Últimas
Natividade de São João Batista (CIclo B)
João Batista, além da Virgem Maria, é o único santo de quem a L
Como escolher candidatos aos cargos de padrinho e madrinha de seus filhos
Se você decidiu batizar seu filho na Igreja Católica, você terá
24 de junho - Festa de São João Batista
Nestes dias o povo brasileiro festeja, com exuberância de folclo
Dízimo é Partilha
Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que
Angelus 17 de junho:
“Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Qui Jun 28 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jun 28 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qui Jul 05 @ 3:00PM -
Terço da Misericórdia
Qui Jul 05 @ 8:00PM -
Grupo de Oração
Qua Jul 11 @ 8:00PM -
Terço dos Homens

Solenidade da Santíssima Trindade - Ano B

A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

Na primeira leitura, Jahwéh revela-se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o seu Povo. É um Deus que vem ao encontro dos homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.

A segunda leitura confirma a mensagem da primeira: o Deus em quem acreditamos não é um Deus distante e inacessível, que se demitiu do seu papel de Criador e que assiste com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens; mas é um Deus que acompanha com paixão a caminhada da humanidade e que não desiste de oferecer aos homens a vida plena e definitiva.

No Evangelho, Jesus dá a entender que ser seu discípulo é aceitar o convite para se vincular com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os discípulos de Jesus recebem a missão de testemunhar a sua proposta de vida no meio do mundo e são enviados a apresentar, a todos os homens e mulheres, sem exceção, o convite de Deus para integrar a comunidade trinitária.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
O SENHOR É O DEUS LÁ EM CIMA NO CÉU
E CÁ EMBAIXO NA TERRA, E NÃO HÁ OUTRO ALÉM DELE.

Leitura do Livro do Deuteronômio (4,32-34.39-40)


Moisés falou ao povo dizendo:
32Interroga os tempos antigos que te precederam,
desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra,
e investiga de um extremo ao outro dos céus,
se houve jamais um acontecimento tão grande,
ou se ouviu algo semelhante.
33Existe, porventura, algum povo
que tenha ouvido a voz de Deus
falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste,
e tenha permanecido vivo?
34Ou terá jamais algum Deus vindo escolher para si
um povo entre as nações,
por meio de provações, de sinais e prodígios,
por meio de combates, com mão forte e braço estendido,
e por meio de grandes terrores,
como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no
Egito, diante de teus próprios olhos?
39Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração,
que o Senhor é o Deus lá em cima do céu
e cá embaixo na terra,
e que não há outro além dele.
40Guarda suas leis e seus mandamentos
que hoje te prescrevo, para que sejas feliz,
tu e teus filhos depois de ti,
e vivas longos dias sobre a terra
que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1- Quem é Deus? Como é Ele? Qual a sua relação com os homens? O Deus em quem acreditamos é um Deus sensível aos problemas dos homens e que Se preocupa em percorrer com eles um caminho de amor e de relação, ou é um Deus insensível e distante, que olha com enfado e indiferença o caminho que percorremos e que Se recusa a sujar as mãos com a nossa humanidade? Trata-se de um Deus capaz de amar os homens e de aceitar, com misericórdia, as nossas falhas, ou de um Deus intolerante, duro e insensível, que castiga sem piedade qualquer deslize do homem? A Solenidade da Santíssima Trindade é, antes de mais, um convite para descobrir o verdadeiro rosto de Deus. A primeira leitura deste domingo nos dá algumas pistas para perceber Deus e para reconhecer o seu verdadeiro rosto.

2 – Na catequese do livro do Deuteronômio, Jahwéh revela-Se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o seu Povo. É um Deus que vem ao encontro dos homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira. Por vezes, ao longo da nossa caminhada pela vida, sentimo-nos sós e perdidos, afogados nas nossas dúvidas, misérias e dramas, assustados e inquietos face ao rumo como a história se apresenta. Mas a certeza da presença amorosa, salvadora e reconfortante de Deus deve ser uma luz de esperança que ilumina o nosso caminho e que nos permite encarar cada passo da nossa existência com alegria e serenidade.
3 - O catequista garante que Jahwéh é o único Deus capaz de realizar obras em favor do homem e que só n’Ele o homem encontra a verdadeira vida e a verdadeira liberdade. Esta afirmação convida-nos a refletir sobre o papel que outros “deuses” desempenham na nossa existência. Em quem é que colocamos a nossa esperança? Nesses “deuses” que tantas vezes nos atraem e condicionam as nossas opções, ou o Deus do amor? 


voltar


Salmo Responsorial

FELIZ O POVO QUE O SENHOR ESCOLHEU POR SUA HERANÇA.

Sl 32,4-5.6.9.18-19.20.22 (R.12b)


4Reta é a palavra do Senhor,
e tudo o que ele faz merece fé.
 5Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.
6A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro de seus lábios, as estrelas.
9Ele falou e toda a terra foi criada,
ele ordenou e as coisas todas existiram.
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

18Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,
e que confiam esperando em seu amor,
19para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.
20No Senhor nós esperamos confiantes,

porque ele é nosso auxílio e proteção!
22Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.


voltar


Segunda Leitura
RECEBESTES UM ESPÍRITO DE FILHOS, NO
QUAL TODOS NÓS CLAMAMOS: ABÁ - Ó PAI!
LEITURA DA CARTA aos de São Paulo aos Romanos (8,14-17)


Irmãos:

14Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de
Deus são filhos de Deus.
15De fato, vós não recebestes um espírito de escravos,
para recairdes no medo,
mas recebestes um espírito de filhos adotivos,
no qual todos nós clamamos: Abá - ó Pai!
16O próprio Espírito se une ao nosso espírito
para nos atestar que somos filhos de Deus.
17E, se somos filhos, somos também herdeiros,
herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo;
se realmente sofremos com ele,
é para sermos também glorificados com ele.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - Mais uma vez a Palavra que nos é proposta reafirma esta realidade: o Deus em quem acreditamos não é um Deus distante e inacessível, que deixou o seu papel de criador e que olha com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens; mas é um Deus que acompanha com paixão a caminhada da humanidade e que não desiste de oferecer aos homens a vida plena e verdadeira. Há, ao longo da nossa caminhada pela vida, momentos de solidão e de desespero, em que procuramos Deus e não conseguimos descortinar a sua presença; mas, sobretudo nesses momentos dramáticos, é preciso não esquecer que Deus nunca desiste dos seus filhos e que nenhum de nós Lhe é indiferente.

2 - A oferta de vida que Deus faz, o homem pode responder positiva ou negativamente. Se o homem preferir recusar a vida que Deus oferece e trilhar caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência, está a rejeitar a possibilidade de aceder à vida plena e verdadeira; se o homem estiver disponível para acolher a salvação que Deus oferece em Jesus, torna-se herdeiro da vida eterna. Em que situação é que eu me coloco, diante dos dons de Deus?

3 - Os membros da comunidade cristã, que pelo Batismo aderiram ao projeto de salvação que Deus apresentou aos homens em Jesus e cuja caminhada é animada pelo Espírito, integram a família de Deus. O fim último da nossa caminhada é a pertença à família trinitária.
4 - Esta “VOCAÇÃO” deve expressar-se na nossa vida comunitária. A nossa relação com os irmãos deve refletir o amor, a ternura, a misericórdia, a bondade, o perdão, o serviço, que são as consequências práticas do nosso compromisso com a comunidade trinitária. É isso que acontece? As nossas relações comunitárias refletem esse amor que é a marca da “família de Deus”?


voltar


Evangelho 
TODA A AUTORIDADE ME FOI DADA
NO CÉU E SOBRE A TERRA.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (28,16-20)


Naquele tempo:

16Os onze discípulos foram para a Galileia,
ao monte que Jesus lhes tinha indicado.
17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele.
Ainda assim alguns duvidaram.
18Então Jesus aproximou-se e falou:
'Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.
19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos,
batizando-os em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,
20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!
Eis que eu estarei convosco todos os dias,
até ao fim do mundo'.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1- Neste texto escolhido para o dia da Santíssima Trindade, aparece uma fórmula trinitária usada no batismo cristão (“em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”). O texto sugere, antes de mais, que ser batizado é estabelecer uma relação pessoal com a comunidade trinitária…  No dia em que fomos batizados, nos comprometemos com Jesus e nos vinculamos com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?

2- Quem acolheu o convite de Deus (apresentado em Jesus) para integrar a comunidade trinitária, torna-se testemunha, no meio dos homens, dessa vida nova que Deus oferece. O papel dos discípulos é continuar a missão de Jesus, testemunhar o amor de Deus pelos homens e convidar os homens a integrar a família de Deus. Os irmãos com quem nos cruzamos pelos caminhos da vida recebem essa mensagem? As nossas palavras e os nossos gestos testemunham esse amor com que Deus ama todos os homens? As nossas comunidades são a imagem viva da família de Deus e apresentam um convite credível e convincente aos homens para que integrem a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

3 -A missão que Jesus confiou aos discípulos, é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas, não podem ser obstáculo para a presença da proposta libertadora de Jesus no mundo. Todos os homens e mulheres, SEM EXCEÇÃO, têm lugar na família de Deus. Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens – sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas – a anunciar-lhes o amor de Deus e a convocá-los para integrar a comunidade trinitária? Tenho consciência de que sou chamado a apresentar a todos os homens – mesmo àqueles que habitam no outro lado do mundo – o convite para integrar a família de Deus?

4 - Num mundo onde Deus nem sempre faz parte dos planos e das preocupações dos homens, testemunhar o amor de Deus e apresentar aos homens o convite para integrar a família de Deus é um enorme desafio. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração…  Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “EU ESTAREI CONVOSCO ATÉ AO FIM DOS TEMPOS”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.

5 - A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar essa estranha charada de “um em três”. Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família – pai, mãe e filho – é afirmar três deuses e é negar a fé; inversamente, dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas diferentes de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é também negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, expressa-se na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família torna-Se trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue “dizer” o indizível, não consegue definir cabalmente o mistério de Deus.


voltar


Comentário 

O AMOR NÃO SE COMPREENDE, SE AGRADECE


Conta a história que são Agostinho estava um dia passeando pela praia. Meditava sobre Jesus Cristo, sua relação com o Pai, ao qual Jesus sempre chamava “Abba” que significa “pai” em hebraico, e sobre o Espírito Santo que tinham recebido os apóstolos no dia do Pentecostes. E não compreendia totalmente. ERA UM SÓ DEUS? ERAM TRÊS? TRÊS PESSOAS E UM SÓ DEUS? TRÊS DEUSES E UMA SÓ PESSOA? Dava voltas e voltas na cabeça àquelas ideias e cada vez encontrava-se mais confuso. Mas estava decidido a compreender e seguia dedicando seus melhores esforços. 

Estando distraído naqueles pensamentos, quase não se deu conta da presença de uma criança que jogava na areia. Porém, viu naquela criança algo estranho que o tirou dos seus pensamentos. Viu com surpresa que a criança fazia contínuas viagens da orla a um buraco que tinha escavado na areia. Ao chegar à orla enchia um pequeno cubo com água do mar. E ao chegar ao buraco esvaziava-o cuidadosamente nele. Assim uma vez e outra e outra. Ficou parado olhando o menino e perguntando-se que sentido teria aquele jogo. Não o podia entender. De modo que, levado da curiosidade, acercou-se à criança e perguntou-lhe diretamente. Que pretende fazer enchendo continuamente o cubo de água do mar e o esvaziando no buraco que fizeste na areia? A criança levantou os olhos, olhou e respondeu-lhe: “Quero colocar todo a água do mar no buraco”. Agostinho riu-se. “Isso é impossível”, disse-lhe, ” você nunca o conseguirá”. Mas a criança respondeu-lhe:  “Igual ou impossível o que pretende: compreender o mistério da Santíssima Trinidade”.         

Ouça bem esta história para lembrar que Deus não é uma teoria ou ideia que se estuda, se analisa e se disseca. DEUS É MISTÉRIO DE AMOR. Que se tem revelado como amor que cria e liberta, que nos oferece a felicidade. Assim se apresenta na primeira leitura, do Deuteronômio. Não só isso. Em Jesus, Deus nos fez filhos seus, nos fez membros de sua família, herdeiros de sua graça. O mesmo Jesus que entrou na glória da ressurreição, também a nós nos promete participar em sua glória. E tudo por puro amor. Por isso, o Espírito de Deus nos faz gritar “Abba”, como diz Paulo na carta aos romanos.        

Deus tem-se manifestado como Pai, Filho e Espírito Santo. Para além de nosso entendimento e de nossas ideias, com o coração entendemos e experimentamos que Deus é amor. É amor entre o Pai e o Filho e o Espírito Santo. E é amor para a cada um de nós. Deus é amor e não pode fazer outra coisa que amar. Não há outra forma do entender mais que amando.


Para a reflexão


Se viver como cristão é amar como Deus nos ama, será que eu amo aos que me rodeiam? Amo-os como Deus me ama? Que faço para evitar que o ódio, o rancor, a violência “todo o que se opõe ao amor” esteja presente a minha vida?


voltar


FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB  
Ciudad Redonda: Comunidad Católica  
Família Dehoniana


 

: