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IV Domingo da Páscoa - Ano B

O IV Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe, hoje, à nossa reflexão.
O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.
A primeira leitura afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objetivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO.
Leitura do Atos dos Apóstolos (4,8-12)


Naqueles dias:
8Pedro, cheio do Espírito Santo, disse:
'Chefes do povo e anciãos:
9hoje estamos sendo interrogados
por termos feito o bem a um enfermo
e pelo modo como foi curado.
10Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel:
é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré,
- aquele que vós crucificastes
e que Deus ressuscitou dos mortos -
que este homem está curado, diante de vós.
11Jesus é a pedra, que vós, os construtores,
desprezastes, e que se tornou a pedra angular.
12Em nenhum outro há salvação,
pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos
homens pelo qual possamos ser salvos'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - A catequese que Lucas nos propõe neste trecho do livro dos Atos dos Apóstolos, apresenta Jesus como o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. Lucas avisa-nos, desta forma, para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação. Por vezes, o caminho de salvação que Jesus nos propõe, está em flagrante contradição com os caminhos de “salvação” que nos são propostos pelos líderes políticos, pelos líderes ideológicos, pelos líderes da moda e da opinião pública; e nós temos que fazer escolhas coerentes com a nossa fé e com o nosso compromisso cristão. Na hora de optarmos, não esqueçamos que a proposta de Jesus tem o selo de garantia de Deus; não esqueçamos que o caminho proposto por Jesus (e que, tantas vezes, à luz da lógica humana, parece um caminho de fracasso e de derrota) é o caminho que nos conduz ao encontro da vida plena e definitiva, ao encontro do Homem Novo.

2 - Depois de dois mil anos de cristianismo, parece que nem sempre se nota a presença efetiva de Cristo nesses caminhos em que se constrói a história do mundo e dos homens. O verniz cristão com que revestimos a nossa civilização ocidental não tem impedido a corrida aos armamentos, aos genocídios, aos atos bárbaros de terrorismo, as guerras religiosas, ao capitalismo selvagem… Os critérios que presidem à construção do mundo estão, demasiadas vezes, longe dos valores do Evangelho. Porque é que isto acontece? Podemos dizer que Cristo é, para os cristãos, a referência fundamental? Nós cristãos fizemos d’Ele, efetivamente, a “pedra angular” sobre a qual construímos a nossa vida e a história do nosso tempo?

3 - Os discípulos de Jesus não estão sozinhos, entregues a si próprios, nessa luta contra as forças que oprimem e escravizam os homens. O Espírito de Jesus ressuscitado está com eles, ajudando-os, animando-os, protegendo-os em cada instante desse caminho que Deus lhes mandou percorrer. Nos momentos de crise, de desânimo, de frustração, os discípulos devem tomar consciência da presença amorosa de Deus a seu lado e retomar a esperança.


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Salmo Responsorial
A PEDRA QUE OS PEDREIROS REJEITARAM,
TORNOU-SE AGORA A PEDRA ANGULAR.
Sl 117,
1.8-9.21-23.26.28cd.29 (R. 22) 


A pedra que os pedreiros rejeitaram,
tornou-se agora a pedra angular.

1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
'Eterna é a sua misericórdia!'
8É melhor buscar refúgio no Senhor,
do que pôr no ser humano a esperança;
9é melhor buscar refúgio no Senhor,
do que contar com os poderosos deste mundo!'

A pedra que os pedreiros rejeitaram,
tornou-se agora a pedra angular.

21Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes
e vos tornastes para mim o Salvador!
22'A pedra que os pedreiros rejeitaram,
tornou-se agora a pedra angular.
23Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

A pedra que os pedreiros rejeitaram,
tornou-se agora a pedra angular.

26Bendito seja, em nome do Senhor,
aquele que em seus átrios vai entrando!
28Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço!
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
29Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
'Eterna é a sua misericórdia!'

A pedra que os pedreiros rejeitaram,
tornou-se agora a pedra angular.


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Segunda Leitura
VEREMOS A DEUS TAL COMO ELE É.
Leitura da Carta aos de São João (3,1-2)


Caríssimos:
1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu:
de sermos chamados filhos de Deus!
E nós o somos!
Se o mundo não nos conhece,
é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus,
mas nem sequer se manifestou o que seremos!
Sabemos que,
quando Jesus se manifestar,
seremos semelhantes a ele,
porque o veremos tal como ele é.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1- Antes de mais, a segunda leitura recorda-nos que Deus nos ama com um amor “admirável” – amor que se traduz no dom dessa vida nova que faz de nós “FILHOS DE DEUS”. Neste IV Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor, o autor da Primeira Carta de João convida-nos a contemplar a bondade, a ternura, a misericórdia, o amor de um Deus dedicado em levar o homem a superar a sua condição de debilidade, a fim de chegar à vida nova e eterna, à plenitude das suas capacidades, até se tornar “semelhante” ao próprio Deus. Todos os homens e mulheres caminham pela vida à procura da felicidade e da vida verdadeira… O autor desta carta garante-nos: para alcançar a meta da vida definitiva, é preciso escutar o chamamento de Deus, acolher o seu dom, viver de acordo com essa vida nova que Deus nos oferece. É aí – e não noutras propostas efémeras, parciais, superficiais – que está o segredo da realização plena do homem.

2 - Como é que os “filhos de Deus” devem responder a este desafio que Deus lhes faz? No texto, este problema não é desenvolvido; contudo, a questão é abordada e refletida noutras passagens da Primeira Carta de João. Para o autor da carta, o “filho de Deus” é aquele que responde ao amor de Deus vivendo de forma coerente com as propostas de Deus, isto é, respeitando aos mandamentos de Deus. De forma especial, recomenda-se aos crentes que vivam no amor aos irmãos, a exemplo de Jesus Cristo.

3 - O autor da carta avisa também os cristãos para o inevitável choque com a incompreensão do “mundo”… Viver como “FILHO DE DEUS” implica fazer opções que, muitas vezes, estão em contradição com os valores que o mundo considera prioritários; por isso, os discípulos são objeto do desprezo, dos ataques daqueles que não estão dispostos a conduzir a sua vida de acordo com os valores de Deus. Jesus Cristo conheceu e enfrentou a mesma realidade; mas a sua história mostra que viver como “FILHO DE DEUS” não é um caminho de fracasso, mas um caminho de vida plena e eterna. Os cristãos não devem, por isso, ter medo de percorrer o mesmo caminho.


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Evangelho
O BOM PASTOR DÁ A VIDA POR SUAS OVELHAS.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo João (10,11-18)


Naquele tempo, disse Jesus:
11Eu sou o bom pastor.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
12O mercenário, que não é pastor
e não é dono das ovelhas,
vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge,
e o lobo as ataca e dispersa.
Pois ele é apenas um mercenário
e não se importa com as ovelhas.
14Eu sou o bom pastor.
Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem,
15assim como o Pai me conhece
e eu conheço o Pai.
Eu dou minha vida pelas ovelhas.
16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil:
também a elas devo conduzir;
escutarão a minha voz,
e haverá um só rebanho e um só pastor.
17É por isso que o Pai me ama,
porque dou a minha vida,
para depois recebê-la novamente.
18Ninguém tira a minha vida,
eu a dou por mim mesmo;
tenho poder de entregá-la
e tenho poder de recebê-la novamente;
esta é a ordem que recebi do meu Pai'.
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - Todos nós temos as nossas figuras de referência, os nossos heróis, os nossos mestres, os nossos modelos. É a uma figura desse tipo que, utilizando a imagem do Evangelho do IV Domingo da Páscoa, poderíamos chamar o nosso “pastor”… É Ele que nos aponta caminhos, que nos dá segurança, que está ao nosso lado nos momentos de fragilidade, que condiciona as nossas opções, que é para nós uma espécie de modelo de vida. O Evangelho deste domingo diz-nos que, para o cristão, o “Pastor” por excelência é Cristo. É n’Ele que devemos confiar, é à volta d’Ele que nós devemos juntar, são as suas indicações e propostas que devemos seguir. O nosso “Pastor” é, de fato, Cristo, ou temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções: Jesus Cristo? A conta bancária? A voz da opinião pública? O comodismo e a instalação? O êxito e o triunfo profissional a qualquer custo? O programa de maior audiência da estação televisiva de maior audiência?

2 - Reparemos na forma como Cristo desempenha a sua missão de “Pastor”: Ele não atua por interesse (como acontece com outros pastores, que apenas procuram explorar o rebanho e usá-lo em benefício próprio), mas por amor; Ele não foge quando as ovelhas estão em perigo, mas defende-as, preocupa-Se com elas e até é capaz de dar a vida por elas; Ele mantém com cada uma das ovelhas uma relação única, especial, pessoal, conhece os seus sofrimentos, dramas, sonhos e esperanças. As “qualidades” de Cristo, o BOM PASTOR, aqui enumeradas, devem fazer-nos perceber que podemos confiar integral e incondicionalmente n’Ele e entregar, sem receio, a nossa vida nas suas mãos. Por outro lado, este “jeito” de atuar de Cristo deve ser uma referência para aqueles que têm responsabilidades na condução e animação do Povo de Deus: aqueles que receberam de Deus a missão de presidir a um grupo, de animar uma comunidade, exercem a sua missão no dom total, no amor incondicional, no serviço desinteressado, a exemplo de Cristo?

3 - No “rebanho” de Jesus, não se entra por convite especial, nem há um número restrito de vagas a partir do qual mais ninguém pode entrar… A proposta de salvação que Jesus faz destina-se a todos os homens e mulheres, sem exceção. O que é decisivo para entrar a fazer parte do rebanho de Deus é “ESCUTAR A VOZ” de Cristo, aceitar as suas indicações, tornar-se seu discípulo… Isso significa, concretamente, seguir Jesus, aderir ao projeto de salvação que Ele veio apresentar, percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, na entrega total aos projetos de Deus e na doação total aos irmãos. Atrevemo-nos a seguir o nosso “Pastor” (Cristo) no caminho exigente do dom da vida, ou estamos convencidos que esse caminho é apenas um caminho de derrota e de fracasso, que não leva aonde nós pretendemos ir?

• Para que distingamos a “VOZ” de Jesus de outros apelos, de propostas enganadoras, de “cantos de sereia” que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com “O PASTOR”, um confronto permanente com a sua Palavra e a participação ativa nos sacramentos onde se nos comunica essa vida que “o Pastor” nos oferece.


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Comentário
OLHEM QUE AMOR...


O centro da mensagem das leituras deste domingo é definido na segunda leitura, onde João nos faz entender o amor imenso que Deus tem por nós. É um amor que se concretiza em uma relação real entre Deus e nós. Não só somos chamamos “filhos de Deus”, realmente o somos. Esse é a grande mudança que se produziu em nós como consequência da manifestação de Jesus. Este é o fato central que hoje devemos levar em conta. Somos “FILHOS DE DEUS”, como diz a segunda leitura, ainda não se manifestou o que seremos. Isto é, ainda nem nós mesmos somos capazes de nos dar conta do autêntico significado dessa afirmação. Seguramente já não devemos, nem podemos olhar a Deus como um senhor feudal ao qual temos que temer. Nosso Deus é um pai, um “ABBÁ” como gostava de dizer a Jesus em sua língua. É uma relação muito próxima, de enorme confiança, porque dele, de nosso “ABBÁ” só podemos esperar coisas boas.     

Jesus é nosso irmão maior. Veio para nos reunir em uma só família, para nos dar a conhecer esse fato fundamental de nossas vidas: que somos “FILHOS”. Por nós, seus irmãos, deu tudo, até a vida. Por isso, utiliza a imagem do Bom Pastor. Como o Pastor dá a vida por suas ovelhas, ele deu sua vida por nós. A imagem do pastor refere-se a Jesus. Fala-nos de seu modo de comportar-se conosco. Como o pastor cuida com amor da cada uma das ovelhas de seu rebanho, especialmente das mais frágeis, assim Jesus nos cuida a nós.         

Mas não há que levar a comparação à realidade. Nós não somos ovelhas, somos “filhos”. Não só isso. Somos “FILHOS DE DEUS”. Como filhos, somos herdeiros. Deus nos quer adultos, responsáveis, capazes de atuar livremente, de tomar decisões, de assumir nossos próprios riscos. Como um bom pai, sofrerá com nossos enganos e erros, mas não nos castigará. Nos dará bons conselhos e nos animará a tentar novamente. Porque o que ele quer é que cresçamos, que não sejamos perpétuas crianças senão filhos maiores com os quais possa dialogar ao mesmo nível.       

Hoje as leituras fazem-nos tomar consciência do amor com que Deus nos ama. É um amor que nos transforma em filhos. É um amor que fez com que Jesus desse a vida por nós, igual o que faz um pastor por suas ovelhas. É um amor que nos ajuda a crescer, que nos empurra a ser livres e adultos, irmãos de nossos irmãos. É um amor que nos faz nos sentir membros da família e responsáveis por cada um dos que vivem conosco. Isso, e não outra coisa, é ser filhos de Deus.


Para a reflexão


Quando penso em Deus, o vejo como um juiz, ao qual tenho que temer? Como um pai que se desfruta quando crescemos e assumimos nossas responsabilidades de uma forma livre e madura?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB
Ciudad Redonda: Comunidad Católica
Família Dehoniana


 

 

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