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Vivamos cada dia da Semana Santa... Sábado Santo

"Eu sou a luz do mundo" (Jo 8,12)

O corpo de Jesus jaz no sepulcro. O mundo foi envolvido pelas trevas. Maria é a única luz acesa sobre a terra. Ela protegeu com a sua fé, coma sua esperança e o seu amor esta Igreja nascente, débil e assustada. Assim nasceu a Igreja: ao abrigo da nossa Mãe.

Já desde o princípio Maria foi a Consoladora dos aflitos, dos que estavam em dificuldades.

Este sábado, em que todos cumpriam o descanso festivo segundo mandava a lei, não foi um dia triste para Nossa Senhora: seu filho tinha deixado de sofrer. Ela aguardava serenamente o momento da Ressurreição; por isso não acompanhou as santas mulheres que foram embalsamar o corpo morto de Jesus e por isso tranquilizou os apóstolos.

O centro da Semana Santa é a Vigília Pascal, sendo a sua liturgia densa e grande. Toda a quaresma e os dias santos preparam-nos para o momento culminante: o da Ressurreição.

A celebração compreende quatro partes: a Liturgia da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia do Batismo e a Liturgia Eucarística.

Liturgia da Luz – Celebração do Fogo Novo

Na Liturgia da Luz, acontece a bênção do fogo novo e do Círio Pascal. O fogo simboliza o nosso coração ardendo no amor de Deus e dos irmãos. O Círio representa o Cristo ressuscitado, vencedor das trevas da morte. Nessa Vigília todos acendem suas velas na luz do Círio, expressando sua participação na vida do Ressuscitado que venceu a morte e vai dar continuidade à presença viva da luz de Cristo no mundo.

Liturgia da Palavra

Depois da Celebração do fogo novo, se segue com e leitura da Palavra de Deus. Nesta noite da Vigília Pascal a comunidade cristã se detém mais profundamente na proclamação da Palavra. Tanto o “Antigo  e Novo Testamento” falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (pelas leituras) e o Povo que responde (pelos Salmos e orações).

As leituras da Vigília Pascal têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor definição é a que nos deu o próprio Cristo: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras." (Lucas 24, 27). É lida uma série de trechos do Antigo Testamento, intercalados de salmos e orações, através dos quais a Igreja medita sobre os atos poderosos de Deus na história da salvação da humanidade.

Liturgia Batismal

Nesta parte da Vigília Pascal, recordamos o nosso batismo. O sacramento do Batismo insere o cristão no mistério da morte e ressurreição de Cristo. Diz o apóstolo Paulo:

"No batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que como Ele foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova" (Romanos 6,4).

Sepultados na água batismal, o pecado morre em nós e saímos da água com o germe da vida nova do Cristo ressuscitado. Toda vida terrena do cristão deve corresponder a isso. Será uma luta contra todo mal, pecado, injustiça, violência, humilhação, pobreza e discriminação; em favor da vida, da santidade, da dignidade humana, da justiça, da solidariedade, do perdão, do amor e da paz. Se assim for, a morte do cristão será passagem para a futura ressurreição feliz, no fim dos tempos.

Liturgia Eucarística

A comunidade cristã, iluminada peça Palavra e rejuvenescida pela Água Batismal, se senta à mesa festiva da Páscoa. Acabou o jejum, o Ressuscitado convida a sua comunidade a comer o seu Corpo e beber o seu Sangue, para compartilhar sua vida com todos. Ele se dá a si mesmo como alimento de sua comunidade. A Eucaristia é o ponto culminante da Páscoa. Ela é o sacramento pascal por excelência, é o memorial da morte e ressurreição do Senhor. 


De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (Séc. IV)


Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”.

Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!; e aos entorpecidos: “Levantai-vos!”.

Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, tornei-me teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face às bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.

Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não seja Deus. “Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.


Vivamos cada dia da Semana Santa


 

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