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Domingo de Pentecostes

O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.
O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.
Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.
Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.



Primeira Leitura
Salmo Responsorial

Segunda Leitura
Sequência de Pentecostes
Evangelho

Comentário


Primeira Leitura
FOI CHAMADA BABEL, PORQUE FOI LÁ QUE O SENHOR
CONFUNDIU A LINGUAGEM DE TODO O MUNDO.

Leitura do Livro do Gênesis (11,1-9)


1Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
2De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
3Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
4Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
6Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam?
8Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
9Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,
10a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,11judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!

Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - Temos, neste texto, os elementos essenciais que definem a Igreja: uma comunidade de irmãos reunidos por causa de Jesus, animada pelo Espírito do Senhor ressuscitado e que testemunha na história o projeto libertador de Jesus. Desse testemunho resulta a comunidade universal da salvação, que vive no amor e na partilha, apesar das diferenças culturais e étnicas. A Igreja de que fazemos parte é uma comunidade de irmãos que se amam, apesar das diferenças? Está reunida por causa de Jesus e à volta de Jesus? Tem consciência de que o Espírito está presente e que a anima? Testemunha, de forma efetiva e coerente, a proposta libertadora que Jesus deixou?

2 - Nunca será demais realçar o papel do Espírito na tomada de consciência da identidade e da missão da Igreja… Antes do Pentecostes, tínhamos apenas um grupo fechado dentro de quatro paredes, incapaz de superar o medo e de arriscar, sem a iniciativa nem a coragem do testemunho; depois do Pentecostes, temos uma comunidade unida, que ultrapassa as suas limitações humanas e se assume como comunidade de amor e de liberdade. Temos consciência de que é o Espírito que nos renova, que nos orienta e que nos anima? Damos suficiente espaço à ação do Espírito, em nós e nas nossas comunidades?

3 - Para se tornar cristão, ninguém deve ser espoliado da própria cultura: nem os africanos, nem os europeus, nem os sul-americanos, nem os negros, nem os brancos; mas todos são convidados, com as suas diferenças, a acolher esse projeto libertador de Deus, que faz os homens deixarem de viver de costas voltadas, para viverem no amor. A Igreja de que fazemos parte é esse espaço de liberdade e de fraternidade? Nela todos encontram lugar e são acolhidos com amor e com respeito – mesmo os de outras raças, mesmo aqueles de quem não gostamos, mesmo aqueles que não fazem parte do nosso círculo, mesmo aqueles que a sociedade marginaliza e afasta?


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Salmo Responsorial             
ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO, SENHOR,
E DA TERRA TODA A FACE RENOVAI.

Sl 103,1-2a.24.35c.27-28.29bc-30 (R.30)


1Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
2De majestade e esplendor vos revestis
e de luz vos envolveis como num manto.
Enviai o vosso espírito, senhor,
e da terra toda a face renovai.
24Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,
e que sabedoria em todas elas!
Encheu-se a terra com as vossas criaturas.
35cBendize, ó minha alma, ao Senhor!
Enviai o vosso espírito, senhor,
e da terra toda a face renovai.
27Todos eles, ó Senhor, de vós esperam
que a seu tempo vós lhes deis o alimento;
28vós lhes dais o que comer e eles recolhem,
vós abris a vossa mão e eles se fartam.
Enviai o vosso espírito, senhor,
e da terra toda a face renovai.
29Se tirais o seu respiro, eles perecem
e voltam para o pó de onde vieram;
30enviais o vosso espírito e renascem
e da terra toda a face renovais.
Enviai o vosso espírito, senhor,
e da terra toda a face renovai.


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Segunda Leitura
ESTE É O SEU MANDAMENTO: QUE CREIAMOS
E NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS
Leitura da Leitura da Carta de Paulo aos Coríntios (12,3b-7.12-13)


Irmãos:
3bNinguém pode dizer:
Jesus é o Senhor a não ser no Espírito Santo.
4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito.
5Há diversidade de ministérios,
mas um mesmo é o Senhor.
6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus
que realiza todas as coisas em todos.
7A cada um é dada a manifestação do Espírito
em vista do bem comum.
12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros,
e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos,
formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.
13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou
livres, fomos batizados num único Espírito,
para formarmos um único corpo,
e todos nós bebemos de um único Espírito.

Palavra do Senhor.


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Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - Temos consciência de que somos membros de um único “corpo” - o corpo de Cristo - e é o mesmo Espírito que nos alimenta, embora desempenhemos funções diversas. No entanto, encontramos, com alguma frequência, cristãos com uma consciência viva da sua superioridade e da sua situação “à parte” na comunidade, que gostam de mandar e de fazer-se notar. Às vezes, veem-se atitudes de prepotência e de autoritarismo por parte daqueles que se consideram depositários de dons especiais; às vezes, a Igreja continua a dar a impressão - mesmo após o Vaticano II - de ser uma pirâmide no topo da qual há uma elite que preside e toma as decisões e em cuja base está o rebanho silencioso, cuja função é obedecer. Isto faz algum sentido, à luz da doutrina que Paulo expõe?

2 - Os “dons” que recebemos não podem gerar conflitos e divisões, mas devem servir para o bem comum e para reforçar a vivência comunitária. As nossas comunidades são espaços de partilha fraterna, ou são campos de batalha onde se digladiam interesses próprios, atitudes egoístas, tentativas de afirmação pessoal?

3 - É preciso ter consciência da presença do Espírito: é Ele que alimenta, que dá vida, que anima, que distribui os dons conforme as necessidades; é Ele que conduz as comunidades na sua marcha pela história. Ele foi distribuído a todos os crentes e reside na totalidade da comunidade. Temos consciência da presença do Espírito e procuramos ouvir a sua voz e perceber as suas indicações? Temos consciência de que, pelo facto de desempenharmos esta ou aquela função, não somos as únicas vozes autorizadas a falar em nome do Espírito?


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Sequência de Pentecostes


1.Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz um raio de luz 

Vinde, Pai dos pobres, daí aos corações vossos sete dons

2.Consolo que acalma hóspede de alma doce alívio, vinde!

No labor descanso, na aflição remanso, no calor, aragem

3.Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós.

Sem a luz que acode, nada o homem pode nenhum bem há nele.

4. Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.

Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.

5.Daí à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.

Daí em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna.

Amém.


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Evangelho
QUEM PERMANECER EM MIM, E EU
NELE, PRODUZ MUITO FRUTO
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo João (15,1-8)


19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro
da semana,
estando fechadas, por medo dos judeus,
as portas do lugar onde os discípulos se encontravam,
Jesus entrou e pondo-se no meio deles,
disse: 'A paz esteja convosco'.
20Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: 'A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio'.
22E depois de ter dito isto,
soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo.
23A quem perdoardes os pecados,
eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos'.

Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - A comunidade cristã só existe de forma consistente, se está centrada em Jesus. Jesus é a sua identidade e a sua razão de ser. É n’Ele que superamos os nossos medos, as nossas incertezas, as nossas limitações, para partirmos à aventura de testemunhar a vida nova do Homem Novo. As nossas comunidades são, antes de mais, comunidades que se organizam e estruturam à volta de Jesus? Jesus é o nosso modelo de referência? É com Ele que nos identificamos, ou é num qualquer ídolo de pés de barro que procuramos a nossa identidade? Se Ele é o centro, a referência fundamental, têm algum sentido as discussões acerca de coisas não essenciais, que às vezes dividem os crentes?

2 - Identificar-se como cristão significa dar testemunho diante do mundo dos “sinais” que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado. É esse o testemunho que damos? Os homens do nosso tempo, olhando para cada cristão ou para cada comunidade cristã, podem dizer que encontram e reconhecem os “sinais” do amor de Jesus?

3 - As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado, que transforma o orgulho em serviço simples e humilde… É Ele que nos faz vencer os medos, superar as cobardias e fracassos, derrotar o cepticismo e a desilusão, reencontrar a orientação, readquirir a audácia profética, testemunhar o amor, sonhar com um mundo novo. É preciso ter consciência da presença contínua do Espírito em nós e nas nossas comunidades e estar atentos aos seus apelos, às suas indicações, aos seus questionamentos.


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Comentário
COMO UM VENTO FORTE


Há três celebrações chave na liturgia cristã, três Páscoas no sentido mais original do termo que alude a “passagem” de Deus cerca de nós. A primeira Páscoa foi a da noite da libertação no Egito. Foi Deus que com sua presença libertou o povo da escravatura. Desde então, a Páscoa sempre fala da proximidade de Deus e traz consequências liberadoras para a humanidade. Na liturgia cristã essas três Páscoas são: a Encarnação “Deus faz-se homem, faz-se um de nós”, a Ressurreição “Deus rompe a condenação do pecado que era a morte e nos abre a uma nova e mais plena vida”, e Pentecostes, que é a que celebramos neste domingo.

O Espírito de Deus invade de repente nosso mundo. No livro dos Atos conta-se que o Espírito se fez presente como vento e como fogo. Vento e fogo são fenômenos naturais que, desatados a sua própria dinâmica, podem chegar a ser ameaçadores para a vida da humanidade. Neste dia simbolizam uma destruição e uma renascença. Como sempre que a pessoa é tocada por Deus se produz um autêntico “batismo de fogo”, uma real transformação. Algo morre na pessoa e algo nasce. O novo é diferente. É consequência da ação do Espírito.     

A passagem do Espírito por suas vidas teve consequências imediatas para os discípulos de Jesus. Se até então tinham estado encerrados (no evangelho de João alude-se mais de uma vez a que se encerravam por medo aos judeus), agora abrem as portas e as janelas. Aquele encerramento denotava uma falta de comunicação total entre a primeira comunidade dos seguidores de Jesus e o mundo que lhes rodeava. Agora a comunicação se produz com uma abundância e clareza tal que todos os que estão em Jerusalém, todos os que entram em contato com eles, os entendem como se falassem em sua própria língua.        

O Espírito, pois, faz com que os crentes saiam ao mundo, entrem em diálogo e levem a todos a boa nova da salvação. O Espírito atua em todos os membros da comunidade, lhes faz confessar sem medo sua fé. O Espírito promove diversos carismas (serviços, funções) dentro da comunidade, mas, ao mesmo tempo, faz com que sejam uma só comunidade a serviço de uma única missão: levar a paz ao mundo, anunciar a boa nova, pregar o perdão e a reconciliação. Hoje celebramos que o Espírito segue chegando aos corações de todos os cristãos, que nos faz uma só família com uma missão: seguir anunciando no mundo de hoje a boa nova do Evangelho. Hoje sentimos de novo em nós o fogo e o vento do Espírito que nos liberta e nos envia. Porque no mundo muitos seguem esperando o anúncio de que Deus lhes ama como filhos.


Para a reflexão


Fico com medo dizer que sou cristão ou me comportar como tal em algumas situações? Se é verdade que o Espírito enche meu coração, como me deveria comportar? Como deveria falar para que todos conhecessem o amor com que Deus nos ama?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB 
Ciudad Redonda: Comunidad Católica 
Família Dehoniana


 

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