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XI Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do XI Domingo do Tempo Comum convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, conduzindo a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilônia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da história comportam, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz sem fim.
O Evangelho apresenta uma catequese sobre o Reino de Deus – essa realidade nova que Jesus veio anunciar e propor. Trata-se de um projeto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabará por chegar a todo o mundo e a todos os corações. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lançada por Jesus fará com que esta realidade velha que conhecemos vá, aos poucos, dando lugar ao novo céu e à nova terra que Deus quer oferecer a todos.
A segunda leitura recorda-nos que a vida nesta terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus, embora já presente na nossa atual caminhada pela história, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. É para aí que devemos caminhar, é essa a visão que deve animar a nossa caminhada.



Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário 
Fontes de Referência

Primeira Leitura
E TODAS AS ÁRVORES DO CAMPO
SABERÃO QUE EU SOU O SENHOR.

Leitura da Profecia de Ezequiel (17,22-24)

22Assim diz o Senhor Deus:
'Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro,
do mais alto de seus ramos arrancarei um broto
e o plantarei sobre um monte alto e elevado.
23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel.
Ele produzirá folhagem, dará frutos
e se tornará um cedro majestoso.
Debaixo dele pousarão todos os pássaros,
à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos.
24E todas as árvores do campo saberão
que eu sou o Senhor,
que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa;
faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca.
Eu, o Senhor, digo e faço'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - Essencialmente, o texto de Ezequiel que a liturgia deste domingo nos propõe, garante que Deus conduz sempre a história humana de acordo com o seu projeto de salvação e mantém-se fiel às promessas feitas ao seu Povo. Esta “lição” não pode ser esquecida e essa certeza deve levar-nos a encarar os dramas e desafios do tempo atual com confiança e esperança. Não estamos abandonados à nossa sorte; Deus não desistiu desta humanidade que Ele ama e continua a querer salvar. É verdade que a hora atual que a humanidade atravessa está marcada por sombras e graves inquietações; mas também é verdade que Deus continua a acompanhar cada passo que damos e a nos apontar caminhos de vida. A última palavra, uma palavra que não pode deixar de ser de salvação e de graça, será sempre de Deus. Apoiados nessa certeza, temos de vencer o medo e o pessimismo que, por vezes, nos paralisam e dar aos homens nossos irmãos um testemunho de esperança, de serena confiança.

2 - A referência – mil vezes repetida ao longo da Bíblia – à tal “estranha lógica” de Deus, que se serve do que é débil e frágil para concretizar os seus projetos de salvação, convida-nos a mudar os nossos critérios de avaliação e a nossa atitude face ao mundo e face aos que nos rodeiam. Por um lado, nos ensina a valorizar aquilo e aquelas pessoas que o mundo, por vezes, marginaliza ou despreza; ensina-nos, por outro lado, que as grandes realizações de Deus não estão dependentes das grandes capacidades dos homens, mas antes da vontade amorosa de Deus; ensina-nos ainda que o fundamental, para sermos agentes de Deus, não é possuir brilhantes qualidades humanas, mas uma ATITUDE DE DISPONIBILIDADE HUMILDE QUE NOS LEVE A ACOLHER OS APELOS E DESAFIOS DE DEUS.


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Salmo Responsorial
COMO É BOM AGRADECERMOS AO SENHOR.
Sl 91,2-3.13-14.15-16 (R. Cf. 2a)


Como é bom agradecermos ao Senhor.

2Como é bom agradecermos ao Senhor
e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!
3Anunciar pela manhã vossa bondade,
e o vosso amor fiel, a noite inteira.
Como é bom agradecermos ao Senhor.

13O justo crescerá como a palmeira,
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
14na casa do Senhor estão plantados,
nos átrios de meu Deus florescerão.
Como é bom agradecermos ao Senhor.

15Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva e de folhas verdejantes;
16e dirão: 'É justo mesmo o Senhor Deus:
meu Rochedo, não existe nele o mal!'

Como é bom agradecermos ao Senhor.


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Segunda Leitura
E QUER ESTEJAMOS NO CORPO,
QUER JÁ TENHAMOS DEIXADO ESSA
MORADA, NOS EMPENHAMOS EM SER AGRADÁVEIS AO SENHOR.

Leitura da Leitura da Carta de Paulo aos Coríntios (5,6-10)


Irmãos:
6Estamos sempre cheios de confiança
e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo,
somos peregrinos longe do Senhor;
7pois caminhamos na fé e não na visão clara.
Mas estamos cheios de confiança
e preferimos deixar a moradia do nosso corpo,
para ir morar junto do Senhor.
9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a
ele, quer estejamos no corpo,
quer já tenhamos deixado essa morada.
10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras
perante o tribunal de Cristo,
para cada um receber a devida recompensa
- prêmio ou castigo -
do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - A cultura atual é uma cultura do provisório, que dá prioridade ao que é efêmero sobre as realidades perenes com a marca da eternidade: propõe que se viva ao sabor do imediato e do momento, e subalterna às opções definitivas e os valores duradouros. É também uma cultura do bem-estar material: ao seduzir os homens com o brilho dos bens perecíveis, ao potenciar o reinado do “TER” sobre o “SER”, escraviza o homem e relativiza a sua busca de eternidade. É ainda uma cultura da facilidade, que ensina como evitar tudo o que exige esforço, sofrimento e luta: produz pessoas incapazes de lutar por objetivos exigentes e por realizar projetos que exijam esforço, fidelidade, compromisso, sacrifício. Neste contexto, a palavra de Paulo aos cristãos de Corinto soa a desafio profético: é necessário que tenhamos sempre diante dos olhos a nossa condição de “PEREGRINOS” nesta terra e que aprendamos a dar valor àquilo que tem a marca da eternidade. É nos valores duradouros, e não nos valores efêmeros e passageiros, que encontramos a vida plena. O final da nossa existência não está nesta terra; o nosso horizonte e as nossas apostas devem apontar sempre para o mais além, para a VIDA PLENA E DEFINITIVA.

2 - Contudo, o fato de vivermos olhando para o mais “distante” não pode levar-nos a ignorar as realidades terrenas e os compromissos com a construção da cidade dos homens. O Reino de Deus – que atingirá a sua plena maturação quando tivermos ultrapassado o transitório e o efêmero da vida presente – começa a ser construído nesta terra e exige o nosso compromisso pleno com a construção de um mundo mais justo, mais fraterno, mais verdadeiro. Não há comunhão com Cristo se não assumimos as nossas responsabilidades em testemunhar os gestos e os valores de Cristo.


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Evangelho
É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES,
E SE TORNA MAIOR DO QUE TODAS AS HORTALIÇAS.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos (4,26-34)


Naquele tempo:
26Jesus disse à multidão:
'O Reino de Deus
é como quando alguém espalha a semente na terra.
27Ele vai dormir e acorda, noite e dia,
e a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto:
primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29Quando as espigas estão maduras,
o homem mete logo a foice,
porque o tempo da colheita chegou'.
30E Jesus continuou:
'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus?
Que parábola usaremos para representá-lo?
31O Reino de Deus é como um grão de mostarda
que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes da terra.
32Quando é semeado, cresce
e se torna maior do que todas as hortaliças,
e estende ramos tão grandes,
que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'.
33Jesus anunciava a Palavra
usando muitas parábolas como estas,
conforme eles podiam compreender.
34E só lhes falava por meio de parábolas,
mas, quando estava sozinho com os discípulos,
explicava tudo.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - O Evangelho deste domingo garante-nos que Deus tem em marcha um projeto destinado a oferecer aos homens a vida e a salvação. Pode parecer que a nossa história caminha entregue ao acaso ou aos caprichos dos líderes; pode parecer que a história humana entrou em derrapagem e que, no final do caminho, nos espera o abismo; mas é Deus que conduz a história, que lhe imprime o seu dinamismo, que está presente em todos os passos do nosso caminho. Deus caminha conosco e, seguramente, leva-nos pela mão ao encontro de um final feliz. Num tempo histórico como o nosso, marcado por “SOMBRAS”, por crises e por graves inquietações, este é um dos testemunhos mais importantes que podemos, como crentes, oferecer aos nossos irmãos escravizados pelo desespero e pelo medo.

2 - O projeto de salvação que Deus tem para a humanidade revela-se no anúncio do Reino, feito por Jesus de Nazaré. Nas suas palavras, nos seus gestos, Jesus propôs um caminho novo, uma nova realidade; LANÇOU A SEMENTE DA TRANSFORMAÇÃO DOS CORAÇÕES, das mentes e das vontades, de forma a que a vida dos homens e das sociedades se construa de acordo com os esquemas de Deus. Essa semente não foi lançada em vão: está entre nós e cresce por ação de Deus. Resta-nos acolher essa semente e deixar que Deus realize a sua ação. Resta-nos também, como discípulos de Jesus, continuar a lançar essa semente do Reino, a fim de que ela encontre lugar no coração de cada homem e de cada mulher.

3 - Os que, continuando a missão de Jesus, anunciam a Palavra (que lançam a semente) não devem preocupar-se com a forma como ela cresce e se desenvolve. Devem, apenas, confiar na eficácia da Palavra anunciada, conformar-se com o tempo e o ritmo de Deus, confiar na ação de Deus e no dinamismo intrínseco da Palavra semeada. Isso equivale a respeitar o crescimento de cada pessoa, o seu processo de maturação, a sua busca de caminhos de vida e de plenitude. Não nos compete exigir que os outros “caminhem” no nosso ritmo, que pensem como nós, que passem pelas mesmas experiências e exigências que para nós são válidas. Deve-se respeitar a consciência e o ritmo de caminhada de cada homem ou mulher – como Deus sempre faz.

4 - A referência à pequenez da semente (segunda parábola) convida-nos a rever os nossos critérios de atuação e a nossa forma de olhar o mundo e os nossos irmãos. Por vezes, é naquilo que é pequeno, débil e aparentemente insignificante que Deus Se revela. Deus está nos pequenos, nos humildes, nos pobres, nos que renunciaram a esquemas de triunfalismo e de ostentação; e é deles que Deus Se serve para transformar o mundo. Atitudes de arrogância, de ambição desmedida, de poder a qualquer custo, não são sinais do Reino. Sempre que nos deixamos levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade, estamos frustrando o projeto de Deus, estamos impedindo Reino de Deus se torne realidade no mundo e nas nossas vidas.


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Comentário
O REINO DE DEUS SE PARECE COM ...


Jesus não foi um teólogo no sentido em que hoje entendemos essa palavra. Mas isso não quer dizer que não tivesse as ideias claras sobre o que queria transmitir aos que lhe escutavam. E para isso escolheu uma linguagem que sugeria mais que dizia, que abria pistas para que as pessoas pensassem por si mesmas embora não oferecesse um sistema fechado de pensamento. Sua mensagem fundamental foi o anúncio do Reino de Deus.
Mas, que é o Reino? Surpreendentemente, Jesus não o diz nunca. Costuma falar do Reino através de comparações e parábolas. São comparações simples, facilmente compreensíveis para os que escutavam, camponeses pobres em sua maioria, mas também juristas e estudiosos da lei. Suas parábolas aludem a diversos aspectos do Reino. Mas nunca o definem de todo. Seus ouvintes vão entendendo pouco a pouco. Quase poderíamos dizer que na medida em que querem entender. Porque seguramente alguns dos que o foram escutar se afastaram dele pensando que aquele homem não fazia mais que contar historietas para crianças.

Hoje o Evangelho nos traz à memória duas parábolas de Jesus. Uma acentua o aspecto misterioso do crescimento. O Reino se parece com a semente que o camponês semeia e que depois cresce sem que ninguém saiba como, na escuridão da terra. Mas cresce e termina dando seu fruto. Dá o fruto mesmo que o camponês durma ou esteja acordado. Chegará o momento em que a única coisa que terá que fazer será recolher a colheita. A outra diz que o Reino se assemelha ao grão de mostarda, a menor das sementes, mas que se torna tão grande que até os pássaros do céu se abrigam na planta gerada a partir da semente de mostarda.  Também o Reino crescerá até acolher a todos os filhos de Deus sem exceção.

É que o Reino é a obra de Deus que completa misteriosamente sua criação, contando certamente com a colaboração do homem certamente, mas não só. Porque a graça de Deus atua inclusive quando o homem dorme. Assim é o Reino, bem maior que a Igreja, que é apenas seu sinal visível. Nós os cristãos nos comprometemos a trabalhar a serviço do Reino, a preparar o campo para que receba a semente do Reino. E Deus será o que,fará com que cresça em locais e formas que não podemos imaginar. Porque o campo de Deus é o mundo e a semente é semeada nos corações de todas as pessoas que são seus filhos e filhas. Por isso, nós os cristãos vivemos guiados pela fé, como diz Paulo na leitura da segunda carta aos coríntios. Hoje, talvez, não vemos o resultado da obra de Deus que constrói o Reino, mas estamos seguros de que ele levará a bom termo sua obra. Até que chegue a sua plenitude.


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Para a reflexão


Por que não dedico um tempo para contemplar o campo do mundo e tratar de ver onde está crescendo o Reino de Deus, a fraternidade, a liberdade, a justiça...


FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB   
Ciudad Redonda: Comunidad Católica  - Fernando Torres, cmf 
Família Dehoniana


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