Últimas
Orações para a Segunda Semana do Advento
Domingo - Algumas vezes, Senhor, eu considero minha vida como uma v
II Domingo do Advento (Ano C)
Podemos situar o tema do II domingo do Advento à volta da missão
08 de dezembro - Imaculada Conceição
O dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8.12.1854 por Pio
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qua Dez 12 @ 8:00PM -
Terço dos Homens
Qui Dez 13 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Dez 13 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Dez 20 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Dez 20 @ 8:00PM -
Grupo de Oração

XVI Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum dá-nos conta do amor e da solicitude de Deus pelas “ovelhas sem pastor”. Esse amor e essa solicitude traduzem-se, naturalmente, na oferta de vida nova e plena que Deus faz a todos os homens.
Na primeira leitura, pela voz do profeta Jeremias, Jahwéh condena os pastores indignos que usam o “rebanho” para satisfazer os seus próprios projetos pessoais; e, paralelamente, Deus anuncia que vai, Ele próprio, tomar conta do seu “rebanho”, assegurando-lhe a fecundidade e a vida em abundância, a paz, a tranquilidade e a salvação.
O Evangelho recorda-nos que a proposta salvadora e libertadora de Deus para os homens, apresentada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos. Os discípulos de Jesus são - como Jesus o foi - as testemunhas do amor, da bondade e da solicitude de Deus por esses homens e mulheres que caminham pelo mundo perdidos e sem rumo, “como ovelhas sem pastor”. A missão dos discípulos tem, no entanto, de ter sempre Jesus como referência… Com frequência, os discípulos enviados ao mundo em missão devem vir ao encontro de Jesus, dialogar com Ele, escutar as suas propostas, elaborar com Ele os projetos de missão, confrontar o anúncio que apresentam com a Palavra de Jesus.
Na segunda leitura, Paulo fala aos cristãos da cidade de Éfeso da solicitude de Deus pelo seu Povo. Essa solicitude manifestou-se na entrega de Cristo, que deu a todos os homens, sem exceção, a possibilidade de integrarem a família de Deus. Reunidos na família de Deus, os discípulos de Jesus são agora irmãos, unidos pelo amor. Tudo o que é barreira, divisão, inimizade, ficou definitivamente superado.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência 

Primeira Leitura
REUNIREI O RESTO DE MINHAS OVELHAS.
SUSCITAREI PARA ELAS PASTORES.
Leitura do Profeta Jeremias (23,1-6)


1'Ai dos pastores que deixam perder-se
e dispersar-se o rebanho de minha pastagem,
diz o Senhor!
2Deste modo, isto diz o Senhor, Deus de Israel,
aos pastores que apascentam o meu povo:
Vós dispersastes o meu rebanho,
e o afugentastes e não cuidastes dele;
eis que irei verificar isso entre vós
e castigar a malícia de vossas ações, diz o Senhor.
3E eu reunirei o resto de minhas ovelhas
de todos os países para onde forem expulsas,
e as farei voltar a seus campos,
e elas se reproduzirão e multiplicarão.
4Suscitarei para elas novos pastores
que as apascentem;
não sofrerão mais o medo e a angústia,
nenhuma delas se perderá, diz o Senhor.
5Eis que virão dias,
diz o Senhor,
em que farei nascer um descendente de Davi;
reinará como rei e será sábio,
fará valer a justiça e a retidão na terra.
6Naqueles dias, Judá será salvo
e Israel viverá tranquilo;
este é o nome com que o chamarão:
'Senhor, nossa Justiça.'
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 – Primeiramente, a Primeira Leitura mostra a preocupação de Deus com a vida e a felicidade do seu Povo. Nos momentos conturbados da nossa história (coletiva ou pessoal) sentimo-nos, muitas vezes, órfãos, perdidos e abandonados ao sabor dos ventos e das marés… As catástrofes que afetam o mundo, os conflitos que dividem os povos, a miséria que toca a vida de tantos dos nossos irmãos, os perigos dos fundamentalismos, as mudanças vertiginosas que o mundo todos os dias sofre a perda dos valores em que apostávamos as novas e velhas doenças, as crises pessoais, os problemas laborais, as dificuldades familiares trazem-nos a consciência da nossa pequenez e impotência frente aos grandes desafios que o mundo hoje nos apresenta. Sentimo-nos, então, “ovelhas” sem rumo e sem destino, abandonadas à nossa sorte. Por vezes, no nosso desespero, apostamos em “pastores” humanos que, em lugar de nos conduzirem para a vida e para a felicidade, nos usam para satisfazer a sua ânsia de protagonismo e para realizar os seus projetos egoístas… A Palavra de Deus que nos é proposta neste domingo garante-nos que Deus é o “PASTOR” que se preocupa conosco, que está atento a cada uma das suas “ovelhas”; Ele cuida das nossas necessidades e está permanentemente disposto a intervir na nossa história para nos conduzir por caminhos seguros e para nos oferecer a vida e a paz. É n’Ele que temos de apostar, é n’Ele que temos de confiar. Esta constatação deve ser para todos os crentes, uma fonte de alegria, de esperança, de serenidade e de paz.

2 - As ameaças contra os maus pastores apresentadas neste texto de Jeremias talvez nos tenham levado a pensar nos líderes do mundo, nos nossos governantes e, talvez também, nos líderes da Igreja. Na verdade, a nossa história recente está cheia de situações em que as pessoas encarregadas de cuidar da comunidade humana usaram o “rebanho” em benefício próprio e magoaram, torturaram, roubaram, assassinaram, privaram de vida e de felicidade essas pessoas que Deus lhes confiou… De qualquer forma, este texto toca-nos a todos, pois todos somos responsáveis pelos irmãos que caminham conosco. Convida-nos a reflectir sobre a forma como tratamos os irmãos, na família, na Igreja, no emprego, em qualquer lado… Recorda-nos que os irmãos que caminham conosco não estão ao serviço dos nossos interesses pessoais e que a nossa função é ajudar todos a encontrar a vida e a felicidade.

3 - O nosso texto faz referência a “um rei” que Deus vai enviar ao encontro do seu Povo e que governará com sabedoria e justiça. Jesus é a concretização desta promessa. Ele veio propor ao “rebanho” de Deus a vida plena e verdadeira… Como é que nós, as “ovelhas” a quem se destina a proposta de salvação que Deus nos faz em Jesus, acolhemos o que Ele nos veio dizer? As propostas de Jesus encontram eco na nossa vida? Estamos sempre dispostos a acolher as indicações e os valores que Ele nos apresenta?


voltar


Salmo Responsorial
O SENHOR É O PASTOR QUE ME CONDUZ:
FELICIDADE E TODO BEM HÃO DE SEGUIR-ME!
Sl 22,1-3a.3b-4.5.6 (R. 1.6a)


O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

1O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
2Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,
3e restaura as minhas forças.

O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

3bEle me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei;
estais comigo com bastão e com cajado;
eles me dão a segurança!

O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

5Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo,
e com óleo vós ungis minha cabeça;
o meu cálice transborda.

O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

6Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor, habitarei
pelos tempos infinitos.

O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!


voltar


Segunda Leitura
ELE É A NOSSA PAZ; DO QUE
ERA DIVIDIDO FEZ UMA UNIDADE.
Leitura da Leitura da Carta de Paulo aos (Efésios 2, 13-18)

Irmãos:
13Agora, em Jesus Cristo,
vós que outrora estáveis longe,
vos tornastes próximos,
pelo sangue de Cristo.
14Ele, de fato, é a nossa paz:
do que era dividido, ele fez uma unidade.
Em sua carne ele destruiu o muro de separação:
a inimizade.
15Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos.
Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão,
criar em si um só homem novo,
estabelecendo a paz.
16Quis reconciliá-los com Deus,
ambos em um só corpo,
por meio da cruz;
assim ele destruiu em si mesmo a inimizade.
17Ele veio anunciar a paz a vós que estáveis longe,
e a paz aos que estavam próximos.
18É graças a ele que uns e outros,
em um só Espírito,
temos acesso junto ao Pai.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - O texto que nos é proposto tem, como pano de fundo, essa verdade fundamental que a liturgia nos recorda todos os domingos: Deus tem uma proposta de salvação para oferecer a todos os homens, sem exceção; e essa proposta tem como finalidade inserir-nos na família de Deus. A constatação de que para Deus não há distinções e todos são, igualmente, filhos amados - para além das possíveis diferenças rácicas, étnicas, sociais ou culturais - é algo que nos tranquiliza, e que nos dá serenidade, esperança e paz. O nosso Deus é um pai que não marginaliza nenhum dos seus filhos; e, se tem alguma predileção, não é por aqueles que o mundo admira e endeusa, mas é pelos mais débeis, pelos mais fracos, pelos oprimidos, pelos que mais sofrem.

2 - O que é verdadeiramente importante, na perspectiva de Deus, não é a cor da pele, nem as capacidades intelectuais, nem as qualidades humanas, nem a pertença a determinada instituição política ou religiosa, nem as contribuições (em dinheiro ou em obras) que se dão à Igreja; mas o que é decisivo é ter disponibilidade para acolher a vida que Ele oferece e para aderir à proposta de caminho que Ele faz. Estou sempre numa permanente atitude de escuta das propostas de Deus, ou vivo fechado a Deus e às suas indicações, num caminho de orgulho e de autossuficiência? Para mim, o que é que significam as propostas de Deus? Elas influenciam as minhas opções, os meus valores, as minhas atitudes? A forma como eu me relaciono com todos os homens e mulheres que encontro nos caminhos deste mundo é coerente com essa proposta de vida que Deus me faz?

3 - A comunidade cristã é uma família de irmãos, que partilham a mesma fé e a mesma proposta de vida. É um “corpo”, formado por uma grande diversidade de membros, onde todos se sentem unidos em Cristo e entre si numa efetiva fraternidade. As nossas comunidades (cristãs ou religiosas) são, efetivamente, comunidades de irmãos que se amam, para além das diferenças legítimas que há entre os membros? Nas nossas comunidades todos os irmãos são acolhidos e amados, ou há irmãos considerados de segunda classe, marginalizados e maltratados? Eu, pessoalmente, como é que vejo esses irmãos na fé que caminham comigo? Perante as diferenças de perspectiva, como é que eu reajo: com respeito pela opinião do outro, ou com intolerância?


voltar


Evangelho
ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos (6, 30-34)


Naquele tempo:
30Os apóstolos reuniram-se com Jesus
e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.
31Ele lhes disse:
'Vinde sozinhos para um lugar deserto,
e descansai um pouco'.
Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo
que não tinham tempo nem para comer.
32Então foram sozinhos, de barco,
para um lugar deserto e afastado.
33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles.
Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.
34Ao desembarcar,
Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão,
porque eram como ovelhas sem pastor.
Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1- A proposta salvadora e libertadora de Deus para os homens, apresentada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos. Os discípulos de Jesus são as testemunhas do amor, da bondade e da solicitude de Deus por esses homens e mulheres que caminham pelo mundo perdidos e sem rumo, “como ovelhas sem pastor”. As vítimas da economia global, da sociedade, da família, que são colocados à margem, encontram em cada um de nós, discípulos de Jesus, o amor, a bondade e a solicitude de Deus?Que fizemos com essa proposta de vida nova e de libertação que Jesus nos mandou testemunhar diante das “ovelhas sem pastor”?

2 - A missão dos discípulos não pode ser desligada de Jesus. Os discípulos devem, com frequência, reunir-se à volta de Jesus, dialogar com Ele, escutar os seus ensinamentos, confrontar permanentemente a pregação feita com a proposta de Jesus. Por vezes, os discípulos  mergulham num ativismo descontrolado e acabam por perder as referências; deixam de ter tempo e disponibilidade para se encontrarem com Jesus, para confrontarem as suas opções e motivações com o projeto de Jesus… Por vezes, passam a “vender”, como verdade libertadora, soluções que são parciais e que geram dependência e escravidão; outras vezes, tornam-se funcionários eficientes, que resolvem problemas sociais pontuais, mas sem oferecerem às “ovelhas sem pastor” uma libertação verdadeira e global; outras, ainda, cansam-se e abandonam a atividade e o testemunho… Jesus é que dá sentido à missão do discípulo e que permite ao discípulo, tantas vezes fatigado e desanimado, voltar a descobrir o sentido das coisas e renovar o se empenho.

3 - A comoção de Jesus diante das “ovelhas sem pastor” é sinal da sua preocupação e do seu amor. Revela a sua sensibilidade e manifesta a sua solidariedade para com todos os sofredores. A comoção de Jesus convida-nos a sermos sensíveis às dores e necessidades dos nossos irmãos. Todo o homem é nosso irmão e tem direito a esperar de nós um gesto de bondade e de acolhimento. Não podemos ficar no nosso canto, comodamente instalados, com a consciência em paz, (porque até já fomos à missa e rezámos as orações que a Igreja manda), e ver o nosso irmão a sofrer. O nosso coração tem de doer, a nossa consciência tem de questionar-nos, quando vimos um homem ou uma mulher ser magoado, explorado, ofendido, marginalizado, privado dos seus direitos e da sua dignidade. Um cristão é alguém que tem de sentir como SEUS os sofrimentos do irmão.


voltar


Comentário
PROFETAS A SERVIÇO DA RECONCILIAÇÃO


Pensamos nos profetas como pessoas um pouco nervosas, radicais. Sua palavra a imaginamos sempre dura, nos levando a decisões extremas e dolorosas. Mas não é assim. Os discípulos foram enviados por Jesus para pregar o Reino de Deus, isto é, que todos os homens e mulheres somos chamados a fazer parte da família de Deus, que todos somos de fato já filhos e filhas de Deus, que todos somos objeto do amor misericordioso e compassivo de Deus, para além das fronteiras, das culturas, das línguas e, inclusive, das religiões. Esse é a grande mensagem profética de Jesus. Isso é o que nós, discípulos de Jesus no século XXI devemos pregar. Somos profetas a serviço da reconciliação e da união no seio da família de Deus. Não somos profetas de desgraças nem de divisões, senão de encontro e de fraternidade.

A primeira e a segunda leitura iluminam este aspecto de nossa missão. Na primeira leitura, Deus dirige-se aos líderes do povo. Não cuidaram do rebanho, o dividiram, o dispersaram. Por isso, Deus anuncia que vai reunir às ovelhas dispersas, que vai pôr a sua frente pastores que cuidem do rebanho, que o mantenham unido. Termina a leitura com o anúncio da chegada de um rei pastor que fará justiça ao rebanho. E a justiça de Deus que consiste em dar à cada um não “o seu” senão tudo o que precisa para crescer, para se realizar, para desenvolver em plenitude este dom imenso que Deus mesmo nos presenteou que é a VIDA. E a segunda leitura da carta aos efésios fala de Cristo como o eixo sobre o qual se reconciliam os dois povos que estavam separados: o mundo judeu e o mundo pagão. Era a grande divisão que se vivia nos tempos de Jesus. De um lado os que se sentiam proprietários das promessas de Deus, de outra os que estavam excluídos. Havia incompreensão e inimizade entre os dois povos. Havia uma grande separação. A mesma leitura afirma que Jesus reuniu por seu sacrifício os dois povos, derrubou o muro que os separava e que estava cheio de ódio, fez as pazes entre os dois, criou um novo povo, trouxe a paz.  

É CRISTO O QUE RECONCILIA OS POVOS. O que atende a todos cheio de compaixão porque nos vê, no Evangelho de hoje, como “ovelhas sem pastor”. A nós corresponde continuar sua missão e ser profetas a serviço da reconciliação. No mundo e em nossa nação, em nossa comunidade e em nossa família. Cada vez que conseguimos que alguém se reconcilie, estamos sendo cristãos para valer. Isso significa ser cristãos: ser criadores de perdão, de fraternidade, de reconciliação.


Para a reflexão


Há algum aspecto de tua vida que esteja precisado de reconciliação e perdão? Ponha nome e rosto àquele com quem acha que você deveria se reconciliar: esposo ou esposa, filho ou filha, pai ou mãe, irmão ou irmã...  E agora pense em algo concreto que possa fazer para se reconciliar.


voltar


FONTES DE REFERÊNCIA


Ciudadredonda - Fernando Torres, cmf
Liturgia Diária 
Dehonianos


Início


 

: