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XXX Domingo do Tempo Comum (Ano C)

A liturgia deste domingo ensina-nos que Deus tem um “FRACO” pelos humildes e pelos pobres, pelos marginalizados; e que são estes, no seu despojamento, na sua humildade, na sua finitude (e até no seu pecado), que estão mais perto da salvação, pois são os mais disponíveis para acolher o dom de Deus.

A primeira leitura define Deus como um “JUIZ JUSTO”, que não se deixa subornar pelas ofertas desses poderosos que praticam injustiças na comunidade; em contrapartida, esse Deus justo ama os humildes e escuta as suas súplicas.

O Evangelho define a atitude correta que o crente deve assumir diante de Deus. Recusa a atitude dos orgulhosos e autossuficientes, convencidos de que a salvação é o resultado natural dos seus méritos; e propõe a atitude humilde de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o dom de Deus. É essa atitude de “POBRE” que Lucas propõe aos crentes do seu tempo e de todos os tempos.

Na segunda leitura, temos um convite a viver o caminho cristão com entusiasmo, com entrega, com ânimo – a exemplo de Paulo. A leitura foge, um pouco, ao tema geral deste domingo; contudo, podemos dizer que Paulo foi um bom exemplo dessa atitude que o Evangelho propõe: ele confiou, não nos seus méritos, mas na misericórdia de Deus, que justifica e salva todos os homens que a acolhem.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
A PRECE DO HUMILDE ATRAVESSA AS NUVENS.
Leitura do Livro do Eclesiástico (35,15b-17.20-22a 7)


15bO Senhor é um juiz
que não faz discriminação de pessoas.
16Ele não é parcial em prejuízo do pobre,
mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos;
17jamais despreza a súplica do órfão,
nem da viúva, quando desabafa suas mágoas.
20Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido
e suas súplicas subirão até as nuvens.
21A prece do humilde atravessa as nuvens:
enquanto não chegar não terá repouso;
e não descansará até que o Altíssimo intervenha,
22afaça justiça aos justos e execute o julgamento.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - Este texto põe, antes de mais, o problema do que é fundamental na experiência religiosa… Sugere que a “VERDADEIRA RELIGIÃO” não passa pelos ritos, mas por uma vida verdadeiramente comprometida com os mandamentos, nomeadamente com o mandamento do amor aos irmãos… Não é verdadeira a religião daqueles que pagam as festas da paróquia, mas não pagam justamente aos seus operários; não é verdadeira a religião daqueles que ao domingo depositam no cesto da coleta algumas notas gordas, mas não respeitam a dignidade e a liberdade dos outros; não é verdadeira a religião daqueles que fazem “promessas”, para que Deus os ajude a concluir com êxito um negócio duvidoso em que alguém vai sair prejudicado… Uma religião desligada da vida é uma religião falsa, incoerente, hipócrita, com a qual Deus não quer ter nada a ver…

02 -  O texto revela também, uma vez mais, que o NOSSO DEUS TEM UM FRACO PELOS POBRES, pelos débeis, pelos oprimidos, por aqueles que o mundo considera “vencidos” e sem peso. Atenção: Deus ama-os e não deixa passar em claro qualquer injustiça cometida contra eles ou qualquer comportamento que viole a sua dignidade. E os crentes, “FILHOS DE DEUS”, são convidados a atuar com a mesma lógica de Deus… Sou, como Deus, sensível ao apelo dos pobres, vítimas da injustiça, da segregação, da exclusão? Luto, com coerência, contra tudo o que gera morte, infelicidade, exploração, injustiça, miséria? Aqueles que não encontram lugar na mesa dos privilegiados deste mundo encontram, através de mim, o rosto misericordioso e bondoso do Deus que os ama?

03 - A oração do pobre e do desvalido chega sempre aos ouvidos de Deus… Deus não vira, nunca, as costas a quem chama por Ele e vê n’Ele a esperança e a salvação. Isto é algo que eu devo ter sempre presente, nomeadamente nos momentos mais dramáticos da minha existência, quando tudo cai à minha volta. A Palavra de Deus que hoje nos é oferecida garante-nos: Deus escuta a oração do pobre (e, no contexto bíblico, dizer que “escuta” significa dizer que Ele se prepara para intervir e para trazer àquele que sofre a libertação e a vida).


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Salmo Responsorial
O POBRE CLAMA A DEUS E ELE ESCUTA:
O SENHOR LIBERTA A VIDA DOS SEUS SERVOS.
Sl 33,2-3.17-18.19.23 (R.7a.23a)


2Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,*
seu louvor estará sempre em minha boca.
3Minha alma se gloria no Senhor;*
que ouçam os humildes e se alegrem! 

O POBRE CLAMA A DEUS E ELE ESCUTA:
O SENHOR LIBERTA A VIDA DOS SEUS SERVOS.

17Mas ele volta a sua face contra os maus,*
para da terra apagar sua lembrança.
18Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta*
e de todas as angústias os liberta. 

O POBRE CLAMA A DEUS E ELE ESCUTA:
O SENHOR LIBERTA A VIDA DOS SEUS SERVOS.

19Do coração atribulado ele está perto*
e conforta os de espírito abatido.
23Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,*
e castigado não será quem nele espera. 

O POBRE CLAMA A DEUS E ELE ESCUTA:
O SENHOR LIBERTA A VIDA DOS SEUS SERVOS.


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Segunda Leitura
AGORA ESTÁ RESERVADA PARA MIM A COROA DA JUSTIÇA.
Leitura da primeira Carta de São Paulo a Timóteo (4,6-8.16-18)


Caríssimo:
6Quanto a mim,
eu já estou para ser oferecido em sacrifício;
aproxima-se o momento de minha partida.
7Combati o bom combate,
completei a corrida,
guardei a fé.
8Agora está reservada para mim a coroa da justiça,
que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia;
e não somente a mim,
mas também a todos que esperam com amor
a sua manifestação gloriosa.
16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu;
todos me abandonaram.
Oxalá que não lhes seja levado em conta.
17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças,
ele fez com que a mensagem
fosse anunciada por mim integralmente,
e ouvida por todas as nações;
e eu fui libertado da boca do leão.
18O Senhor me libertará de todo mal
e me salvará para o seu Reino celeste.
A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do cristianismo. Ao olharmos para o seu exemplo, impressiona-nos como o encontro com Cristo marcou a sua vida de forma tão decisiva; espanta-nos como ele se identificou totalmente com Cristo; interpela-nos a forma entusiasmada e convicta como ele anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão, a morte; questiona-nos a forma como ele quis viver ao jeito de Cristo, num dom total aos irmãos, ao serviço da libertação de todos os homens. Paulo é, verdadeiramente, um modelo e um testemunho que deve interpelar, desafiar e inspirar cada crente.

02 - O caminho que Paulo percorreu continua a não sendo um caminho fácil. Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho de Paulo, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena. Concordo? É este o caminho que eu me esforço por percorrer?

03 - Convém ter sempre presente esse dado fundamental que deu sentido às apostas de Paulo: AQUELE QUE ESCOLHE CRISTO NÃO ESTÁ SÓ, ainda que tenha sido abandonado e traído por amigos e conhecidos; o Senhor está a seu lado, dá-lhe força, anima-o e livra-o de todo o mal. Animados por esta certeza, temos medo de quê?


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Evangelho
O COBRADOR DE IMPOSTOS VOLTOU PARA
CASA JUSTIFICADO, O OUTRO NÃO.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (18,9-14)


Naquele tempo:
9Jesus contou esta parábola
para alguns que confiavam na sua própria justiça
e desprezavam os outros:
10'Dois homens subiram ao Templo para rezar:
um era fariseu, o outro cobrador de impostos.
11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo:
'Ó Deus, eu te agradeço
porque não sou como os outros homens,
ladrões, desonestos, adúlteros,
nem como este cobrador de impostos.
12Eu jejuo duas vezes por semana,
e dou o dízimo de toda a minha renda'.
13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância,
e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu;
mas batia no peito, dizendo:
`Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!'
14Eu vos digo:
este último voltou para casa justificado, o outro não.
Pois quem se eleva será humilhado,
e quem se humilha será elevado.'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - O Evangelho coloca, fundamentalmente, o problema da atitude do homem face a Deus. Desautoriza completamente aqueles que se apresentam diante de Deus carregados de autossuficiência, convencidos da sua “bondade”, muito certos dos seus méritos, como se pudessem ser eles a exigir algo de Deus e a ditar-Lhe as suas condições; propõe, em contrapartida, uma atitude de reconhecimento humilde dos próprios limites, uma confiança absoluta na misericórdia de Deus e uma entrega confiada nas mãos de Deus. É esta segunda atitude que somos convidados a assumir.

02 – O Evangelho coloca, também, a questão da imagem de Deus… Diz-nos que Deus não é um contabilista, uma simples máquina de recompensas e de castigos, mas que é o Deus da bondade, do amor, da misericórdia, sempre disposto a derramar sobre o homem a salvação (mesmo que o homem não mereça) como puro dom. A única condição para “ser justificado” é aceitar humildemente a oferta de salvação que Ele faz.

03 - A atitude de orgulho e de autossuficiência, a certeza de possuir qualidades e méritos em abundância, acaba por gerar o desprezo pelos irmãos. Então, criam-se barreiras de separação (de um lado os “BONS”, de outro os “MAUS”), que provocam segregação e exclusão… Isto acontece com alguma frequência nas nossas comunidades cristãs (inclusive na sociedade). Como entender isto, à luz da parábola que Jesus hoje nos propõe?

04 - Nos últimos séculos os homens desenvolveram, a par de uma consciência muito profunda da sua dignidade, uma consciência muito viva das suas capacidades. Isto levou-os, com frequência, à presunção da sua autossuficiência… O desenvolvimento da tecnologia, da medicina, da química, dos sistemas políticos convenceram o homem de que podia prescindir de Deus pois, por si só, podia ser feliz. Onde nos tem conduzido esta presunção? Podemos chegar à salvação, à felicidade plena, apenas pelos nossos próprios meios?


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Comentário
NUNCA DESPREZE TEU IRMÃO


Quem pode se vangloriar diante de Deus de que é justo? Pois, o fariseu da parábola, o faz sem o menor pudor. Ele não tem vergonha de agradecer a Deus porque não é como os outros. Parece diferente. Pertence a uma classe melhor e mais alta. Ele se sente justificado porque jejua duas vezes por semana e paga o dízimo por tudo o que tem. Dito em palavras de nossos dias, ele vai à missa pontualmente todos os domingos e contribui generosamente para sua igreja (deixando claro que ele é o doador para que todos saibam). Ou porque atende a todos os padrões da igreja. Não importa que seja uma "realização", uma "obediência e mentira". O coração não importa. O que importa é que externamente esteja em conformidade com as leis. Ele é "oficialmente" um bom crente.

O publicano se situa ao contrário. É oficialmente um pecador. Todo mundo o sabe. Ele também. Não tem nada que apresentar ante Deus. Basta lembrar a forma como as pessoas os olham para se imaginar como Deus o olha também. Porém, vai ao templo. Me faz pensar em algumas de nossas igrejas onde as prostitutas, embora não vão a missa, se aproximam quando não há quase ninguém no templo para acender uma vela e fazer uma oração a algum santo. O publicano sabe-se pecador e o única coisa que faz é pedir a Deus que lhe tenha compaixão.

Porém, como diz a primeira leitura, a oração dos pobres, dos oprimidos, dos órfãos e das viúvas, dos que não têm nada, é como um grito que sobe até o céu, atravessa as nuvens e chega até Deus. Os que não têm nada não podem fazer mais que esperar a justiça de Deus. Porque a justiça dos homens deixou-lhes abandonados.

É que nosso Deus - um pouco na contramão do que diz a primeira leitura (é um Deus parcial). Está do lado dos pobres, dos que sofrem. Frente aos juízes deste mundo (juízes somos todos quando opinamos e julgamos a nossos irmãos e irmãs) que costumam escutar com mais facilidade aos que mais gritam, aos que mais dinheiro ou mais poder têm e desprezam (desprezamos) aos que não têm nada, Deus, o Deus de Jesus, se põe do lado dos pobres, compreende sua situação, sofre com eles, e olha por seu bem.

Na comunidade de Jesus TODOS SOMOS IRMÃOS. Todos estamos cobertos pelo imenso amor de Deus. Não há razão para desprezar a ninguém. Se alguém deve ter um local de privilégio tem de ser o pobre, o marginalizado, o pecador, aquele ao que lhe tocou a pior parte nesta vida. Quem somos nós para julgar os outros, para entrar em seu coração e dizer que é mau?

Olho alguns de meus irmãos ou familiares com desprezo? Por que? Não tenho nada de que me envergonhar? Como me deveria comportar com eles se atuasse como o faria Jesus?


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FONTES DE REFERENCIA


Comunidade católica Claretiana- Ciudad Redonda - Fernando Torres
Liturgia Diária (CNBB)
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

 
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