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Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida


No fundo negro do rio, no lodo, na lama, esperaste, com paciência histórica que nós não temos, o dia em que as rudes mãos de pescadores anônimos reinventassem a história, tecendo novo enredo, nova trama nas malhas da velha rede do humilde ofício.

Pequena, frágil, imagem destroçada do destroçado povo brasileiro, foste entronizada esperança negra que clareia a branca escuridão do túnel que atravessamos.

A ti acorremos, Senhora, Mãe, Rainha nossa! A teus pés depositamos o imenso rosário de nossas dores. Nossos filhos assassinados; nossas terras usurpadas, nosso trabalho negado por salário de mentira.

A casa que não temos; nosso minguado pão e a esperança - que ainda temos - que nos trouxe teu. Toma em tuas mãos esta esperança ferida, Maria, mulher do povo, da esquecida Nazaré, e transforma-a num canto, noutro Magnificat, grito profético, que cala os prepotentes e derruba os poderosos inaugurando o Reino, boa notícia para os pequenos. Sim, era necessário que aparecesses do fundo do nosso negro silêncio, do fundo da água dos nossos olhos cansados, nas malhas da rede que tece nossas vidas, para que te elegêssemos Senhora de nossa esperança, Mãe Imaculada da nossa maculada conceição, da nossa turva história manchada de mal.

Hoje, mais do que nunca, é necessário que apareças no meio do sono brasileiro o nos despertes para a vida, reacendas o nosso sonho, nossa vontade, nossa garra, nossa luta para fazer acontecer o Reino que teu Filho inaugurou entre nós.

Nossa Senhora Aparecida do Brasil, Roga por nós! Amém!


Primeira Leitura - Leitura do Livro do Livro de Ester (Est 5,1b-2; 7,2b-3)


Concede-me a vida do meu povo - eis o meu desejo!


1bEster revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei.
O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada.
2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo,
olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.
7,2bEntão, o rei lhe disse:
"O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça?
Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida".
3Ester respondeu-lhe:
"Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado,
concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial - Salmo 44


Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
que o Rei se encante com vossa beleza!
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
"Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o Rei se encante com vossa beleza!

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
que o Rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
O povo de Tiro vos traz seus presentes,
os grandes do povo vos pedem favores.
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
que o Rei se encante com vossa beleza!
Majestosa, a princesa real vem chegando,
vestida de ricos brocados de ouro,
Em vestes vistosas ao Rei se dirige,

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
que o Rei se encante com vossa beleza!
e as virgens amigas lhe formam cortejo,
entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real".
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
que o Rei se encante com vossa beleza!


Segunda Leitura - Leitura do Livro do Apocalipse de São João (Ap 12,1.5.13a.15-16a)


Um grande sinal apareceu no céu.


1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações
com cetro de ferro.
Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.
15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir.
16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.
Palavra do Senhor.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 2,1-11)


Fazei o que ele vos disser.


Naquele tempo:
1Houve um casamento em Caná da Galiléia.
A mãe de Jesus estava presente.
2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse:
"Eles não têm mais vinho".
4"Mulher, por que dizes isto a mim?
Minha hora ainda não chegou."
5Sua mãe disse aos que estavam servindo:
"Fazei o que ele vos disser".
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer.
Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo:
"Enchei as talhas de água".
Encheram-nas até a boca.
8Jesus disse:
"Agora tirai e levai ao mestre-sala".
E eles levaram.
9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho.
Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse:
"Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom.
Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!"
11Este foi o início dos sinais de Jesus.
Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
Palavra da Salvação.


Comentário - A vinha do Senhor é a casa de Israel  


“Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / Viva a Virgem Imaculada, / a Senhora Aparecida!”.

Desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com Aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da Sua vida (cf. Jo 19,26) para ser nossa Mãe.

Em nenhum outro lugar este canto adquire tanta significação e tem tanta intensidade quanto neste lugar onde a Virgem, há mais de dois séculos, marcou um encontro singular com a gente brasileira.

Com razão para aqui se voltam, desde então, os anseios desta gente, aqui pulsa, desde então, o coração católico do Brasil. Meta de incessantes peregrinações vindas de todo o País, está é, como já disse alguém, a “Capital espiritual do Brasil”.

É um momento particularmente emocionante e feliz em meu itinerário brasileiro, este em que convosco, representando aqui todo o povo brasileiro, tenho meu primeiro encontro com a Senhora Aparecida.

2. Li com religiosa atenção, preparando-me espiritualmente para esta romaria à Aparecida, a simples e encantadora narrativa da imagem que aqui veneramos. A inútil labuta dos três pescadores buscando o peixe nas águas do Paraíba, naquele longínquo 1717. O inesperado encontro do corpo e depois da cabeça da pequena imagem de cerâmica enegrecida pelo lodo. A pesca abundante que se seguiu ao achado. O culto, logo iniciado, a Nossa Senhora da Conceição sob as aparências daquela estátua trigueira, carinhosamente chamada “a Aparecida”. As graças de Deus abundantes em favor dos que aqui invocam a Mãe de Deus.

Do primitivo e tosco oratório – o “altar de paus” dos velhos documentos – à Capela que o substituiu e aos vários e sucessivos acréscimos, até à Basílica antiga de 1908, os templos materiais aqui erguidos são sempre obra e símbolo da fé do povo brasileiro e do seu amor para com a Santíssima Virgem.

Depois, são conhecidas as romarias, nas quais tomam parte, no decorrer dos séculos, pessoas de todas as classes sociais e das mais diversas e distantes regiões do País. Foram, no ano passado, mais de cinco milhões e quinhentos mil os peregrinos que por aqui passaram. O que buscavam os antigos romeiros? O que buscam os peregrinos de hoje? Aquilo mesmo que buscavam no dia, mais ou menos remoto, do Batismo: a fé, e os meios de alimentá-la. Buscam os sacramentos da Igreja, sobretudo a reconciliação com Deus e o alimento eucarístico. E voltam revigorados e agradecidos à Senhora, Mãe de Deus e nossa.

3. Multiplicando-se neste lugar as graças e benefícios espirituais, Nossa Senhora da Conceição Aparecida é solenemente coroada em 1904, e, há exatamente 50 anos, em 1930, é declarada Padroeira principal do Brasil. Mais tarde, em 1967, cabe a meu venerável Predecessor Paulo VI conceder a este Santuário a Rosa de Ouro, querendo com tal gesto honrar a Virgem e este lugar sagrado e estimular o culto mariano.

E chegamos aos nossos dias: diante da necessidade de um templo maior e mais adequado ao atendimento de romeiros sempre mais numerosos, o audacioso projeto de uma nova Basílica.

Durante anos de incessante trabalho, a imensa e corajosa empresa que foi a construção do imponente edifício. E hoje, superadas não poucas dificuldades, a esplêndida realidade que podemos contemplar. A ela ficarão ligados muitos nomes de arquitetos e engenheiros, de humildes operários, de generosos benfeitores, de sacerdotes consagrados ao Santuário. Um nome avulsa entre todos e simboliza todos: o do meu irmão Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, grande incentivador deste novo templo, casa materna e solar da Rainha, Nossa Senhora Aparecida.

4. Venho, pois, consagrar esta Basílica, testemunho da fé e devoção mariana do povo brasileiro; e o farei com comovida alegria, após a celebração da Eucaristia.

Este templo é morada do “Senhor dos senhores e Rei dos reis”(cf. Ap 17, 14). Nele, tal a Rainha Ester, a Virgem Imaculada, que “conquistou o coração” de Deus e em quem “grandes coisas” fez o Onipotente (cf. Est 5, 5; Lc 1, 49), não cessará de acolher numerosos filhos e interceder por eles: “Salva meu povo, eis o meu desejo”(cf. Est 7, 3).

O edifício material, que abriga a presença real, eucarística do Senhor, e onde se reúne a família dos filhos de Deus a oferecer com Cristo os “sacrifícios espirituais”, feitos de alegrias e sofrimentos, de esperanças e lutas, é símbolo também de um outro edifício espiritual, em cuja construção somos convidados a entrar como pedras vivas (cf. 1Pd 2, 5). Como dizia Santo Agostinho, “esta é, de fato, a casa das nossas orações: mas nós próprios somos casa de Deus. Somos construídos como casa de Deus neste mundo e seremos dedicados solenemente no fim dos tempos. O edifício, ou melhor, a construção fez-se com fadiga; a dedicação realiza-se com alegria”(cf. S. Agostinho, Sermo 336,1.6: PL 38,1471-72). 

5. Este templo é imagem da Igreja. Igreja que, “à imitação da Mãe do seu Senhor, conserva pela graça do Espírito Santo virginalmente íntegra a fé, sólida a esperança e sincera a caridade” (Lumen Gentium, 64).

Figura desta Igreja é a mulher que o vidante de Patmos contemplou e descreveu no texto do Apocalipse há pouco escutado na segunda leitura. Nesta mulher, coroada de doze estrelas, a piedade popular através dos tempos viu também Maria, a Mãe de Jesus. De resto, como lembrava Santo Ambrósio e como declara a “Lumen Gentium”, Maria é ela própria figura da Igreja.

Sim, amados irmãos e filhos, Maria – a Mãe de Deus – é modero para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que Lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor (cf. Lc 1,32), com uma participação íntima e toda especial na história da Salvação. Pelos méritos de Seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.

Diante da fome de Deus que hoje se adivinha em muitos homens, mas também diante do secularismo que, às vezes imperceptível como o orvalho, outras vezes violento como o ciclone, arresta a tantos, somos chamados a construir Igreja.

6. O pecado retira Deus do lugar centrai que Lhe é devido na história dos homens e na história pessoal de cada homem. Foi a tentação primeira: “E vos tornareis como Deus”(cf. Gen 3, 5). E depois do pecado original, prescindindo de Deus, o homem encontra-se submetido à tensão, esquartejado nas suas opções entre o Amor “que vem do Pai” e “o amor que não vem do Pai, mas do mundo”(cf. 1 Jo 2,15-16) e, pior ainda, o homem torna-se um estranho para si mesmo, optando pela “morte de Deus” que traz em si fatalmente também a morte do homem (cf. João Paulo II, Mensagem Urbi et Orbi para a Páscoa de 1980, 4).

Ao confessar-se “serva do Senhor” (cf. Lc 1,38)  e ao pronunciar o seu “sim”, acolhendo “em seu coração e em seu seio” (cf. S. Agostinho, De Virginitate, 6: PL 40,399). O mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da Salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.

Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: “A função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia... e de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece” (Lumen Gentium, 60).

7. Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para Aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização? Assim, a “Estrela da Evangelização”, como lhe chamou o meu Predecessor Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho. Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de Salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto inumano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história inumana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da Salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade salvífica.

Por tudo isso, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade (cf. Redemptor Hominis, 22). Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história inumana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria. E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos.

8. O amor e a devoção a Maria, elementos fundamentais na cultura latino-americana (cf. João Paulo II, Homilia no Santuário de Nossa Senhora de "Zapopán”, México, 30 de Janeiro de 1979), são um dos traços característicos da religiosidade do povo brasileiro. Estou certo de que os Pastores da Igreja saberão respeitar esse traço peculiar, cultivá-lo e ajudá-lo a encontrar a melhor expressão, a fim de realizar o rema: chegar “a Jesus por Maria”. Para isso não seria inútil ter presente que a devoção à Mãe de Deus contém uma alma, algo de essencial, encarnada em múltiplas formas externas. O que há de essencial é permanente e inalterável, permanece elemento intrínseco do culto cristão e, se retamente entendido e realizado, constitui na Igreja, como frisava meu Predecessor Paulo VI, “um excelente testemunho de suanorma de ação (lex orandi) e um convite a reavivar nas consciências a sua norma de fé (lex credendi). As formas externas são, por natureza, sujeitas ao desgaste do tempo e, como declarava o mesmo saudoso Paulo VI, precisam de uma constante renovação e atualização, realizadas aliás em total respeito à Tradição”(Paulo VI, Marialis Cultus, 24).

9. E vós, devotos de Nossa Senhora e romeiros de Aparecida, aqui presentes e os que nos acompanham pela rádio e pela televisão: conservai zelosamente este terno e confiante amor à Virgem, que vos caracteriza. Não o deixeis nunca arrefecer! Não seja um amor abstrato, mas incarnado. Sede fiéis àqueles exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Angelus, o mês de Maria e, de maneira toda especial, o Rosário. Quem dera renascesse o belo costume – outrora tão difundido, hoje ainda presente em algumas famílias brasileiras – da reza do terço em família.

Sei que, há pouco tempo, em lamentável incidente, despedaçou-se a pequenina imagem de Nossa Senhora Aparecida. Contaram-me que entre os mil fragmentos foram encontradas intactas as duas mãos da Virgem unidas em oração. O fato vale como um símbolo: as mãos postas de Maria no meio das ruínas são um convite a seus filhos a darem espaço em suas vidas à oração, ao absoluto de Deus, sem o qual tudo o mais perde sentido, valor e eficácia. O verdadeiro filho de Maria é um cristão que reza.

A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escuta) a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo d’Ele as graças desejadas.


HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II 
DURANTE A SANTA MISSA NA BASÍLICA NACIONAL DE APARECIDA


 

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