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IX Domingo do Tempo Comum (Ano B)

A liturgia do IX Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre a celebração do Dia do Senhor, sábado para os judeus, domingo para os cristãos, fazendo memória da ação criadora e redentora de Deus para com o seu Povo.

A primeira leitura recorda-nos o preceito do terceiro mandamento, de guardar o sábado para santificá-lo, sugerindo que seja um dia que exprime a unidade do Povo que celebra a ação libertadora de Deus, sem qualquer tipo de desigualdades.

O Evangelho, retomando a mesma temática, mostra que, quando se faz uma interpretação demasiadamente rigorosa s preceitos da Lei, ela deixa de cumprir a sua missão de estar a serviço do homem de cada tempo. Jesus convida-nos, por isso, a posicionar-nos a serviço dos necessitados, tendo em conta que o Dia do Senhor foi feito para o homem, não para fazer do homem um escravo. É um convite a vivermos não do preceito, mas da Lei que assumimos no nosso coração.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de ardor apostólico de São Paulo, para quem ser evangelizador equivale a ser prolongamento da vida de Cristo que deve ser visível naqueles que a anunciam. Apesar das fragilidades humanas, a mensagem evangélica não fica comprometida, porque é um tesouro precioso, sinal de que a obra evangelizadora é obra do poder de Deus.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Lembra-te de que foste escravo no Egito.
Leitura do Livro do Deuteronômio (5,12-15)

Assim fala o Senhor:
12'Guarda o dia de sábado, para o santificares,
como o Senhor teu Deus te mandou.
13Trabalharás seis dias
e neles farás todas as tuas obras.
14O sétimo dia é o do sábado,
o dia do descanso dedicado ao Senhor teu Deus.
Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho,
nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava,
nem teu boi, nem teu jumento,
nem algum de teus animais,
nem o estrangeiro que vive em tuas cidades,
para que assim teu escravo e tua escrava
repousem da mesma forma que tu.
15Lembra-te de que foste escravo no Egito
e que de lá o Senhor teu Deus te fez sair
com mão forte e braço estendido.
É por isso que o Senhor teu Deus
te mandou guardar o sábado.
Palavra do Senhor. 


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


 1 - Uma compreensão anárquica da realidade poderia relativizar os preceitos do Decálogo do Deuteronômio e, mais concretamente, de “guardar o dia de sábado para santificá-lo”. Há que ter em conta que a Lei é instrução paternal de Deus, uma oferta para o seu Povo, para regular as relações em sociedade. A primeira leitura convida-nos a regressar aos fundamentos da celebração do Dia do Senhor, tomando a sério o valor do verbo “santificar”.

2 - Destacamos para o sábado e podemos fazê-lo para o domingo cristão as duas fundamentações teológicas expressas no livro do Êxodo e do Deuteronômio, respectivamente, fazendo memória do repouso do Senhor, depois da obra da criação, e da sua obra de libertação da escravidão do Egito. É importante voltar aos fundamentos da celebração do Dia do Senhor, vivendo-o como memorial da libertação do Pecado na Páscoa de Cristo que atualiza a obra libertadora de Deus da escravidão do Egito.

3 - Notamos que a celebração do Dia do Senhor (sábado para os judeus e domingo para os cristãos) tem uma grande dimensão social, sendo dia de descanso para todos, garantindo esse direito, sobretudo aos pobres que se vêem assim protegidos pela Lei divina. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica: “O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus descansou no sétimo dia (Ex 31, 17), o homem deve também descansar e deixar que os outros, sobretudo os pobres, tomem fôlego. O sábado faz cessar os trabalhos quotidianos e concede uma folga. É um dia de protesto contra as servidões do trabalho e o culto do dinheiro” (n. 2172).


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Salmo Responsorial
Exultai no Senhor, a nossa força!
Sl 80,3-4.5-6ab.6c-8a.10-11b (R. 2a)


Exultai no Senhor, a nossa força!

3Cantai salmos, tocai tamborim,
harpa e lira suaves tocai!
4Na lua nova soai a trombeta,
na lua cheia, na festa solene!

Exultai no Senhor, a nossa força!

5Porque isto é costume em Jacó,
um preceito do Deus de Israel;
6auma lei que foi dada a José,
6bquando o povo saiu do Egito.

Exultai no Senhor, a nossa força!

6cEis que ouço uma voz que não conheço: 
7'Aliviei as tuas costas de seu fardo,
cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
8aNa angústia a mim clamaste, e te salvei.

Exultai no Senhor, a nossa força!

10Em teu meio não exista um deus estranho
nem adores a um deus desconhecido!
11Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor,
que da terra do Egito te arranquei.

Exultai no Senhor, a nossa força!


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Segunda Leitura
A vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos.
Leitura da Leitura da Carta de Paulo aos Coríntios (4,6-11)


Irmãos:
6Deus que disse:
'Do meio das trevas brilhe a luz',
é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações,
para tornar claro o conhecimento da sua glória
na face de Cristo.
7Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro,
para que todos reconheçam
que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós.
8Somos afligidos de todos os lados,
mas não vencidos pela angústia;
postos entre os maiores apuros,
mas sem perder a esperança;
9perseguidos, mas não desamparados;
derrubados, mas não aniquilados;
10por toda parte e sempre levamos em nós mesmos
os sofrimentos mortais de Jesus,
para que também a vida de Jesus 
seja manifestada em nossos corpos.
11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à
morte, por causa de Jesus,
para que também a vida de Jesus
seja manifestada em nossa natureza mortal.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - São Paulo é um modelo de servidor do Evangelho para todos os que, na Igreja, se posicionam ao serviço humilde do Povo de Deus. Dele aprendemos que a grande característica do apostolado, mais que as ações pastorais inovadoras ou não, é a relação com Cristo, a ponto de trazer na própria vida as marcas dessa união, seja nas tribulações sofridas por causa de Cristo e do Evangelho, seja porque se encara na própria vida aquilo que se ensina.

2 - Para se exercer um serviço na Igreja, mais concretamente ao serviço do anúncio e da evangelização, sem excluir nenhum dos outros serviços e ministérios, é necessário colocar de lado todo e qualquer desejo de ser protagonista, para dar protagonismo ao Evangelho, verdadeiro tesouro que transportamos “em vasos de barro”, frágeis, da nossa fragilidade humana. Mesmo quando o Senhor fortalece a nossa fragilidade, é importante que seja claro para nós, como era para Paulo, que o verdadeiro tesouro é o Evangelho que não depende de nós, mas de Deus que nos deu a conhecer na pessoa de Jesus Cristo.

3  - A vida do evangelizador deve conformar-se cada vez mais à vida de Cristo a ponto de se tornar um espelho de Cristo, um livro aberto do Evangelho, onde se podem ler os sinais da vida oferecida de Jesus. Só uma grande intimidade com Jesus Cristo, como a que teve Paulo, poderá dar-nos a possibilidade de sermos pessoas identificadas com o Evangelho que anunciamos.


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Evangelho
O Filho do homem é Senhor também do sábado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Marcos (2,23-3,6)


23Jesus estava passando por uns campos de trigo,
em dia de sábado.
Seus discípulos começaram a arrancar espigas,
enquanto caminhavam.
24Então os fariseus disseram a Jesus:
'Olha! Por que eles fazem em dia de sábado
o que não é permitido?'
25Jesus lhes disse:
'Por acaso, nunca lestes
o que Davi e seus companheiros fizeram
quando passaram necessidade e tiveram fome?
26Como ele entrou na casa de Deus,
no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote,
comeu os pães oferecidos a Deus,
e os deu também aos seus companheiros?
No entanto, só aos sacerdotes é permitido 
comer esses pães'.
27E acrescentou:
'O sábado foi feito para o homem,
e não o homem para o sábado.
28Portanto, o Filho do Homem
é senhor também do sábado'.
3,1Jesus entrou de novo na sinagoga.
Havia ali um homem com a mão seca.
2Alguns o observavam
para ver se haveria de curar em dia de sábado,
para poderem acusá-lo.
3Jesus disse ao homem da mão seca:
'Levanta-te e fica aqui no meio!'
4E perguntou-lhes:
'É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?
Salvar uma vida ou deixá-la morrer?'
Mas eles nada disseram.
5Jesus, então, olhou ao seu redor,
cheio de ira e tristeza,
porque eram duros de coração;
e disse ao homem:
'Estende a mão'.
Ele a estendeu e a mão ficou curada.
6Ao sairem, os fariseus com os partidários de Herodes,
imediatamente tramaram, contra Jesus,
a maneira como haveriam de matá-lo.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - Jesus nos ensina a nos posicionar com liberdade diante da Lei de Moisés, ou melhor, diante da Lei de Deus, que nos chegou por Moisés, sem perder nunca de vista o seu objetivo de regular a nossa vida em sociedade e em Igreja, protegendo os mais frágeis e evitando toda e qualquer opressão por parte de quem exerce o poder. Interpretações rigorosas da Lei (como são as dos fariseus no nosso texto) cegam e não deixam ver as necessidades humanas que, na perspectiva de Jesus, são o verdadeiro critério para manter uma atitude livre diante da Lei.

2 - O Evangelho não coloca em causa a celebração do culto no dia de sábado, mas reposiciona-a de modo a que possa coabitar com o serviço dos necessitados, na pessoa dos discípulos com fome e de uma pessoa com uma mão atrofiada. A celebração do Dia do Senhor, no domingo, pode ser cada vez mais expressão desta dupla faceta do sábado reinterpretado com Jesus que, em dia de sábado entra na sinagoga, lugar onde se realiza o culto, mas não pactua com a necessidade de quem sofre, indo em auxílio, dando conforto e, no caso, mesmo a cura. Se o cristão prolonga na existência a vida de Cristo, é importante que no dia maior, a Ele consagrado, não se perca de vista aqueles que foram os seus prediletos.

3 - A regra de interpretação que Jesus dá para saber o que se pode fazer ou não no domingo pode ser transposta para outros campos da nossa vida: é importante saber que queremos estar a serviço do bem e da salvação da vida humana, em linha com o desejo de Deus, tal como se manifesta na vida e mensagem de Jesus; a par disso, sabemos que as instituições, sejam elas religiosas ou civis, devem estar a serviço da vida humana, para que possam realizar a missão para a qual nasceram.


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Comentário
DIA DO SENHOR.


O Evangelho deste domingo é composto por dois episódios que colocam Jesus em confronto com a instituição do sábado judaico: os discípulos colhendo espigas para comer e um homem com uma mão atrofiada que nos coloca, com Jesus e os seus interlocutores, diante do dilema de curar ou não esse homem; ambos os episódios no dia de sábado. No que ao primeiro episódio diz respeito, o problema de colher espigas talvez seja o problema de se entender como colheita.
De qualquer forma, Marcos convida-nos a nos centrar nas palavras de Jesus que ajudam a interpretar a sua liberdade diante da instituição do sábado judaico: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado” Marcos (2,27-28); “Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?” Marcos (3,4). Estas palavras de Jesus dão a interpretação para os dois episódios, bem como da forma como Jesus se posiciona diante da instituição de sábado em geral.
Já na controvérsia de Marcos (2,1-12) sobre o perdão dos pecados, a questão era do “poder” ou “autoridade” para fazê-lo. Da mesma forma, agora apenas nas palavras de Jesus, a relação de Jesus com o sábado exprime-se em chave de poder e autoridade, uma vez que Ele, “o Filho do homem, é também Senhor do sábado” Marcos (2,28).
A segunda linha de argumentação é a da total precedência das necessidades humanas, mesmo em relação ao sagrado: isto vale para a fome dos discípulos diante do sábado que é sagrado, como valeu para a fome de Davi e dos seus homens diante dos pães sagrados da proposição e valerá também para a cura do homem com a mão atrofiada diante da instituição do sábado. Diante do poder de Jesus e das necessidades humanas, as coisas sagradas não têm um valor próprio (nem o pão do santuário, no caso de Davi, nem o sábado, no caso dos discípulos de Jesus ou do homem com a mão atrofiada), mas existem para o bem da humanidade (os pães da proposição para alimentar Davi e os seus homens, o sábado para o homem e para Jesus); na interpretação de Jesus, é fundamental que o que é sagrado esteja ao serviço do homem. A par deste critério, se partir da formulação da pergunta retórica de Marcos (3,4), na perspectiva de Jesus não há um agir neutro e ainda menos decisivo são as instituições: a lei é a da atenção ao outro, a quem sou chamado a fazer bem, salvando-lhe a vida, ou então me posiciono diante dele para lhe fazer mal, causando-lhe a morte. Em ambos os momentos, Jesus escolheu fazer o bem e colocar-se ao serviço das necessidades humanas, satisfazendo-as, mesmo se isso lhe acarreta a decisão do conluio das autoridades políticas e religiosas contra Ele, para o condenarem à morte.
É importante ter em conta que Jesus não retira qualquer importância do sábado, enquanto dia consagrado a Deus, mas redireciona-o de modo a voltar à intuição inicial da Lei de Moisés, uma vez que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”, Marcos (2,27). Não está em causa uma interpretação libertina ou relativista do sábado, mas fazer dele o dia da relação com Deus que vem em auxílio de quem está em necessidade. Uma boa interpretação lê todos estes aforismos de Jesus em relação entre eles, de modo que o sábado esteja sempre ao serviço do homem, para fazer bem e salvar a vida; se, de fato, Jesus é o senhor do sábado, é para recolocá-lo ao serviço do homem e da salvação da vida.


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB 
Ciudad Redonda: Comunidad Católica 
Família Dehoniana


 

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