.

Advento é esperança. Um ancião subiu ao cume do Himalaia. Todos estranharam o prodígio. Alguém apontou a resposta verdadeira: "Subiu com seus pés ao cume porque seu coração subiu primeiro". 

 
A Palavra...

I Domingo do Advento  
II Domingo do Advento 
III Domingo do Advento
IV Domingo do Advento

 
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Orações para o Advento

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Segunda Semana do Advento 
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