Últimas
Solenidade da Santíssima Trindade (Ano  C)
A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar a mi
13 de junho - Santo Antonio
Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, confunde-se com o milagre.
Domingo de Pentecostes (Ano C)
O tema deste domingo é, evidentemente, o ESPÍRITO SANTO. Dom de D
Desde o Batismo, o Espírito habita e gera em nós os dons de santificação
Para este artigo copio as páginas 44-45 do livro Os sete sacr
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Jun 20 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jun 20 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Jun 27 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jun 27 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Jul 04 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia

Sagrada Família de Jesus, Maria e José do Natal (Ano C)

As leituras deste domingo complementam-se ao apresentar as duas coordenadas fundamentais a partir das quais se deve construir a família cristã: O AMOR A DEUS e O AMOR AOS OUTROS, sobretudo a esses que estão mais perto de nós - os pais e demais familiares.

O Evangelho sublinha, sobretudo, a dimensão do amor a Deus: o projeto de Deus tem de ser a prioridade de qualquer cristão, a exigência fundamental, a qual todas as outras se devem submeter. A família cristã constrói-se no respeito absoluto pelo projeto que Deus tem para cada pessoa.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos de todos os que vivem “em Cristo” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de formamais especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.


 


Primeira Leitura 
Salmo Responsorial 
Segunda Leitura 
Evangelho 
Reflexão 
Fontes de Referência


Primeira Leitura
QUEM TEME O SENHOR, HONRA SEUS PAIS.
Leitura do Livro do Eclesiástico (3,3-7.14-17a)


3Deus honra o pai nos filhos
e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
4Quem honra o seu pai,
alcança o perdão dos pecados;
evita cometê-los
e será ouvido na oração quotidiana.
5Quem respeita a sua mãe
é como alguém que ajunta tesouros.
6Quem honra o seu pai,
terá alegria com seus próprios filhos;
e, no dia em que orar, será atendido.
7Quem respeita o seu pai, terá vida longa,
e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.
14Meu filho, ampara o teu pai na velhice
e não lhe causes desgosto enquanto ele vive.
15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez,
procura ser compreensivo para com ele;
não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida,
a caridade feita a teu pai não será esquecida,
16mas servirá para reparar os teus pecados
17ae, na justiça, será para tua edificação.
Palavra do Senhor


Referências para reflexão da Primeira Leitura


A reflexão pode ser realizada de acordo com as seguintes sugestões:

01 - Sentimo-nos gratos aos nossos pais porque eles aceitaram ser, em nosso favor, instrumento de Deus criador? Lembramo-nos de lhes demonstrar essa gratidão?

02 -Apesar da preocupação moderna com os direitos humanos e o respeito pela dignidade das pessoas, a nossa civilização cria, com frequência, situações de abandono e de marginalização, cujas vítimas são, muitas vezes, aqueles que já não têm uma vida considerada produtiva, ou aqueles a quem a idade ou a doença trouxeram limitações. Que motivos justificam o desprezo e abandono daqueles a quem devemos “honrar”?

03 - É verdade que a vida de hoje é muito exigente a nível profissional e que nem sempre é possível um filho estar presente ao lado dos pais que precisam de cuidados ou de acompanhamento especializado. No entanto, a situação é muito menos compreensível se o afastamento dos pais do convívio familiar resulta do egoísmo do filho, que não está para “aturar o velho”…

04 - O capital de maturidade e de sabedoria de vida que os mais idosos possuem é considerado por nós uma riqueza ou um estorvo à nossa modernidade?

05 - Face à invasão contínua de valores estranhos que, tantas vezes, põem em causa a nossa identidade cultural e religiosa, o que significam os valores que recebemos dos nossos “pais”? Avaliamos com maturidade a perenidade desses valores?


Início


Salmo Responsorial
FELIZES OS QUE TEMEM O SENHOR E TRILHAM SEUS CAMINHOS! 
Sl 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1)

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

1Feliz és tu se temes o Senhor
e trilhas seus caminhos!
2Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
serás feliz, tudo irá bem! 

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

3A tua esposa é uma videira bem fecunda
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira
ao redor de tua mesa.

Felizes os que temem o Senhor e trilhamseus caminhos!

4Será assim abençoado todo homem
que teme o Senhor.
5O Senhor te abençoe de Sião,
cada dia de tua vida.

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!


Início


Segunda Leitura
A VIDA DA FAMÍLIA NO SENHOR.
Leitura da Carta aos Colossenses (3,12-21)


Irmãos:
12Vós sois amados por Deus,
sois os seus santos eleitos.
Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia,
bondade, humildade, mansidão e paciência,
13suportando-vos uns aos outros
e perdoando-vos mutuamente,
se um tiver queixa contra o outro.
Como o Senhor vos perdoou,
assim perdoai vós também.
14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros,
pois o amor é o vínculo da perfeição.
15Que a paz de Cristo reine em vossos corações,
à qual fostes chamados como membros de um só corpo.
E sede agradecidos.
16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza,
habite em vós.
Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a
sabedoria.
Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus
salmos, hinos e cânticos espirituais,
em ação de graças.
17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras,
seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo.
Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.
18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos,
como convém, no Senhor.
19Maridos, amai vossas esposas
e não sejais grosseiros com elas.
20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais,
pois isso é bom e correto no Senhor.
21Pais, não intimideis os vossos filhos,
para que eles não desanimem.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


A reflexão sobre o texto da segunda leitura pode tocar os seguintes pontos:

01 - Viver “em Cristo” implica fazer do amor a nossa referência fundamental e deixar que ele se manifeste em gestos concretos de bondade, de perdão, de compreensão, de respeito pelo outro, de partilha, de serviço… É este o quadro em que se desenvolvem as nossas relações com aqueles que nos rodeiam?

02 -A nossa primeira responsabilidade vai para com aqueles que conosco partilham, de forma mais chegada, a vida do dia a dia (a nossa família). Esse amor, que deve revestir-nos sempre, traduz-se numa atenção contínua àquele que está ao nosso lado, às suas necessidades e preocupações, às suas alegrias e tristezas? Traduz-se em gestos sentidos e partilhados de carinho e de ternura? Traduz-se num respeito absoluto pela liberdade e pelo espaço do outro, por um deixar o outro crescer sem o sufocar? Traduz-se na vontade de servir o outro, sem nos servirmos do outro?

03 - As mulheres não gostam de ouvir Paulo pedir-lhes a “submissão” aos maridos… No entanto, não devem ser demasiado severas com Paulo: ele é um homem do seu tempo, e não podemos exigir dele a mesma linguagem com que, nos nossos dias, falamos destas coisas. Apesar de tudo, convém lembrar que Paulo não se esquece de pedir aos maridos que amem as mulheres e não as tratem com aspereza: sugere, desta forma, que a mulher tem, em relação ao marido, igual dignidade.


Início


Evangelho
JESUS FOI ENCONTRADO POR SEUS
PAIS NO MEIO DOS DOUTORES.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (2, 41-52)


41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém,
para a festa da Páscoa.
42Quando ele completou doze anos,
subiram para a festa, como de costume.
43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem 
de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém,
sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana,
caminharam um dia inteiro.
Depois começaram a procurá-lo
entre os parentes e conhecidos.
45Não o tendo encontrado,
voltaram para Jerusalém à sua procura.
46Três dias depois, o encontraram no Templo.
Estava sentado no meio dos mestres,
escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados
com sua inteligência e suas respostas.
48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados
e sua mãe lhe disse:
'Meu filho, por que agiste assim conosco?
Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados,
à tua procura.'
49Jesus respondeu:
'Por que me procuráveis?
Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?'
50Eles, porém, não compreenderam
as palavras que lhes dissera.
51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré,
e era-lhes obediente.
Sua mãe, porém,
conservava no coração todas estas coisas.
52E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça,
diante de Deus e diante dos homens.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


Elementos para a reflexão e a atualização da Palavra:

01 - Para Jesus, a prioridade fundamental a que tudo se subjuga (até a família) é o projeto de Deus, o plano que Deus tem para cada pessoa. Se os planos dos pais e os planos de Deus entram em choque, quais devem prevalecer?

02 - Anima-nos o mesmo entusiasmo de Jesus pela Palavra de Deus? Somos capazes de esquecer outros interesses legítimos para nos dedicarmos à escuta, à reflexão e à discussão da Palavra? Vemos nela um meio privilegiado de conhecer o projeto que Deus tem para nós? 03 -Maria e José não fizeram cenas diante da resposta “irreverente” de Jesus. Aceitaram que o jovem Jesus não lhes pertencia exclusivamente: Ele tinha a sua identidade e a sua missão próprias. É assim que nos situamos face àqueles com quem partilhamos a experiência familiar?

04- A nossa família incentiva o nosso crescimento, abrindo-nos horizontes e levando-nos ao encontro do mundo, ou fecha-nos num espaço cômodo, mas limitado, onde nos mantemos eternamente dependentes?


Início


Reflexão
UMA FAMÍLIA MARCADA PELO SOFRIMENTO


Estrategicamente situada imediatamente após o Natal, esta festa convida-nos a olhar à família formada por Jesus, Maria e José. Em primeiro lugar, lembra-nos uma vez mais que o fato da encarnação teve local em nossa história. Não só em um tempo e local concreto senão também em uma família concreta. Maria e José formaram o casal no qual Jesus nasceu, cresceu e amadureceu fisicamente e como pessoa.

Temos a tentação de pensar naquela família e tratar de aplicar a ela o que hoje pensamos que é o ideal para uma família. Se a nós nos parece que o que “idealizamos” é bom para uma família, então esse valor “idealizado” esteve presente naquela família de Nazaré. Imaginamos a vida daquela família cheia de harmonia, de amor, de paz... José trabalhando na oficina e Maria na cozinha, enquanto Jesus brincava ou está na escola. Tudo isso não são mais que projeções de nossa realidade sobre uma realidade da qual sabemos muito pouco e da qual os Evangelhos nos falam menos ainda. No caso em que os poucos dados que temos são históricos - já se sabe que os evangelhos da infância têm mais uma composição teológica do que uma história fiel aos fatos - a vida daquela família era realmente imprevisível. José teve que acolher a Maria, quando esta ficou grávida sem sua participação. Não deve ter sido fácil esse primeiro momento da relação. Depois vem o nascimento em Belém. O texto fala-nos da pobreza em que viviam. Ninguém os acolheu! E a pobreza não costuma fazer parte do ideal da vida de uma família. Não só isso. A família viu-se obrigada a emigrar para o Egito. Refugiados políticos! Hoje sabemos como é dura a vida dos emigrantes e migrantes. Bem mais dura seria naqueles tempos nos quais não existiam em absoluto as organizações e leis que hoje, boas ou ruins, se destinam a acolher e fazer em certa medida a vida mais fácil. Do pai não se volta a falar nos Evangelhos e, por mais que nos empenhemos em alguns textos se vê que teve certa distância entre Jesus e sua família, devido a sua missão. O mesmo pode ser dito do Evangelho de hoje, talvez uma parábola do que ocorreu quando Jesus se fez maior.

Assim foi a família ao longo dos séculos e culturas. Uma realidade sempre em constante mudança, sempre submetida a pressões e dificuldades. Nesta festa, talvez  o mais importante não seja tratar de impor o ideal do qual a nós nos parece bom para a família senão nos comprometer a ajudar as famílias que sofrem, ser compressivos com aqueles que não se encaixam em nossa ideal de família, a acolher aos que estão sós e lhes abrir as portas de nosso coração, embora não sejam de nossa família. Porque a família dos filhos de Deus é maior que a família dos laços da carne


Para reflexão


Como vivo a relação com minha própria família? Dou-me conta de que em Jesus minha família se alargou até abarcar a toda a humanidade? Como pratico o acolhimento e o amor com eles, meus irmãos e irmãs do mundo, sobretudo os que mais sofrem?


Início


FONTES DE REFERÊNCIA


Missionários Claretianos - Fernando Torres, cmf
Liturgia Diária - CNBB
Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)


 

 

: