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Amoris laetitia, sobre o amor na família – síntese.

 

 
Capítulo I -  “À luz da Palavra”
Capítulo II - “A Realidade e os Desafios das Famílias”
Capítulo III – “O Olhar Fixo em Jesus: A Vocação da Família”
Capítulo IV – “O Amor no Matrimonio”
Capítulo V – “O Amor que se Torna Fecundo"
Capítulo VI –  “Algumas Perspectivas Pastorais”
Capítulo VII – “Reforçar a Educação dos Filhos”
Capítulo VIII – “Acompanhar, Discernir e Integrar a Fragilidade”
Capítulo IX – “Espiritualidade Conjugal e Familiar”
 

Vídeos dos principais  temas da Exortação Amoris Laetitia

Inrtrodução

Amoris laetitia” (“A alegria do amor”), a Exortação apostólica pós-sinodal “sobre o amor na família”, com data não casual de 19 de março, Solenidade de São José, recolhe os resultados de dois Sínodos sobre a família convocados pelo Papa Francisco no 2014 e no 2015, cujas Relações conclusivas são longamente citadas, junto aos documentos e ensinamentos de seus Predecessores e às numerosas catequeses sobre a família do mesmo Papa Francisco. Como já aconteceu em outros documentos, o Papa faz uso também de contribuições de diversas Conferências episcopais do mundo (Quênia, Austrália, Argentina...) e de citações de personalidades significativas como Martin Luther King ou Eric Fromm. É particular uma citação do filme “A festa de Babette”, que o Papa lembra para explicar o conceito de gratuidade.
Premissa
A Exortação apostólica impressiona por sua amplitude e articulação. Esta se subdivide em nove capítulos. Abre-se com sete parágrafos introdutórios que colocam sobre a plena luz a consciência da complexidade do tema e o aprofundamento que requer. Afirma que as intervenções dos Padres no Sínodo compuseram um “precioso poliedro” (Amoris laetitia 4) que deve ser preservado. Neste sentido, o Papa escreve que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas com intervenções do magistério”. Portanto para algumas questões “de cada país ou região devem ser buscado soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De fato, as culturas são muito diversas entre si e todo princípio geral, tem necessidade de ser inculturado, se quer ser observado e aplicado” (Amoris laetitia 3). Este princípio de inculturação resulta verdadeiramente importante inclusive no modo de propor e compreender os problemas que, para além das questões dogmáticas bem definidas do Magistério da Igreja, não pode ser ”globalizado”.

Mais, sobretudo o Papa afirma imediatamente e com clareza que é necessário sair da estéril contraposição entre a ansiedade de mudança e a aplicação pura e simples de normas abstratas. Escreve: “Os debates, que têm lugar nos meios de comunicação ou em publicações e mesmo entre ministros da Igreja, estendem-se desde o desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas”. (Amoris laetitia 2).


Amoris laetitia 4

Em todo o caso, devo dizer que o caminho sinodal se revestiu duma grande beleza e proporcionou muita luz. Agradeço tantas contribuições que me ajudaram a considerar, em toda a sua amplitude, os problemas das famílias do mundo inteiro. O conjunto das intervenções dos Padres, que ouvi com atenção constante, pareceu-me um precioso poliedro, formado por muitas preocupações legítimas e questões honestas e sinceras. Por isso, considerei oportuno redigir uma Exortação Apostólica pós-sinodal que recolha contribuições dos dois Sínodos recentes sobre a família, acrescentando outras considerações que possam orientar a reflexão, o diálogo ou a práxis pastoral, e simultaneamente ofereçam coragem,  estímulo e ajuda às famílias na sua doação e nas suas dificuldades. (VOLTAR)

Amoris laetitia 3

Recordando que o tempo é superior ao espaço, quero reiterar que nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais. Naturalmente, na Igreja, é necessária uma unidade de doutrina e práxis, mas isto não impede que existam maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela. Assim há-de acontecer até que o Espírito nos conduza à verdade completa (cf. Jo 16, 13), isto é, quando nos introduzir perfeitamente no mistério de Cristo e pudermos ver tudo com o seu olhar. Além disso, em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De fato, «as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (...), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado»
Jo 16, 13
Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. (VOLTAR)

Amoris laetitia 2

O caminho sinodal permitiu analisar a situação das famílias no mundo atual, alargar a nossa perspectiva e reavivar a nossa consciência sobre a importância do matrimónio e da família. Ao mesmo tempo, a complexidade dos temas tratados mostrou-nos a necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais. A reflexão dos pastores e teólogos, se for fiel à Igreja, honesta, realista e criativa, ajudar-nos-á a alcançar uma maior clareza. Os debates, que têm lugar nos meios de comunicação ou em publicações e mesmo entre ministros da Igreja, estendem-se desde o desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas. (VOLTAR)


 

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