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Amado São José!        Do
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Quarta-feira de Cinzas da Quaresma (Ano C)

Iniciamos hoje a Quaresma, que é tempo de escuta da Palavra, de oração, de jejum, e da prática da caridade como caminho de conversão, tendo como horizonte a celebração do Mistério Pascal de nosso Senhor Jesus Cristo. Queremos com Jesus realizar nossa passagem da morte para a vida plena. Este tempo de graça e reconciliação se inicia com a celebração das Cinzas: apelo para a conversão e convite à revisão de nossas atitudes.

Iniciamos, também, a Campanha da Fraternidade que nos faz refletir sobre as Políticas Públicas, a necessidade de Políticas que promovam a dignidade humana no Brasil. O tema “FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS” dá continuidade ao do ano passado sobre a Paz. O lema nos inspira na Sagrada Escritura e nos posiciona com os olhos no futuro: “SERÁS LIBERTADO PELO DIREITO E PELA JUSTIÇA” (Is 1, 27). Caminhemos juntos, com alegria e esperança, para a Páscoa do Senhor!


 

Formação on-line e gratuita sobre a Campanha da Fraternidade

 


Primeira Leitura 
Salmo Reponsorial 
Segunda Leitura 
Evangelho 
Homilia   


Primeira Leitura
RASGAI O VOSSO CORAÇÃO E NÃO AS VOSSAS VESTES.
Leitura da Profecia de Joel (2,12-18)


12'Agora, diz o Senhor,
voltai para mim com todo o vosso coração,
com jejuns, lágrimas e gemidos;
13rasgai o coração, e não as vestes;
e voltai para o Senhor, vosso Deus;
ele é benigno e compassivo,
paciente e cheio de misericórdia,
inclinado a perdoar o castigo'.
14Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa,
e deixa atrás de si a bênção,
oblação e libação
para o Senhor, vosso Deus?
15Tocai trombeta em Sião,
prescrevei o jejum sagrado,
convocai a assembleia;
16congregai o povo,
realizai cerimônias de culto,
reuni anciãos,
ajuntai crianças e lactentes;
deixe o esposo seu aposento,
e a esposa, seu leito.
17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar,
os ministros sagrados do Senhor, e digam:
'Perdoa, Senhor, a teu povo,
e não deixes que esta tua herança sofra infâmia
e que as nações a dominem.'
Por que se haveria de dizer entre os povos:
'Onde está o Deus deles?'
18Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra
e perdoou ao seu povo.

Palavra do Senhor.


Incio


Salmo Responsorial
MISERICÓRDIA, Ó SENHOR, POIS PECAMOS.
Sl 50 (51), 3-4. 5-6a. 12-13. 14.17 (R.Cf.3a)


Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.
3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
4Lavai-me todo inteiro do pecado,
e apagai completamente a minha culpa!
Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.
5Eu reconheço toda a minha iniquidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
6aFoi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.
12Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
13Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.
14Dai-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
17Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!

Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.


Inicio


Segunda Leitura
RECONCILIAI-VOS COM DEUS.
É AGORA O MOMENTO FAVORÁVEL.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (5,20 - 6,2)


Irmãos:
20Somos embaixadores de Cristo,
e é Deus mesmo que exorta através de nós.
Em nome de Cristo, nós vos suplicamos:
deixai-vos reconciliar com Deus.
21Aquele que não cometeu nenhum pecado,
Deus o fez pecado por nós,
para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.
6,1Como colaboradores de Cristo,
nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus,
2pois ele diz: 'No momento favorável, eu te ouvi
e no dia da salvação, eu te socorri'.
É agora o momento favorável,
é agora o dia da salvação.
Palavra do Senhor.


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Evangelho
E O TEU PAI, QUE VÊ O QUE ESTÁ ESCONDIDO,
TE DARÁ A RECOMPENSA.

Evangelho de Jesus Cristo Segundo Mateus (6,1-6.16-18)


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
1'Ficai atentos
para não praticar a vossa justiça na frente dos homens,
só para serdes vistos por eles.
Caso contrário, não recebereis a recompensa
do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola,
não toques a trombeta diante de ti,
como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas,
para serem elogiados pelos homens.
Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
3Ao contrário, quando deres esmola,
que a tua mão esquerda não saiba
o que faz a tua mão direita,
4de modo que, a tua esmola fique oculta.
E o teu Pai, que vê o que está oculto,
te dará a recompensa.
5Quando orardes,
não sejais como os hipócritas,
que gostam de rezar em pé, 
nas sinagogas e nas esquinas das praças,
para serem vistos pelos homens.
Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
6Ao contrário, quando tu orares,
entra no teu quarto, fecha a porta,
e reza ao teu Pai que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa.
16Quando jejuardes,
não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas.
Eles desfiguram o rosto,
para que os homens vejam que estão jejuando.
Em verdade vos digo:
Eles já receberam a sua recompensa.
17Tu, porém, quando jejuares,
perfuma a cabeça e lava o rosto,
18para que os homens não vejam
que tu estás jejuando,
mas somente teu Pai, que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa.

Palavra da Salvação.


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Comentário
PARA, OLHA e REGRESSA


O tempo de Quaresma é propício para corrigir os acordes dissonantes da nossa vida cristã e acolher a notícia sempre nova, feliz e esperançosa da Páscoa do Senhor. Na sua sabedoria materna, a Igreja propõe-nos prestar especial atenção a tudo o que possa arrefecer e oxidar o nosso coração crente.

Múltiplas são as tentações, a que nos vemos expostos. Cada um de nós conhece as dificuldades que deve enfrentar. E é triste constatar, nas vicissitudes diárias, como se levantam vozes que, aproveitando-se da amargura e da incerteza, nada mais sabem semear senão desconfiança. E, se o fruto da fé é a caridade – como gostava de repetir Santa Teresa de Calcutá –, o fruto da desconfiança é a apatia e a resignação. Desconfiança, apatia e resignação: os demônios que cauterizam e paralisam a alma do povo crente.

A Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus. Toda esta liturgia está impregnada por este sentir, podendo-se afirmar que o mesmo ecoa em três palavras que nos são oferecidas para «aquecer o coração crente»: PARA, OLHA e REGRESSA.

PARA um pouco, deixa esta agitação e este correr sem sentido que enche a alma de amargura sentindo que nunca se chega a parte alguma. PARA, deixa esta obrigação de viver de forma acelerada, que dispersa, divide e acaba por destruir o tempo da família, o tempo da amizade, o tempo dos filhos, o tempo dos avós, o tempo da gratuidade... o tempo de Deus.

PARA um pouco com essa necessidade de aparecer e ser visto por todos, mostrar-se constantemente «na vitrina», que faz esquecer o valor da intimidade e do recolhimento.

PARA um pouco com o olhar altivo, o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce de se ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros, especialmente os vulneráveis, feridos e até imersos no pecado e no erro.

PARA um pouco com essa ânsia de querer controlar tudo, saber tudo, devassar tudo, que nasce de se ter esquecido a gratidão pelo dom da vida e tanto bem recebido.

PARA um pouco com o ruído ensurdecedor que atrofia e atordoa os nossos ouvidos e nos faz esquecer a força fecunda e criativa do silêncio.

PARA um pouco com a atitude de fomentar sentimentos estéreis e infecundos que derivam do fechamento e da autocomiseração e levam a esquecer de sair ao encontro dos outros para compartilhar as cargas e os sofrimentos.

PARA diante do vazio daquilo que é instantâneo, momentâneo e efêmero, que nos priva das raízes, dos laços, do valor dos percursos e de nos sentirmos sempre a caminho.

PARA, PARA OLHAR E CONTEMPLAR!  

OLHA os sinais que impedem de se apagar a caridade, que mantêm viva a chama da fé e da esperança. Rostos vivos com a ternura e a bondade de Deus, que age no meio de nós.

OLHA o rosto das nossas famílias que continuam a apostar dia após dia, fazendo um grande esforço para avançar na vida e, entre muitas carências e privações, não descuram tentativa alguma para fazer da sua casa uma escola de amor.

OLHA os rostos interpeladores das nossas crianças e jovens carregados de futuro e de esperança, carregados de amanhã e de potencialidades que exigem dedicação e salvaguarda. Rebentos vivos do amor e da vida que sempre conseguem abrir caminho por entre os nossos cálculos mesquinhos e egoístas.

OLHA os rostos dos nossos idosos, enrugados pelo passar do tempo: rostos portadores da memória viva do nosso povo. Rostos da sabedoria operante de Deus.

OLHA os rostos dos nossos doentes e de quantos se ocupam deles; rostos que, na sua vulnerabilidade e no seu serviço, nos lembram de que o valor de cada pessoa não pode jamais reduzir-se a uma questão de cálculo ou de utilidade.

OLHA os rostos arrependidos de muitos que procuram remediar os seus erros e disparates e, a partir das suas misérias e amarguras, lutam por transformar as situações e continuar para diante.

OLHA E CONTEMPLA o rosto do Amor Crucificado, que continua hoje, a partir da cruz, a ser portador de esperança; mão estendida para aqueles que se sentem crucificados, que experimentam na sua vida o peso dos fracassos, dos desenganos e das desilusões.

OLHA E CONTEMPLA o rosto concreto de Cristo crucificado por amor de todos sem exclusão. De todos? Sim; de todos. Olhar o seu rosto é o convite cheio de esperança deste tempo de Quaresma para vencer os demônios da desconfiança, da apatia e da resignação. Rosto que nos convida a exclamar: O REINO DE DEUS É POSSÍVEL!

REGRESSA à casa de teu Pai. Regressa sem medo aos braços ansiosos e estendidos de teu Pai, rico em misericórdia (cf. Ef 2, 4), que te espera!

REGRESSA! Sem medo: este é o tempo oportuno para voltar a casa, a casa do «meu Pai e vosso Pai» (cf. Jo 20, 17). Este é o tempo para se deixar tocar o coração... Permanecer no caminho do mal é fonte apenas de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa muito diferente, e bem o sabe o nosso coração. Deus não Se cansa nem Se cansará de estender a mão (cf. Bula Misericordiae Vultus, 19).

REGRESSA sem medo para experimentar a ternura sanadora e reconciliadora de Deus! Deixa que o Senhor cure as feridas do pecado e cumpra a profecia feita a nossos pais: «Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração da pedra e vos darei um coração de carne» (Ez 36, 26).


Homilia do Papa Francisco
Basílica de Santa Sabina
Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


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