Últimas
III Domingo do Tempo Comum (Ano A)
A liturgia deste domingo apresenta-nos o projeto de salvação e de
II Domingo do Tempo Comum (Ano A)
A liturgia deste domingo coloca a questão da VOCAÇÃO; e convida-
O sinal da Santa Cruz
A cruz é, por excelência, sinal de identificação do cristão. J
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Sex Fev 21 @12:00AM
Aniversário do Padre Claudio

Solenidade da Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Ano A)

A liturgia deste domingo propõe-nos a FAMÍLIA DE JESUS, como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares… As leituras fornecem indicações práticas para nos ajudar a construir famílias felizes, que sejam espaços de encontro, de partilha, de fraternidade, de amor verdadeiro.

O Evangelho apresenta uma catequese sobre Jesus e a missão que o Pai lhe confiou; mas, sobretudo, propõe-nos o quadro de uma família exemplar – A FAMÍLIA DE NAZARÉ. Nesse quadro há duas coordenadas que são postas em relevo: trata-se de uma família onde existe verdadeiro amor e verdadeira solidariedade entre os seus membros; e trata-se de uma família que escuta Deus e que segue, com absoluta confiança, os caminhos por Ele propostos.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “EM CRISTO” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais… É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referencias


Primeira Leitura
QUEM TEME O SENHOR, HONRA SEUS PAIS.
Leitura do Livro do Eclesiástico (3,3-7.14-17a) 

3Deus honra o pai nos filhos

e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
4Quem honra o seu pai,
alcança o perdão dos pecados;
evita cometê-los
e será ouvido na oração quotidiana.
5Quem respeita a sua mãe
é como alguém que ajunta tesouros.
6Quem honra o seu pai,
terá alegria com seus próprios filhos;
e, no dia em que orar, será atendido.
7Quem respeita o seu pai, terá vida longa,
e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.
14Meu filho, ampara o teu pai na velhice
e não lhe causes desgosto enquanto ele vive.
15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez,
procura ser compreensivo para com ele;
não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida,
a caridade feita a teu pai não será esquecida,
16mas servirá para reparar os teus pecados
17ae, na justiça, será para tua edificação.
Palavra do Senhor


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - Sentimo-nos gratos aos nossos pais porque eles aceitaram ser, em nosso favor, instrumento do Deus criador? Lembramo-nos de lhes demonstrar a nossa gratidão? Apesar da sensibilidade moderna aos direitos humanos e à dignidade das pessoas, a nossa civilização cria, com frequência, situações de abandono, de marginalização, de solidão, cujas vítimas são, muitas vezes, aqueles que já não têm uma vida considerada produtiva, ou aqueles a quem a idade ou a doença trouxeram limitações. Que motivos justificam o desprezo, o abandono, o “VIRAR AS COSTAS” àqueles a quem devemos “HONRAR”?

02 - É verdade que a vida de hoje é muito exigente a nível profissional e que nem sempre é possível a um filho estar presente ao lado de um pai que precisa de cuidados ou de acompanhamento especializado. No entanto, a situação é muito menos compreensível se o afastamento de um pai do convívio familiar (e o seu internamento num lar) resulta do egoísmo do filho, que não está para “aturar o velho”… Sem julgarmos nem condenarmos ninguém, que sentido é que faz “DESFAZERMO-NOS” daqueles que foram, para nós, instrumentos do Deus criador e fonte de vida?

03 - O capital de maturidade e de sabedoria de vida que os mais idosos possuem é considerado por nós uma riqueza ou um desafio ridículo à nossa modernidade e às nossas certezas? Face à invasão contínua de valores estranhos que, tantas vezes, põem em causa a nossa identidade cultural e religiosa (quando não a nossa humanidade), o que significam os valores que recebemos dos nossos pais? Avaliamos com maturidade a perenidade desses valores, ou estamos dispostos a renegá-los ao primeiro aceno dos “valores da moda”?


Voltar


Salmo Responsorial
FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS!
Sl 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1)


1Feliz és tu se temes o Senhor*
e trilhas seus caminhos!
2Do trabalho de tuas mãos hás de viver,*
serás feliz, tudo irá bem! 

FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS!

3A tua esposa é uma videira bem fecunda*
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira*
ao redor de tua mesa. 

FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS!

4Será assim abençoado todo homem*
que teme o Senhor.
5O Senhor te abençoe de Sião,*
cada dia de tua vida. 

FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS!


Voltar


Segunda Leitura
A VIDA DA FAMÍLIA NO SENHOR.
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses (3,12-21)


Irmãos:

12Vós sois amados por Deus,
sois os seus santos eleitos.
Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia,
bondade, humildade, mansidão e paciência,
13suportando-vos uns aos outros
e perdoando-vos mutuamente,
se um tiver queixa contra o outro.
Como o Senhor vos perdoou,
assim perdoai vós também.
14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros,
pois o amor é o vínculo da perfeição.
15Que a paz de Cristo reine em vossos corações,
à qual fostes chamados como membros de um só corpo.
E sede agradecidos.
16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza,
habite em vós.
Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a
sabedoria.
Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus
salmos, hinos e cânticos espirituais,
em ação de graças.
17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras,
seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo.
Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.
18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos,
como convém, no Senhor.
19Maridos, amai vossas esposas
e não sejais grosseiros com elas.
20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais,
pois isso é bom e correto no Senhor.
21Pais, não intimideis os vossos filhos,
para que eles não desanimem.
Palavra do Senhor


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - Viver “EM CRISTO” implica fazer do amor a nossa referência fundamental e deixar que ele se manifeste em gestos concretos de bondade, de perdão, de doação, de compreensão, de respeito pelo outro, de partilha, de serviço… É este o quadro em que se desenvolvem as nossas relações com aqueles que nos rodeiam?

02 - A nossa primeira responsabilidade vai, evidentemente, para aqueles que conosco partilham, de forma mais chegada, a vida do dia a dia (a nossa família). Esse amor, que deve revestir-nos sempre, traduz-se numa atenção contínua àquele que está ao nosso lado, às suas alegrias e tristezas? Traduz-se num respeito absoluto pela liberdade e pelo espaço do outro, por um deixar o outro crescer sem o sufocar? Traduz-se na vontade de servir o outro, sem nos servirmos dele?


Voltar


Evangelho
LEVANTA-TE, PEGA O MENINO E SUA MÃE, E FOGE PARA O EGITO.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (2,13-15.19-23)


13Depois que os magos partiram,
o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse:
'Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o
Egito! Fica lá até que eu te avise!
Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo.'
14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe,
e partiu para o Egito.
15Ali ficou até à morte de Herodes,
para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta:
'Do Egito chamei o meu Filho.'
19Quando Herodes morreu,
o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito,
20e lhe disse: 'Levanta-te, pega o menino e sua mãe,
e volta para a terra de Israel;
pois aqueles que procuravam matar o menino
já estão mortos.'
21José levantou-se, pegou o menino e sua mãe,
entrou na terra de Israel.
22Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judéia,
no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá.
Por isso, depois de receber um aviso em sonho,
José retirou-se para a região da Galiléia,
23e foi morar numa cidade chamada Nazaré.
Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos
profetas:
Ele será chamado Nazareno.'
Palavra da Salvação.
 


 Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Este episódio do “EVANGELHO DA INFÂNCIA” apresenta-nos uma família – a Sagrada Família – que, como qualquer família de ontem, de hoje ou de amanhã, se defronta com crises, dificuldades e contrariedades. No entanto, esta é uma família onde cada membro está solidário com o outro e está disposto a partilhar os riscos que o outro corre; esta é uma família onde cada membro aceita renunciar ao comodismo e sacrificar-se para que o outro possa viver; esta é uma família onde os problemas de um são os problemas de todos e onde todos estão dispostos a arriscar, quando se trata de defender o outro… Por isso, é uma família que se mantém unida e solidária. É assim a nossa família? Na nossa família há solidariedade? Sentimos os problemas do outro e empenhamo-nos seriamente em ajudá-lo a superar as dificuldades? Aquilo que acontece a um é sentido por todos? A nossa família é, apenas, um hotel onde temos (por um preço módico) casa, mesa e roupa lavada ou um verdadeiro espaço de encontro, de partilha, de fraternidade, de solidariedade, de amor?

02 - A Sagrada Família é também uma família onde se escuta a Palavra de Deus e onde se aprende a ler os sinais de Deus… É na escuta da Palavra que esta família consegue encontrar as soluções para vencer as contrariedades e para ajudar os membros a vencer os riscos que correm; é na escuta de Deus que esta família consegue descobrir os caminhos a percorrer, a fim de assegurar a cada um dos seus membros a vida e o futuro. A nossa família é uma família onde se escuta a Palavra de Deus, onde se procuram ler os sinais de Deus, onde se procura perceber o que Deus diz? Encontramos tempo para reunir a família à volta da Palavra de Deus e para partilhar, em família, a Palavra de Deus? A nossa família é uma família que reza?

03 - A Sagrada Família é, ainda, uma família que obedece a Deus… Diante das indicações de Deus, não discute nem argumenta; mas cumprem à risca os desígnios de Deus… E é precisamente o cumprimento obediente dos projetos de Deus que assegura a esta família um futuro de vida, de tranquilidade e de paz.A nossa família aceita com serenidade os esquemas e a lógica de Deus e percorre, com confiança, os caminhos de Deus?

04 - Neste tempo de Natal convém não esquecermos o tema central à volta do qual se constrói o Evangelho que hoje nos é proposto: JESUS É O DEUS QUE VEM AO NOSSO ENCONTRO, A FIM DE CUMPRIR O PROJETO DE SALVAÇÃO QUE O PAI TEM PARA OS HOMENS… A sua missão passa por constituir um novo Povo de Deus, dar-lhe uma Lei (a Lei do “Reino”) e conduzi-lo para a terra da liberdade, para a vida definitiva. Estamos dispostos a acolher Jesus como o nosso libertador e a embarcar com Ele nessa caminhada da terra da escravidão para a terra da liberdade?


Voltar


Comentário 
O PÃO DE CADA DIA. 


Quando lemos os livros de história, pode ficar a impressão de que tudo se centra em alguns grandes acontecimentos: no dia em que se venceu uma batalha, no dia em que se assinou um tratado de paz ou no dia em que teve local uma descoberta científica. Mas a história real não é isso. Não é só isso. A história faz-se no dia-a-dia de muitas pessoas que se esforçam, que lutam, que desfrutam, que adoecem... A vida de uma família não pode ser centrada só na celebração dos aniversários, das férias ou em alguns outros acontecimentos especiais. A vida de uma família faz-se no dia-a-dia, na limpeza da casa, no esforço por levantar-se e fazer com que todos estejam a tempo para ir a seus trabalhos, na contribuição diária para que todos sejam felizes e se sintam bem em casa. A VIDA DE UMA FAMÍLIA FAZ-SE NO AMOR, NO RESPEITO, NA PACIÊNCIA E NO DIÁLOGO. A vida de uma família é vivida no pão da cada dia e não no banquete do dia da festa.

Hoje celebramos a festa da Sagrada Família. Foi uma família normal e corrente. Maria e José tiveram que trabalhar duramente (não se trabalhava de outra forma naqueles tempos). Sua vida de família compôs-se de muitos dias cheios de trabalho, de preocupações, de alegrias e penas partilhadas, de paciência, amor, diálogo e respeito mútuo. Dias em que não se celebrava nada especial, simplesmente se vivia. Mas precisamente aí nesse dia-a-dia foi onde se forjou a santidade daquela família. Hoje se converte para nós em sinal do amor de Deus em nosso mundo e modelo de nossa vida de família. Modelo dos dias de festa e modelo para todos os dias...

Hoje nossas famílias têm que olhar para a Sagrada Família e toma-la como espelho. O objetivo não é viver como viveram Jesus, José e Maria. A vida mudou muito desde então. Os problemas que temos que enfrentar não é os mesmos daquela FAMÍLIA. Sem dúvida que a relação entre os esposos mudou, também mudou a relação dos filhos com os pais e destes com os filhos. Mas há algo que não pode mudar: A VIDA DE UMA FAMÍLIA CONSTRÓI-SE SOBRE A BASE DO AMOR E DO RESPEITO MÚTUO COM GRANDES DOSES DE PACIÊNCIA E DIÁLOGO. A violência, a rigidez, a falta de comunicação levam à destruição do lar e à destruição das pessoas que a formam. Amor, respeito, paciência e diálogo formam a base segura sobre a qualle podemos afiançar a vida de nossas famílias. Desse modo, como a família que foram Jesus, Maria e José, nossas famílias serão também um sinal da presença amorosa de Deus no meio de nosso mundo.

Em que podemos melhorar a vida de nossa família? Seria bom que a família se reunisse para dialogar. A reunião poderia terminar com um momento de agradecimento pela vida e o amor partilhado.


Voltar


FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres (Missionários Claretianos - Ciudad Redonda)
Liturgia Diária (CNBB)
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

: