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II Domingo da Quaresma (Ano C)

As leituras deste domingo convidam-nos a refletir sobre a nossa TRANSFIGURAÇÃO, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, nos são apresentadas algumas pistas.

A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a ACREDITAR, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.

A segunda leitura convida-nos a RENUNCIAR a essa atitude de orgulho, de autossuficiente e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração é resultado de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o sinal da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa LIBERTAÇÃO. O projeto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até a morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à TRANSFIGURAÇÃO EM HOMENS NOVOS.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
DEUS FEZ ALIANÇA COM ABRAÃO HOMEM DE FÉ.
Leitura do Livro do Gênesis (15,5-12.17-18)


Naqueles dias:
5o Senhor conduziu Abraão para fora e disse-lhe:
'Olha para o céu e conta as estrelas,
se fores capaz!'
E acrescentou:
'Assim será a tua descendência'.
6Abrão teve fé no Senhor,
que considerou isso como justiça.
7E lhe disse:
'Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus,
para te dar em possessão esta terra'.
8Abrão lhe perguntou:
'Senhor Deus, como poderei saber
que vou possuí-la?'
9E o Senhor lhe disse:
'Traze-me uma novilha de três anos,
uma cabra de três anos,
um carneiro de três anos,
além de uma rola e de uma pombinha'.
10Abrão trouxe tudo
e dividiu os animais pelo meio,
mas não as aves,
colocando as respectivas partes uma frente à outra.
11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres,
mas Abrão as enxotou.
12Quando o sol já se ia pondo,
caiu um sono profundo sobre Abrão
e ele foi tomado de grande e misterioso terror.
17Quando o sol se pôs e escureceu,
apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo,
que passaram por entre os animais divididos.
18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo:
'Aos teus descendentes darei esta terra,
desde o rio do Egito
até o grande rio, o Eufrates'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da primeira leitura


01 - Apesar da contínua reafirmação das promessas, Abraão está velho, sem filhos, sem a terra sonhada e a sua vida parece condenada ao fracasso. Seria natural que Abraão manifestasse o seu desapontamento e a sua frustração diante de Deus; no entanto, a resposta de Abraão é confiar totalmente em Deus, aceitar os seus projetos e se  colocar ao serviço dos desígnios de Jahwéh. É esta mesma confiança total que marca a minha relação com Deus? Estou sempre disposto a entregar-me nas mãos de Deus e a confiar nos seus desígnios?

02 - O Deus que se revela a Abraão é um Deus que se compromete com o homem e cujas promessas são garantidas, gratuitas e incondicionais. Diante disto, somos convidados a construir a nossa existência com serenidade e confiança, sabendo que no meio das tempestades que agitam a nossa vida Ele está lá, acompanhando-nos, amando-nos e sendo a rocha segura a que nos podemos agarrar quando tudo o resto falhou.


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Salmo Responsorial

O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO.
Sl 26,1.7-8.9abc.13.14 (R. 1a)


1O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei? 
O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO
7Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,
atendei por compaixão!
8Meu coração fala convosco confiante,
é vossa face que eu procuro. 
O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO 
9aNão afasteis em vossa ira o vosso servo,
sois vós o meu auxílio!
9bNão me esqueçais nem me deixeis abandonado,
9cmeu Deus e Salvador! 
O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO
13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
14Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor! 
O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO 


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Segunda Leitura
CRISTO TRANSFORMARÁ O NOSSO CORPO E O
TORNARÁ SEMELHANTE AO SEU CORPO GLORIOSO
.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses (3,17 -4,1)


17Sede meus imitadores, irmãos

e observai os que vivem
de acordo com o exemplo que nós damos.
18Já vos disse muitas vezes,
e agora o repito, chorando:
há muitos por aí
que se comportam como inimigos da cruz de Cristo.
19O fim deles é a perdição,
o deus deles é o estômago,
a glória deles está no que é vergonhoso
e só pensam nas coisas terrenas.
20Nós, porém, somos cidadãos do céu.
De lá aguardamos o nosso Salvador, 
o Senhor, Jesus Cristo.
21Ele transformará o nosso corpo humilhado
e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso,
com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas.
4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem
e dos quais sinto saudade,
minha alegria, minha coroa, meus amigos,
continuai firmes no Senhor.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da segunda leitura


01 - Neste tempo de transformação e renovação, somos convidados pela Palavra de Deus a ter consciência de que a nossa caminhada em direção ao HOMEM NOVO não está concluída; trata-se de um processo construído dia a dia sob o sinal da cruz, isto é, numa entrega total por amor que subverte os nossos esquemas egoístas e comodistas.

02 - Considerar-se como alguém que já atingiu a meta da perfeição pela prática de alguns ritos externos, determina o orgulho e auto-suficiência: significa que ainda não percebemos onde está o essencial – NA MUDANÇA DO CORAÇÃO. Só a transformação radical do coração nos conduzirá a essa vida nova, transfigurada pela ressurreição.


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Evangelho
ENQUANTO JESUS REZAVA, SEU ROSTO MUDOU DE APARÊNCIA.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (9,28b-36)


Naquele tempo:

28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago,
e subiu à montanha para rezar.
29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência
e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus:
eram Moisés e Elias.
31Eles apareceram revestidos de glória
e conversavam sobre a morte,
que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito sono.
Ao despertarem, viram a glória de Jesus
e os dois homens que estavam com ele.
33E quando estes homens se iam afastando,
Pedro disse a Jesus: 'Mestre, é bom estarmos aqui.
Vamos fazer três tendas:
uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.'
Pedro não sabia o que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando,
quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra.
Os discípulos ficaram com medo
ao entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia:
'Este é o meu Filho, o Escolhido.
Escutai o que ele diz!'
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho.
Os discípulos ficaram calados
e naqueles dias não contaram a ninguém
nada do que tinham visto.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - O fato fundamental deste episódio reside na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o plano salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de Si próprio por amor. É dessa forma que se realiza a nossa passagem da escravidão do egoísmo para a liberdade do amor. A “TRANSFIGURAÇÃO” anuncia a vida nova que daí nasce, a ressurreição.

02 - Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração se recusam a aceitar que o triunfo do projeto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que Se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá. Qual é o caminho da Igreja de Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom? É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada?

03 - Os discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem também não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, mas afastados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para renová-lo e o transformar. No entanto, a experiência de Jesus obriga a continuar a obra que Ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos. A religião não é um “ópio” que nos adormece, mas um compromisso com Deus que Se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.


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Comentário
REVITALIZAR A NOSSA FÉ.


Se as leituras do domingo passado nos recordavam a nossa identidade cristã, como parte fundamental de nosso ser, as leituras deste domingo nos convidam a tomar consciência de que ainda não possuímos essa identidade. Embora a tenhamos recebido como herança, temos que fazer nossa parte. A fé nos foi dada por ter nascido em uma família cristã, a fé pertence a nossa herança cultural, mas é nossa responsabilidade converter essa herança em uma realidade viva. Do mesmo modo que antepassados a viveram e através deles, de seu depoimento vital, a recebemos, igualmente só seremos capazes de entregar à próxima geração na medida em que a fé faça parte de nossa vida quotidiana.

O Evangelho de hoje relata-nos a história da transfiguração. O fato de que Jesus se transfigurara ante os apóstolos evidencia que aqueles não possuíam ainda a fé plena. Não eram capazes de lhe ver tal como era. Não eram capazes de lhe ver ainda com os olhos da fé. Viam-no mal como um homem. Um homem grande, certamente. Porém um homem. Jesus se transfigura adiante deles para que se deem conta de quem é. Os apóstolos ainda tem um longo caminho a percorrer no amadurecimento da fé, de ir crescendo ao lado de Jesus, de aprender a viver de acordo com o Evangelho. O melhor desta história é que Jesus não os deixa sozinhos nesse processo. Está com eles, os acompanha, os ajuda, os orienta. É paciente com seus erros. Quando caem, os levanta e os anima para que sigam caminhando com ele. A transfiguração não é mais que uma etapa no caminho de seguir a Jesus. Sobem ao monte e depois descem. Segue o caminho, às vezes difícil, mas os apóstolos sabem agora que têm Jesus com eles. Que não os deixarão sozinhos.

Nós estamos em uma situação parecida. De nossos pais, de nossos antepassados, recebemos uma herança cristã, uma herança de fé. Foi o melhor tesouro que nos puderam dar. Deram-nos com amor. Agora é nossa responsabilidade que essa fé esteja viva, que ser cristãos seja algo mais que um mero nome. Não é fácil viver como cristão. No trabalho, em casa, com os amigos, com os filhos. Às vezes surgem problemas. Há momentos difíceis. Mas sabemos que Jesus sempre está conosco. Podemos confiar nele porque nunca nos abandona. Neste tempo de Quaresma, a Igreja pede-nos que revitalizemos nossa fé. Para que nossa herança cristã não seja como esse tesouro que se enterra e não serve para nada. Para que seja como o campo que trabalhado, cultivado e regado dá muitos frutos de vida para nós e para nossas famílias. 


 

Ser cristão, viver e agir como tal, é algo que só acontece aos domingos de manhã, quando vou à missa? O que significa para mim ser um cristão no trabalho? E com minha família, com meus filhos? O que teria que mudar na minha vida para que, sendo cristão, seja mais do que simplesmente um nome?

 


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FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda) 
Liturgia Diária – CNBB 
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

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