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XXX Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XXX Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus - isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.


 

 

 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
OS CEGOS E ALEIJADOS, SUPLICANTES, EU OS RECEBEREI.
Leitura Livro do Profeta Jeremias (31,7-9)


7Isto diz o Senhor:
Exultai de alegria por Jacó,
aclamai a primeira das nações;
tocai, cantai e dizei:
'Salva, Senhor, teu povo,
o resto de Israel`.
8Eis que eu os trarei do país do Norte
e os reunirei desde as extremidades da terra;
entre eles há cegos e aleijados,
mulheres grávidas e parturientes:
são uma grande multidão os que retornam.
9Eles chegarão entre lágrimas
e eu os receberei entre preces;
eu os conduzirei por torrentes d'água,
por um caminho reto onde não tropeçarão,
pois tornei-me um pai para Israel,
e Efraim é o meu primogênito'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


A reflexão pode ser realizada a partir das seguintes sugestões: 

01 - O texto nos diz que o Deus em quem acreditamos não é um Deus insensível e afastado das dores e dificuldades dos homens; mas é um Deus sensível e atento, que cuida dos seus filhos com cuidados de pai. Ao longo do percurso que vamos percorrendo pela história, também nós fazemos, como os antigos israelitas, a experiência da escravidão, da dependência, do medo, do desespero, da decepção … A Palavra de Deus que hoje nos é servida garante-nos: não estamos sozinhos frente aos nossos dramas e sofrimentos; Deus vai ao nosso lado e, com amor de pai, cuida de nós, dá-nos a mão, conduz-nos ao encontro da vida eterna e verdadeira. A nós resta-nos reconhecer a sua presença (às vezes tão discreta que nem a notamos) e, com humildade e simplicidade, aceitar o seu amor.

02 - Na perspectiva do profeta, a ação salvadora e libertadora de Deus estender-se-á a todos, inclusive aos “cegos” e aos “coxos”. Os “coxos” e os “cegos” representam, aqui, aqueles que estão numa situação de fragilidade, de debilidade, de dependência e que são incapazes, por si sós, de deixar essa condição. Também com esses - ou especialmente com esses - Deus quer caminhar. Na verdade, Deus não marginaliza ninguém, nem coloca ninguém à margem da sua proposta de salvação … Os fracos, os débeis, os limitados, os marginalizados ocupam um lugar especial no coração de Deus e são objeto privilegiado do seu amor e da sua misericórdia. Na nossa sociedade, os pequenos, os pobres, os doentes, os velhos, estrangeiros sem papéis são, frequentemente, marginalizados e atropelados pelo trem da história. A sociedade edifica-se sem eles ou, pelo menos, sem ter em conta as suas necessidades e carências… Nós, os crentes, formados na escola de Deus, precisamos olhar para eles com o mesmo olhar de Deus, descobrir que também eles são filhos queridos e amados de Deus, denunciar as estruturas que os marginalizam, criar mecanismos de inclusão e de integração. É preciso ver em cada homem ou mulher - no “coxo”, no “cego”, no velho, no doente, no marginal - um irmão que Deus ama e a quem quer oferecer, por nosso intermédio, a vida plena, a salvação definitiva.

03 - Em todo o capítulo 31 do profeta Jeremias, há um impressionante apelo à esperança, à confiança em Deus. Por vezes, somos tentados a olhar para a nossa vida e para a história do nosso mundo, com os óculos do pessimismo, do medo e do desespero … O terrorismo, os crimes ambientais, as dificuldades econômicas, as doenças incuráveis, a fome, a miséria, os valores efêmeros, parecem pintar de negro o nosso futuro e o futuro do nosso planeta … Contudo, a Palavra de Deus que hoje nos é proposta garante-nos: NÃO TENHAIS MEDO, pois Deus caminha convosco pela história e, como um pai cheio de bondade que ensina o filho a caminhar, irá conduzir-vos pela mão ao encontro da vida verdadeira. Há, certamente, um futuro para nós, pois DEUS NOS AMA E CAMINHA CONOSCO.


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Salmo Responsorial
MARAVILHAS FEZ CONOSCO O SENHOR,
EXULTEMOS DE ALEGRIA!

Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)


Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

1Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,
parecíamos sonhar;
2aencheu-se de sorriso nossa boca,
2bnossos lábios, de canções.

Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

2cEntre os gentios se dizia: 'Maravilhas
2dfez com eles o Senhor!'
3Sim, maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

4Mudai a nossa sorte, ó Senhor,
como torrentes no deserto.
5Os que lançam as sementes entre lágrimas,
ceifarão com alegria.

Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

6Chorando de tristeza sairão,
espalhando suas sementes;
cantando de alegria voltarão,
carregando os seus feixes!

Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

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Segunda Leitura
O TU ÉS SACERDOTE PARA SEMPRE,
SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEC.

Leitura da Carta aos Hebreus (5,1-6)


1Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens
e instituído em favor dos homens
nas coisas que se referem a Deus,
para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
2Sabe ter compaixão
dos que estão na ignorância e no erro,
porque ele mesmo está cercado de fraqueza.
3Por isso, deve oferecer sacrifícios
tanto pelos pecados do povo,
quanto pelos seus próprios.
4Ninguém deve atribuir-se esta honra,
senão o que foi chamado por Deus, como Aarão.
5Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo
a honra de ser sumo sacerdote,
mas foi aquele que lhe disse:
'Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei'.
6Como diz em outra passagem:
'Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


A reflexão pode ter como referência as seguintes linhas:

01 - Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do cristianismo. Ao olharmos para o seu exemplo, impressiona-nos como o encontro com Cristo marcou a sua vida de forma tão decisiva; espanta-nos como ele se identificou totalmente com Cristo; interpela-nos a forma entusiasmada e convicta como ele anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão, a morte; questiona-nos a forma como ele quis viver ao jeito de Cristo, num dom total aos irmãos, ao serviço da libertação de todos os homens. Paulo é, verdadeiramente, um modelo e um testemunho que deve interpelar, desafiar e inspirar cada crente.

02 - O caminho que Paulo percorreu continua a não ser um caminho fácil. Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho de Paulo, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena. Concordo? É este o caminho que eu me esforço por percorrer?

03 -  Convém ter sempre presente esse dado fundamental que deu sentido às apostas de Paulo: aquele que escolhe Cristo não está só, ainda que tenha sido abandonado e traído por amigos e conhecidos; o Senhor está a seu lado, dá-lhe força, anima-o e livra-o de todo o mal. Animados por esta certeza, temos medo de quê?


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Evangelho
O SENHOR, QUE EU VEJA!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (10, 46-52)


Naquele tempo:
46Jesus saiu de Jericó,
junto com seus discípulos e uma grande multidão.
O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo,
estava sentado à beira do caminho.
47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno,
estava passando, começou a gritar:
'Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!'
48Muitos o repreendiam para que se calasse.
Mas ele gritava mais ainda:
'Filho de Davi, tem piedade de mim!'
49Então Jesus parou e disse: 'Chamai-o'.
Eles o chamaram e disseram:
'Coragem, levanta-te, Jesus te chama!'
50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus.
51Então Jesus lhe perguntou:
'O que queres que eu te faça?'
O cego respondeu: 'Mestre, que eu veja!'
52Jesus disse: 'Vai, a tua fé te curou'.
No mesmo instante, ele recuperou a vista
e seguia Jesus pelo caminho.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


Para refletir e partilhar este texto, considerar os seguintes dados:

01- O Evangelho coloca, fundamentalmente, o problema da atitude do homem frente a Deus. Desautoriza completamente aqueles que se apresentam diante de Deus carregados de autossuficiência, convencidos da sua “bondade”, muito certos dos seus méritos, como se pudessem ser eles exigir algo de Deus e ditar-Lhe as suas condições; propõe, em contrapartida, uma atitude de reconhecimento humilde dos próprios limites, uma confiança absoluta na misericórdia de Deus e uma entrega confiada nas mãos de Deus. É esta segunda atitude que somos convidados a assumir.

02 – O Evangelho coloca, também, a questão da imagem de Deus… Diz-nos que Deus não é um contabilista, uma simples máquina de recompensas e de castigos, mas que é o Deus da bondade, do amor, da misericórdia, sempre disposto a derramar sobre o homem a salvação (mesmo que o homem não mereça) como puro dom. A única condição para “ser justificado” é aceitar humildemente a oferta de salvação que Ele faz.

03 - A atitude de orgulho e de autossuficiência, a certeza de possuir qualidades e méritos em abundância, acaba por gerar o desprezo pelos irmãos. Então, criam-se barreiras de separação (de um lado os “bons”, de outro os “maus”), que provocam segregação e exclusão… Isto acontece com alguma frequência nas nossas comunidades cristãs (e até em muitas comunidades religiosas). Como entender isto, à luz da parábola que Jesus hoje nos propõe?

04 - Nos últimos séculos os homens desenvolveram, a par de uma consciência muito profunda da sua dignidade, uma consciência muito viva das suas capacidades. Isto levou-os, com frequência, à presunção da sua autossuficiência… Os desenvolvimentos da tecnologia, da medicina, da química, dos sistemas políticos convenceram o homem de que podia prescindir de Deus pois, por si só, podia ser feliz. Onde nos tem conduzido esta presunção? Podemos chegar à salvação, à felicidade plena, apenas pelos nossos próprios meios?


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Comentário
VER PARA CRER


Os que vivem em situações de pobreza, de opressão e injustiça são os que sabem apreciar a verdade da libertação. Nisso se parece o cego de qual nos fala hoje o Evangelho. Não é um cego como os demais. Há uma diferença chave: é consciente da sua cegueira. Por isso é capaz de gritar para Jesus e pedir-lhe que tenha compaixão dele. Talvez poderíamos nos aventurar em dizer que este cego não era cego de nascimento, como algum outro que aparece no Evangelho. Sabia o que era ver as coisas, o mundo, as pessoas. Quando ficou cego se deu conta do que perdeu. Por isso seu sofrimento era maior. Ou simplesmente seus familiares lhe falaram como era ver as coisas e os rostos das pessoas, como era o entardecer e o amanhecer com todas as suas cores. Por isso gritava para Jesus. E quando o repreendiam para que se calasse, mais ele gritava. Essa era a sua oportunidade. Com seu grito, estava chamando a atenção sobre sua limitação, sobre sua pobreza. Porém gritar não é educado. Perturbava. Impedia que os discípulos escutassem a voz de Jesus. Por isso pediam para que ele se calasse.  

Em nossa sociedade, às vezes, também é falta de educação expor nossa pobreza, nossas limitações. Mas os pobres, os oprimidos, aqueles que sofrem injustiças e dores estão sempre presentes. Não importa o quanto os joguemos fora de nossa vizinhança ou procuremos outros camimhos para morar, andar...  Oss jovens delinqüentes. Eles vivem no meio da violência. Eles fazem barulho, eles tiram a nossa paz. Mas tenho a impressão de que todas as coisas que nos deixam tão chateados e que colocam uma violência real em nossos bairros são apenas uma maneira de gritar sua miséria, sua necessidade de amor. São basicamente crianças que precisam de uma família que as apoie, que as defenda, que as façam sentir-se seguras.

Jesus devolve a visão ao cego. Porém, o milagre fisico de devolver a visão nos fala de outro milagre mais profundo. Parece que o cego começa a exergar não somente com os olhos, mas também como o coração. Diz o Evangelho em seu final que ... ele recuperou a visão
e seguia Jesus pelo caminho
”. Por isso é possível que tenha muitas maneiras de ser cego, muitos tipos de cegueira. Alguns de nós não temos o privilégio, como o cego, de nos dar conta de que estamos cegos.

Esse é o milagre que hoje temos que pedir a Jesus com toda nossa força. Que nossos corações sejam curados, para abrir nossos olhos, para crer, para levantar e andar de mãos dadas com nossos irmãos e irmãs, construindo fraternidade, construindo o reino, trabalhando para que ninguém seja deixado na beira da estrada, marginalizado, abandonado, para que os gritos daqueles que, perto de nós, nos pedem ajuda não nos incomodem, mas sejam chamados a viver a fraternidade como Jesus quer. Jesus nos dará a força e a graça que precisamos.


PARA REFLEXÃO


Que gritos escutamos em nossa sociedade? Como gritam os pobres de nosso tempo? Que dizem? Como podemos ajuda-los a encontrar o caminho? Pode ser Jesus uma ajuda nesse caminho? Como?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda – Missionários Claretianos - Fernando Torres, cmf 
Liturgia Diária - CNBB 
Dehonianos


 

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