Últimas
12 motivos para confiar nossas súplicas a São José
Amado São José!        Do
II Domingo da Quaresma (Ano C)
As leituras deste domingo convidam-nos a refletir sobre a nossa TRA
Via Crucis - Caminho da Cruz
A Via Crucis é uma pratica piedos
Documentário especial produzido pela CNBB aborda o processo das políticas públicas
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preparou um doc
Dízimo é Partilha
Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Mar 28 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Mar 28 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Abr 04 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Abr 04 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qua Abr 10 @ 8:00PM -
Terço dos Homens

VIII Domingo do Tempo Comum (Ano C)

O tema central da liturgia do VIII Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre esta questão: aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios egoístas?

O Evangelho dá-nos os critérios para discernir o verdadeiro do falso “mestre”: o verdadeiro “mestre” é aquele que apenas apresenta a proposta de Jesus gerando, com o seu testemunho, comunhão, união, fraternidade, amor; o falso “mestre”, ao contrário, é aquele que manifesta intolerância, hipocrisia, autoritarismo e cujo testemunho gera divisões e confusões: o seu anúncio não tem nada a ver com o de Jesus.

A primeira leitura, na mesma linha, dá um conselho muito prático, mas muito útil: não julguemos as pessoas pela primeira impressão ou por atitudes mais ou menos teatrais: deixemo-las falar, pois as palavras revelam a verdade ou a mentira que há em cada coração.

A segunda leitura não tem, aparentemente, muito a ver com esta temática: é a conclusão da catequese de Paulo aos coríntios sobre a ressurreição. No entanto, podemos dizer que viver e testemunhar com verdade, sinceridade e coerência a proposta de Jesus é o caminho necessário para essa vida plena que Deus nos reserva. Do nosso anúncio sincero de Jesus, nasce essa comunidade de Homens Novos que é anúncio do tempo escatológico e da vida que nos espera.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
NÃO ELOGIE A NINGUÉM, ANTES DE OUVI-LO FALAR
Leitura do Livro do Eclesiástico (27,5-8)


5Quando a gente sacode a peneira,
ficam nela só os refugos;
assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar.
6Como o forno prova os vasos do oleiro,
assim o homem é provado em sua conversa,
7O fruto revela como foi cultivada a árvore;
assim, a palavra mostra o coração do homem.
8Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar:
pois é no falar que o homem se revela.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - Com frequência, temos de escolher pessoas e confiar-lhes cargos de alguma responsabilidade ou exigência. Seria ingênuo e pouco sério fazer escolhas com base em critérios acidentais ou interesseiros, ignorando aspetos essenciais. O que é que nos leva a escolher este e a rejeitar alguém? O aspeto físico? A simpatia? A classe social? A subserviência que manifesta em relação a nós? Ou somos convencidos pela competência e pela grandeza do coração?

02 - Quantas vezes temos de reformular as nossas impressões acerca de uma pessoa depois de a conhecermos bem… Não podemos, pois, deixar-nos condicionar pela primeira impressão. Um juízo apressado pode levar-nos a ser tremendamente injustos e a marginalizar pessoas muito válidas e com um grande potencial; também pode, ao contrário, levar-nos a confiar totalmente em pessoas que, investidas de cargos de responsabilidade, acabam por destruir coisas que levaram muito tempo a ser edificadas…


inicio


Salmo Responsorial
COMO É BOM AGRADECERMOS AO SENHOR.
Sl 91,2-3.13-14.15-16 (R. Cf. 2a)


2Como é bom agradecermos ao Senhor
e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!
3Anunciar pela manhã vossa bondade,
e o vosso amor fiel, a noite inteira.

COMO É BOM AGRADECERMOS AO SENHOR.

13O justo crescerá como a palmeira,
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
14na casa do Senhor estão plantados,
nos átrios de meu Deus florescerão.

COMO É BOM AGRADECERMOS AO SENHOR.

15Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva e de folhas verdejantes;
16e dirão: 'É justo mesmo o Senhor Deus:
meu Rochedo, não existe nele o mal!'

COMO É BOM AGRADECERMOS AO SENHOR.


inicio


Segunda Leitura
A VITÓRIA FOI-NOS DADA POR JESUS CRISTO.
Leitura da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios (15,54-58)


Irmãos:
54Quando este ser corruptível
estiver vestido de incorruptibilidade
e este ser mortal estiver vestido de imortalidade,
então estará cumprida a palavra da Escritura:
'A morte foi tragada pela vitória.
55Ó morte, onde está a tua vitória?
Onde está o teu aguilhão?'
56O aguilhão da morte é o pecado,
e a força do pecado é a Lei.
57Graças sejam dadas a Deus
que nos dá a vitória pelo Senhor nosso, Jesus Cristo.
58Portanto, meus amados irmãos,
sede firmes e inabaláveis,
empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor,
certos de que vossas fadigas não são em vão, no Senhor.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - A ressurreição de Cristo garante-nos que o nosso Deus é o Senhor da vida. Assim, percorremos o nosso caminho neste mundo com total serenidade e confiança: sabemos que Deus está ao nosso lado sempre, vigiando - como uma mãe que cuida do seu bebê; e que, quando chegar a última fronteira, o nosso último fechar de olhos, a nossa saída deste mundo ou entrada no outro, também então podemos estar tranquilos, porque o nosso Deus/mãe continua vigilante. Ele é o Deus da vida, que nos garante a plenitude da vida.

02 - A teologia clássica assimilou o horizonte de compreensão da filosofia grega, segundo a qual o mundo verdadeiro era o mundo sobrenatural; o mundo terreno era apenas o lugar da matéria, da ambiguidade, do pecado, da imperfeição; a alma ansiava por libertar-se rapidamente desta matéria para ascender à esfera da vida plena, da vida de Deus… Atualmente, o regresso à mentalidade bíblica trouxe-nos outra consciência: sabemos que o mundo novo que nos espera começa já a realizar-se nesta terra e que é preciso fazê-lo aparecer todos os dias, em cada um dos nossos gestos. Acreditar na ressurreição é, assim, empenhar-se na construção de um mundo mais humano e mais fraterno, procurando eliminar as forças do egoísmo, do pecado e da morte que impedem, já nesta terra, a vida em plenitude. Por isso o Concílio Vaticano II diz: “A IGREJA ENSINA QUE A IMPORTÂNCIA DAS TAREFAS TERRENAS NÃO É DIMINUÍDA PELA ESPERANÇA ESCATOLÓGICA, MAS QUE ESTA ANTES REFORÇA COM NOVOS MOTIVOS A SUA EXECUÇÃO” (Gaudium et Spes, 21).


Inicio


Evangelho
A BOCA FALA DO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (6,39-45)


Naquele tempo:
39Jesus contou uma parábola aos discípulos:
'Pode um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois num buraco?
40Um discípulo não é maior do que o mestre;
todo discípulo bem formado será como o mestre.
41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42Como podes dizer a teu irmão:
irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
e então poderás enxergar bem
para tirar o cisco do olho do teu irmão.
43Não existe árvore boa que dê frutos ruins,
nem árvore ruim que dê frutos bons.
44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos.
Não se colhem figos de espinheiros,
nem uvas de plantas espinhosas.
45O homem bom tira coisas boas
do bom tesouro do seu coração.
Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro,
pois sua boca fala do que o coração está cheio.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Todos nós, de uma forma ou de outra, somos chamados a dar testemunho da nossa fé e da proposta de Jesus. Esta reflexão sobre os verdadeiros e falsos “mestres” não é, portanto, algo que apenas diga respeito à hierarquia da Igreja, mas a todos os cristãos. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a verdade ou a mentira do nosso testemunho. Como é o nosso testemunho? Identifica-se com a proposta de Cristo?

02 - Pode acontecer que a radicalidade do Evangelho de Jesus seja viciada pela nossa tendência em “suavizar”, “atenuar”, “adaptar”, de forma a que a mensagem seja mais consensual, menos radical, mais contemporizadora… Não estaremos, assim, a retirar à proposta de Jesus a sua capacidade transformadora e a escolher um caminho de facilidade?

03 - Podemos correr o risco de deixar que o sentimento da nossa importância nos suba à cabeça; então, tornamo-nos arrogantes, exigentes, intolerantes, convencidos de que somos os únicos senhores da verdade. Com alguma frequência ouvem-se nas nossas comunidades cristãs frases como “aqui quem manda sou eu”. Sempre que isso acontecer, convém interrogarmo-nos acerca da forma como estamos exercendo o nosso serviço à comunidade: estamos nos conduzindo orientados com as proposta de Jesus?

04 - A história da trave e do cisco convida-nos a refletir sobre a hipocrisia… É fácil reparar nas falhas dos outros e enveredar pela crítica fácil que, tantas vezes, afeta a reputação e fere a dignidade das pessoas; é difícil utilizar os mesmos critérios de exigência quando estão em analise as nossas pequenas e grandes falhas… Somos tão exigentes conosco como somos com os outros? Temos consciência da nossa necessidade permanente de conversão e de transformação?


Inicio


Comentário
DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO FALA A BOCA


Antigamente, e também hoje em dia, nos pequenos povoados havia que ter muito cuidado com o que se fazia e com as aparências. Era importante que todos tivessem um comportamento adequado. Caso contrário, as fofocas e os comentários começavam a circular com facilidade. Todo mundo se sentia com a autoridade necessária para entender o caso, eliminar os argumentos da defesa e ditar a sentença, geralmente condenatória. Definitivamente, todo mundo se sentia com capacidade de ser juiz. E isso às vezes a partir de dados mínimos, de fatos acidentais, que na realidade nada tinham que ver com o que a pessoa era ou vivia.

Na atualidade fazemos isso também com os conhecidos, os amigos, os políticos, as estrelas do cinema ou, de modo geral, com qualquer personagem pública. Muitos falam e parecem saber perfeitamente o que fulano ou beltrano deveria fazer ou deixar de fazer. Muitos se atrevem a dar conselhos com uma clarividência tão absoluta que não entendemos como não conseguiram maiores triunfos em sua própria vida. Acontece o que diz o refrão: “Vendo conselhos, que para mim não tenho”. Os refrões não são outra coisa que o reflexo da sabedoria popular. No fundo a primeira leitura deste domingo não é mais do que uma acumulação de refrões ou ditos. “Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos”, é o começo do texto de hoje. Depois explica-nos que nas palavras do homem descobrimos seu coração e o que há nele. Isto é, que todas essas críticas e comentários de qual falamos acima dizem mais da pessoa que faz o comentário que da pessoa sobre a qual se faz o comentário.

Jesus faz questão de parecidas idéias. Jesus usa muito o sentido comum. Não é estranho, porque essa sabedoria popular tem muito de experiência humana profunda. E essa profundidade não pode ser ancorada apenas em Deus, que é nosso criador. Nela Jesus encontra as raízes da sabedoria e da relação do homem com Deus.

A pessoa que aponta e denuncia com tanta clareza o cisco no olho alheio e oferece a sua disponibilidade (hipócrita talvez?) para ajudar a eliminá-lo, não faz mais do que expor a pobreza humana de seu próprio coração. O seu, como diz Jesus, não é um cisco senão uma trave. Deveríamos aprender a ser muito prudente na hora de denunciar ou condenar as ações de nossos irmãos. Temos o telhado de vidro! Mas, além disso, deveríamos ter a preocupação de olhar dentro de nosso coração sem medo, e tratar de remover sinceramente a trave que seguramente temos. Assim estaremos mais ligeiros para seguir a Jesus e amar a nossos irmãos e irmãs. 

 

Eu me dediquei nestes últimos dias a criticar e murmurar contra outras pessoas? Eu consegui alguma coisa boa com isso? Não seria melhor falar sobre seus valores e qualidades? Eu tenho coragem de olhar para a trave que tenho no meu olho?

 


Inicio


FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda)
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

: