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III Domingo do Tempo Comum (Ano C)

A liturgia deste III Domingo do Tempo Comum coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus: ela é, verdadeiramente, o centro à volta do qual se constrói a experiência cristã. Essa Palavra não é uma doutrina abstrata, para deleite dos intelectuais; mas é, primordialmente, um anúncio libertador que Deus dirige a todos os homens e que encarna em Jesus e nos cristãos.

Na primeira leitura, exemplifica-se como a Palavra deve estar no centro da vida comunitária e como ela, uma vez proclamada, é geradora de alegria e de festa.

No Evangelho, apresenta-se Cristo como a Palavra que se faz pessoa no meio dos homens, a fim de levar a libertação e a esperança às vítimas da opressão, do sofrimento e da miséria. Sugere-se, também, que a comunidade de Jesus é a comunidade que anuncia ao mundo essa Palavra libertadora.

A segunda leitura apresenta a comunidade gerada e alimentada pela Palavra libertadora de Deus: é uma família de irmãos, onde os dons de Deus são repartidos e postos ao serviço do bem comum, numa verdadeira comunhão e solidariedade.


 


Primeira Leitura
Salmo Resposorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
LERAM O LIVRO DA LEI DE DEUS
E EXPLICARAM SEU SENTIDO.
Leitura do Livro de Neemias (8,2-4a.5-6.8-10)


Naqueles dias:

2O sacerdote Esdras apresentou a Lei
diante da assembleia de homens, de mulheres
e de todos os que eram capazes de compreender.
Era o primeiro dia do sétimo mês.
3Assim, na praça que fica defronte da porta das Águas,
Esdras fez a leitura do livro,
desde o amanhecer até ao meio-dia,
na presença dos homens, das mulheres
e de todos os que eram capazes de compreender.
E todo o povo escutava com atenção
a leitura do livro da Lei.
4aEsdras, o escriba,
estava de pé sobre um estrado de madeira,
erguido para esse fim.
5Estando num lugar mais alto,
ele abriu o livro à vista de todo o povo.
E, quando o abriu, todo o povo ficou de pé.
6Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus,
e todo o povo respondeu, levantando as mãos:
'Amém! Amém!'
Depois inclinaram-se
e prostraram-se diante do Senhor, com o rosto em terra.
8E leram clara e distintamente o livro da Lei de Deus
e explicaram seu sentido,
de maneira que se pudesse compreender a leitura.
9O governador Neemias e Esdras, sacerdote e escriba,
e os levitas que instruíam o povo,
disseram a todos:
'Este é um dia consagrado ao senhor, vosso Deus!
Não fiqueis tristes nem choreis',
pois todo o povo chorava ao ouvir as palavras da Lei.
10E Neemias disse-lhes:
'Ide para vossas casas e comei carnes gordas,
tomai bebidas doces
e reparti com aqueles que nada prepararam,
pois este dia é santo para o nosso Senhor.
Não fiqueis tristes,
porque a alegria do Senhor será a vossa força'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - Que lugar ocupa a Palavra de Deus na vida de cada um de nós e na vida das nossas comunidades? A Palavra é o centro de qual tudo se articula? Encontramos espaço para ler, para refletir, para partilhar a Palavra?

02 - Aqueles a quem é confiada a missão de proclamar a Palavra: preparam convenientemente o ambiente? Proclamam a Palavra clara e distintamente? Refletem a Palavra e explicam-na de forma acessível, de forma que ela toque a assembleia que escuta? Têm a preocupação de adaptá-la à vida?

03 - Nas nossas assembleias comunitárias, a Palavra é acolhida com veneração e respeito, ou aproveitamos o momento em que ela é proclamada para acender velinhas ao santo da nossa devoção, para rezar o terço ou para “controlar” quem está ao nosso lado?

04 - A Palavra interpela-nos, leva-nos à conversão, à mudança de vida, ou a Palavra é só para os outros?


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Salmo Responsorial
VOSSA LEI É PERFEITA, Ó SENHOR,
VOSSAS PALAVRAS SÃO ESPÍRITO E VIDA!
Sl 18,8.9.10.15 (R. Jo 6,63c)


Vossa Lei é perfeita, ó Senhor,
vossas palavras são espírito e vida!

8A lei do Senhor Deus é perfeita,
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,
sabedoria dos humildes. 

Vossa Lei é perfeita, ó Senhor,
vossas palavras são espírito e vida!

9Os preceitos do Senhor são precisos,
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,
para os olhos é uma luz. 

Vossa Lei é perfeita, ó Senhor,
vossas palavras são espírito e vida!

10É puro o temor do Senhor,
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos
e justos igualmente. 

Vossa Lei é perfeita, ó Senhor,
vossas palavras são espírito e vida!

15Que vos agrade o cantar dos meus lábios
e a voz da minha alma;
que ela chegue até vós, ó Senhor,
meu Rochedo e Redentor! 

Vossa Lei é perfeita, ó Senhor,

vossas palavras são espírito e vida!


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Segunda Leitura
VÓS, TODOS JUNTOS, SOIS O CORPO DE CRISTO E,
INDIVIDUALMENTE, SOIS MEMBROS DESSE CORPO.
Leitura da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios (12,12-30)


Irmãos:

12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros,
e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos,
formam um só corpo,
assim também acontece com Cristo.
13De fato, todos nós,
judeus ou gregos, escravos ou livres,
fomos batizados num único Espírito,
para formarmos um único corpo,
e todos nós bebemos de um único Espírito.
14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas,
mas de muitos membros.
15Se o pé disser:
'Eu não sou mão, portanto não pertenço ao corpo',
nem por isso deixa de pertencer ao corpo.
16E se o ouvido disser:
'Eu não sou olho, portanto não pertenço ao corpo',
nem por isso deixa de pertencer ao corpo.
17Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido?
Se o corpo todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
18De fato, Deus dispôs os membros
e cada um deles no corpo, como quis.
19Se houvesse apenas um membro, onde estaria o corpo?
20Há muitos membros, e, no entanto, um só corpo.
21O olho não pode, pois, dizer à mão:
'Não preciso de ti'.
Nem a cabeça pode dizer aos pés:
'Não preciso de vós'.
22Antes pelo contrário,
os membros do corpo que parecem ser mais fracos
são muito mais necessários do que se pensa.
23Também os membros que consideramos menos honrosos,
a estes nós cercamos com mais honra,
e os que temos por menos decentes,
nós os tratamos com mais decência.
24Os que nós consideramos decentes
não precisam de cuidado especial.
Mas Deus, quando formou o corpo,
deu maior atenção e cuidado
ao que nele é tido como menos honroso,
25para que não haja divisão no corpo
e, assim, os membros zelem igualmente uns pelos outros.
26Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele;
se é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo
e, individualmente, sois membros desse corpo.
28E, na Igreja, Deus colocou,
em primeiro lugar, os apóstolos;
em segundo lugar, os profetas;
em terceiro lugar, os que têm o dom
e a missão de ensinar;
depois, outras pessoas com dons diversos, a saber:
dom de milagres, dom de curas,
dom para obras de misericórdia,
dom de governo e direção, dom de línguas.
29Acaso todos são apóstolos?
Todos são profetas?
Todos ensinam?
Todos realizam milagres?
30Todos têm o dom das curas?
Todos falam em línguas?
Todos as interpretam?
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - A Igreja é o corpo de Cristo onde se manifesta, na diversidade de membros e de funções, a unidade, a partilha, a solidariedade, o amor, que são inerentes à proposta salvadora que Cristo nos apresentou. A nossa comunidade cristã é, para nós, uma família de irmãos, que vivem em comunhão, que se respeitam e que se amam, ou é o campo onde se enfrentam as invejas e os interesses egoístas e mesquinhos?

02 - Usamos os “carismas” que Deus nos confia para o serviço dos irmãos e para o crescimento do corpo, ou para a nossa promoção pessoal e social?

03 - Nesse corpo, os vários membros vivem em interdependência. É efetiva a nossa solidariedade com os membros da comunidade? Os dramas e os sofrimentos, as alegrias e as esperanças dos nossos irmãos são sentidos por todos os membros desse corpo?

04 - Sentimo-nos co-responsáveis na construção dessa comunidade da qual somos membros e desempenhamos, com sentido de responsabilidade, o nosso papel, ou remetemo-nos a uma situação de passividade e de comodismo, esperando que sejam os outros a fazer tudo?


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Evangelho
HOJE SE CUMPRIU ESTA PASSAGEM DA ESCRITURA.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (1,1-4;4,14-21)


1Muitas pessoas já tentaram escrever a história
dos acontecimentos que se realizaram entre nós,
2como nos foram transmitidos
por aqueles que, desde o princípio,
foram testemunhas oculares e ministros da palavra.
3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso
de tudo o que aconteceu desde o princípio,
também eu decidi escrever de modo ordenado
para ti, excelentíssimo Teófilo.
4Deste modo, poderás verificar
a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Naquele tempo:
4,14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito,
e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.
16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,
e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías.
Abrindo o livro,
Jesus achou a passagem em que está escrito:
18'O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres;
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista;
para libertar os oprimidos
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.'
20Depois fechou o livro,
entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga
tinham os olhos fixos nele.x
21Então começou a dizer-lhes:
'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - No Evangelho de Lucas e neste texto em particular, Jesus manifesta de forma bem nítida a consciência de que foi investido do Espírito de Deus e enviado para pôr fim a tudo o que rouba a vida e a dignidade do homem. A nossa civilização, há mais vinte e um séculos conhece Cristo e a essência da sua proposta. No entanto, o nosso mundo continua a multiplicar e a refinar as cadeias opressoras. Porque é que a proposta libertadora de Jesus ainda não chegou a todos? Que situações hoje, à minha volta, me parecem mais dramáticas e exigem uma ação imediata (pensar na situação de tantos imigrantes e migrantes; pensar na situação de tantos idosos, sem amor e sem cuidados, que sobrevivem com pensões de miséria; pensar nas crianças de rua e nos sem abrigo que dormem nos recantos das nossas cidades; pensar na situação de tantas famílias, destruídas pela droga e pelo álcool…)?

02 - A fidelidade ao “caminho” percorrido por Cristo é a exigência fundamental do ser cristão. Ao longo dos séculos, tem sido a defesa da dignidade do homem a preocupação fundamental da Igreja de Jesus? Preocupa-nos a libertação dos nossos irmãos escravizados? Que posso eu fazer, em concreto, para continuar no meio deles a missão libertadora de Cristo?

03 – Neste texto, podemos ver como Jesus “atualiza” a Palavra de Deus proclamada e a torna um anúncio de libertação que toca de muito perto a vida dos homens. Os que proclamam a Palavra, que a explicam nas homilias, têm esta preocupação de torná-la uma realidade “tocante” e um anúncio verdadeiramente transformador e libertador, que atinge a vida daqueles que os escutam?


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Comentário
DA LEI ANTIGUA A LEI NOVA


Neste domingo, entre a Primeira Leitura e o Evangelho, há uma distância enorme. A Primeira Leitura conta um momento na história de Israel quando o povo, uma vez retornado do exílio, ouve novamente a proclamação da lei. É a lei de Deus. São as normas que Deus deu a seus pais no passado e que devem ser obedecidas, por todos e em todos os momentos. Em troca, o povo terá vida. Se o povo foi derrotado por seus inimigos e teve que ir para o exílio, foi precisamente porque eles não obedeceram a essas normas como deveriam.

No Evangelho nos encontramos com uma situação muito diferente. Jesus voltou para sua cidade natal depois de um tempo fora. Sua vida pública já começou e sua fama chegou aos seus concidadãos. Ele se sente enviado por Deus para pregar o Reino de Deus. Estamos diante de uma nova proclamação da lei? Jesus dará novas normas em oposição àquelas que o povo recebeu por muito tempo? Possivelmente seus concidadãos também se fizeram estas perguntas. Quando ele entra na sinagoga ele é convidado a ler os profetas e a falar com eles.

Surpreendentemente, Jesus escolhe um texto que não fala de regras ou leis. Fala mais de si mesmo e de sua missão. Jesus usa um texto do profeta Isaías para explicar aos seus concidadãos, e também a nós, qual é o conteúdo de sua missão, por que ele está pregando para os povos e nas estradas da Galiléia. É que Jesus se sente dominado, possuído pelo Espírito de Deus. Esse espírito não o torna superior aos outros. Não faz dele um rei que, como o resto dos reis da terra, usa sua autoridade para dominar, oprimir e escravizar. Ele foi enviado para anunciar boas novas aos pobres, libertar os cativos e devolver a visão aos cegos. Essa é a sua missão.

Não se trata, portanto, que Deus, através de Jesus, nos dará novas normas, talvez mais fáceis, talvez mais difíceis, que temos que obedecer. Em absoluto. Jesus vem falar de um Deus que nos traz salvação, que quer que sejamos livres, para que deixemos de sofrer, para sermos felizes. Essa é a missão de Jesus. Aqueles de nós que fazem parte de sua comunidade hoje estão encarregados de levar essas boas novas àqueles que sofrem, aos oprimidos, aos cativos, aos pobres. Para que todos conheçam o Deus que nos ama e nos salva.


Para reflexão


Há pessoas perto de você que precisam ser libertadas de alguma opressão? Você mesmo, talvez? Como Jesus te liberta? Como você libera sua família? Você se deixa ser libertado?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda) 
Liturgia Diária – CNBB 
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

 

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