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Tempo Pascal - 2017

O Tempo Pascal compreende cinquenta dias (em grego = pentecostes), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).

O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É  a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do  primeiro Pentecostes. A origem destes cinquenta dias  remonta às origens do Ano litúrgico.

Os judeus tinham já a "festa das semanas" (Dt 16,9-10), festa inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa. Os cristãos organizaram  rapidamente sete semanas, mas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar ao final dos cinquenta dias a festa de Pentecostes:o dom do Espírito Santo. Já  no século II temos o testemunho de Tertuliano que fala que neste espaço de tempo não se jejua, mas que se vive uma prolongada alegria.

A liturgia insiste muito no  caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a  oitava da Páscoa, em que já por irradiação os batizados na Vigília Pascal, eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo que a liturgia celebra. A "oitava da Páscoa" termina com o domingo da oitava, chamado "in albis", porque nesse dia os recém-batizados devolviam em outros tempos as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo.

Dentro destes cinquenta dias se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no sétimo domingo da Páscoa, porque a preocupação não é tanto cronológica, mas teológica, e a Ascensão pertence simplesmente ao mistério da Páscoa do Senhor. E  conclui tudo com a vinda do Espírito em Pentecostes.

A unidade destes cinquenta dias também destaca a presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Os vários domingos não se chamam, como antes, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", mas "III Domingo da Páscoa". As celebrações litúrgicas destes cinquenta expressam e nos ajuda a viver o mistério pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus.

As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão organizadas com essa intenção. A primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, a história da igreja primitiva, que em meio a suas debilidades, viveu e difundiu a Páscoa do Senhor Jesus. A segunda leitura muda segundo os ciclos: a primeira carta de São Pedro, a primeira carta de São João e o livro do Apocalipse.

 
A Palavra

Páscoa da Ressurreição 
II Domingo de Páscoa 
III Domingo de Páscoa 
IV Domingo de Páscoa   
V Domingo de Páscoa 
VI Domingo de Páscoa 
Solenidade da Ascensão 
Solenidade de Pentecostes

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