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Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - Ano B

No centro da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo está a celebração do Deus que alimenta a seu povo e que, no seu Filho, dá o alimento supremo e eterno. Para exprimir esta oração de louvor e de agradecimento, que dirigimos ao Senhor acolhendo o dom do seu amor, a Escritura emprega duas palavras: a bênção (primeira leitura) e a ação de graças (segunda leitura).

 Estas duas dimensões de oração estão intimamente ligadas e devem habitar a nossa vida para além da missa, para testemunhar todo o amor com o qual Cristo ama os homens (Evangelho).

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é a festa da Pessoa de Cristo. Ao levantarmos os olhos para o Pão e o Vinho consagrados, só podemos dizer: ”É mesmo Ele! Meu Senhor e meu Deus!”.

 “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.” (João 6,56-57)


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
O ESTE É O SANGUE DA ALIANÇA QUE O SENHOR FEZ CONVOSCO
Leitura do Livro do Êxodo (24,3-8)


Naqueles dias:
3Moisés veio e transmitiu ao povo
todas as palavras do Senhor e todos os decretos.
O povo respondeu em coro:
'Faremos tudo o que o Senhor nos disse'.
4Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor.
Levantando-se na manhã seguinte,
ergueu ao pé da montanha
um altar e doze marcos de pedra
pelas doze tribos de Israel.
5Em seguida, mandou alguns jovens israelitas
oferecer holocaustos e imolar novilhos
como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
6Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas,
e derramou a outra metade sobre o altar.
7Tomou depois o livro da aliança
e o leu em voz alta ao povo, que respondeu:
'Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos'.
8Moisés, então, com o sangue separado,
aspergiu o povo, dizendo:
'Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco,
segundo todas estas palavras'.
Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial
ELEVO O CÁLICE DA MINHA SALVAÇÃO,
INVOCANDO O NOME SANTO DO SENHOR.
Sl 115,12-13.15.16bc.17-18 (R. 13)


12Que poderei retribuir ao Senhor Deus
por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
13Elevo o cálice da minha salvação,
invocando o nome santo do Senhor.

ELEVO O CÁLICE DA MINHA SALVAÇÃO,
INVOCANDO O NOME SANTO DO SENHOR.

15É sentida por demais pelo Senhor

a morte de seus santos, seus amigos.
16bEis que sou o vosso servo, ó Senhor,
que nasceu de vossa serva;
16cmas me quebrastes os grilhões da escravidão!

ELEVO O CÁLICE DA MINHA SALVAÇÃO,
INVOCANDO O NOME SANTO DO SENHOR.

17Por isso oferto um sacrifício de louvor,

invocando o nome santo do Senhor.
18Vou cumprir minhas promessas ao Senhor
na presença de seu povo reunido.

ELEVO O CÁLICE DA MINHA SALVAÇÃO,
INVOCANDO O NOME SANTO DO SENHOR.


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Segunda Leitura
O SANGUE DE CRISTO PURIFICARÁ A NOSSA CONSCIÊNCIA!
Leitura da Carta aos Hebreus (9,11-15)


Irmãos:

11Cristo veio como sumo-sacerdote dos bens futuros.
Através de uma tenda maior e mais perfeita,
que não é obra de mãos humanas,
isto é, que não faz parte desta criação,
12e não com o sangue de bodes e bezerros,
mas com o seu próprio sangue,
ele entrou no Santuário uma vez por todas,
obtendo uma redenção eterna.
13De fato, se o sangue de bodes e touros,
e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros
os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos,
14quanto mais o Sangue de Cristo,
purificará a nossa consciência das obras mortas,
para servirmos ao Deus vivo,
pois, em virtude do espírito eterno,
Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus
como vítima sem mancha.
15Por isso, ele é mediador de uma nova aliança.
Pela sua morte, ele reparou as transgressões
cometidas no decorrer da primeira aliança.
E, assim, aqueles que são chamados
recebem a promessa da herança eterna.
Palavra do Senhor.


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Evangelho 
ISTO É MEU CORPO. ISTO É MEU SANGUE.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (
14,12-16.22-26)


12No primeiro dia dos Ázimos,
quando se imolava o cordeiro pascal,
os discípulos disseram a Jesus:
'Onde queres que façamos os preparativos
para comeres a Páscoa?'
13Jesus enviou então dois dos seus discípulos
e lhes disse: 'Ide à cidade.
Um homem carregando um jarro de água
virá ao vosso encontro. Segui-o
14e dizei ao dono da casa em que ele entrar:
'O Mestre manda dizer: onde está a sala
em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?'
15Então ele vos mostrará, no andar de cima,
uma grande sala, arrumada com almofadas.
Ali fareis os preparativos para nós!'
16Os discípulos saíram e foram à cidade.
Encontraram tudo como Jesus havia dito,
e prepararam a Páscoa.
22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o e entregou-lhes, dizendo:
'Tomai, isto é o meu corpo'.
23Em seguida, tomou o cálice, deu graças,
entregou-lhes e todos beberam dele.
24Jesus lhes disse:
'Isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos.
25Em verdade vos digo,
não beberei mais do fruto da videira,
até o dia em que beberei o vinho novo 
no Reino de Deus'.
26Depois de terem cantado o hino,
foram para o monte das Oliveiras.
Palavra da Salvação.


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Comentário
A EUCARISTIA, SINAL DA NOVA ALIANÇA.


Desde o primeiro momento, os discípulos de Jesus compreenderam que as ceias que tinham celebrado com Jesus não tinham sido simples ceias. Tinham sido algo mais. Especialmente, a Última Ceia na qual Jesus tinha celebrado com eles teve um significado especial. Não só porque foi um momento de despedida. Além disso, Jesus, ao repartir o pão e o vinho entre os discípulos, tinha feito daquele compartilhar, o sinal de seu sangue e de seu corpo. E disse-lhes que a entrega de sua vida, que ia ser uma realidade pouco depois, seria o sinal da Nova Aliança que Deus ia fazer com a humanidade. Aquela entrega simbolizava-se na entrega do pão e o vinho a todos os comensais.

Os discípulos já tinham ouvido falar da aliança entre Deus e seu povo. Abraão tinha sido o primeiro. Depois, Moisés e o povo resgatado da escravidão. Mas todas aquelas alianças tinham sido rompidas pela infidelidade do povo. Agora ouviam falar Jesus de uma Nova Aliança que se assinaria sobre o sangue de Jesus. E deram-se conta de que aquele última Ceia com Jesus era um momento chave na vida de Jesus e das suas. Aquela Ceia era importante para toda a humanidade. Por isso, quando após a ressurreição de Jesus se voltaram a reunir, celebraram uma ceia parecida àquela. Lembraram a presença de Jesus e repetiram suas palavras quando repartiram entre todos o “pão e o vinho”. Aquele pão e aquele vinho fizeram-se sinal da presença real de Jesus  entre eles. Aquele pão e aquele vinho foram e continuam sendo sinal da Nova Aliança, a aliança do amor e da fidelidade de Deus que vai sempre para além de nossa infidelidades, limitações e pecados.

Hoje, os cristãos, seguem celebrando aquele Ceia. Chamamo-la Missa ou Eucaristia. Nela lembramos Jesus e repetimos suas palavras sobre o pão e o vinho que se convertem em sinal vivo de sua presença entre nós e em sinal da Aliança, do amor de Deus para nós. Na Missa juntamo-nos a pessoas de diversas procedências e, em nome do Senhor Jesus, descobrimos que Deus nos faz irmãos a todos, que nos convida a viver em amor e justiça, que nos convida a fazer a paz entre nós e a trabalhar pela paz no mundo. Escutamos a Palavra de Deus e, ao comungar o pão e o vinho, recebemos em nosso coração a presença viva de Jesus que nos anima a nos compromete para fazer deste mundo um única Ceia onde todos nós encontremos como irmãos e ninguém se sinta excluído, porque todos somos filhos. Na Missa rezamos junto o Pai-Nosso, a oração que Jesus nos presenteou e que nos faz nos dar conta de que Deus é pai de todos. E damos obrigado porque em Jesus, Deus libertou-nos da morte e do pecado.


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