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Ascensão do Senhor da Páscoa - Ano B

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
No Evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, ajuda-os a vencer a desilusão e o comodismo e envia-os em missão, como testemunhas do projeto de salvação de Deus. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, através deles, a oferecer aos homens a vida nova e definitiva.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que se torna hoje presente no meio dos homens.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
JESUS FOI LEVADO AOS CÉUS, À VISTA DELES
Leitura do Atos dos Apóstolos (1,1-11)


1No meu primeiro livro, ó Teófilo,
já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou,
desde o começo,
2até ao dia em que foi levado para o céu,
depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo,
aos apóstolos que tinha escolhido.
3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo
depois da sua paixão, com numerosas provas.
Durante quarenta dias, apareceu-lhes
falando do Reino de Deus.
4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem:
'Não vos afasteis de Jerusalém,
mas esperai a realização da promessa do Pai,
da qual vós me ouvistes falar:
5`João batizou com água;
vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo,
dentro de poucos dias''.
6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus:
'Senhor, é agora que vais restaurar
o Reino em Israel?'
7Jesus respondeu:
'Não vos cabe saber os tempos e os momentos
que o Pai determinou com a sua própria autoridade.
8Mas recebereis o poder do Espírito Santo
que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas
em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria,
e até os confins da terra'.
9Depois de dizer isto,
Jesus foi levado ao céu, à vista deles.
Uma nuvem o encobriu,
de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo.
10Os apóstolos continuavam olhando para o céu,
enquanto Jesus subia.
Apareceram então dois homens vestidos de branco,
11que lhes disseram: 'Homens da Galileia,
por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?
Esse Jesus que vos foi levado para o céu,
virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - A ressurreição/ascensão de Jesus garante-nos, antes de mais, que uma vida vivida na fidelidade aos projetos do Pai é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.

2 - A ascensão de Jesus recorda-nos, sobretudo, que Ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projeto libertador no meio dos homens nossos irmãos. É essa a atitude que tem marcado a caminhada histórica da Igreja? Ela tem sido fiel à missão que Jesus, ao deixar este mundo, lhe confiou? +

3 - O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia? Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa atividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?

4 - É relativamente frequente ouvirmos dizer que os seguidores de Jesus gostam mais de olhar para o céu do que se comprometerem na transformação da terra. Estamos, efetivamente, atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?


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Salmo Responsorial
POR ENTRE ACLAMAÇÕES DEUS SE ELEVOU,
O SENHOR SUBIU AO TOQUE DA TROMBETA.

Sl 46,2-3.6-7.8-9 (R.6)        


Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.

2Povos todos do universo, batei palmas,
gritai a Deus aclamações de alegria!
3Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,
o soberano que domina toda a terra.

Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.

6Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
7Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.

8Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
9Deus reina sobre todas as nações,
está sentado no seu trono glorioso.

Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.


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Segunda Leitura
E O FEZ SENTAR-SE À SUA DIREITA NOS CÉUS
Leitura da Carta aos de São Paulo aos Efésios (1,17-23)


Irmãos:
17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai a quem pertence a glória,
vos dê um espírito de sabedoria
que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.
18Que ele abra o vosso coração à sua luz,
para que saibais
qual a esperança que o seu chamamento vos dá,
qual a riqueza da glória
que está na vossa herança com os santos,
19e que imenso poder ele exerceu
em favor de nós que cremos,
de acordo com a sua ação e força onipotente.
20Ele manifestou sua força em Cristo,
quando o ressuscitou dos mortos
e o fez sentar-se à sua direita nos céus,
21bem acima de toda a autoridade, poder, potência,
soberania ou qualquer título que se possa nomear
não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.
22Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele,
que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja,
23que é o seu corpo,
a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - Na nossa peregrinação pelo mundo, convém termos sempre presente “a esperança a que fomos chamados”. A ressurreição/ascensão/glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena. Esta perspectiva tem de dar-nos a força de enfrentar a história e de avançar - apesar das dificuldades - nesse “caminho” do amor e da entrega total que Cristo percorreu.
2 - Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa que devemos viver numa comunhão total com Ele e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta. Significa também viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida. Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?

3 - Dizer que a Igreja é o “pleroma” de Cristo significa que temos a obrigação de testemunhar Cristo, de torná-lo presente no mundo, de levar à plenitude o projeto de libertação que Ele começou em favor dos homens. Essa tarefa só estará acabada quando, pelo testemunho e pela ação dos crentes, Cristo for “um em todos”.


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Evangelho
FOI LEVADO AO CÉU E SENTOU-SE À DIREITA DE DEUS.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (16,15-20)


Naquele tempo:
Jesus se manifestou aos onze discípulos,
15e disse-lhes:
'Ide pelo mundo inteiro
e anunciai o Evangelho a toda criatura!
16Quem crer e for batizado será salvo.
Quem não crer será condenado.
17Os sinais que acompanharão
aqueles que crerem serão estes:
expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;
18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal
não lhes fará mal algum;
quando impuserem as mãos sobre os doentes,
eles ficarão curados'.
19Depois de falar com os discípulos,
o Senhor Jesus foi levado ao céu,
e sentou-se à direita de Deus.
20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte.
O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra
por meio dos sinais que a acompanhavam.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - Jesus foi ao encontro do Pai, depois de uma vida gasta ao serviço do “Reino”; deixou aos seus discípulos a missão de anunciar o “Reino” e de torná-lo uma proposta capaz de renovar e de transformar o mundo. Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens. Estou consciente de que a Igreja - a comunidade dos discípulos de Jesus, a que eu pertenço também - é hoje a presença libertadora e salvadora de Jesus no meio dos homens? Como é que eu procuro testemunhar o “Reino” na minha vida de todos os dias - em casa, no trabalho ou na escola, na paróquia, na comunidade religiosa?

2 - A missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas não podem ser obstáculos para a presença da proposta libertadora de Jesus no mundo. Tenho consciência de que a missão que foi confiada aos discípulos é uma missão universal? Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens - sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas - a anunciar-lhes a libertação, a salvação, a vida definitiva? Tenho consciência de que sou responsável pela vida, pela felicidade e pela liberdade de todos os meus irmãos - mesmo que eles habitem no outro lado do mundo?

3 - Tornar-se discípulo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus – a partir das suas palavras, dos seus gestos, da sua vida oferecida por amor. É claro que o mundo do século XXI apresenta, todos os dias, desafios novos; mas os discípulos, formados na escola de Jesus, são convidados a ler os desafios que hoje o mundo coloca, à luz dos ensinamentos de Jesus. Preocupo-me em conhecer bem os ensinamentos de Jesus e em aplicá-los à vida de todos os dias?
4 - No dia em que fui batizado, comprometi-me com Jesus e vinculei-me com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?

5 - É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo os valores do “Reino” (esses valores que, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e que o mundo considera serem as prioridades da vida). Com frequência, os discípulos de Jesus são objeto da irrisão e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida; com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.


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Comentário
ILUMINA OS OLHOS DE NOSSO CORAÇÃO


A Ascensão marca o começo do fim da celebração pascal. Lembramos o último aparecimento do ressuscitado. Ou o final daquele período de tempo fundacional da Igreja, na qual os apóstolos, junto dos primeiros discípulos, tiveram a experiência viva de que Jesus, ao que tinham seguido em vida e ao que tinham visto morrer na cruz, não tinha morrido, mais tinha ressuscitado. Aquela experiência, tão fortemente vivida, se fez sentir fraternidade, comunidade. Sua fé dizia que no centro de sua união não estava só a lembrança do que Jesus tinha feito e dito. Sentiam que o Espírito de Jesus animava sua comunidade e que aquela comunidade tinha a missão de levar a todos os homens e mulheres a boa nova da salvação.        

Estas ideias são as que se encontram refletidas nas leituras deste dia. A primeira, dos Atos, e o Evangelho relatam, cada uma a sua maneira, aquele último aparecimento do ressuscitado ao grupo de discípulos. Aqueles últimos momentos servem para confirmar na missão. Vê-se com clareza em ambas leituras. O que foi vivido não é só para eles senão para toda a humanidade. Os discípulos serão, pela força do Espírito, testemunhas de Jesus “em Jerusalém e até os confines do mundo”. “Vão ao mundo inteiro e proclamem o Evangelho a toda a criação” (Marcos). O que os crentes receberam não é um presente exclusivo para eles, mais tem que er compartilhador.     

A segunda leitura, tomada da carta aos efésios, é uma oração de Paulo na qual o apóstolo intercede por todos os que leiam sua carta. Supõe que são crentes e pede a Deus que lhes dê a todos, “que nos dê a todos” a graça e a sabedoria para compreender o que Deus fez com a cada um de nós. Porque a ressurreição do Senhor não é algo que lhe passou a Jesus. No mistério da Páscoa, Deus fez uma nova aliança com a humanidade. Em Cristo, Deus dispersou sua força poderosa resgatando-o e resgatando do poder da morte e do pecado em todas suas formas. Já não estamos condenados à morte, ao egoísmo, ao pecado, ao ódio ou à violência. DEUS DESTINOU-NOS A SER SEUS FILHOS. Tudo isso é o que experimentaram com força os apóstolos no tempo pascal. Todo isso obriga os cristãos a viver de outra maneira e a compartilhar essa experiência de salvação com todos nossos irmãos e irmãs. Essa e não outra é a missão da Igreja, dos crentes.

A Ascensão não é um tempo de tristeza porque ficamos sós. As palavras dos anjos dos apóstolos nos Atos dos Apóstolos dirigem-se hoje a nós: “Que fazem aí plantados olhando para o céu? ”. Adiante, crentes, a missão nos urge a todos. Há muito o que fazer!


Para a reflexão


Como vivi o tempo de Páscoa? Trouxe alguma mudança para minha vida a celebração da ressurreição de Jesus?  Como posso compartilhar a riqueza da graça que recebi em Jesus com os que me rodeiam?


FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB  
Ciudad Redonda: Comunidad Católica
Família Dehoniana


 

 

 

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