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Festa do Batismo do Senhor (Ano C)

A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projeto salvador de Deus. No Batismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Jesus fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-Se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.
A primeira leitura anuncia um misterioso “SERVO”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.
No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho (SERVO) enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de promovê-los e de levá-los à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.
A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.


 


Primeira Leitura
Salmo Resposorial
Segunda Leitura
Evangelho
Reflexão
Referencias


Primeira Leitura
EIS O MEU SERVO: NELE SE COMPRAZ MINH'ALMA.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (42,1-4.6-7)


Assim fala o Senhor:
1'Eis o meu servo - eu o recebo;
eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma;
pus meu espírito sobre ele,
ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada
nem apaga um pavio que ainda fumega;
mas promoverá o julgamento para obter a verdade.
4Não esmorecerá nem se deixará abater,
enquanto não estabelecer a justiça na terra;
os países distantes esperam seus ensinamentos.'
6'Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te 
tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o
centro de aliança do povo, luz das nações,
7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da
prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


01 - A figura misteriosa e enigmática do “Servo” de que fala o Deutero-Isaías apresenta evidentes pontos de contato com a figura de Jesus… Os primeiros cristãos – colocados perante a dificuldade de explicar como é que o Messias tinha sido condenado pelos homens e pregado na cruz – irão utilizar os cânticos do “Servo” para justificar o sofrimento e o aparente fracasso humano de Jesus: Ele é esse “eleito de Deus”, que recebeu a plenitude do Espírito, que veio ao encontro dos homens com a missão de trazer a justiça e a paz definitivas, que sofreu e morreu para ser fiel a essa missão que o Pai lhe confiou.

02- A história do “Servo” mostra-nos, desde já, que Deus atua através de instrumentos a quem Ele confia a transformação do mundo e a libertação dos homens. Tenho consciência de que cada batizado é um instrumento de Deus na renovação e transformação do mundo? Estou disposto a corresponder ao chamamento de Deus e a assumir os meus compromissos quanto a esta questão, ou prefiro fechar-me no meu canto e demitir-me da minha responsabilidade profética? Os pobres, os oprimidos, todos os que “jazem nas trevas e nas sobras da morte” podem contar com o meu apoio e empenho?

03 - Convém não esquecer que a missão profética só faz sentido à luz de Deus e que tudo parte da iniciativa de Deus: é Ele que escolhe, que chama, que envia e que capacita para a missão… Aquilo que eu faço, por mais válido que seja, não é obra minha, mas sim de Deus; o meu êxito na missão não resulta das minhas qualidades, mas da iniciativa de Deus que age em mim e através de mim.

04 - Atentemos, ainda, na forma de atuar do “Servo”: ele não se impõe pela força, pela violência, pelo dinheiro, ou pelos amigos poderosos; mas atua com suavidade, com mansidão, no respeito pela liberdade dos outros… É esta lógica – a lógica de Deus – que eu utilizo no desempenho da missão profética que Deus me confiou?


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Salmo Responsorial
QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!
Sl 28,1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R.11b)


Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

1aFilhos de Deus, tributai ao Senhor,
tributai-lhe a glória e o poder!
2Dai-lhe a glória devida ao seu nome;
adorai-o com santo ornamento! 

Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

3aEis a voz do Senhor sobre as águas,
3csua voz sobre as águas imensas!
4Eis a voz do Senhor com poder!
Eis a voz do Senhor majestosa. 

Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

3bSua voz no trovão reboando! 9bNo seu templo os fiéis bradam: 'Glória!'
10É o Senhor que domina os dilúvios,
o Senhor reinará para sempre! 

Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!


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Segunda Leitura
FOI UNGIDO POR DEUS COM O ESPÍRITO SANTO.
Leitura dos Atos dos Apóstolos (10,34-38)


Naqueles dias,
34Pedro tomou a palavra e disse:
'De fato, estou compreendendo
que Deus não faz distinção entre as pessoas.
35Pelo contrário, ele aceita quem o teme
e pratica a justiça, 
qualquer que seja a nação a que pertença.
36Deus enviou sua palavra aos israelitas
e lhes anunciou a Boa-Nova da paz,
por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia,
a começar pela Galiléia, depois do batismo
pregado por João:
38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus
com o Espírito Santo e com poder.
Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando
a todos os que estavam dominados pelo demônio;
porque Deus estava com ele.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


01 - Jesus de Nazaré “passou pelo mundo fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demônio”. Nos seus gestos de bondade, de misericórdia, de perdão, de solidariedade, de amor, os homens encontraram o projeto libertador de Deus em ação… Esse projeto continua, hoje, em ação no mundo? Nós, cristãos, comprometidos com Cristo e com a sua missão desde o nosso Batismo, testemunhamos, em gestos concretos, a bondade, a misericórdia, o perdão e o amor de Deus pelos homens? Empenhamo-nos em libertar todos os que são oprimidos pelo demônio do egoísmo, da injustiça, da exploração, da solidão, da doença, do analfabetismo, do sofrimento?
02 - “Reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – diz Pedro no seu discurso na casa de Cornélio. E nós, filhos deste Deus que ama a todos da mesma forma e que a todos oferece, igualmente a salvação, aceitamos todos os irmãos da mesma forma, reconhecendo a igualdade fundamental de todos os homens em direitos e dignidade? Que sentido faz, então, as discriminações por causa da cor da pele, da raça, do sexo, da orientação sexual ou do estatuto social?


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Evangelho
JESUS RECEBEU O BATISMO.
E, ENQUANTO REZAVA, O CÉU SE ABRIU.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (3,15-16.21-22)


Naquele tempo:
15O povo estava na expectativa
e todos se perguntavam no seu íntimo
se João não seria o Messias.
16Por isso, João declarou a todos:
'Eu vos batizo com água,
mas virá aquele que é mais forte do que eu.
Eu não sou digno de desamarrar
a correia de suas sandálias.
Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
21Quando todo o povo estava sendo batizado,
Jesus também recebeu o batismo.
E, enquanto rezava, o céu se abriu
22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus
em forma visível, como pomba.
E do céu veio uma voz:
'Tu és o meu Filho amado,
em ti ponho o meu bem-querer.'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


01 - No episódio do Batismo, Jesus aparece como o Filho amado, que o Pai enviou ao encontro dos homens para libertá-los e para inseri-los numa dinâmica de comunhão e de vida nova. Nessa cena revela-se, portanto, a preocupação de Deus e o imenso amor que Ele nos dedica… É bonita esta história de um Deus que envia o próprio Filho ao mundo, que pede a esse Filho que Se solidarize com as dores e limitações dos homens e que, através da ação do Filho, reconcilia os homens consigo e para que cheguem à vida em plenitude. Aquilo que nos é pedido é que correspondamos ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação e seguindo Jesus no amor, na entrega, no dom da vida. Ora, no dia do nosso Batismo, comprometemo-nos com esse projeto… Temos, depois disso, renovado diariamente o nosso compromisso e percorrido, com coerência, esse caminho que Jesus nos veio propor?

02 - A celebração do Batismo do Senhor leva-nos até um Jesus que assume plenamente a sua condição de “Filho” e que Se faz obediente ao Pai, cumprindo integralmente o projeto do Pai de dar vida ao homem. É esta mesma atitude de obediência radical, de entrega incondicional, de confiança absoluta que eu assumo na minha relação com Deus? O projeto de Deus é, para mim, mais importante de que os meus projetos pessoais ou do que os desafios que o mundo me faz?

03 - O episódio do Batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-Se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para promovê-los e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

04 - No Batismo, Jesus tomou consciência da sua missão, recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, testemunhando o projeto libertador do Pai. Eu, que no Batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus Se empenhou e pelo qual Ele deu a vida?


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Reflexão
A CRIANÇA FICOU MAIS VELHA


O Batismo do Senhor, a festa que hoje celebramos, marca o começo da vida pública de Jesus. Não sabemos exatamente quantos anos tinha nesse momento. A tradição nos diz que uns trinta. Em todo caso, parece que Jesus viveu algum tempo escondido, sem se manifestar como o Messias, sem falar de sua missão aos que se acercavam a ele, sem se diferenciar em nada dos judeus que viviam na Galileia em seu tempo.

Mas, de repente, algo acontece que faz com que saia de sua casa, deixe a tranqüilidade do lar familiar, do trabalho seguro, da companhia de seus conhecidos e familiares, e se aproxime de João o Batista. Possivelmente a fama deste tinha se estendido já por toda a Judéia e Galileia. Pregava a aproximação da vinda do Messias e convidava o povo a converter-se de seus maus caminhos para preparar-se ante sua vinda próxima.

Que pensou Jesus ante essa pregação? Não o sabemos, mas está claro que ante João tomou consciência de quem era, de qual era sua missão. Deu-se conta de que tinha chegado o tempo de deixar sua casa e de sair para pregar o Reino de Deus. Não foram as decisões sem importância de uma criança. Foi uma decisão séria e radical de uma pessoa adulta que toma as rédeas de sua vida e se dirige aonde quer ir. Seu destino final, a morte na cruz, não foi um acidente. Foi o fruto desta decisão de Jesus de pôr toda sua vida a serviço do Reino.

O Batismo de Jesus marca esse momento transcendental, de mudança, que determina o futuro de Jesus. Antes de seu batismo, seguramente Jesus se dedicou muito seriamente a pensar em sua vida, em sua missão. Quando viu claramente, se decidiu. Apresentou-se a João e fez-se batizar. E do mesmo céu chegou-lhe a confirmação de sua missão: “Você é meu Filho, o amado”. A partir de então sua vida se modificou totalmente.  

Nós fomos batizados quando éramos recém-nascidos. Não foi fruto de nossa decisão senão de nossos pais. Mas nunca é tarde para pensar se realmente queremos assumir aquele batismo como nosso. Para dizer de uma forma simples: Queremos ser para valer cristãos? Porque não vale a pena ficar na mera mediocridade. Temos que tomar nossa vida a sério e não ser cristãos de domingo senão de todos os dias e de todas as horas.


Como me sinto quando participo de uma cerimônia de Batismo? Que penso de meu próprio Batismo? Para mim o que significa ser cristão? Basta ir à missa nos domingos, talvez nem sequer todos os domingos, ou ser cristão significa algo mais?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Fernando Torres, cmf - Missionários Claretianos (Ciudad Redonda)
Liturgia Diária – CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

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