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II Domingo do Tempo Comum (Ano A)

A liturgia deste domingo coloca a questão da VOCAÇÃO; e convida-nos a situá-la no contexto do projeto de Deus para os homens e para o mundo. Deus tem um projeto de vida plena para oferecer aos homens; e escolhe pessoas para serem testemunhas desse projeto na história e no tempo.

A primeira leitura apresenta-nos uma personagem misteriosa – SERVO de Jahwéh – a quem Deus escolheu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projeto libertador de Deus.

A segunda leitura apresenta-nos um “CHAMADO” (Paulo) para recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, “o CORDEIRO DE DEUS que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
FAREI DE TI A LUZ DAS NAÇÕES
PARA QUE SEJAS MINHA SALVAÇÃO.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (49,3.5-6)


3O Senhor me disse: 'Tu és o meu Servo,
Israel, em quem serei glorificado'.
5E agora diz-me o Senhor
-ele que me preparou desde o nascimento
para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele
e faça Israel unir-se a ele;
aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó
e reconduzir os remanescentes de Israel:
eu te farei luz das nações, para que minha salvação
chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - A leitura propõe à nossa reflexão desse tema sempre pessoal, mas sempre enigmático que é a VOCAÇÃO. Somos convidados a tomar consciência da vocação a que somos chamados e das suas implicações. Não se trata de uma questão que apenas atinge e empenha algumas pessoas especiais, com um lugar à parte na comunidade eclesial, mas trata-se de um desafio que Deus faz a cada um dos seus filhos, que a todos implica e que a todos empenha.

02 - A figura do Servo de Jahwéh convida-nos, em primeiro lugar, a tomar consciência de que na origem da vocação está Deus: É ELE QUE ESCOLHE, QUE CHAMA E QUE CONFIA A CADA UM UMA MISSÃO. A nossa vocação é sempre algo que tem origem em Deus e que só se entende à luz de Deus.  

02 - O homem chamado por Deus é sempre um homem que testemunha e que é um sinal vivo de Deus, dos seus valores e das suas propostas diante dos outros homens.

03 - Ao refletirmos na lógica da vocação, é preciso estarmos cientes de que toda a vocação tem origem em Deus, é alimentada por Deus, e de que Deus se serve, muitas vezes, da nossa fragilidade, caducidade e indignidade para atuar no mundo. Aquilo que fazemos de bom e de bonito não resulta, portanto, das nossas forças ou das nossas qualidades, mas de Deus. O coração do profeta não tem, portanto, qualquer razão para se encher de orgulho, de vaidade e de autossuficiência: convém ter consciência de que por detrás de tudo está Deus, e que só Deus é capaz de transformar o mundo, a partir dos nossos pobres gestos e das nossas frágeis forças.

Temos consciência de que só a partir de Deus a nossa vocação faz sentido e o nosso empenhamento se entende?
Temos consciência de que a vocação implica uma relação de comunhão, de intimidade, de proximidade com Deus?

Sinto que a minha vocação se realiza no testemunho da salvação e da libertação de Deus aos meus irmãos?

A vocação a que Deus me chama leva-me a ser uma luz de esperança no mundo?

A salvação de Deus atinge o mundo e torna-se uma realidade concreta no meu testemunho e no meu ministério?


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Salmo Responsorial
EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R.8a.9a)


2Esperando, esperei no Senhor,*
e inclinando-se, ouviu meu clamor.
4Canto novo ele pôs em meus lábios,*
um poema em louvor ao Senhor.

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
7Sacrifício e oblação não quisestes,*
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,*
holocaustos por nossos pecados. 

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
8E então eu vos disse: 'Eis que venho!'*
Sobre mim está escrito no livro:
9'Com prazer faço a vossa vontade,*
guardo em meu coração vossa lei!'

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.
10Boas-novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;*
vós sabeis: não fechei os meus lábios!

EU DISSE: EIS QUE VENHO, SENHOR,
COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.


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Segunda Leitura
A VÓS, GRAÇA E PAZ DA PARTE DE DEUS,
NOSSOPAI, E DO SENHOR JESUS!
Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios (1,1-3)


1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo,
por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes,
2à Igreja de Deus que está em Corinto:
aos que foram santificados em Cristo Jesus,
chamados a ser santos junto com todos que,
em qualquer lugar,
invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhor deles e nosso.
3Para vós, graça e paz,
da parte de Deus, nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - Deus chama os homens e as mulheres à santidade.

02 - Realizar a vocação à santidade não implica seguir caminhos impossíveis de ascese, de privação, de sacrifício; mas significa, sobretudo, acolher a proposta libertadora que Deus oferece em Jesus e viver de acordo com os valores do Reino.

03 - Convém ter sempre presente que a Igreja, a comunidade dos “CHAMADOS À SANTIDADE”, é constituída por “todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. É importante termos consciência de que, para além da cor da pele, das diferenças sociais, das distâncias sociais ou culturais, das perspectivas diferentes sobre as questões secundárias da vivência da religião, o essencial é aquilo que nos une e nos faz irmãos: JESUS CRISTO E O RECONHECIMENTO DE QUE ELE É O SENHOR QUE NOS CONDUZ PELA HISTÓRIA E NOS OFERECE A SALVAÇÃO.

Tenho consciência do apelo que Deus, nesta linha, me faz também a mim? Estou disponível e bem disposto para aceitar esse desafio?

Como concretizo a minha vocação à santidade? Tenho a coragem de viver e de testemunhar, com radicalidade, os valores do Evangelho, mesmo quando a moda, o orgulho, a preguiça, os interesses financeiros, o “politicamente correto”, a opinião dominante me impõem outras perspectivas?


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Evangelho
EIS O CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (1,29-34)


Naquele tempo:
29João viu Jesus aproximar-se dele e disse:
'Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
30Dele é que eu disse:
Depois de mim vem um homem que passou à minha frente,
porque existia antes de mim.
31Também eu não o conhecia,
mas se eu vim batizar com água,
foi para que ele fosse manifestado a Israel'.
32E João deu testemunho, dizendo:
'Eu vi o Espírito descer,
como uma pomba do céu,
e permanecer sobre ele.
33Também eu não o conhecia,
mas aquele que me enviou a batizar com água me disse:
`Aquele sobre quem vires o Espírito descer e
permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'.
34Eu vi e dou testemunho:
Este é o Filho de Deus!'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Em primeiro lugar, importa termos consciência de que Deus tem um projeto de salvação para o mundo e para os homens. A história humana não é, portanto, uma história de fracasso, de caminhada sem sentido para um beco sem saída; mas é uma história onde é preciso ver Deus a conduzir o homem pela mão e a apontar-lhe, em cada curva do caminho, a realidade feliz do novo céu e da nova terra. É verdade que, em certos momentos da história, parecem erguer-se muros intransponíveis que nos impedem de contemplar com esperança os horizontes finais da caminhada humana; mas a consciência da presença salvadora e amorosa de Deus na história deve animar-nos, dar-nos confiança e acender nos nossos olhos e no nosso coração a certeza da vida plena e da vitória final de Deus.

02 - Jesus não foi mais um “homem bom”, que coloriu a história com o sonho ingênuo de um mundo melhor e desapareceu do nosso horizonte. Jesus é o Deus que Se fez pessoa, que assumiu a nossa humanidade, que trouxe até nós uma proposta objetiva e válida de salvação e que hoje continua presente e ativo na nossa caminhada, concretizando o plano libertador do Pai e oferecendo-nos a vida plena e definitiva. Ele é, agora e sempre, a verdadeira fonte da vida e da liberdade.

03 - O Pai investiu Jesus de uma missão: ELIMINAR O PECADO DO MUNDO. No entanto, o “pecado” continua a ofuscar o nosso horizonte diário, traduzido em guerras, vinganças, terrorismo, exploração, egoísmo, corrupção, injustiça… Deus propõe ao homem o seu projeto de salvação, mas NÃO IMPÕE NADA e respeita absolutamente a liberdade das nossas opções. Ora, muitas vezes, os homens pretendem descobrir a felicidade em caminhos onde ela não está. De resto, é preciso termos consciência de que a nossa humanidade implica um quadro de fragilidade e de limitação e que, portanto, o pecado vai fazer sempre parte da nossa experiência histórica. A libertação plena e definitiva do “PECADO” acontecerá só nesse novo céu e nova terra que nos espera para além da nossa caminhada terrena.

04 -  Isso não significa, no entanto, pactuar com o pecado, ou assumir uma atitude passiva diante do pecado. A nossa missão consiste em lutar objetivamente contra “o pecado” instalado no coração de cada um de nós e instalado em cada degrau da nossa vida coletiva. A missão dos seguidores de Jesus consiste em anunciar a vida plena e em lutar contra tudo aquilo que impede a sua concretização na história.

Onde é que eu mato a minha sede de liberdade e de vida plena: em Jesus e no projeto do Reino ou em pseudo-messias e miragens ilusórias de felicidade que só me afastam do essencial?

Jesus falhou? Este é o nosso testemunho?


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Comentário
SOMOS UM POVO SANTO


A segunda leitura tirada da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios nos dá a chave para compreender a Palavra de Deus. Paulo nos diz em sua carta: "AOS QUE FORAM SANTIFICADOS EM CRISTO JESUS, CHAMADOS A SER SANTOS JUNTO COM TODOS QUE, EM QUALQUER LUGAR, INVOCAM O NOME DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO". É exatamente isso que o batismo fez de nós: UM POVO SANTO, UM POVO DE PESSOAS CONSAGRADAS.

PORQUE? Porque no batismo nos tornamos um só com Jesus, sua vida se fez nossa. Ele é o Pai consagrado. Para entender quem é Jesus, e nós após nosso batismo com Ele, nos serve a Primeira Leitura do Profeta Isaías: "TU ÉS MEU SERVO", "EU TE FAÇO LUZ DAS NAÇÕES PARA QUE MINHA SALVAÇÃO CHEGUE ATÉ OS CONFINS DA TERRA" e no Evangelho que João Batista testemunha sobre Jesus: "ESTE É O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO". João viu como o Espírito desceu sobre Jesus e percebeu que Jesus era "aquele que vem batizar no Espírito Santo" e da testemunho ele “É O FILHO DE DEUS".

Jesus é o escolhido de Deus para trazer a salvação a todos os povos. O amor e o perdão de Deus não se destinam de forma exclusiva a uma raça, a um povo ou a uma cultura. É para todos sem exceção. Para essa missão, Jesus está ungido pelo Espírito Santo, pelo Espírito de Deus. Esse Espírito é o que lhe converte em Filho de Deus. Essa missão centra-se no perdão dos pecados, na reconciliação, que abre as portas a uma vida mais plena. Jesus convida-nos à conversão porque nele temos uma oportunidade real de começar uma nova vida.

Ao ser batizados em Jesus, somos incorporados a ele. Por isso, podemos dizer com segurança que: SOMOS UM POVO SANTO, QUE ESTAMOS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO e que temos a missão de oferecer o amor e a salvação de Deus a todos os que nos rodeiam. Porque esse amor de Deus não é para é exclusivo para nós. É PARA TODOS. Seria bom que nos olhássemos uns aos outros. Nos bancos de nossa igreja vemos pessoas... que são POVO SANTO, POVO CONSAGRADO, TESTEMUNHAS DO AMOR DE DEUS NO MEIO DO MUNDO. Quando saímos da missa, devemos saber que nos é dada a missão de ser testemunhas do amor de Deus. A graça e a paz de Deus estão conosco. Seu Espírito enche-nos. Hoje é tempo de levantar a cabeça e nos sentir orgulhosos do que somos. SOMOS O POVO DE DEUS e temos uma missão que cumprir: MOSTRAR AO MUNDO COM NOSSA VIDA, COM NOSSA FORMA DE SER, ATUAR E FALAR, QUE DEUS ESTÁ CONOSCO E QUE NOS AMA, QUE NÃO HÁ PECADO QUE NÃO MEREÇA O PERDÃO, QUE DEUS SEMPRE NOS ESPERA PARA NOS DEVOLVER A VIDA E QUE ESTA MENSAGEM É PARA TODA A HUMANIDADE.

Como atuou Jesus para dar testemunho do amor de Deus aos homens e mulheres com que se encontrou?
Sentimo-nos orgulhosos de ser cristãos, de participar na missão de Jesus?
C
omo damos testemunho desse amor de Deus em nossa vida diária?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda – Missionários Claretianos - Fernando Torres, cmf 
Liturgia Diária – CNBB 
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

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