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XV Domingo doTempo Comum (Ano C)

A liturgia deste domingo procura definir o caminho para encontrar a vida eterna. É no amor a Deus e aos outros – dizem os textos que nos são propostos – que encontramos a vida em plenitude.

O Evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor (A DEUS E AOS IRMÃOS). Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano – um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão a um irmão caído na beira da estrada. “VAI E FAZ O MESMO” –  diz Jesus a cada um dos que o querem seguir no caminho da vida plena.

A primeira leitura reflete, sobretudo, sobre a questão do amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da sua vida e a amá-lo de todo o coração. COMO? Escutando a sua voz no íntimo do coração e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.

Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um hino que propõe Cristo como a referência fundamental, como o centro à volta do qual se constrói a história e a vida de cada crente. O texto foge, um tanto, à temática geral das outras duas leituras; no entanto, a catequese sobre a centralidade de Cristo leva-nos a pensar na importância do que Ele nos diz no Evangelho de hoje. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói, convém escutá-l’O atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros uma exigência fundamental da nossa caminhada. 

Hoje a Igreja também celebra São Camilo de Léllis religioso italiano, fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos. É venerado como santo da Igreja Católica e é considerado protetor dos enfermos e dos hospitais.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
ESTA PALAVRA ESTÁ BEM AO TEU ALCANCE,
PARA QUE A POSSAS CUMPRIR.
Leitura do Livro do Deuteronômio (30,10-14)


Moisés falou ao povo, dizendo:
10Ouve a voz do Senhor teu Deus,
e observa todos os seus mandamentos e preceitos,
que estão escritos nesta lei.
Converte-te para o Senhor teu Deus
com todo o teu coração e com toda a tua alma.
11Na verdade, este mandamento que hoje te dou
não é difícil demais,
nem está fora do teu alcance.
12Não está no céu,
para que possas dizer:
'Quem subirá ao céu por nós para apanhá-lo?
Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?'
13Nem está do outro lado do mar,
para que possas alegar:
'Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo?
Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?'
14Ao contrário,
esta palavra está bem ao teu alcance,
está em tua boca e em teu coração,
para que a possas cumprir.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - O convite a aderir com todo o coração e com todo o ser às propostas de Deus leva-nos a questionar a qualidade da nossa adesão. Não pode ser uma adesão de acordo com os nossos interesses; mas tem de ser uma adesão total, completa, plenamente empenhada, a “FUNDO PERDIDO”. É desta forma radical e total que aderimos aos projetos de Deus, ou a nossa adesão é “morna”, incompleta, limitada, reticente? Encontramos espaço e disponibilidade para interrogar o nosso coração e para escutar o Deus que fala, que Se revela, que nos desafia e questiona?

02 - Pode acontecer que os nossos interesses egoístas, as nossas ambições, as nossas paixões, os nossos esquemas e projetos pessoais abafem a voz de Deus e nos impeçam de escutar as suas propostas. Quais são, para mim, essas outras “vozes” que calam a voz de Deus? Que lugar essas “vozes” ocupam na minha vida? Em que medida elas contribuem para definir o sentido essencial da minha existência?


início


Salmo Responsorial
HUMILDES, VEDE ISTO E ALEGRAI-VOS!
Sl 68,14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R.cf.33)


14Por isso elevo para vós minha oração,*
neste tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me pelo vosso imenso amor,*
pela vossa salvação que nunca falha!
17Senhor, ouvi-me pois suave é vossa graça,*
ponde os olhos sobre mim com grande amor! 

HUMILDES, VEDE ISTO E ALEGRAI-VOS!

30Pobre de mim, sou infeliz e sofredor!*
Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!
31Cantando eu louvarei o vosso nome*
e agradecido exultarei de alegria! 

HUMILDES, VEDE ISTO E ALEGRAI-VOS!

33Humildes, vede isto e alegrai-vos:
o vosso coração reviverá,*
se procurardes o Senhor continuamente!
34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres,*
e não despreza o clamor de seus cativos. 

HUMILDES, VEDE ISTO E ALEGRAI-VOS!

36aSim, Deus virá e salvará Jerusalém,*
36breconstruindo as cidades de Judá.
37A descendência de seus servos há de herdá-las, 
e os que amam o santo nome do Senhor*
dentro delas fixarão sua morada! 

HUMILDES, VEDE ISTO E ALEGRAI-VOS!


Início


Segunda Leitura
TUDO FOI CRIADO POR MEIO DELE E PARA ELE.
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses (1,15-20)


15Cristo é a imagem do Deus invisível,
o primogênito de toda a criação,
16pois por causa dele,
foram criadas todas as coisas no céu e na terra,
as visíveis e as invisíveis,
tronos e dominações, soberanias e poderes.
Tudo foi criado por meio dele e para ele.
17Ele existe antes de todas as coisas
e todas têm nele a sua consistência.
18Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja.
Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos;
de sorte que em tudo ele tem a primazia,
19porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude
20e por ele reconciliar consigo todos os seres,
os que estão na terra e no céu,
realizando a paz pelo sangue da sua cruz.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - Um dado fundamental da vida cristã é a consciência desta centralidade de Cristo na nossa experiência e na nossa existência. No entanto, a religião de tantos dos nossos cristãos centraliza-se, tantas vezes, em coisas secundárias… Cristo é, efetivamente, a referência fundamental à volta da qual a nossa vida se articula e se constrói? É Ele que está no centro dos interesses e da vida das nossas comunidades cristãs ou religiosas?

02- Para muitos dos nossos contemporâneos, Jesus não é uma referência fundamental. Quando muito, foi um homem bom, que deu a vida por um sonho, um visionário, um idealista, que a história se encarregou de digerir e que hoje é, apenas, uma peça de museu; por isso, não tem qualquer espaço nas suas vidas. Como podemos testemunhar a nossa convicção de que Ele é o centro da história e de que Ele está no princípio e no fim da história da salvação?


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Evangelho
E QUEM É O MEU PRÓXIMO?
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (10,25-37)


Naquele tempo:
25Um mestre da Lei se levantou
e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou:
'Mestre, que devo fazer
para receber em herança a vida eterna?'
26Jesus lhe disse: 'O que está escrito na Lei?
Como lês?'
27Ele então respondeu:
'Amarás o Senhor, teu Deus,
de todo o teu coração e com toda a tua alma,
com toda a tua força e com toda a tua inteligência;
e ao teu próximo como a ti mesmo!'
28Jesus lhe disse: 'Tu respondeste corretamente.
Faze isso e viverás.'
29Ele, porém, querendo justificar-se,
disse a Jesus: 'E quem é o meu próximo?'
30Jesus respondeu:
'Certo homem descia de Jerusalém para Jericó
e caiu nas mãos de assaltantes.
Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no,
e foram-se embora deixando-o quase morto.
31Por acaso, um sacerdote
estava descendo por aquele caminho.
Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.
32O mesmo aconteceu com um levita:
chegou ao lugar, viu o homem
e seguiu adiante, pelo outro lado.
33Mas um samaritano que estava viajando,
chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.
34Aproximou-se dele e fez curativos,
derramando óleo e vinho nas feridas.
Depois colocou o homem em seu próprio animal
e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.
35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata
e entregou-as ao dono da pensão, recomendando:
'Toma conta dele!
Quando eu voltar,
vou pagar o que tiveres gasto a mais.'
E Jesus perguntou:
36'Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem
que caiu nas mãos dos assaltantes?'
37Ele respondeu:
'Aquele que usou de misericórdia para com ele.'
Então Jesus lhe disse: 'Vai e faze a mesma coisa.'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - A pergunta do mestre da Lei não é uma pergunta acadêmica; é a pergunta que fazemos todos os dias: “O QUE FAZER PARA CHEGAR À VIDA PLENA, À FELICIDADE? COMO DAR, VERDADEIRAMENTE, SENTIDO À VIDA?” A resposta eterna é: “FAZ DE DEUS O CENTRO DA TUA VIDA, AMA-O E AMA TAMBÉM OS OUTROS IRMÃOS”. Trata-se, portanto, de fazer com que o amor percorra as duas coordenadas fundamentais da nossa existência – a vertical (relação com Deus) e a horizontal (relação com os outros homens). É por aqui que passa a nossa realização plena.

02 - O que é isso do amor ao próximo? Até onde se deve ir? É preciso exagerar? Não se trata de exagerar. Trata-se de ver em cada pessoa um irmão e de lhe dar a mão sempre que ele necessitar. Qualquer pessoa ferida com quem cruzamos nos caminhos da vida tem direito ao nosso amor, à nossa misericórdia, ao nosso cuidado – seja ela branca ou negra, brasileira ou ucraniana, cristã ou muçulmana, de direita, de esquerda, pobre ou rica… A verdadeira religião que conduz à salvação passa por este amor sem limites.

03 - Pode acontecer que uma vida confortável nos torne insensíveis aos gritos de sofrimento dos pobres… Pode acontecer que o nosso egoísmo fale mais alto e que evitemos nos meter em complicações por causa das injustiças que os nossos irmãos sofrem… Mas, nesse caso, convém perguntar: deixando que a minha vida se guie por critérios de egoísmo e de comodismo, estou caminhando em direção à minha realização plena, à vida eterna?

04 - As nossas comunidades são clubes fechados, “reservados a sócios”, onde é “proibida a entrada aos estranhos”, ou comunidades onde são amados e têm lugar todos aqueles que a vida atira para a beira da estrada?


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Comentário
O BOM SAMARITANO


Já passou para o acervo de nosso idioma. Não sabemos sequer se existiu o “samaritano” da parábola. Mas hoje se chama “BOM SAMARITANO” a qualquer pessoa de bom coração que ajuda a seus irmãos sem pedir nada em troca. Não há melhor coisa que se encontrar um bom samaritano quando se anda perdido pelos caminhos da vida, sem rumo e talvez ferido e espancado. Até é possível que nos surpreenda sua generosidade sem limite, o carinho gratuito que recebemos, tão acostumados como estamos a pagar por tudo o que recebemos.

Mas a parábola de Jesus vai para além. Porque o samaritano não é só um que parou a atender àquele homem abandonado e ferido ao lado do caminho. Em sua parábola, Jesus põe em relação ao samaritano com outras personagens bem conhecidas do povo judeu: um sacerdote e um levita. Os dois são representantes da religião oficial judia. Os dois pregam no templo e são mediadores entre Deus e os homens. Sacerdotes e levitas supõe-se que tenham um acesso a Deus do qual carecem o resto dos crentes ”o mesmo que hoje muitos cristãos pensam ainda de sacerdotes e religiosos”. O samaritano, desde a perspectiva judia, pertencia praticamente ao extremo oposto da escala religiosa. Era um povo que tinha misturado a religião judia com outras crenças estranhas. Era traidor da fé autêntica, um povo impuro. Os judeus tratavam de evitar todo contato com os samaritanos. O contato com um samaritano fazia com que o judeu se voltasse ao impuro.

Por isso, tem mais peso o fato de que Jesus contraponha na parábola aos representantes oficiais da religião, um sacerdote e um levita, com um samaritano, pecador e impuro. E, o que é pior, que seja precisamente o samaritano o que sai em socorro ao homem abandonado, comportando-se como Deus quer, o que é capaz de se aproximar ao próximo desabrigado e abandonado. Dito de outra maneira, o que se faz próximo de seu irmão necessitado.

Na realidade, Jesus está repensando nossa relação com Deus. Bem mais importante que o culto oficial e litúrgico do templo, é a proximidade ao irmão necessitado. Bem mais valioso que oferecer sacrifícios e orações, é ADORAR A DEUS NO IRMÃO OU IRMÃ QUE SOFREM pela razão que seja. Jesus não é sacerdote senão profeta. Jesus afasta-se do templo e convida-nos a viver nossa relação com Deus no encontro diário, habitual, na rua, com nossos irmãos e irmãs. Aí é onde se joga nossa relação com Deus. Só se somos capazes de amar assim, poderemos dizer que amamos a Deus. Porque, como diz João, o que diz que ama a Deus e não ama a seu irmão, é um mentiroso. Nem mais nem menos.

O mandamento de Deus está a o nosso alcance como o estão nossos irmãos e irmãs. Acerco-me a eles e me interesso para valer por eles? Os acompanho em suas necessidades? Sou capaz de escutar? Sou um “bom samaritano”?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda)
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

 

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