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XVIII Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XVIII Domingo do Tempo Comum repete, no essencial, a mensagem das leituras do domingo passado. Assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao seu Povo o alimento que dá a vida eterna e definitiva.

A primeira leitura dá-nos conta da preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá vida. A ação de Deus não vai, apenas, no sentido de satisfazer a fome física do seu Povo; mas pretende também (e principalmente) ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas, a sair do seu fechamento e a tomar consciência de outros valores.

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o “PÃO” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “PÃO” - isto é, que escutem as palavras que Ele diz e que as acolham no coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta.

A segunda leitura nos diz que a adesão a Jesus implica em deixar de ser homem velho e passar a ser homem novo. Aquele que aceita Jesus como o “PÃO” que dá vida e adere a Ele, passa a ser outra pessoa. O encontro com Cristo deve significar, para qualquer homem, uma mudança radical, um jeito completamente diferente de se situar frente a Deus, frente aos irmãos, frente a si próprio e frente ao mundo.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência

 

Primeira Leitura
EU FAREI CHOVER PARA VÓS O PÃO DO CÉU.
Leitura do
Livro do Êxodo (16,2-4.12-16)


Naqueles dias:
2A comunidade dos filhos de Israel pôs-se a
murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo:
3'Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor
no Egito, 
quando nos sentávamos junto às panelas de carne
e comíamos pão com fartura!
Por que nos trouxestes a este deserto
para matar de fome a toda esta gente?'
4O Senhor disse a Moisés:
'Eis que farei chover para vós o pão do céu.
O povo sairá diariamente
e só recolherá a porção de cada dia
a fim de que eu o ponha à prova,
para ver se anda ou não na minha lei.
12'Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel.
Dize-lhes, pois:
'Ao anoitecer, comereis carne,
e pela manhã vos fartareis de pão.
Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus' '.
13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes
e cobriu o acampamento;
e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho
ao redor do acampamento.
14Quando se evaporou o orvalho que caíra,
apareceu na superfície do deserto
uma coisa miúda, em forma de grãos,
fina como a geada sobre a terra.
15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si:
'Que é isto?' Porque não sabiam o que era.
Moisés respondeu-lhes:
'Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - Mais uma vez, a Palavra de Deus que nos é proposta nos mostra a preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá vida. A ação de Deus não vai, apenas, no sentido de satisfazer a fome física do seu Povo; mas pretende também ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas, a sair do seu fechamento e a tomar consciência de outros valores. Para Deus, “ALIMENTAR” o Povo é ajudá-lo a descobrir os caminhos que conduzem à felicidade e à vida verdadeira. O Deus em quem acreditamos é o mesmo Deus que, no deserto, ofereceu a Israel a possibilidade de libertar-se de uma mentalidade de escravo e de descobrir o caminho para a vida nova da liberdade e da felicidade… Ele vai conosco ao longo da nossa caminhada pelo deserto da vida, vê as nossas necessidades, conhece os nossos limites, percebe a nossa tendência para o egoísmo e o comodismo e, em cada dia, aponta-nos caminhos novos, convida-nos a ir mais além, mostra-nos como podemos chegar à terra da liberdade e da vida verdadeira.

2 - As “saudades” que os israelitas sentem do Egito, onde estavam “sentados junto de panelas de carne” e tinham “pão com fartura”, revela a realidade de um Povo acomodado à escravidão, instalado tranquilamente numa vida sem perspectivas e sem saída, incapaz de arriscar, de enfrentar o novo, de saia da zona de conforto e aceitar a liberdade que se constrói na luta e no risco. Esta mentalidade de escravidão continua bem viva no nosso mundo… É a mentalidade daqueles que vivem obcecados pelo “ter” e que são capazes de renunciar à sua própria dignidade para acumular bens materiais; é a mentalidade daqueles que trocam valores importantes pelos “cinco minutos de fama” e de exposição mediática; é a mentalidade daqueles que têm como único objetivo na vida a satisfação das suas necessidades mais básicas; é a mentalidade daqueles que se instalam nos seus preconceitos e se recusam a ir mais além, a deixarem-se interpelar pela novidade e pelos desafios de Deus; é a mentalidade daqueles que vivem voltados para o passado, recusando-se a enfrentar os desafios da história e a descobrir o que há de positivo e de desafiante nos novos tempos; é a mentalidade daqueles que se resignam à mediocridade e que não fazem nenhum esforço para que a sua vida faça sentido… A Palavra de Deus que nos é proposta diz-nos: o nosso Deus não Se conforma com a resignação, o comodismo,  a mediocridade que fazem de nós escravos e que nos impedem de chegar à vida verdadeira, plenamente vivida e assumida; Ele vem ao nosso encontro, desafia-nos a ir mais além, aponta-nos caminhos, convida-nos a crescer e a dar passos firmes e seguros em direção à liberdade e à vida nova… E, durante o caminho, nunca estaremos sozinhos, pois Ele vai ao nosso lado.

3 - A ideia de que Deus dá ao seu Povo, dia a dia, o pão necessário para a subsistência (proibindo “juntar” mais do que o necessário para cada dia) pretende ajudar o Povo a libertar-se da tentação do “ter”, da ganância, da ambição desmedida. É um convite, também a nós, a não nos deixarmos dominar pelo desejo descontrolado de posse dos bens, a libertarmos o nosso coração da ganância que nos torna escravos das coisas materiais, a não vivermos obcecados e angustiados com o futuro, a não colocarmos na conta bancária a nossa segurança e a nossa esperança. Só Deus é a nossa segurança, pois só Ele nos liberta e nos leva ao encontro da vida definitiva.


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Salmo Responsorial
O SENHOR DEU A COMER O PÃO DO CÉU.
Sl 77,3.4bc.23-24.25.54 (R. 24b)


O Senhor deu a comer o pão do céu.

3Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,
e transmitiram para nós os nossos pais,
4bnão haveremos de ocultar a nossos filhos,
mas à nova geração nós contaremos:
4cAs grandezas do Senhor e seu poder.

O Senhor deu a comer o pão do céu.

23Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,
e as comportas das alturas fez abrir;
24fez chover-lhes o maná e alimentou-os,
e lhes deu para comer o pão do céu.
O Senhor deu a comer o pão do céu.

25O homem se nutriu do pão dos anjos,
e mandou-lhes alimento em abundância;
54Conduziu-os para a Terra Prometida,
para o Monte que seu braço conquistou;

O Senhor deu a comer o pão do céu.


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Segunda Leitura
REVESTI O HOMEM NOVO, CRIADO À IMAGEM DE DEUS.
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (4,17.20-24)


Irmãos:
17Eis pois o que eu digo e atesto no Senhor:
não continueis a viver como vivem os pagãos,
cuja inteligência os leva para o nada.
20Quanto a vós,
não é assim que aprendestes Cristo,
21se ao menos foi bem ele que ouvistes falar,
e se é ele que vos foi ensinado,
em conformidade com a verdade que está em Jesus.
22Renunciando à vossa existência passada,
despojai-vos do homem velho,
que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras,
23e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade.
24Revesti o homem novo,
criado à imagem de Deus,
em verdadeira justiça e santidade.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 -  O cristão é alguém que encontrou Cristo, que escutou o seu chamamento, que aderiu à sua proposta. A consequência dessa adesão é viver de uma forma diferente, de acordo com valores diferentes, e com uma outra mentalidade. O encontro com Cristo deve significar, para qualquer homem, uma mudança radical, um jeito completamente diferente de se situar face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo. Devemos tomar consciência que também nós encontrámos Cristo, fomos chamados por Ele, aderimos à sua proposta e assumimos com Ele um compromisso. O momento do nosso Batismo não foi um momento para cumprir um rito cultural qualquer; mas é um verdadeiro momento de encontro com Cristo, de compromisso com Ele e o início de uma caminhada para qual Deus nos chama a percorrer, com coerência, pela vida fora, até chegarmos ao homem novo.

2 - Paulo convida insistentemente os crentes a deixar a vida do homem velho… O homem velho é o homem dominado pelo egoísmo, pelo orgulho, que vive de coração fechado a Deus e aos irmãos, que vive instalado em esquemas de opressão e de injustiça, que gasta a vida correndo atrás dos deuses errados, que se deixa dominar pela cobiça, pela corrupção, pela ira, pela maldade e se recusa escutar a proposta libertadora que Deus apresenta. Provavelmente, não nos vemos na totalidade deste quadro;mas não teremos momentos em que construímos a nossa vida à margem das propostas de Deus e em que negligenciamos os valores de Deus para abraçar outros valores que nos escravizam?

3 - Paulo apela para que os crentes vivam a vida do homem novo. O homem novo é o homem continuamente atento às propostas de Deus, que aceita integrar a família de Deus, que não se conforma com a maldade, a injustiça, a exploração, a opressão, que procura viver na verdade, no amor, na justiça, na partilha, no serviço, que pratica obras de misericórdia, de humildade, que dia a dia dá testemunho, com alegria e simplicidade, dos valores de Deus. É este o meu “projeto” de vida? Os meus gestos e atitudes de cada dia manifestam a realidade de um homem novo, que vive em comunhão com Deus e no amor aos irmãos?

4 - Todos nós, no dia do nosso Batismo, optámos pelo homem novo… É preciso, no entanto, termos consciência que a construção do homem novo nunca é um processo acabado… A monotonia, o cansaço, os problemas da vida, as influências do mundo, a nossa preguiça e o nosso comodismo levam-nos, muitas vezes, a nos instalar na mediocridade, na não exigência, na acomodação; então, o homem velho espreita-nos a cada esquina e toma conta de nós… Precisamos ter consciência de que em cada minuto que passa tudo começa outra vez; precisamos renovar continuamente as nossas opções e o nosso compromisso, numa atenção constante ao chamamento de Deus. O cristão não cruza os braços considerando que já atingiu um nível satisfatório de perfeição; mas está sempre numa atitude de vigilância e de conversão, para poder responder adequadamente, em cada instante, aos desafios sempre novos de Deus.


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Evangelho
QUEM VEM A MIM NÃO TERÁ MAIS FOME E
QUEM CRÊ EM MIM NUNCA MAIS TERÁ SEDE.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo João (6,24-35)


Naquele tempo:
24Quando a multidão viu
que Jesus não estava ali,
nem os seus discípulos,
subiram às barcas 
e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.
25Quando o encontraram no outro lado do mar,
perguntaram-lhe:
'Rabi, quando chegaste aqui?'
26Jesus respondeu:
'Em verdade, em verdade, eu vos digo:
estais me procurando não porque vistes sinais,
mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos.
27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde,
mas pelo alimento que permanece até a vida eterna,
e que o Filho do Homem vos dará.
Pois este é quem o Pai marcou com seu selo'.
28Então perguntaram:
'Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?'
29Jesus respondeu:
'A obra de Deus é que acrediteis
naquele que ele enviou'.
30Eles perguntaram:
'Que sinal realizas, 
para que possamos ver e crer em ti?'
Que obra fazes?
31Nossos pais comeram o maná no deserto,
como está na Escritura:
'Pão do céu deu-lhes a comer'.
32Jesus respondeu:
'Em verdade, em verdade vos digo,
não foi Moisés quem vos deu
o pão que veio do céu.
É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu.
33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu
e dá vida ao mundo'.
34Então pediram:
'Senhor, dá-nos sempre desse pão'.
35Jesus lhes disse:
'Eu sou o pão da vida.
Quem vem a mim não terá mais fome
e quem crê em mim nunca mais terá sede.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - Jesus é o Deus que Se revestiu da nossa humanidade e veio ao nosso encontro para nos revelar o seu amor. O seu projeto consiste em libertar os homens de tudo aquilo que os oprime e que rouba a vida. O nosso texto mostra Jesus atento às necessidades da multidão, empenhado em saciar a fome de vida dos homens, preocupado em apontar o caminho que conduz da escravidão à liberdade. A atitude de Jesus é, para nós, uma expressão clara do amor e da bondade de um Deus sempre atento às necessidades do seu Povo. Garante-nos que, ao longo do caminho da vida, Deus vai ao nosso lado, atento aos nossos dramas e as nossas misérias, empenhado em satisfazer as nossas necessidades, preocupado em nos da o “pão” que sacia a nossa fome de vida. A nós, compete abrir o coração ao seu amor e acolher as propostas libertadoras que Ele nos faz.

2 - A “fome” de pão que a multidão sente e que Jesus quer saciar é um símbolo da fome de vida que faz sofrer tantos dos nossos irmãos… Os que têm “fome” são aqueles que são explorados e injustiçados e que não conseguem libertar-se; são os que vivem na solidão, sem família, sem amigos e sem amor; são os que têm que deixar a sua terra e enfrentar uma cultura, uma língua, um ambiente estranho para poderem oferecer condições de subsistência à sua família; são os marginalizados, abandonados, segregados por causa da cor da sua pele, por causa do seu estatuto social ou econômico, ou por não terem acesso à educação e aos bens culturais de que a maioria desfruta; são as crianças vítimas da violência e da exploração; são as vítimas da economia global, cuja vida dança ao sabor dos interesses das multinacionais; são as vítimas do imperialismo e dos interesses dos grandes do mundo… É a esses e a todos os outros que têm “fome” de vida e de felicidade, que a proposta de Jesus se dirige.

3 - No nosso Evangelho, Jesus dirige-Se aos seus discípulos e diz-lhes: “dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos de Jesus são convidados a continuar a missão de Jesus e a distribuírem o “pão” que mata a fome de vida, de justiça, de liberdade, de esperança, de felicidade de que os homens sofrem. Depois disto, nenhum discípulo de Jesus pode olhar tranquilamente os seus irmãos com “fome” e dizer que não tem nada com isso… Os discípulos de Jesus são convidados a responsabilizarem-se pela “fome” dos homens e a fazerem tudo o que está ao seu alcance para devolver a vida e a esperança a todos aqueles que vivem na miséria, no sofrimento, no desespero.

4 - No nosso Evangelho, os discípulos constatam que, recorrendo ao sistema econômico vigente, é impossível responder à “fome” dos necessitados. O sistema capitalista vigente será sempre um sistema que se apoia na lógica egoísta do lucro e que só cria mais opressão, mais dependência, mais necessidade. Não chega criar melhores programas de assistência social ou programas de rendimento mínimo garantido, ou outros sistemas que apenas perpetuam a injustiça… Os discípulos de Jesus têm de encontrar outros caminhos e de propor ao mundo que adote outros valores. Quais? Jesus propõe algo de realmente novo: propõe uma lógica de partilha.

5 - Os discípulos de Jesus são convidados a reconhecer que os bens são um dom de Deus para todos os homens e que pertencem a todos; são convidados a quebrar a lógica do acumulo de bens e pôr os dons de Deus ao serviço de todos. Como resultado um novo relacionamento fraterno entre quem dá e quem recebe, feito de reconhecimento e harmonia que enriquece ambos e é o pressuposto de uma nova ordem, de um novo relacionamento entre os homens. É esta a proposta de Deus; é isto que os discípulos são chamados a dar testemunho. Os discípulos de Jesus não podem, contudo, dirigir-se aos irmãos necessitados olhando-os “de cima”, instalados nos seus esquemas de poder e autoridade, usando a caridade como instrumento de apoio aos seus projetos pessoais, ou exigindo algo em troca… Os discípulos de Jesus devem ser um grupo humilde, sem pretensão alguma de poder e de domínio, e que apenas está preocupado em servir os irmãos com “fome”.

6 - O que resulta da proposta de Jesus é uma humanidade totalmente livre da escravidão dos bens. Os necessitados tornam-se livres porque têm o necessário para viver uma vida digna e humana; os que repartem os bens libertam-se da lógica egoísta dos bens e da escravidão do dinheiro e descobrem a liberdade do amor e do serviço. No final, os discípulos são convidados a recolher os restos, que devem servir para outras “multiplicações”. A tarefa dos discípulos de Jesus é uma tarefa nunca acabada, que deverá recomeçar em qualquer tempo e em qualquer lugar onde haja um irmão “com fome”.


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Comentário
O PÃO QUE DÁ A VIDA


Há muitas classes de pão. Talvez porque haja muitas classes de fome. Há pessoas que vivem pensando e querendo tanto o pão de amanhã que não desfrutam do pão que têm à frente agora. Ou talvez chorem porque ontem não tiveram pão, sem ver o banquete que está preparado diante deles. Há também aqueles que só são capazes de se preocupar com o seu estomago, são incapazes de se dar conta de que há irmãos e irmãs perto que não tem o pão necessário.

E a maioria da humanidade trabalha duramente todos os dias para conseguir pão, arroz ou milho, necessários para sobreviver, para poder chegar ao dia seguinte. Só eles sabem o quão é necessário "nosso pão de cada dia". E geralmente são eles que melhor sabem desfrutar, agradecer e saborear o pão que têm à mesa todos os dias, seja fruto do trabalho ou doação. Quando a vida é vivida por um fio, tudo o que você tem é pura graça e é recebido como um presente.

 Aqueles que haviam comido o pão que Jesus lhes dera foram procurá-lo quando perceberam que ele havia desaparecido. Eles tinham desfrutado tanto. O pão estava tão delicioso. Para aqueles cuja vida significava apenas luta e sofrimento, o fato de terem recebido tal banquete, um pouco de pão e um peixinho, era motivo suficiente para buscar aquele que os havia presenteado. Por isso, buscam Jesus.

Certamente, aqueles que procuraram Jesus, de quem o Evangelho fala hoje, não entenderam a princípio o que significava que Jesus era o "pão da vida". O que eles entendiam com total clareza era sobre o pão e o peixe que comiam, que Jesus lhes dera, que os faziam sentir-se satisfeitos e talvez lhes possibilitassem tirar uma boa soneca. E eles entenderam isso simplesmente porque estavam com fome. Levará um longo processo até que eles passem da fome física para a fome de vida que Jesus lhes oferecia para satisfazer. Mas, pelo menos, o primeiro passo já foi dado. Pelo contrário, aqueles que não estão com fome desprezam o pão, aqueles que se sentem saciados não precisam de nada. Jesus pode estar em sua vida, mas não passará de um adorno.


Para a reflexão


Que tipos de fomes há em nosso mundo? Em nossa comunidade? Em nossa família? Em nós mesmos? É Jesus só um adorno em nossa vida ou em nossa família ou realmente encontramos nele o “pão de vida”? Que significa para nós que Jesus seja o “pão de vida”?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda  - Fernando Torres, cmf
Liturgia Diária
Dehonianos


 

 

 

 

 

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