Últimas
VI Domingo do Tempo Comum (Ano C)
A Palavra de Deus que nos é proposta neste domingo leva-nos a refl
Dízimo é Partilha
Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que
V Domingo do Tempo Comum (Ano C)
A liturgia deste domingo leva-nos a refletir sobre a nossa vocaçã
Campanha da Fraternidade 2019
Em 1961 três Sacerdotes que atuavam junto a Cáritas Brasileira, d
IV Domingo do Tempo Comum (Ano C)
O tema da liturgia deste IV Domingo do Tempo Comum convida a reflet
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Fev 21 @12:00AM
Aniversário do Padre Claudio
Qui Fev 21 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Fev 21 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Fev 28 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Fev 28 @ 8:00PM -
Grupo de Oração

II Domingo Do Tempo Comum (Ano C)

A liturgia do II Domingo do Tempo Comum apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.

A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.

O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da “aliança”), um “sinal” que aponta para o essencial do “programa” de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plena.

A segunda leitura fala dos “carismas” – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de serem postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


 


Primeira Leitura
Salmo Resposorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Referencias


Primeira Leitura
A NOIVA É A ALEGRIA DO NOIVO.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (62,1-5)


1Por amor de Sião não me calarei,
por amor de Jerusalém não descansarei,
enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça
e não se acender nela, como uma tocha, a salvação.
2As nações verão a tua justiça,
todos os reis verão a tua glória;
serás chamada com um nome novo,
que a boca do Senhor há de designar.
3E serás uma coroa de glória na mão do Senhor,
um diadema real nas mãos de teu Deus.
4Não mais te chamarão Abandonada,
e tua terra não mais será chamada Deserta;
teu nome será Minha Predileta
e tua terra será a Bem-Casada,
pois o Senhor agradou-se de ti
e tua terra será desposada.
5Assim como o jovem desposa a donzela,
assim teus filhos te desposam;
e como a noiva é a alegria do noivo,
}assim também tu és a alegria de teu Deus.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - O amor de Deus pelo seu Povo é um amor que nada consegue quebrar: nem o nosso afastamento, nem o nosso egoísmo, nem as nossas recusas. Ele está sempre lá, à espera, de forma gratuita, convidando ao reencontro, ao refazer da relação; e esse amor gera vida nova, alegria, festa, felicidade em todos aqueles que são atingidos por ele. Como lidamos com um Deus cuja “alegria” é amar e cujo amor, quando é acolhido, nos renova continuamente?

02 - Viver em relação com o Deus-amor implica também dar testemunho, ser “profeta do amor”. Somos sinais vivos de Deus, com o amor que transparece nos nossos gestos? As nossas famílias são um reflexo do amor de Deus? As nossas comunidades anunciam ao mundo, de forma concreta, o amor que Deus tem pelos homens?


Início


Salmo Responsorial
CANTAI AO SENHOR DEUS UM CANTO NOVO,
MANIFESTAI OS SEUS PRODÍGIOS ENTRE OS POVOS!
Sl 95,1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c (R. 1a.3b)


Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, 
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!*
2aCantai e bendizei seu santo nome! 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!

2bDia após dia anunciai sua salvação, 
3manifestai a sua glória entre as nações,
e entre os povos do universo seus prodígios! 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!

7A família das nações, dai ao Senhor,
ó nações, dai ao Senhor poder e glória,
8dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!
Oferecei um sacrifício nos seus átrios. 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!

9Adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele!
10Publicai entre as nações: 'Reina o Senhor!'
pois os povos ele julga com justiça. 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai os seus prodígios entre os povos!


Início


Segunda Leitura
ESTAS COISAS AS REALIZA UM E O MESMO ESPÍRITO,
QUE DISTRIBUI A CADA UM CONFORME SEU QUERER.
Leitura da Primeira carta de São Paulo aos Coríntios (12,4-11)


Irmãos:
4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito.
5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor.
6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus
que realiza todas as coisas em todos.
7A cada um é dada a manifestação do Espírito
em vista do bem comum.
8A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria.
A outro, a palavra da ciência segundo o mesmo Espírito.
9A outro, a fé no mesmo Espírito.
A outro, o dom de curas no mesmo Espírito.
10A outro, o poder de fazer milagres.
A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos.
A outro, falar línguas estranhas.
A outro, interpretação de línguas.
11Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito,
que distribui a cada um conforme quer.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - A comunidade cristã tem de ser o reflexo da comunidade trinitária, dessa comunidade de amor que une o Pai, o Filho e o Espírito. As nossas comunidades paroquiais, as nossas comunidades religiosas são espaços de comunhão e de fraternidade, onde o amor e a solidariedade dos diversos membros refletem o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito?

02 - Como cristãos, somos todos membros de um único corpo, com diversidade de funções e de ministérios. A diversidade de “dons” não pode ser um fator de divisão ou de conflito, mas de riqueza para todos. Os “dons” que Deus nos concede são sempre postos ao serviço do bem comum, ou servem para nos autopromover, para ganharmos prestígio aos olhos dos outros?

03 - Como consideramos “os outros”,  aqueles que têm “dons” diferentes ou, até, aqueles que se apresentam de forma discreta, sem se imporem, sem “darem nas vistas”? Eles são vistos como membros legítimos do mesmo corpo que é a comunidade, ou como cristãos de segunda, massa amorfa a que não damos muita importância?

04 - A consciência de que determinado dom que possuímos é fundamental na estruturação da vida comunitária pode degenerar em arrogância e em abuso de poder. É necessário ter bem presente que os “carismas” são sempre um dom gratuito de Deus, que não depende dos nossos méritos pessoais. É necessário, também, ter consciência de que o mais importante, aquilo a que devem subjugar-se os interesses pessoais é sempre o bem da comunidade.


Início


Evangelho    
JESUS REALIZOU ESTE INÍCIO DOS SINAIS EM CANÁ DA GALILÉIA.
Evangelho de Jesus Cristo segundo João (2,1-11)


Naquele tempo:
1Houve um casamento em Caná da Galiléia.
A mãe de Jesus estava presente.
2Também Jesus e seus discípulos
tinham sido convidados para o casamento.
3Como o vinho veio a faltar,
a mãe de Jesus lhe disse:
'Eles não têm mais vinho'.
4Jesus respondeu-lhe:
'Mulher, por que dizes isto a mim?
Minha hora ainda não chegou.'
5Sua mãe disse aos que estavam servindo:
'Fazei o que ele vos disser'.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí
para a purificação que os judeus costumam fazer.
Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo:
'Enchei as talhas de água'.
Encheram-nas até a boca.
8Jesus disse:
'Agora tirai e levai ao mestre-sala'.
E eles levaram.
9O mestre-sala experimentou a água,
que se tinha transformado em vinho.
Ele não sabia de onde vinha,
mas os que estavam servindo sabiam,
pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse:
'Todo mundo serve primeiro o vinho melhor
e, quando os convidados já estão embriagados,
serve o vinho menos bom.
Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!'
11Este foi o início dos sinais de Jesus.
Ele o realizou em Caná da Galiléia
e manifestou a sua glória,
e seus discípulos creram nele.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - Quando a relação com Deus se baseia num jogo intrincado de ritos externos, de regras e de obrigações que devem ser cumpridas, a religião torna-se um pesadelo insuportável que tiraniza e oprime. Ora, Jesus veio revelar-nos Deus como um Pai bondoso e terno, que fica feliz quando pode amar os seus filhos. É esse o “vinho” que Jesus veio trazer para alegrar a “aliança”: o “vinho” do amor de Deus, que produz alegria e que nos leva à festa do encontro com o Pai e com os irmãos. A nossa “religião” é isto mesmo – o encontro com o Jesus que nos dá o vinho do amor?

02 - O que é que os nossos olhos e os nossos lábios revelam aos outros: a alegria que brota de um coração cheio de amor, ou o medo e a tristeza que brotam de uma religião de pesadelo, de leis e de medo?

03 - Com qual das personagens que participam da “boda” nos identificamos: com o chefe de mesa, comodamente instalado numa religião estéril, vazia e hipócrita, com a “mulher” -  mãe - que pede a Jesus que resolva a situação, ou com os “serventes” que vão fazer “tudo o que Ele disser” e colaborar com Jesus no estabelecimento da nova realidade?


Início


Comentário
A ALEGRIA DA FAMÍLIA DE DEUS


A celebração de um casamento é um os momentos mais esperados nas famílias. Supõe na vida da família o começo de uma nova etapa. Um homem e uma mulher deixam suas famílias para formar uma nova. Não é motivo para tristeza senão o contrário. A família se engrandece e, o mais importante, abre-se à vida. O casamento de um dos filhos ou filhas significa que virão novos membros a enriquecer a vida da família. Ao casar-se um de seus membros, a família inteira celebra que a vida não termina mais se abre ao futuro com esperança. O sobrenome familiar seguirá vivo. A vida segue e recria-se.

Um matrimônio também supõe uma promessa de amor entre os que se esposam. É um amor para sempre e para tudo. Sem limites. Fato de total generosidade e entrega mútua. Gratuito e sem pedir nada em troca. É um amor capaz de criar vida. Os demais membros da família talvez vivessem mais, têm mais experiência, sabem que esse amor às vezes perde força, comete erros, não sempre é fiel ao impulso primeiro. Mas a promessa dos esposos é um sinal de que vale a pena seguir perseguindo esse ideal tão difícil de conseguir. Por isto pára todos os que participam em um casamento, esta é sempre uma celebração da vida e o amor.

Não é casualidade que Jesus comece sua vida pública participando em um casamento e prolongando sem limites a alegria dos participantes. Não outra coisa pode significar a exorbitante quantidade de água que Jesus converte em vinho. Além disso, segundo a opinião do mordomo, é o melhor vinho. A presença de Jesus traz ao casamento “a festa humana por excelência, a festa da vida” a presença do melhor vinho. É a melhor bênção para a vida e o amor que celebravam aquelas famílias. O melhor vinho é o sinal de que a vida que nos traz Jesus vence a morte.

Os casamentos, a alegria, o vinho melhor, são sinais que nos falam de que o encontro entre Deus e a humanidade que se produz em Jesus é o encontro com a verdadeira Vida, com a que não se termina; é o encontro que dará lugar à família definitiva, na qual todos nos reconheceremos como irmãos e irmãs reunidos na mesa do pai de todos, Deus, lá onde não terá mais morte nem tristeza. Como nos casamentos, esta celebração não é mais que o começo de uma nova família. Não é mais uma promessa, mas é uma promessa de vida em plenitude. Viver em cristo é viver na esperança e na alegria.


Venho à missa a cada domingo com a alegria de encontrar com meus irmãos e irmãs para celebrar a vida que Deus nos dá? Ser cristão é para mim motivo de alegria? Como isso é notado? Como isso se mostra na minha família?


Início


FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda)
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

 

: