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V Domingo do Tempo Comum (Ano A)

A Palavra de Deus deste V Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre o compromisso cristão. Aqueles que foram interpelados pelo desafio do “REINO” não podem remeter-se a uma vida cômoda e instalada, nem refugiar-se numa religião ritual e feita de gestos vazios; mas têm de viver de tal forma comprometidos com a transformação do mundo que se tornem uma luz que brilha na noite do mundo e que aponta no sentido desse mundo de plenitude que Deus prometeu aos homens – o mundo do “REINO”.

No Evangelho, Jesus exorta os seus discípulos a não se instalarem na mediocridade, no comodismo, no “deixa andar”; e pede-lhes que sejam o SAL QUE DÁ SABOR AO MUNDO e que testemunha a perenidade e a eternidade do projeto salvador de Deus; também os exorta a serem uma LUZ que aponta no sentido das realidades eternas, que vence a escuridão do sofrimento, do egoísmo, do medo e que conduz ao encontro de um “REINO” de liberdade e de esperança.

A primeira leitura apresenta as condições necessárias para “SER LUZ”: é uma “LUZ” que ilumina o mundo, não quem cumpre ritos religiosos estéreis e vazios, mas quem se compromete verdadeiramente com a justiça, com a paz, com a partilha, com a fraternidade. A verdadeira religião não se fundamenta numa relação “platônica” com Deus, mas num compromisso concreto que leva o homem a ser um sinal vivo do amor de Deus no meio dos seus irmãos.

A segunda leitura avisa que ser “LUZ” não é colocar a sua esperança de salvação em esquemas humanos de sabedoria, mas é identificar-se com Cristo e interiorizar a “LOUCURA DA CRUZ” que é dom da vida. Pode-se esperar uma revelação da salvação no escândalo de um Deus que morre na cruz? Sim. É na fragilidade e na debilidade que Deus Se manifesta: o exemplo de Paulo – um homem frágil e pouco brilhante – demonstra-o.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
A TUA LUZ BRILHARÁ COMO A AURORA.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (58,7-10)


Assim diz o Senhor:
7Reparte o pão com o faminto,
acolhe em casa os pobres e peregrinos.
Quando encontrares um nu, cobre-o,
e não desprezes a tua carne.
8Então, brilhará tua luz como a aurora
e tua saúde há de recuperar-se mais depressa;
à frente caminhará tua justiça
e a glória do Senhor te seguirá.
9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá,
pedirás socorro, e ele dirá: 'Eis-me aqui'.
Se destruíres teus instrumentos de opressão,
e deixares os hábitos autoritários
e a linguagem maldosa;
10se acolheres de coração aberto o indigente
e prestares todo o socorro ao necessitado,
nascerá nas trevas a tua luz
e tua vida obscura será como o meio-dia.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - A questão essencial é esta: como é que podemos ser uma luz que acende a esperança no mundo e aponta no sentido de uma nova terra, mais cheia de paz, de esperança, de felicidade? Esta leitura responde: não é com liturgias solenes ou com ritos litúrgicos extravagantes, muitas vezes estéreis e vazios; mas é com uma vida onde o amor a Deus se traduz no amor ao irmão e se manifesta em gestos de partilha, de fraternidade, de libertação.

02 - Atenção: não se diz aqui que os momentos de oração e de encontro pessoal com Deus sejam supérfluos, inúteis, desnecessários; o que se diz aqui é que os ritos em si nada significam, se não correspondem a uma vivência interior que se traduz em gestos concretos de compromisso com Deus e com os seus valores. A multiplicidade de ritos, de orações solenes, de celebrações, por si só nada vale, se não tem a devida correspondência na vida de relação com os irmãos.

03 - Sinto o imperativo de ser uma “LUZ” que se acende na noite do mundo e que dá testemunho do amor e da misericórdia de Deus? A minha fé e a minha relação com Deus têm tradução na luta pela libertação dos meus irmãos? O meu compromisso de crente leva-me a estar atento à partilha com os pobres, os débeis, os desfavorecidos? A minha vivência religiosa traduz-se no ser profeta do amor e servidor da reconciliação?


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Salmo Responsorial
UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO,
PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ.
Sl 111,4-5.6-7.8a.9 (R.4b.3b)


4Ele é correto, generoso e compassivo,*
como luz brilha nas trevas para os justos.
5Feliz o homem caridoso e prestativo,*
que resolve seus negócios com justiça.

UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO,
PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ.

6Porque jamais vacilará o homem reto,*
sua lembrança permanece eternamente!
7Ele não teme receber notícias más:*
confiando em Deus, seu coração está seguro.

UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO,
PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ.

8aSeu coração está tranquilo e nada teme*
9Ele reparte com os pobres os seus bens,
permanece para sempre o bem que fez*
e crescerão a sua glória e seu poder.

UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO,
PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ.


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Segunda Leitura
ANUNCIEI ENTRE VÓS O MISTÉRIO
DE CRISTO CRUCIFICADO.

Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios (2,1-5)


1Irmãos, quando fui à vossa cidade
anunciar-vos o mistério de Deus,
não recorri a uma linguagem elevada
ou ao prestígio da sabedoria humana.
2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma,
a não ser Jesus Cristo,
e este, crucificado.
3Aliás, eu estive junto de vós,
com fraqueza e receio, e muito tremor.
4Também a minha palavra e a minha pregação
não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria,
mas eram uma demonstração do poder do Espírito,
5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus
e não na sabedoria dos homens.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - Após dois mil anos de Evangelho, a nossa civilização “cristã” ainda age como se a salvação do mundo e dos homens estivesse no poder das armas, na estabilidade da economia, no desenvolvimento sustentado, no controle do buraco do ozônio, no pleno emprego, na paz social, na eliminação do terrorismo, na defesa da floresta amazônica, nas declarações de boas intenções feitas pelos senhores do mundo nos grandes areópagos internacionais… Mas Paulo diz, muito simplesmente, que a salvação está na “LOUCURA DA CRUZ” e que a vida em plenitude está no amor que se dá completamente. Quem tem razão: os nossos teóricos, formados pelas grandes universidades internacionais, ou o judeu Paulo, formado na universidade de Jesus?

02 - A força e a “sabedoria de Deus” manifestam-se, tantas vezes, na fragilidade, na pequenez, na obscuridade, na pobreza (como o exemplo de Paulo o comprova). Sendo assim, não nos parecem ridículas e descabidas as nossas poses de importância, de autoridade, de protagonismo, de brilho intelectual?

03 - Aqueles que têm responsabilidade no anúncio do Evangelho devem recordar sempre que a eficácia da Palavra que anunciam não depende deles e que o êxito da missão não resulta das suas qualidades pessoais ou das técnicas sofisticadas postas ao serviço da evangelização: somos todos instrumentos humildes, através dos quais Deus concretiza o seu projeto de salvação para o mundo… Para além do nosso esforço, da nossa entrega, da nossa doação, das nossas técnicas, está o Espírito de Deus que potencia e torna eficaz a Palavra que anunciamos.


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Evangelho
VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (5,13-16)


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
13Vós sois o sal da terra.
Ora, se o sal se tornar insosso,
com que salgaremos?
Ele não servirá para mais nada,
senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo.
Não pode ficar escondida uma cidade
construída sobre um monte.
15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca
debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro,
onde brilha para todos que estão na casa.
16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras
e louvem o vosso Pai que está nos céus.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - A questão essencial que este trecho do Evangelho nos apresenta é esta: Deus nos propõe um projeto de libertação e de salvação que conduzirá à inauguração de um mundo novo, de felicidade e de paz sem fim; e aqueles que aderiram a essa proposta têm de testemunhá-la diante do mundo e dos homens com palavras e com gestos concretos, a fim de que o “REINO” se torne uma realidade. Como é que me situo em face disto? Para mim, ser cristão é um compromisso sério, profético, exigente, que me obriga a testemunhar o REINO”,mesmo em ambientes adversos, ou é um caminho “morno”, instalado, cômodo, de quem se sente em regra com Deus porque vai à missa ao domingo e cumpre alguns ritos que a Igreja sugere?

02 - Eu sou, dia a dia, o SAL que dá o sabor, que traz uma mais valia de amor e de esperança à vida daqueles que caminham ao meu lado? Para aqueles com quem lido todos os dias, sou uma personagem insípida, instalada numa mediocridade cinzenta, ou sou uma nota de alegria, de entusiasmo, de otimismo, de esperança numa vida nova vivida ao jeito do Evangelho, ao jeito do REINO? No meio do egoísmo, do desespero, do sem sentido que caracteriza a vida de tantos dos meus irmãos, eu dou um testemunho de um mundo novo de amor e de esperança?

03 - Ser cristão é também ser uma LUZ acesa na noite do mundo, apontando os caminhos da vida, da liberdade, do amor, da fraternidade… Eu sou essa luz que aponta no sentido das coisas importantes, impedindo que a vida dos meus irmãos se gaste em frivolidades e bagatelas? Para os que vivem no sofrimento, na dúvida, no erro, para os que vivem de olhos voltados para o chão, eu sou a LUZque aponta para o mais além e para a realidade libertadora do “Reino”?

04 - Atenção: eu não sou “A LUZ”, mas apenas um reflexo da “LUZ”… Quer dizer: as coisas bonitas que possam acontecer à minha volta não são o resultado do exercício das minhas brilhantes qualidades, mas o resultado da ação de Deus em mim. É Deus que é “A LUZ” e que, através da minha fragilidade, apresenta a sua proposta de libertação e de vida nova ao mundo. O discípulo não deve, pois, preocupar-se em atrair sobre si o olhar dos homens; mas deve preocupar-se em conduzir o olhar e o coração dos homens para Deus e para o “REINO”.


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Comentário
SER SAL E LUZ É...


Queridos irmãos;

VÓS SOIS O SAL DA TERRA”, “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO”, dois símbolos que não precisam demasiadas explicações. Como o sal dá sabor à comida, nos cristãos somos chamados a dar sabor à vida. Basta um pouco de sal, em um quilo de feijão, não precisa de um quilo de sal, o excesso de sal é prejudicial. Não sei, se durante muitos anos, quisemos encher o corpo social, do sal religioso e isso produziu uma subida de tensão ou uma comida que era difícil de assimilar. A dona-de-casa sabe que o sal da o sabor para a comida, mas sem exagero, o Evangelho é o que dá sabor à comunidade humana.

Temos que aprender a viver em menoridade, o sal se dilui nos alimentos e nos ensina a humildade. Repete Jesus em outros textos: O REINO é semente, fermento, grão de mostarda..., não nos deixa lugar para o triunfalismo, parece nos dizer: com pouco-muito. Não precisamos do aplauso, senão o testemunho, a autenticidade, o compromisso: “ORA, SE O SAL SE TORNAR INSOSSO, COM QUE SALGAREMOS? ELE NÃO SERVIRÁ PARA MAIS NADA, SENÃO PARA SER JOGADO FORA E SER PISADO PELOS HOMENS”. O REINO cresce, quando nós os cristãos, desde a mensagem e dentro do mundo, contribuímos com os valores e a energia do Evangelho.

Somos também LUZ. Quando não tínhamos luz elétrica, todos sabiam que a lamparina, tinha que ficar bem no alto, se quisesse iluminar qualquer habitação. Na escuridão do mundo, nos momentos difíceis da existência, quando parece que andamos cegos, nós apontamos a aurora. Como nos diz a primeira leitura de Isaías: “REPARTE O PÃO COM O FAMINTO, ACOLHE EM CASA OS POBRES E PEREGRINOS. QUANDO ENCONTRARES UM NU, COBRE-O, E NÃO DESPREZES A TUA CARNE. ENTÃO, BRILHARÁ TUA LUZ COMO A AURORA E TUA SAÚDE HÁ DE RECUPERAR-SE MAIS DEPRESSA; À FRENTE CAMINHARÁ TUA JUSTIÇA E A GLÓRIA DO SENHOR TE SEGUIRÁ”.

A LUZ é um tema recorrente nos textos bíblicos e em nossas celebrações. JESUS É A LUZ E NÓS SOMOS CHAMADOS A VIVER COMO FILHOS DA LUZ:“Ilumina assim vossa luz aos homens para que vejam boas obras e gloriem o vosso Pai que está no céu”. Não é fácil, dar LUZ às diversas situações da vida, contribuir no que vivemos e o fazer, como lembra São Paulo aos Coríntios na segunda leitura: “Quando vim a vocês para anunciar o mistério de Deus, não o fiz com sublime eloquência ou sabedoria, pois nunca entre vocês me apreciei de saber coisa alguma senão a Jesus Cristo e este crucificado. Apresentei-me a vocês débil e temeroso; minha palavra e minha pregação não foram com persuasiva sabedoria humana, senão na manifestação e o poder do Espírito, para que vossa fé não se apóie na sabedoria dos homens, senão no poder de Deus”.

Ser SAL e LUZ é viver na pequenez, ser testemunha, acompanhar aos que temos a nosso lado, na família, na comunidade, no trabalho, lhes lembrando de nossa singela fé, que é lâmpada frágil, comida quotidiana saborosa. Nossa fé é o esforço para ver e fazer ver, LUZ de amor vivo, farol no mar, foco no caminho, lua cheia na noite, pouco mais e pouco menos, o que faz com que nossa vida, tenha direção e sentido. Oferecer-nos aos outros, sem muita eloquência senão fazendo com que nossas atitudes, nossos gestos e ações, falem por si mesmos, este é o melhor método de evangelização.

Que fazemos para partir nosso pão com o faminto, hospedar aos sem teto e vestir o nu? Evitamos os gestos ameaçadores e a maledicência? Como pode ser nossa comunidade SALda terra e LUZdo mundo?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda – Missionários Claretianos - Fernando Torres, cmf
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

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