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IV Domingo do Tempo Comum (Ano C)

O tema da liturgia deste IV Domingo do Tempo Comum convida a refletir sobre o “caminho do profeta”: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. A liturgia de hoje assegura ao “profeta” que a última palavra será sempre de Deus: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus.

O Evangelho apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espetacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.

A segunda leitura parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor - o amor desinteressado e gratuito - apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao “profeta” no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
EU TE CONSAGREI E TE FIZ PROFETA DAS NAÇÕES.

Leitura do Livro do Profeta Jeremias (1,4-5.17-19)


Nos dias de Josias, rei de Judá,
4Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo:
5'Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci;
antes de saíres do seio de tua mãe,
eu te consagrei e te fiz profeta das nações'.
17Vamos, põe a roupa e o cinto,
levanta-te e comunica-lhes
tudo que eu te mandar dizer:
não tenhas medo,
senão, eu te farei tremer na presença deles.
18Com efeito, eu te transformarei hoje
numa cidade fortificada,
numa coluna de ferro,
num muro de bronze
contra todo o mundo,
frente aos reis de Judá e seus príncipes,
aos sacerdotes e ao povo da terra;
19eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão,
porque eu estou contigo
para defender-te',
diz o Senhor.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - Os “profetas” não são uma classe de animais extintos há muitos séculos, mas são uma realidade com que Deus continua a contar para intervir no mundo e para recriar a história. Quem são, hoje, os profetas? Onde estão eles?

02 - No Batismo, fomos ungidos como profetas, à imagem de Cristo. Estamos conscientes dessa vocação a que Deus a todos nos convocou? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus se dirige aos homens?

03 - O profeta é o homem que vive de olhos postos em Deus e de olhos postos no mundo. Vivendo em comunhão com Deus e intuindo o projeto que Ele tem para o mundo, e confrontando esse projeto com a realidade humana, o profeta percebe a distância que vai do sonho de Deus à realidade dos homens. É aí que ele intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. Somos estas pessoas, simultaneamente em comunhão com Deus e atentas às realidades que adulteram o nosso mundo?

04 - A denúncia profética implica, tantas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em tantos casos, a própria morte… Como lidamos com a injustiça e com tudo aquilo que rouba a dignidade dos homens? O medo, o comodismo, a preguiça, alguma vez nos impediram de sermos profetas?


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Salmo Responsorial
MINHA BOCA ANUNCIARÁ TODOS OS DIAS,
VOSSAS GRAÇAS INCONTÁVEIS, Ó SENHOR.
Sl 70,1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17 (R.15ab)


Minha boca anunciará todos os dias, 
vossas graças incontáveis, ó Senhor.

1Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:
que eu não seja envergonhado para sempre!
2Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!
Escutai a minha voz, vinde salvar-me! 

Minha boca anunciará todos os dias, 
vossas graças incontáveis, ó Senhor.

3Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
4aLibertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

Minha boca anunciará todos os dias, 
vossas graças incontáveis, ó Senhor.

5Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,
em vós confio desde a minha juventude!
6aSois meu apoio desde antes que eu nascesse, 
6bdesde o seio maternal, o meu amparo. 

Minha boca anunciará todos os dias, 
vossas graças incontáveis, ó Senhor.

15aMinha boca anunciará todos os dias
15bvossa justiça e vossas graças incontáveis.
17Vós me ensinastes desde a minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.

Minha boca anunciará todos os dias, 
vossas graças incontáveis, ó Senhor.


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Segunda Leitura
PERMANECEM A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE.
MAS A MAIOR DELAS É A CARIDADE.

Leitura da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios (12,31-13,13)


Irmãos:
31Aspirai aos dons mais elevados.
Eu vou ainda mostrar-vos um caminho
incomparavelmente superior.
13,1Se eu falasse todas as línguas,
as dos homens e as dos anjos,
mas não tivesse caridade,
eu seria como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
2Se eu tivesse o dom da profecia,
se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas,
mas se não tivesse caridade,
eu não seria nada.
3Se eu gastasse todos os meus bens
para sustento dos pobres,
se entregasse o meu corpo às chamas,
mas não tivesse caridade,
isso de nada me serviria.
4A caridade é paciente, é benigna;
não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece;
5não faz nada de inconveniente, não é interesseira,
não se encoleriza, não guarda rancor;
6não se alegra com a iniqüidade,
mas se regozija com a verdade.
7Suporta tudo, crê tudo,
espera tudo, desculpa tudo.
8A caridade não acabará nunca.
As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência desaparecerá.
9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado
e a nossa profecia é imperfeita.
10Mas, quando vier o que é perfeito,
desaparecerá o que é imperfeito.
11Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Quando me tornei adulto,
rejeitei o que era próprio de criança.
12Agora nós vemos num espelho, confusamente,
mas, então, veremos face a face.
Agora, conheço apenas de modo imperfeito,
mas, então, conhecerei como sou conhecido.
13Atualmente permanecem estas três coisas:
fé, esperança, caridade.
Mas a maior delas é a caridade.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - O amor cristão – isto é, o amor desinteressado que leva, por pura gratuidade, a procurar o bem do outro – é, de acordo com Paulo, a essência da experiência cristã. É esse o amor que me move? Quando faço algo, partilho algo, presto algum serviço, é com essa atitude desinteressada, de puro dom?

02 - Desse amor partilhado nasce a comunidade de irmãos a qual chamamos Igreja. O amor que une os vários membros da nossa comunidade cristã é esse amor generoso e desinteressado de que Paulo fala? Quando a comunidade cristã é palco de lutas de interesses, de ciúmes, de rivalidades egoístas, que testemunho de amor está dando?


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Evangelho
JESUS, ASSIM COMO ELIAS E ELISEU,

NÃO É ENVIADO SÓ AOS JUDEUS.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (4,21-30)


Naquele tempo:
Entrando Jesus na sinagoga disse:
21'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.'
22Todos davam testemunho a seu respeito,
admirados com as palavras cheias de encanto
que saíam da sua boca.
E diziam: 'Não é este o filho de José?'
23Jesus, porém, disse:
'Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio:
Médico, cura-te a ti mesmo.
Faze também aqui, em tua terra,
tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.'
24E acrescentou:
'Em verdade eu vos digo que nenhum profeta
é bem recebido em sua pátria.
25De fato, eu vos digo:
no tempo do profeta Elias,
quando não choveu durante três anos e seis meses
e houve grande fome em toda a região,
havia muitas viúvas em Israel.
26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias,
senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu,
havia muitos leprosos em Israel.
Contudo, nenhum deles foi curado,
mas sim Naamã, o sírio.'
28Quando ouviram estas palavras de Jesus,
todos na sinagoga ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade.
Levaram-no até ao alto do monte
sobre o qual a cidade estava construída,
com a intenção de lançá-lo no precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles,
continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação. 


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - “Nenhum profeta é bem recebido na sua terra”. Os habitantes de Nazaré julgam conhecer Jesus, viram-n’O crescer, sabem identificar a sua família e os seus amigos, mas, na realidade, não perceberam a profundidade do seu mistério. Trata-se de um conhecimento superficial, teórico, que não leva a uma verdadeira adesão à proposta de Jesus. Na realidade, é uma situação que pode não nos ser totalmente estranha: lidamos todos os dias com Jesus, somos capazes de falar algumas horas sobre Ele; mas a sua proposta tem impacto em nós e transforma a nossa existência?

02 - “Faz também aqui na terra o que ouvimos dizer que fizestes em Cafarnaum” – pedem os habitantes de Nazaré. Esta é a atitude de quem procura Jesus para ver o seu espetáculo ou para resolver os seus problemazinhos pessoais. Supõe a perspectiva de um Deus comerciante, de quem nos aproximamos para fazer negócio. Qual é o nosso Deus? O Deus de quem esperamos espetáculos em nosso favor, ou o Deus que em Jesus nos apresenta uma proposta séria de salvação que é preciso concretizar na vida do dia a dia?

03 - Como na primeira leitura, o Evangelho propõe-nos uma reflexão sobre o “caminho do profeta”: é um caminho onde se lida, permanentemente, com a incompreensão, com a solidão, com o risco… É, no entanto, um caminho que Deus nos chama a percorrer, na fidelidade à sua Palavra. Temos a coragem de seguir este caminho? As “bocas” dos outros, as críticas que magoam, a solidão e o abandono, alguma vez nos impediram de cumprir a missão que o nosso Deus nos confiou?


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Comentário
UM PROFETA POSITIVO


Inicialmente nos parece que todos os profetas são sempre de desgraças. Anunciam-nos um futuro incerto e entre as sombras que vislumbram nos falam de ameaças, cataclismos, guerras, epidemias e tantas outras desgraças. Suas palavras convertem-se em ameaças que chegam até dentro de nós e rompem a pouca harmonia e paz que, talvez, tivéssemos conseguido estabelecer em nossa vida.

JESUS É UM PROFETA. Mas não é desses a que estamos acostumados. É muito diferente. Não faz ruído. Não entra em nossa vida com gritos e nem excessos. Apenas com palavras simples. No Evangelho, continuação do domingo passado, faz uma das homilias mais breves da história. Não faz mais que recolher o que leu em um texto do profeta Isaías e dizer que tudo isso já se cumpriu. Era um texto que falava de libertação para os oprimidos, de consolação para os aflitos, de saúde para os doentes, de liberdade para todos. Era o anúncio da boa nova de Deus para todos.     

Na segunda leitura, Paulo explica também o núcleo da mensagem de Jesus. É um texto já conhecido, mais que vale a pena voltar ao ler e reler. Muitas vezes. E levar na carteira. E na mente e no coração. Diz que a melhor forma de um cristão viver é no amor. Esse é o carisma melhor. Explica o que é amar. É um amar como o de Jesus, que dá a vida por todos, sem medida, sem condições. É o mesmo amor de Deus. Porque o cristão é chamado a viver o amor de Deus. Paulo explica o que é e o que não é o amor. Lembra-nos que sem esse amor nada faz sentido. Podemos trabalhar muito, dar muito dinheiro aos pobres, rezar horas e horas, ajudar na paróquia e muitas outras coisas. Se tudo isso se faz sem amor, não vale nada. É pura perda de tempo.     

Esse é o centro da mensagem do profeta Jesus. Como se vê, não contém ameaças senão um convite a viver no amor. Não fala de um futuro tenebroso senão de um presente cheio de luz e de sentido. No amor descobrimos a presença de Deus perto de nós. No amor, torna-se transparente para nós que aqueles que nos rodeiam são nossos irmãos e irmãs, embora às vezes pareçamos agir como se não fossem. No amor, a vida faz-se mais habitável e somos mais felizes. O curioso é que a reação ante a mensagem de Jesus foi de total oposição. Se os tivesse ameaçado com o dilúvio final, eles poderiam tê-lo ouvido mais.  Mas a mensagem de Jesus tirou da zona de conforto seus ouvintes e os convidou a mudar de vida. Nós somos hoje ao mesmo tempo ouvintes da mensagem de Jesus e porta-voz para o mundo dessa mensagem. Com nossa vida demonstraremos que viver o amor abre um futuro melhor para a humanidade e para o mundo. 


Somos cristãos profetas em nossa sociedade? Qual é o conteúdo de nossa profecia? Qual mensagem transmitimos com nossa vida? E com nossas palavras? 


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FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda)
Liturgia Diária – CNBB 
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

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