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I Domingo da Quaresma (Ano B)

No I Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.
A primeira leitura é um extrato da história do dilúvio. Diz-nos que Jahwéh, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A ação de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.
No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projetos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede - para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” - a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

PRIMEIRA LEITURA
ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ, SALVO DAS ÁGUAS DO DILÚVIO.
LEITURA DO LIVRO DO GÊNESIS (9,8-15)


8Disse Deus a Noé e a seus filhos:
9'Eis que vou estabelecer minha aliança convosco
e com vossa descendência,
10com todos os seres vivos que estão convosco:
aves, animais domésticos e selvagens,
enfim, com todos os animais da terra,
que saíram convosco da arca.
11Estabeleço convosco a minha aliança:
nenhuma criatura será mais exterminada
pelas águas do dilúvio,
e não haverá mais dilúvio para devastar a terra'.
12E Deus disse:
'Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós,
e todos os seres vivos que estão convosco,
por todas as gerações futuras.
13Ponho meu arco nas nuvens
como sinal de aliança entre mim e a terra.
14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra,
aparecerá meu arco nas nuvens.
15Então eu me lembrarei de minha aliança convosco
e com todas as espécies de seres vivos.
E não tornará mais a haver dilúvio que faça
perecer nas suas águas toda criatura'.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Primeira Leitura


1 - Evidentemente, não foi Deus que enviou o dilúvio para castigar os homens. Os catequistas de Israel apenas pegaram na velha lenda mesopotâmica para ensinar que o pecado é algo incompatível com Deus e com os projetos de Deus para o homem e para o mundo; por isso, quando o ódio, a violência, o egoísmo, o orgulho, a prepotência enche o mundo e trazem infelicidade aos homens, Deus tem de intervir para corrigir o rumo da humanidade. Esta catequese recorda-nos, no início da nossa caminhada quaresmal, que o pecado não é uma realidade que possa coexistir com essa vida nova que Deus nos quer oferecer e que é a nossa vocação fundamental. O pecado destrói a vida e assassina a felicidade do homem; por isso, tem de ser eliminado da nossa existência.

2 - O sentido geral do texto que nos é proposto aponta, contudo, no sentido da esperança. A Aliança que Deus faz com Noé e com toda a humanidade é uma Aliança totalmente gratuita e incondicional, que não depende do arrependimento do homem ou das contrapartidas que o homem possa oferecer a Deus… Nos termos desta Aliança revela-se um Deus que Se recusa a fazer guerra ao homem, que abençoa e abraça o homem, que ama o homem mesmo quando ele continua a trilhar caminhos de pecado e de infidelidade. Nesta Quaresma, somos convidados a fazer esta experiência de um Deus que nos ama apesar das nossas infidelidades; e somos convidados, também, a deixar que o amor de Deus nos transforme e nos faça renascer para a vida nova.

3 -  A lógica do amor de Deus - amor incondicional, total, universal, que se derrama até sobre os que o não merecem - convida-nos a repensar a nossa forma de abordar a vida e de tratar os nossos irmãos. Podemos sentir-nos filhos deste Deus quando utilizamos uma lógica de vingança, de intolerância, de incompreensão perante as fragilidades e limitações dos irmãos? Podemos sentir-nos filhos deste Deus quando respondemos com uma violência maior àqueles que consideramos maus e violentos? Talvez este tempo de Quaresma que nestes dias iniciamos seja um tempo propício para repensarmos as nossas atitudes e para nos convertermos à lógica do amor incondicional, à lógica de Deus.


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SALMO RESPONSORIAL
VERDADE E AMOR, SÃO OS CAMINHOS DO SENHOR.
SL 24,4BC-5AB.6-7BC.8-9 (R. CF. 10)


Verdade e amor, são os caminhos do Senhor

4bMostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,
4ce fazei-me conhecer a vossa estrada!
5aVossa verdade me oriente e me conduza,
5bporque sois o Deus da minha salvação.

Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.

6Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão que são eternas!
7bDe mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
7ce sois bondade sem limites, ó Senhor!

Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.

8O Senhor é piedade e retidão,              
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
9Ele dirige os humildes na justiça,
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.


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SEGUNDA LEITURA
O BATISMO AGORA VOS SALVA.
LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PEDRO (3,18-22)


Caríssimos:
18Cristo morreu, uma vez por todas,
por causa dos pecados, o justo, pelos injustos,
a fim de nos conduzir a Deus.
Sofreu a morte, na sua existência humana,
mas recebeu nova vida pelo Espirito.
19No Espírito,
ele foi também pregar aos espíritos na prisão,
20a saber, aos que foram desobedientes antigamente,
quando Deus usava de longanimidade,
nos dias em que Noé construía a arca.
Nesta arca, umas poucas pessoas - oito -
foram salvas por meio da água.
21É arca corresponde o batismo,
que hoje é a vossa salvação.
Pois o batismo não serve para limpar o corpo da
imundície, mas é um
pedido a Deus para obter uma boa consciência,
em virtude da ressurreição de Jesus Cristo.
22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus,
submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.
Palavra do Senhor.


Referencias para reflexão da Segunda Leitura


1 - Mais uma vez, nos é colocado o problema do sentido de uma vida feita dom e entrega aos outros, até à morte (sobretudo se esses “outros” são os nossos perseguidores e detratores). É possível “dar o braço a torcer” e triunfar? O amor e o dom da vida não serão esquemas de fragilidade, que não conduzem senão ao fracasso? Esta história de o amor ser o caminho para a felicidade e para a vida plena não será uma desculpa dos fracos? Não - responde a Palavra de Deus que nos é proposta. Reparemos no exemplo de Cristo: Ele deu a vida pelos pecadores e pelos injustos e encontrou, no final do caminho, a ressurreição, a vida plena.

2 - Diante das dificuldades, das propostas contrárias aos valores cristãos, é em Cristo que colocamos a nossa confiança e a nossa esperança? Ou é noutros esquemas mais materiais, mais imediatos, mais lógicos, do ponto de vista humano?

3 - Diante dos ataques daqueles que não concordam com os valores de Jesus, como nos comportamos? Com a mesma agressividade com que nos tratam? Com a mesma intolerância dos nossos adversários? Tratando-os com a lógica do “olho por olho, dente por dente”? Como é que Jesus tratou aqueles que O condenaram e mataram?


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EVANGELHO
FOI TENTADO POR SATANÁS, E OS ANJOS O SERVIAM.
PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO MARCOS (1,12-15)


Naquele tempo:
12O Espírito levou Jesus para o deserto.
13E ele ficou no deserto durante quarenta dias,
e ali foi tentado por Satanás.
Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam.
14Depois que João Batista foi preso,
Jesus foi para a Galileia,
pregando o Evangelho de Deus e dizendo:
15'O tempo já se completou
e o Reino de Deus está próximo.
Convertei-vos e crede no Evangelho!'
Palavra da Salvação.


Referencias para reflexão do Evangelho


1 - O quadro da “tentação no deserto” nos diz que Jesus, ao longo do caminho que percorreu no meio dos homens, foi confrontado com opções. Ele teve de escolher entre viver na fidelidade aos projetos do Pai e fazer da sua vida um dom de amor, ou frustrar os planos de Deus e enveredar por um caminho de egoísmo, de poder, de autossuficiência. Jesus escolheu viver - de forma total, absoluta, até ao dom da vida - na obediência às propostas do Pai. Os discípulos de Jesus são confrontados a todos os instantes com as mesmas opções. Seguir Jesus é perceber os projetos de Deus e cumpri-los fielmente, fazendo da própria vida uma entrega de amor e um serviço aos irmãos. Estou disposto a percorrer este caminho?

2 - Ao dispor-se a cumprir integralmente o projeto de salvação que o Pai tinha para os homens, Jesus começou a construir um mundo novo, de harmonia, de justiça, de reconciliação, de amor e de paz. A esse mundo novo, Jesus chamava “Reino de Deus”. Nós aderimos a esse projeto e comprometemo-nos com ele, no dia em que escolhemos ser seguidores de Jesus. O nosso empenho na construção do “Reino de Deus” tem sido coerente e consequente? Mesmo contra a corrente, temos procurado ser profetas do amor, testemunhas da justiça, servidores da reconciliação, construtores da paz?

3 - Para que o “Reino de Deus” se torne uma realidade, o que é necessário fazer? Na perspectiva de Jesus, o “Reino de Deus” exige, antes de mais, a “conversão”. “Converter-se” é, antes de mais, renunciar a caminhos de egoísmo e de autossuficiência e centrar a própria vida em Deus, de forma a que Deus e os seus projetos sejam sempre a nossa prioridade máxima. Implica, naturalmente, modificar a nossa mentalidade, os nossos valores, as nossas atitudes, a nossa forma de encarar Deus, o mundo e os outros. Exige que sejamos capazes de renunciar ao egoísmo, ao orgulho, à autossuficiência, ao comodismo e que voltemos a escutar Deus e as suas propostas. O que é que temos de “converter” para que se manifeste, realmente, esse Reino de Deus tão esperado?


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COMENTÁRIO
LEMBREMOS A ALIANÇA


No primeiro domingo da Quaresma a Igreja nos convida a meditar nas tentações de Jesus. O relato das tentações na versão de Marcos, é o mais breve de todos os evangelhos. Mas o mais interessante é sublinhar que a ideia central das leituras deste dia não são as tentações de Jesus, mas, as consequências, as nossas próprias tentações. A ideia central é maior que a Aliança de Deus com a humanidade.

A primeira leitura lembra-nos a história de Noé. Ocorrida no diluvio. A história do mundo está a ponto de começar de novo. E Deus quer que o primeiro ato dessa nova etapa seja a Aliança definitiva entre Deus e a humanidade. Não se fala de nenhum povo em concreto. É a humanidade a que se encontra diretamente com Deus. Não se faz distinção de raças nem de povos, não há idiomas nem fronteiras. Deus acerca-se e faz a oferta de uma Aliança definitiva e para sempre. Com os que estão vivos nesse momento e com seus descendentes. Quase poderíamos dizer que é uma Aliança com toda a criação, já que a leitura diz expressamente que é uma Aliança com todos os seres vivos.

A Aliança tem um conteúdo claro: “nenhum ser vivo voltará a ser exterminado pelas águas do diluvio”. Dito em outras palavras, Deus compromete-se com a vida e a favor da vida. Terá um sinal dessa Aliança. Será o arco-íris que podemos ver de vez em quando no céu após as tormentas. O arco-íris não é mais que um sinal da beleza da criação. Toda a criação, toda a vida, se converte agora em sinal da Aliança, porque toda ela é criada, cuidada e amada por Deus.

A Aliança renova-se no Evangelho. Nele Jesus anuncia a presença do Reino de Deus. Já está perto. O Reino é a nova Aliança, a plenitude daquela primeira Aliança firmada por Moisés. A plenitude de todas as Alianças. O novo sinal será o mesmo Jesus, o Filho, o que morreu por nós dará sua vida e inaugurará com sua ressurreição a nova vida para todos. Uma vida em plenitude.

Ao começar a Quaresma, encontramo-nos com Deus o que faz uma Aliança conosco. Convida-nos a participar na vida. Convida-nos a abandonar os caminhos de morte. Convida-nos a nos converter, a crer no Evangelho, porque só aí encontraremos a felicidade, o bem-estar, a liberdade e a Vida a que tanto aspiramos. Agora depende da cada um de nós entrar nessa nova Aliança. A mão de Deus está tendida para nós. TEMOS 50 DIAS PARA PENSAR QUAL SERÁ NOSSA RESPOSTA.


PARA A REFLEXÃO


Acaba de começar a Quaresma e é tempo de nos converter e firmar de novo a Aliança com nosso Deus. Realmente acho que a Aliança é melhor opção para minha vida, para nossa vida? Estou disposto a renunciar a meus caminhos de morte para entrar na Aliança? Em que consistem concretamente em minha vida esses caminhos de morte?


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FONTES DE REFERÊNCIA


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB
Ciudad Redonda: Comunidad católica
Família Dehoniana


 

 

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