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XXIV Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XXIV Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projetos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projeto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Jahwéh” a figura de Jesus.

No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus percorrerá esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.

A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.


 


Primeira Leitura  
Salmo Responsorial  
Segunda Leitura   
Evangelho  
Comentário  
Fontes de Referência


Primeira Leitura
OFERECI MINHAS COSTAS AOS QUE ME BATIAM.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (50,5-9a)


5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem
e as faces para me arrancarem a barba:
não desviei o rosto
de bofetões e cusparadas.
7Mas, o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
8A meu lado está quem me justifica;
alguém me fará objeções? Vejamos.
Quem é meu adversário? Aproxime-se.
9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador;
quem é que me vai condenar?
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - Não sabemos, efetivamente, quem é este “servo de Jahwéh”; no entanto, os primeiros cristãos vão utilizar este texto como grade para interpretar o mistério de Jesus: Ele foi esse “Servo de Deus” que veio ao mundo para dizer aos homens a Palavra do Pai, que entrou em choque com as forças da opressão e da injustiça, que foi torturado e maltratado porque a sua proposta incomodava os poderosos, que ofereceu a sua vida para trazer a salvação (libertação) aos homens… E a história de Jesus - morto pelos homens, mas que Deus ressuscitou e glorificou - confirma a esperança do “Servo de Jahwéh”: quem confia em Deus e vive na fidelidade às suas propostas, não sairá decepcionado. O exemplo de Jesus mostra que uma vida colocada ao serviço dos projetos de Deus não termina no fracasso, mas na ressurreição que gera vida nova.

2 - Nesta “partilha de vida” que o “Servo de Jahwéh” faz conosco, sobressai a forma absoluta como ele se entrega aos projetos de Deus e a sua total confiança em Deus. Diante do chamamento de Deus, ele não resiste, não discute, “não recua um passo”; mas assume, com total obediência e fidelidade, os desafios que Deus lhe faz, mesmo quando tem de percorrer um caminho de sofrimento e de morte. Para nós que vivemos envolvidos pela cultura da facilidade e do comodismo, para nós que temos medo de arriscar, para nós que preferimos fechar-nos no nosso “cantinho” protegido, arrumado e seguro, o “Servo de Jahwéh” constitui uma poderosa interpelação… É preciso abraçar, com coragem e coerência o projeto que Deus nos confia, mesmo quando esse projeto se cumpre no meio da oposição do mundo; é preciso nos deixar desafiar por Deus e acolher, com generosidade, as propostas que Ele nos faz; é preciso assumir o papel que Deus nos chama a desempenhar e nos empenharmos na transformação do mundo.

3 - O “Servo” sofredor que põe a sua vida, integralmente, ao serviço do projeto de Deus e da salvação dos homens mostra-nos o caminho: a vida, quando é posta ao serviço da libertação dos pobres e dos oprimidos, não é perdida mesmo que pareça, em termos humanos, fracassada e sem sentido. Temos a coragem de fazer da nossa vida uma entrega radical ao projeto de Deus e à libertação dos nossos irmãos? O que é que ainda bloqueia a nossa aceitação de uma opção deste tipo? Temos consciência de que, ao escolher este caminho, estamos gerando vida nova, para nós e para todos aqueles com quem cruzamos nos caminhos deste mundo?


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Salmo Responsorial
ANDAREI NA PRESENÇA DE DEUS,
JUNTO A ELE, NA TERRA DOS VIVOS.

Sl 114,1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9) 


Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.

1Eu amo o Senhor, porque ouve
o grito da minha oração.
2Inclinou para mim seu ouvido,
no dia em que eu o invoquei.
Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.

3Prendiam-me as cordas da morte,
apertavam-me os laços do abismo;
invadiam-me angústia e tristeza: 
4eu então invoquei o Senhor
'Salvai, ó Senhor, minha vida!'

Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.

5O Senhor é justiça e bondade,
nosso Deus é amor-compaixão.
6É o Senhor quem defende os humildes:
eu estava oprimido, e salvou-me.

Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.

8Libertou minha vida da morte, 
enxugou de meus olhos o pranto
e livrou os meus pés do tropeço.
9Andarei na presença de Deus,
junto a ele na terra dos vivos.
Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.


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Segunda Leitura 
A FÉ SE NÃO SE TRADUZ EM  
OBRAS, POR SI SÓ ESTÁ MORTA. 
Leitura da Carta de São Tiago (2,14-18)


14Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, 
quando não a põe em prática?
A fé seria então capaz de salvá-lo?
15Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir
e que lhes falta a comida de cada dia;
16se então alguém de vós lhes disser:
'Ide em paz, aquecei-vos',
e: 'Comei à vontade',
sem lhes dar o necessário para o corpo,
que adiantará isso?
17Assim também a fé:
se não se traduz em obras,
por si só está morta.
18Em compensação, alguém poderá dizer:
'Tu tens a fé e eu tenho a prática!
Tu, mostra-me a tua fé sem as obras,
que eu te mostrarei a minha fé pelas obras!
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - O que é ser cristão? O nosso compromisso cristão é algo que se vive na teoria, ou do compromisso vital? O que caracteriza um cristão não é o conhecimento de belas fórmulas que expressam uma determinada ideologia, nem o cumprimento exato de ritos vazios e estéreis, nem uma assinatura feita no livro de registros de batismo da paróquia, mas é a adesão a Cristo. Ora, aderir a Cristo (fé), significa conformar, a cada instante, a própria vida com os valores de Cristo, seguir Cristo é caminhar no amor a Deus e na entrega total aos irmãos. Não se pode fugir a isto: a  nossa caminhada cristã não é um processo teórico e abstrato concretizado num reino de belas palavras; mas é um compromisso efetivo com Cristo que tem de se traduzir, a cada instante, em gestos concretos em favor dos irmãos .

2 - Que gestos são esses? São os gestos que Cristo realizou e que o tornaram, aos olhos dos seus concidadãos, um sinal de Deus. Ora, Cristo lutou pela justiça e pela verdade, denunciou tudo o que escravizava o homem e o impedia de ser feliz, foi ao encontro dos marginalizados e manifestou-lhes o amor de Deus, realizou gestos de serviço e de partilha, distribuiu o perdão e a paz, ofereceu a sua própria vida para salvar os seus irmãos. Assim, quem segue a Cristo tem de lutar, objetivamente, contra as estruturas que geram injustiça e opressão; tem de acolher e amar aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita; tem de denunciar uma sociedade construída sobre esquemas de egoísmo e de mostrar, com o seu testemunho, que só a partilha e o amor tornam o homem feliz; tem de quebrar a espiral da violência e do ódio e propor a tolerância e o amor…

3 - Por vezes há uma profunda dicotomia, nas nossas comunidades cristãs, entre a fé e a vida. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias solenes, em procissões suntuosas, na construção de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes… e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há críticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor… De acordo com os ensinamentos da Carta de Tiago, a nossa religião será verdadeira se não se traduzir em gestos concretos de amor e de fraternidade?


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Evangelho        
TU ÉS O MESSIAS...O FILHO DO HOMEM DEVE SOFRER MUITO.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (8,27-35)


Naquele tempo: 
27Jesus partiu com seus discípulos
para os povoados de Cesaréia de Filipe.
No caminho perguntou aos discípulos:
'Quem dizem os homens que eu sou?'
28Eles responderam:
'Alguns dizem que tu és João Batista;
outros que és Elias;
outros, ainda, que és um dos profetas'.

29Então ele perguntou:
'E vós, quem dizeis que eu sou?'
Pedro respondeu:
'Tu és o Messias'.
30Jesus proibiu-lhes severamente
de falar a alguém a seu respeito.
31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo
que o Filho do Homem devia sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei;
devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias.
32Ele dizia isso abertamente.
Então Pedro tomou Jesus à parte
e começou a repreendê-lo.
33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos
e repreendeu a Pedro, dizendo:
'Vai para longe de mim, Satanás!'
Tu não pensas como Deus,
e sim como os homens'.
34Então chamou a multidão com seus discípulos
e disse: 'Se alguém me quer seguir,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.
35Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la;
mas quem perder a sua vida por causa de mim
e do Evangelho, vai salvá-la.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus? Muitos dos nossos conterrâneos enxergam em Jesus um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente; outros enxergam em Jesus um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; alguns enxergam em Jesus um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança nos corações das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo fenômeno; outros, ainda, enxergam em Jesus um revolucionário, ingênuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter o “status quo”. Estas visões apresentam Jesus como “um homem” - embora “um homem excepcional”, que marcou a história e deixou uma recordação imorredoura. Jesus foi apenas um “homem” que deixou a sua pegada na história, como tantos outros que a história absorveu e digeriu?

2 - “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para segui-lo… Quem é Cristo para mim? Ele é o Messias libertador, que o Pai enviou ao meu encontro com uma proposta de salvação e de vida plena?

3 – o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se... Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?

4 - Jesus tornou-se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens, através do amor, do serviço, do dom da vida, o caminho da salvação, da vida verdadeira. Neste texto, fica claramente expressa a fidelidade radical de Jesus a esse projeto. Por isso, Ele não aceita que nada nem ninguém O afaste do caminho do dom da vida: dar ouvidos à lógica do mundo e esquecer os planos de Deus é, para Jesus, uma tentação diabólica que Ele rejeita duramente. Que significado e que lugar ocupam na minha vida os projetos de Deus? Sou capaz de acolher e de viver com fidelidade e radicalidade as propostas de Deus, mesmo quando elas são exigentes e vão contra os meus interesses e projetos pessoais?

5 – Para sermos verdadeiros cristãos e seguidores de Jesus, podemos nos perguntar:

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser batizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.
O que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a autossuficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, olhando para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheio as lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.
O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.


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Comentário
É TEMPO DE NOS DECIDIR POR JESUS. 


Na vida há tempos e momentos que exigem decisões sérias, que depois devem ser assumidas com todas suas consequências. Jesus pôs aos apóstolos ante eles uma dessas decisões, naquele diálogo que teve com eles próximo de Cesaréia de Filipe. Pediu-lhes, nem mais nem menos, que se definissem ante ele. Hoje a pergunta ressoa também para nós. “E vocês, quem dizem que sou eu?” Não é simples a questão. Pedro dá a impressão de que é capaz de responder de bate pronto. Porém, não é difícil se dar conta de que sua resposta não tem muito peso. Na realidade Pedro não tinha entendido nada ou quase nada. Quando Jesus começa a explicar o que significa que ele é o Messias, então Pedro se empenha em tratar de repreendê-lo. Mas Jesus se desentende com Pedro e segue propondo o que vai ser sua vida e a vida de seus seguidores. “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga...”.     

É que o cristão pode ser que encontre resistência nos que lhe rodeiam ou na sociedade. O ambiente pode-lhe fazer mais difícil ser cristão. É verdade. Mas há outra resistência que provem de dentro da pessoa. É a resistência à Palavra de Deus. A ela alude a leitura do profeta Isaías: “O Senhor fez-me ouvir suas palavras e eu não opus resistência.”. O profeta não se opôs, mais nós talvez sim. Talvez tenhamos medo assumir as consequências de seguir a Jesus, de nos comportar como cristãos, em nossa família ou em nossa comunidade, de nos aproximar aos mais fracos e necessitados e compartilhar com eles nosso tempo ou nossos bens, de perdoar generosamente como Deus... Devemos ser fortes para sermos cristão e amar a todos como Deus nos amou em Cristo. Em nossos ouvidos voltam a ressoar as palavras de Jesus: “Se alguém me quer seguir...”.

Porque ser cristão não é questão de soltar um grito em um momento determinado, e dizer “Sim, eu quero seguir a Jesus”, e depois esquecer-se do dito e seguir como se nada mudasse em nossa vida. Ser cristão significa comportar-se como tal não só aos domingos, mais em todos os dias da semana. Não vá ser que se nos apresente o apóstolo São Tiago e nos pergunte (segunda leitura): “que adianta alguém dizer que tem fé, quando não a põe em prática?” Pode ser dito mais alto, mas não mais claro. Além disso, sabemos que é verdade. A fé demonstra-se nas obras, na forma de se relacionar com nossos irmãos e irmãs, em nossa capacidade para compartilhar a nossa vida e o que temos, na capacidade de amar sem medida e perdoar generosamente. Decidir-nos por Jesus não só é confessar como Pedro em Cesaréia de Filipe que é o “MESSIAS”. Decidir-nos por Jesus é viver as consequências de ser cristão a cada dia de nossa vida. 


Para a reflexão


O que acreditamos que nos pede Jesus que façamos para lhe seguir? Custa-nos escutar sua Palavra? Comportamo-nos sempre como cristãos? Em que poderíamos melhorar para ser mais coerentes entre nosso ir a missa nos domingos e o que fazemos no resto dos dias?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda  - Fernando Torres, cmf  
Liturgia Diária   
Dehonianos


 

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