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Natividade de São João Batista (CIclo B)

João Batista, além da Virgem Maria, é o único santo de quem a Liturgia celebra o nascimento para a terra. João, como “PRECURSOR” de Jesus teve, de fato, um papel único na História da Salvação. Filho de Zacarias e de Isabel, a sua vida não desabrochou por iniciativa humana, mas por dom de Deus a a pais de idade avançada e, por isso, já sem possibilidade de gerar filhos. Situado na charneira entre o Antigo e o Novo Testamento, como Precursor, João é considerado profeta de um e outro Testamento. O paralelismo estabelecido por Lucas entre a infância de Jesus e de João Batista levou a Liturgia a celebrar o nascimento de ambos: o de Jesus no solstício de Inverno e o de João no solstício de Verão.

A Palavra de Deus apresenta João Batista como o escolhido por Deus para ser profeta, ainda antes de nascer, ele é um “dom de Deus” ao seu Povo.

Sublinhando a importância de João na história da salvação, a liturgia não deixa, contudo, de mostrar que João não é “a salvação”; ele veio, apenas, dirigir o olhar dos homens para Cristo e preparar o coração dos homens para acolher “a salvação” que estava para chegar.

A primeira leitura apresenta-nos uma misteriosa figura profética, eleita por Deus desde o seio materno, a fim de ser a “luz das nações” e levar a Palavra ao coração e à vida de todos os homens. Impressiona especialmente a centralidade que Deus assume na vida do profeta: toda a missão profética brota de Deus e sustenta-se de Deus.

Na segunda leitura, Paulo fala aos judeus de Antioquia do profeta João. Na perspectiva de Paulo, a missão de João consistiu em convidar os homens a uma mudança de vida e de mentalidade, numa espécie de primeiro passo para acolher o “Reino” que Jesus veio, depois, propor. Paulo deixa claro que João não é o Messias libertador, mas sim aquele que vem preparar o coração dos homens para acolher o Messias.

O Evangelho relata o nascimento de João. Na perspectiva de Lucas, os acontecimentos ligados ao seu nascimento mostram como o profeta João é um “dom de Deus”. Começa, nessa altura, a tornar-se claro para todos que Deus está por detrás da existência de João, e que a sua missão é ser um sinal de Deus no meio dos homens.


 


Primeira Leitura 
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário
Fontes de Referência


Primeira Leitura
EU TE FAREI LUZ DAS NAÇÕES, PARA QUE
MINHA SALVAÇÃO CHEGUE ATÉ AOS CONFINS DA TERRA.
Leitura do Livro do Profeta Isaías (49,1-6)


1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção:
o Senhor chamou-me antes de eu nascer,
desde o ventre de minha mãe
ele tinha na mente o meu nome;
2fez de minha palavra uma espada afiada,
protegeu-me à sombra de sua mão
e fez de mim uma flecha aguçada,
escondida em sua aljava,
3e disse-me: 'Tu és o meu Servo,
Israel, em quem serei glorificado'.
4E eu disse: 'Trabalhei em vão,
gastei minhas forças sem fruto, inutilmente;
entretanto o Senhor me fará justiça
e o meu Deus me dará recompensa'.
5E agora diz-me o Senhor
- ele que me preparou desde o nascimento
para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele
e faça Israel unir-se a ele;
aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: 'Não basta seres meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó
e reconduzir os remanescentes de Israel:
eu te farei luz das nações,
para que minha salvação
chegue até aos confins da terra'.
Palavra do Senhor.


Referência para reflexão da Primeira Leitura


Como o Servo de Javé, João Batista foi chamado a uma especial missão, desde que foi concebido o seio de sua mãe. Como Ele, recebeu um nome, um chamamento e uma revelação. Como Ele, teve que enfrentar a dureza e o sofrimento no desempenho da missão. Por isso, o nosso texto, retirado dos “Cânticos do Servo de Javé” adequa-se a João Batista. O verdadeiro profeta realiza a missão, confiando unicamente n´Aquele que o escolheu, chamou e enviou. E só d´Ele espera recompensa


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Salmo Responsorial
EU VOS LOUVO E VOS DOU GRAÇAS, Ó SENHOR,
PORQUE DE MODO ADMIRÁVEL ME FORMASTES!.
Sl 138(139),1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)


Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
1Senhor, vós me sondais e conheceis,
2sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos;
3percebeis quando me deito e quando eu ando,
os meus caminhos vos são todos conhecidos.

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!

13Fostes vós que me formastes as entranhas,
e no seio de minha mãe vós me tecestes.
14aEu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
14bporque de modo admirável me formastes!

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!

14cAté o mais íntimo, Senhor me conheceis;
15nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis,
quando eu era modelado ocultamente,
era formado nas entranhas subterrâneas.

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!


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Segunda Leitura
ANTES QUE JESUS CHEGASSE,
JOÃO PREGOU UM BATISMO DE CONVERSÃO.
Leitura dos Atos dos Apóstolos (13,22-26)


Naqueles dias, Paulo disse:

22Deus fez surgir Davi como rei
e assim testemunhou a seu respeito:
'Encontrei Davi, filho de Jessé,
homem segundo o meu coração,
que vai fazer em tudo a minha vontade'.
23Conforme prometera, da descendência de Davi
Deus fez surgir para Israel um Salvador,
que é Jesus.
24Antes que ele chegasse,
João pregou um batismo de conversão
para todo o povo de Israel.
25Estando para terminar sua missão, João declarou:
'Eu não sou aquele que pensais que eu seja!
Mas vede: depois de mim vem aquele,
do qual nem mereço desamarrar as sandálias'.
26Irmãos, descendentes de Abraão,
e todos vós que temeis a Deus,
a nós foi enviada esta mensagem de salvação.
Palavra do Senhor.


Referência para reflexão da Segunda Leitura


O discurso de Paulo em Antioquia, com explícita referência a João Batista, mostra a importância que o profeta tinha na primitiva comunidade cristã. Paulo refere-se também a Davi. Davi e João foram dois profetas que, de modo diferente, e em tempos distintos, prepararam a vinda do Messias: Davi recebeu a promessa do Messias; João preparou a vinda do mesmo, pregando um batismo de penitência. Impressiona, neste texto, a clareza com que João identifica Jesus, e se define a si mesmo. É este o primeiro dever do verdadeiro profeta.


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Evangelho
NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo São Lucas (1,57-66)


57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel,
e ela deu à luz um filho.
58Os vizinhos e parentes ouviram dizer
como o Senhor tinha sido misericordioso
para com Isabel, e alegraram-se com ela.
59No oitavo dia, foram circuncidar o menino,
e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.
60A mãe porém disse:
'Não! Ele vai chamar-se João.'
61Os outros disseram:
'Não existe nenhum parente teu com esse nome!'
62Então fizeram sinais ao pai,
perguntando como ele queria que o menino se chamasse.
63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu:
'João é o seu nome.'
64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu,
sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.
65Todos os vizinhos ficaram com medo,
e a notícia espalhou-se
por toda a região montanhosa da Judéia.
66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando:
'O que virá a ser este menino?'
De fato, a mão do Senhor estava com ele.
Palavra da Salvação.


Referência para reflexão do Evangelho


O paralelismo estabelecido por Lucas, ao narrar a infância do Batista e a de Jesus é rico sob os pontos de vista literário e teológico. O nascimento de João preanuncia o de Jesus. João, ainda no ventre materno, anuncia outro Menino. O nome de João é anuncio do de Jesus. O extraordinário evento da maternidade de Isabel prepara outro, o da maternidade de Maria. A missão de João nos faz refletyir sobre a missão de Jesus. Trata-se de uma única missão, em dois tempos; dois tempos de uma única história que se desenrola em ritmos alternos, mas sincronizados. Não devemos contrapor a missão do Batista e a de Jesus.


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Comentário
QUE VAI SER DESTA CRIANÇA?


A festa de hoje está marcada pela alegria. Quem não se alegra com o nascimento de uma criança? Pela simples razão de que uma criança recém-nascida é sinal de esperança. É a vida que brota nova. É a primavera. É a promessa de futuro tornada realidade. A criança recém-nascida, sem fazer nada, muda as relações dos esposos, insufla nova vida aos avôs, gera uma nova forma de estar nos outros irmãos. E todos celebram essa alegria. O Batizado não é mais que a expressão e a celebração em cristo dessa alegria vital que se origina em todos os que vivem próximos, familiares e amigos, a experiência da vida que oferta por seguir, por crescer, da vida que quer viver. E o que é melhor expressão de vida que a criatura recém-nascida!

Celebramos o nascimento de João Batista. A alegria é maior, porque a mãe por sua idade já não era fértil. Também o pai era idoso. Não tinham sido abençoados com outros filhos. Com eles se esgotava a família, a estirpe. A morte ameaçava àquela família. Por isso a alegria daquele nascimento foi maior do que o normal. A celebração seria por todo o alto. Não era para menos. Todos se sentiam cheios de esperança. Podiam olhar o futuro com tranquilidade. Tinha uma criança que estenderia a vida da família, que levaria seu nome.

E, então, surge a pergunta. O que será essa criança quando for maior? Uma criança é sempre uma pergunta aberta. A resposta será dada com o passar do tempo. Quando crescer, quando amadurecer, quando formar ele mesmo uma família, quando com seu trabalho contribuir para o bem comum. Que será desta criança?

O futuro de uma criança é sempre uma surpresa. E João foi uma surpresa para seus familiares. Sua vida não o levou a fazer um trabalho normal, mais a alentar a esperança do povo. Que trabalho melhor que alentar a esperança dos demais?

Não se colocou a si mesmo como líder, mais convidou a todos para olhar para o que viria depois dele, o que ia encher de esperanças e desejos a todos. João converteu-se no precursor, no que anunciou a chegada iminente do Salvador. Não disse às pessoas que o olhasse nem que o seguissem, senão mostrou Jesus e convidou a todos a que o seguissem.

Assim se converteu em modelo do evangelizador cristão. Não se trata de nos colocar no meio e dizer que nos olhem e nos sigam, mais de ajudar a todos que se encontrem com Jesus, que descubram o Evangelho. Devemos nos colocar ao lado de todos para que Jesus seja o protagonista. Como fez João.


Para a reflexão


Temos claro que Jesus é a fonte de nossa esperança e de nossa alegria? Evangelizamos com nossas obras, atitudes, forma de falar, damos esperança às pessoas com as quais nos encontramos? Ou nos deixamos levar pelo pessimismo?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB
Ciudad Redonda: Comunidad Católica  - Fernando Torres, cmf
Família Dehoniana


 

 

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