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IV Domingo do Tempo Comum - (Ano B)

A liturgia do IV Domingo do Tempo Comum garante-nos que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena.
A primeira leitura propõe-nos – a partir da figura de Moisés – uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, que Deus chama e que Deus envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas.
O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.
A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.


 


Primeria Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

PRIMEIRA LEITURA
FAREI SURGIR UM PROFETA E POREI EM SUA BOCA AS MINHAS PALAVRAS.
Leitura do Livro do Deuteronômio (18,15-20)


Moisés falou ao povo dizendo:
15O Senhor teu Deus fará surgir para ti,
da tua nação e do meio de teus irmãos,
um profeta como eu:
a ele deverás escutar.
16Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus,
no monte Horeb,
quando todo o povo estava reunido, dizendo:
'Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus,
nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo'.
17Então o Senhor me disse:
'Está bem o que disseram.
18Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos,
um profeta semelhante a ti.
Porei em sua boca as minhas palavras
e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar.
19Eu mesmo pedirei contas
a quem não escutar as minhas palavras
que ele pronunciar em meu nome.
20Mas o profeta que tiver a ousadia
de dizer em meu nome alguma coisa
que não lhe mandei ou se falar em nome de outros
deuses, esse profeta deverá morrer'.
Palavra do Senhor.


Texto para reflexão da Primeira Leitura


A vocação profética é uma vocação que surge por iniciativa de Deus. Ninguém é profeta por escolha própria, mas porque Deus o chama. O profeta tem de ter consciência, antes de mais, que é Deus quem está por detrás da sua escolha e do seu envio. O profeta não pode assumir uma atitude de arrogância e de autossuficiência, mas tem de se sentir um instrumento humilde através do qual Deus age no mundo.

Ao tomar consciência de que é apenas um instrumento através do qual Deus age no meio da comunidade humana, o profeta descobre a necessidade de levar muito a sério a missão que lhe foi confiada. O testemunho profético não é um passatempo ou um compromisso para as horas vagas; está fora de causa cruzar os braços e deixar correr. Trata-se de um compromisso que deve ser assumido e vivido com fidelidade absoluta e total empenho.

Se o profeta é designado para tornar presente no meio dos homens o projeto de Deus, ele não pode utilizar a missão em benefício próprio; não deve ceder à tentação de se vender aos poderes do mundo e pactuar com eles, a fim de concretizar a sua sede de poder e de protagonismo, não pode “vender a alma ao diabo” para daí tirar algum benefício, não deve utilizar o seu ministério para se exibir, para ser admirado, para conseguir sucesso, para promover a sua imagem e obter os aplausos das multidões. A missão profética tem de estar sempre ao serviço de Deus, dos planos de Deus, da verdade de Deus, e não ao serviço de esquemas pessoais, interesseiros e egoístas.


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SALMO RESPONSORIAL
NÃO FECHEIS O CORAÇÃO, OUVÍ, HOJE, A VOZ DE DEUS!
Sl 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8)


Não fecheis o coração, ouví, hoje, a voz de Deus!

1Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o Rochedo que nos salva!
2Ao seu encontro caminhemos com louvores,
e com cantos de alegria o celebremos!

Não fecheis o coração, ouví, hoje, a voz de Deus!

6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra,
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,
e nós somos o seu povo e seu rebanho,
as ovelhas que conduz com sua mão.

Não fecheis o coração, ouví, hoje, a voz de Deus!

8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
'Não fecheis os corações como em Meriba,
9como em Massa, no deserto, aquele dia,
em que outrora vossos pais me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras'.

Não fecheis o coração, ouví, hoje, a voz de Deus!


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SEGUNDA LEITURA
A JOVEM SOLTEIRA SE OCUPA COM AS COISAS DO SENHOR, PARA SER SANTA.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (7,32-35)


Irmãos:
32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações.
O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor
e procura agradar ao Senhor.
33O casado preocupa-se com as coisas do mundo
e procura agradar à sua mulher
34e, assim, está dividido.
Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira
têm zelo pelas coisas do Senhor
e procuram ser santas de corpo e espírito.
Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo
e procura agradar ao seu marido.
35Digo isto para o vosso próprio bem
e não para vos armar um laço.
O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor,
permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.
Palavra do Senhor.


Texto para reflexão da Segunda Leitura


Por detrás das afirmações que Paulo faz no texto que nos é proposto como segunda leitura, está a convicção de que as realidades terrenas são passageiras e efémeras e não devem, em nenhum caso, ser absolutizadas. Não se trata de propor uma evasão do mundo e uma espiritualidade descarnada, insensível, alheia ao amor, à partilha, à ternura; mas trata-se de avisar que as realidades desta terra não podem ser o objetivo final e único da vida do homem. Esta reflexão convida-nos a repensarmos as nossas prioridades, e a não ancorarmos a nossa vida em realidades transitórias.

A virgindade consagrada, por amor do Reino, nem sempre é um valor compreendido, à luz dos valores da nossa sociedade. Paulo, contudo, sublinha o valor da virgindade como valor autêntico, pois anuncia o mundo novo que há-de vir e disponibiliza para o serviço de Deus e dos irmãos. É sinal de desprendimento, de doação, de disponibilidade e deve ser positivamente valorizada. Aqueles que são chamados a viver dessa forma não são gente estéril e infeliz, alheia às coisas bonitas da vida, mas são pessoas generosas, que renunciaram a um bem (o matrimónio) em vista da sua entrega a Deus e aos outros.


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EVANGELHO               
ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (1,21-28)


21Estando com seus discípulos em Cafarnaum,
Jesus, num dia de sábado,
entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento,
pois ensinava como quem tem autoridade,
não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga
um homem possuído por um espírito mau.
Ele gritou:
24'Que queres de nós, Jesus Nazareno?
Vieste para nos destruir?
Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus'.
25Jesus o intimou: 'Cala-te e sai dele!'
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência,
deu um grande grito e saíu.
27E todos ficaram muito espantados
e perguntavam uns aos outros: 'O que é isto?
Um ensinamento novo dado com autoridade:
Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!'
28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte,
em toda a região da Galileia.
Palavra da Salvação.


Texto para reflexão do Evangelho


O “homem com um espírito impuro” representa todos os homens e mulheres, de todas as épocas, cujas vidas são controladas por esquemas de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de medo, de exploração, de exclusão, de injustiça, de ódio, de violência, de pecado. É essa humanidade prisioneira de uma cultura de morte, que percorre um caminho à margem de Deus e das suas propostas, que aposta em valores efêmeros e escravizantes ou que procura a vida em propostas falíveis ou efémeras. O Evangelho de hoje garante-nos, porém, que Deus não desistiu da humanidade, que Ele não Se conforma com o fato de os homens trilharem caminhos de escravidão, e que insiste em oferecer a todos a vida plena.

Os discípulos de Jesus são as testemunhas da sua proposta libertadora. Eles têm de continuar a missão de Jesus e de assumir a mesma luta de Jesus contra os “demônios” que roubam a vida e a liberdade do homem, que introduzem no mundo dinâmicas criadoras de sofrimento e de morte. Ser discípulo de Jesus é percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu e lutar, se necessário até ao dom total da vida, por um mundo mais humano, mais livre, mais solidário, mais justo, mais fraterno. Os seguidores de Jesus não podem ficar de braços cruzados, a olhar para o céu, enquanto o mundo é construído e dirigido por aqueles que propõem uma lógica de egoísmo e de morte; mas têm a grave responsabilidade de lutar, objetivamente, contra tudo aquilo que rouba a vida e a liberdade ao homem.

O texto refere o incómodo do “homem com um espírito impuro”, diante da presença libertadora de Jesus. O pormenor faz-nos pensar nas reações agressivas e intolerantes - por parte daqueles que pretendem perpetuar situações de injustiça e de escravidão - diante do testemunho e do anúncio dos valores do Evangelho. Apesar da incompreensão e da intolerância de que são, por vezes, vítimas, os discípulos de Jesus não devem deixar-se encerrar nas sacristias, mas devem assumir corajosamente e de forma bem visível o seu empenho na transformação das realidades políticas, económicas, sociais, laborais, familiares.

A luta contra os “demónios” que desfeiam o mundo e que escravizam os homens nossos irmãos é sempre um processo doloroso, que gera conflitos, divisões, sofrimento; mas é, também, uma aventura que vale a pena ser vivida e uma luta que vale a pena travar. Embarcar nessa aventura é tornar-se cúmplice de Deus na construção de um mundo de homens livres.


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COMENTÁRIO
EM ONDE ESTÃO OS PROFETAS?


Assim começava uma canção.... Dizia que os profetas de outros tempos tinham dado a esperança ao povo e lhe tinham entregado as forças para amar e para viver em fraternidade, para superar a mentira e a opressão, para serem livres e responsáveis. Mas agora, diz a canção, já não encontramos os profetas próximo de nós. E perguntamos agoniados onde estão.

A realidade é que para o cristão o profeta já está entre nós. Não há maior profeta que Jesus. E todos os demais que de alguma maneira recebam esse nome o fazem por referência a ele. Jesus leva consigo essa autoridade que define o profeta. É uma autoridade que não nasce da violência nem da força, senão do Espírito que possui o profeta. É a autoridade que reconheceram sem duvidar os habitantes de Cafarnaum quando viram como Jesus libertava àquele homem possuído por um espírito impuro e lhe devolvia à liberdade. Duas vezes diz-se no Evangelho deste dia que Jesus ensinava com autoridade e não como os juristas. Aí está a diferença entre o profeta e o professor. O segundo ensina do que estudou. Não faz mais que repetir, quiçá em uma ordem melhor ou mais inovador, o mesmo que já se disse. Até pode ser que apresente algo novo. Mas é fruto de seu esforço. O profeta, pelo contrário, está dominado pelo Espírito de Deus, comunica de uma forma nova e a gente que escuta sente que o que diz chega até o mais profundo do seu ser. E, quando chega ali, cura, liberta e reconcilia, dá a vida para sempre. Esse é o sinal mais claro de que o profeta é autêntico: suas palavras e seus atos são fonte de vida para os que se encontram com ele.

Jesus é o profeta. E permanece vivo entre nós. Sua palavra segue ressoando como um eco em nossas Iglesias, na Bíblia que temos em nossa casa e com a qual meditamos e oramos com a Palavra, na vida de tantos homens e mulheres que se comprometeram ser seus discípulos, a seguir suas impressões em sua vida concreta, como sacerdotes, como pessoas casadas, como religiosos ou religiosas. Jesus é nosso profeta. E muitos cristãos e homens e mulheres de boa-fé são profetas de Deus. Com sua vida anunciam ao Deus da Vida. Não há que se angustiar. Há que abrir os olhos e descobrir às testemunhas da vida e da libertação a nosso arredor. Eles são os profetas que iluminam nosso caminhar para que sigamos as impressões de Jesus.


Para a reflexão


Conheço alguma pessoa que ensine com autoridade, como Jesus? Que é o que mais me chama a atenção de sua vida? É minha vida um sinal profético para os que vivem comigo, para minha família, meus amigos...? Que teria que mudar para que minha vida seja um sinal profético?


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Fontes de referência


Ciudad Redonda: Comunidad católica   
Família Dehoniana


 

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