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X Domingo do Tempo Comum (Ano B)

O tema deste X Domingo do Tempo Comum gravita à volta da identidade de Jesus e da comunhão que Ele deseja estabelecer com aqueles que se colocam à disposição de o seguir: fica claro que Jesus não tem qualquer aliança com o Demônio e com o poder do mal e que se quer definir pela sua relação de obediência com Deus Pai, el convida todos aqueles que se querem sentir parte da sua família.
No Evangelho, Jesus demonstra que, na sua atividade de libertação do poder do mal, não pode pactuar com o Demônio, mas vem para libertar os homens e as mulheres de todos os tempos. Também nisso está fazendo a vontade de Deus e convida todos a fazer uma comunidade centrada na sua pessoa e decidida a construir um mundo que se baseie neste desejo de fazer a vontade de Deus.
A primeira leitura traz-nos o diálogo de Deus com as figuras poéticas do primeiro homem e da primeira mulher, depois da queda. Este texto procura nos chamar ao sentido da existência, deixando claro que todos somos chamados a não pactuar com o mal e estar de sobreaviso diante das tentações do Maligno.
Na segunda leitura, São Paulo mostra como as tribulações que sofre não abrandam o seu ardor missionário, que se caracteriza pela grande confiança em Deus e na vida eterna que há de conceder; duas grandes atitudes qualificam o ministério de Paulo: esperança de estar unido com Jesus na ressurreição tal como o está na tribulação terrena e o desejo íntimo de estar em comunhão com os cristãos a quem anuncia o Evangelho de Jesus Cristo.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
POREI INIMIZADE ENTRE A TUA DESCENDÊNCIA
E A DESCENDÊNCIA DA MULHER.
Leitura do Livro do Gênesis (3,9-15)

Depois que o homem comeu da fruta da árvore,
9o Senhor Deus chamou Adão, dizendo:
'Onde estás?'
10E ele respondeu:
'Ouvi tua voz no jardim,
e fiquei com medo,
porque estava nu;
e me escondi'.
11Disse-lhe o Senhor Deus:
'E quem te disse que estavas nu?
Então comeste
da árvore,
de cujo fruto te proibi comer?'
12Adão disse:
'A mulher que tu me deste por companheira,
foi ela que me deu
do fruto da árvore,
e eu comi'.
13Disse o Senhor Deus à mulher:
'Por que fizeste isso?'
E a mulher respondeu:
'A serpente enganou-me e eu comi'.
14Então o Senhor Deus disse à serpente:
'Porque fizeste isso, serás maldita
entre todos os animais domésticos
e todos os animais selvagens!
Rastejarás sobre o ventre
e comerás pó todos os dias da tua vida!
15Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.
Esta te ferirá a cabeça
e tu lhe ferirás o calcanhar'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - O estilo do texto da primeira leitura, de diálogo entre Deus e os personagens deste relato, ajuda a colocar-se na narrativa, escutando as perguntas de Deus ao homem: “Onde estás? ”, “Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer? ”, e à mulher: “Que fizeste? ”. Uma vez que todas estas questões têm um sentido existencial, seria bom voltar às origens, poder localizar-nos no espaço de Deus, responder pelas nossas ações e verificar se as nossas respostas diferem das dos personagens deste relato.

2 - Diz-se que é comum a tendência para desculpabilizar, desresponsabilizar e autojustificar-se; também neste relato se vê um contínuo passar da culpa para os outros personagens. Retomando as questões anteriores, poderá ser hora de assumir as nossas responsabilidades diante de Deus, sabendo que, como dirá o Salmo 129 (130), “no Senhor está a misericórdia e a abundante redenção”. A autojustificação não é caminho; o caminho passa pela justificação trazida por Cristo na sua morte de cruz, para nos reconciliar com o Pai.

3 - A origem última de toda a complicação remonta ao fato de se ter dado ouvidos à serpente. Se vemos na serpente uma imagem do diabo e do poder do mal, é importante estar de sobreaviso diante da tentação do maligno. Como várias vezes tem ensinado o Papa Francisco: “Não se dialoga com o demónio”. Ainda o Papa Francisco: “A vida cristã é uma luta permanente. Se requer força e coragem para resistir às tentações do demônio e anunciar o Evangelho. […]. Não pensemos que é um mito, uma representação, um símbolo, uma figura ou uma ideia. Este engano leva-nos a diminuir a vigilância, a nos descuidar e a ficar mais expostos. O demônio não precisa nos possuir. Envenena-nos com o ódio, a tristeza, a inveja, os vícios. E assim, enquanto abrandamos a vigilância, ele aproveita para destruir a nossa vida, as nossas famílias e as nossas comunidades, porque, “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar"  (1Pd 5,8) ” (Gaudete et Exsultate 158-161).


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Salmo Responsorial
NO SENHOR TODA GRAÇA E REDENÇÃO!
Sl 129,1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)


No Senhor toda graça e redenção!

1Das profundezas eu clamo a vós, Senhor,
2escutai a minha voz!
Vossos ouvidos estejam bem atentos
ao clamor da minha prece!

No Senhor toda graça e redenção!
3Se levardes em conta nossas faltas,
quem haverá de subsistir?
4Mas em vós se encontra o perdão,
eu vos temo e em vós espero.

No Senhor toda graça e redenção!

5No Senhor ponho a minha esperança,
espero em sua palavra.
6A minh'alma espera no Senhor*
mais que o vigia pela aurora.

No Senhor toda graça e redenção!

7Espere Israel pelo Senhor,
pois no Senhor se encontra toda graça
e copiosa redenção.
8Ele vem libertar a Israel
de toda a sua culpa.

No Senhor toda graça e redenção!


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Segunda Leitura
NÓS TAMBÉM CREMOS E, POR ISSO, FALAMOS.
Leitura da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios (4,13-18-5,1)


Irmãos:
13Sustentados pelo mesmo espírito de fé,
conforme o que está escrito:
'Eu creio e, por isso, falei',
nós também cremos e, por isso, falamos,
14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus
nos ressuscitará também com Jesus
e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco.
15E tudo isso é por causa de vós, para que
a abundância da graça em um número maior de pessoas
faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.
16Por isso, não desanimamos.
Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando,
o nosso homem interior, pelo contrário,
vai-se renovando, dia a dia.
17Com efeito, o volume insignificante
de uma tribulação momentânea
acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável.
18E isso acontece,
porque voltamos os nossos olhares para as coisas 
invisíveis e não para as coisas visíveis.
Pois o que é visível é passageiro,
mas o que é invisível é eterno.
5,1De fato, sabemos que,
se a tenda em que moramos neste mundo for destruída,
Deus nos dá uma outra moradia no céu
que não é obra de mãos humanas, mas que é eterna.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - A atitude de Paulo diante das tribulações serve de modelo para os cristãos de todos os tempos, como atitude a conservar diante das provas e tribulações, quer derivem do exercício dos diversos ministérios na comunidade eclesial, quer se refiram a tantas outras situações que derivam do próprio “ser cristãos” no mundo contemporâneo. É antes de mais uma atitude de fé e de confiança que tem a eternidade como fim bem visível. A ressurreição de Cristo abriu caminho, para mostrar que a vida humana não se confina à vida terrena, mas é chamada à vida de comunhão com Jesus ressuscitado, sentado à direita do Pai. A fé na vida eterna deve continuar a iluminar o momento presente dos cristãos.

2 - A comunhão eclesial é certamente uma das marcas distintivas do que significa ser cristãos. Jesus chama a essa comunhão o mandamento novo do amor e reza para que a comunhão eclesial se mantenha e seja imagem da sua comunhão com o Pai. Paulo dá mostras de como viver, porque espera continuar unido aos cristãos, a quem se dirige, também na vida eterna. Além disso, todo o seu ministério apostólico se destina a gerar novos cristãos. Paulo é exemplo do desempenho do ministério como serviço à Igreja, não para a sua glória pessoal, não para se servir, mas verdadeiramente para servir.


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Evangelho
SATANÁS SERÁ DESTRUÍDO

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos (3,20-35)


Naquele tempo:
20Jesus voltou para casa com os seus discípulos.
E de novo se reuniu tanta gente
que eles nem sequer podiam comer.
21Quando souberam disso,
os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo,
porque diziam que estava fora de si.
22Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém,
diziam que ele estava possuído por Belzebu,
e que pelo príncipe dos demônios
ele expulsava os demônios.
23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas:
'Como é que Satanás pode expulsar a Satanás?
24Se um reino se divide contra si mesmo,
ele não poderá manter-se.
25Se uma família se divide contra si mesma,
ela não poderá manter-se.
26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e
se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.
27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte
para roubar seus bens, sem antes o amarrar.
Só depois poderá saquear sua casa.
28Em verdade vos digo:
tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, 
como qualquer blasfêmia que tiverem dito.
29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo,
nunca será perdoado,
mas será culpado de um pecado eterno'.
30Jesus falou isso, porque diziam:
'Ele está possuído por um espírito mau'.
31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos.
Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo.
32Havia uma multidão sentada ao redor dele.
Então lhe disseram:
'Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura'.
33Ele respondeu:
'Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?'
34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor,
disse: 'Aqui estão minha mãe e meus irmãos.
35Quem faz a vontade de Deus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe'.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - O tema principal do texto do Evangelho deste domingo mostra que desde os inícios do cristianismo os cristãos sentiram necessidade de responder à pergunta: “Quem é Jesus?”. Ainda hoje, na ação pastoral da Igreja, sobretudo nas catequeses, é importante que todos os cristãos conheçam a identidade de Jesus, até mesmo para poderem estabelecer com ele uma relação personalizada.

2 - Fazer parte da família de Jesus é a vocação fundamental dos cristãos de todos os tempos. Por isso, são chamados a formar comunidade, que está centrada na pessoa de Jesus e que tem como única missão fazer a vontade de Deus em todas as circunstâncias da vida. É a isso que chama o Evangelho quando Jesus apresenta a sua verdadeira família: é quem faz a vontade de Deus e toma lugar ao redor de Jesus.

3 - O método para estabelecer uma relação de familiaridade com Jesus passa necessariamente por seguir o seu exemplo: é Ele o primeiro a fazer a vontade de Deus, mesmo quando isso acarreta incompreensão e rejeição do seu ministério. O cristão continua no mundo a missão de Jesus e tem como único horizonte fazer a vontade de Deus; esta é uma das petições do Pai Nosso, a oração que Jesus ensina a rezar: «Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu».

4 - Quando o cristão se decide seguir Jesus, isso implica necessariamente que renuncie ao mal e ao demônio. Tal como Jesus estabelece uma clara separação entre o seu serviço e o poder de Satanás, desde o primeiro momento da vida cristã, os cristãos são chamados a renunciar a Satanás e a fazer a sua profissão de fé em Deus. Na vida ordinária, isso implica que se tenha claro que algumas práticas de bruxaria, feitiçaria e cartomancia não são práticas próprias de um cristão, mas aprisionam; Jesus vem libertar-nos desse aprisionamento de Satanás e é necessário deixar-se libertar.


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Comentário
O ESPÍRITO DA LIBERDADE


Jesus é um homem radicalmente livre. Manifestou-o passo a passo em sua vida. E também na forma que teve de enfrentar a sua própria morte. Hoje nosso mundo tem também sede de liberdade. Os povos querem ser libertados da opressão, que vem de seus próprios governantes e que vem do domínio de outros povos. Os jovens querem ser livres da autoridade de seus pais para poder fazer sua vontade. O slogan da liberdade é uma das poucas coisas que ainda são capazes de fazer com que as pessoas de todas as classes e ideologias saiam às ruas e defendam o direito sagrado da liberdade.

Porem ser livre continua sendo uma aventura difícil, um caminho arriscado. Significa assumir a responsabilidade de tomar as rédeas da própria vida. Implica assumir também os erros sem buscar desculpas, sem colocar a culpa aos outros. Isso é difícil. Isso custa. A primeira leitura é um exemplo claríssimo de que não se nasce livre mais que se aprende a ser livre com esforço. Adão e Eva não souberam assumir sua própria responsabilidade. O que fizeram foi jogar a culpa um no outro. O castigo sobrou para a serpente porque já não tinha a ninguém a quem jogar a culpa. Pelo contrário, o Evangelho evidencia a soberana liberdade de Jesus. Para defender sua própria opção não tem medo a se enfrentar não só à sociedade mais a sua própria família. Sente-se livre dos laços sociais e dos laços familiares. A tal ponto que declara que sua família não é a do sangue senão a dos que obedecem a vontade de Deus. E Deus não tem outra vontade que nossa salvação e nossa liberdade. Porque “para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. ” (Ga 5,1). Essa liberdade levou Jesus ao confronto com a sociedade de seu tempo. Levou à morte. Mas não renunciou a ela pela vida. Jesus disse com sua vida “antes morto que ajoelhado”. Puderam tirar-lhe a vida, mas não a liberdade.

O pecado maior de que fala Jesus no Evangelho não é outro que a renúncia à liberdade. A liberdade é o dom maior que Deus nos presenteou. Renunciar a ela significa renunciar a ser filhos, renunciar a ser pessoas. Hoje o Evangelho convida-nos a seguir nosso caminho. Seguir a Jesus não é outra coisa que viver a fundo nossa liberdade e tomar nossas decisões conscientes de que não há mais que uma realidade: que todos somos irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai. E assumir a responsabilidade de nossas ações deve ter como objetivo construir fraternidade e não a destruir. Porque a glória de Deus não é senão o bem do homem. Essa é a vontade de Deus. Esse é a mensagem que Paulo pregou sempre: livra-nos de toda opressão para viver na liberdade dos filhos. Que nunca pequemos contra o Espírito da liberdade!


Para a reflexão


O que significa para mim a liberdade? Quais são as escravaturas que me atam? Assumo responsavelmente as consequências de meus atos? Ponho minha liberdade a serviço da fraternidade, da liberdade dos demais?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB
Ciudad Redonda: Comunidad Católica
Família Dehoniana


 

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