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II Domingo do Tempo Comum – ( Ano B)

A liturgia do II Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a disponibilidade para acolher os desafios de Deus e para seguir Jesus.
A primeira leitura apresenta-nos a história do chamamento de Samuel. O autor desta reflexão deixa claro que o chamamento é sempre uma iniciativa de Deus, o qual vem ao encontro do homem e chama-o pelo nome. Ao homem é pedido que se coloque numa atitude de total disponibilidade para escutar a voz e os desafios de Deus.
O Evangelho descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. Quem é “discípulo” de Jesus? Quem pode integrar a comunidade de Jesus? Na perspectiva de João, o discípulo é aquele que é capaz de reconhecer no Cristo que passa o Messias libertador, que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega, que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e para viver em comunhão com Ele, que é capaz de testemunhar Jesus e de anunciá-lo aos outros irmãos.
Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto a viverem de forma coerente com o chamamento que Deus lhes fez. No crente que vive em comunhão com Cristo deve manifestar-se sempre a vida nova de Deus. Aplicado ao domínio da vivência da sexualidade – um dos campos onde as falhas dos cristãos de Corinto eram mais notórias – isto significa que certas atitudes e hábitos desordenados devem ser totalmente banidos da vida do cristão.


 


Primeira Leitura  
Salmo Responsorial  
Segunda Leitura  
Evangelho  
Comentário


PRIMEIRA LEITURA
FALA, SENHOR, QUE TEU SERVO ESCUTA.
Leitura da Profecia de Ezequiel (34,11-12.15-17)


Naqueles dias:
3bSamuel estava dormindo no templo do Senhor,
onde se encontrava a arca de Deus.
4Então o Senhor chamou: 'Samuel, Samuel!'
Ele respondeu: 'Estou aqui'.
5E correu para junto de Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Eli respondeu: 'Eu não te chamei.
Volta a dormir!'
E ele foi deitar-se.
6O Senhor chamou de novo: 'Samuel, Samuel!'
E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Ele respondeu: 'Não te chamei, meu filho.
Volta a dormir!'
7Samuel ainda não conhecia o Senhor,
pois, até então, a palavra do Senhor
não se lhe tinha manifestado.
8O Senhor chamou pela terceira vez: 'Samuel, Samuel!'
Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse:
'Tu me chamaste, aqui estou'.
Eli compreendeu que era o Senhor
que estava chamando o menino.
9Então disse a Samuel:
'Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás:
'Senhor, fala, que teu servo escuta!'
E Samuel voltou ao seu lugar para dormir.
10O Senhor veio, pôs-se junto dele
e chamou-o como das outras vezes: 'Samuel! Samuel!'
E ele respondeu: 'Fala, que teu servo escuta'.
19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele.
E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras.
Palavra do Senhor.


Texto para reflexão da Primeira Leitura


São muitas as “vozes” que ouvimos todos os dias, vendendo propostas de vida e de felicidade. Muitas vezes, essas “vozes” confundem-nos, alienam-nos e conduzem-nos por caminhos onde a felicidade não está. Como identificar a voz de Deus no meio das vozes que dia a dia escutamos e que nos sugerem uma colorida multiplicidade de caminhos e de propostas? Samuel não identificou a voz de Deus sozinho, mas recorreu à ajuda do sacerdote Eli … Na verdade, aqueles que partilham conosco a mesma fé e que percorrem o mesmo caminho podem ajudar-nos a identificar a voz de Deus. A nossa comunidade cristã, a nossa comunidade religiosa, desafia-nos, interpela-nos, nos questiona, ajuda-nos a purificar as nossas opções e a perceber os caminhos que Deus nos propõe. Samuel, depois de identificar essa “voz” misteriosa que lhe dirigia, respondeu: “fala, Senhor; o teu servo escuta”. É a expressão de uma total disponibilidade, abertura e entrega face aos desafios e aos apelos de Deus. É evidente que, na figura de Samuel, o catequista bíblico propõe a atitude modelo que devem assumir todos aqueles a quem Deus chama. Como é que me situo face aos apelos e aos desafios de Deus? Com uma obstinada recusa, com um “sim” reticente, ou com total disponibilidade e entrega?


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SALMO RESPONSORIAL
EIS QUE VENHO, SENHOR, COM PRAZER FAÇO A VOSSA VONTADE.

Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R.8a.9a)


Eu disse: Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade.!

2Esperando, esperei no Senhor,
e inclinando-se, ouviu meu clamor.
4Canto novo ele pôs em meus lábios,
um poema em louvor ao Senhor.

Eu disse: Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade.!

7Sacrifício e oblação não quisestes,
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,
holocaustos por nossos pecados. 

Eu disse: Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade.!

8E então eu vos disse: 'Eis que venho!'
Sobre mim está escrito no livro: 
9'Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!'

Eu disse: Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade.!

10Boas-novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembleia;
vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Eu disse: Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade.!


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SEGUNDA LEITURA
VOSSOS CORPOS SÃO MEMBROS DE CRISTO.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (6,13c-15a.17-20)


Irmãos:

13cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor,
e o Senhor é para o corpo;
14e Deus, que ressuscitou o Senhor,
nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder.
15aPorventura ignorais que vossos corpos
são membros de Cristo?
17Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito.
18Fugi da imoralidade.
Em geral, qualquer pecado 
que uma pessoa venha a cometer
fica fora do seu corpo.
Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo.
19Ou ignorais que o vosso corpo
é santuário do Espírito Santo,
que mora em vós e que vos é dado por Deus?
E, portanto, ignorais também
que vós não pertenceis a vós mesmos?
20De fato, fostes comprados, e por preço muito alto.
Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.
Palavra do Senhor.


Texto para reflexão da Segunda Leitura


Acolher o chamamento de Deus significa assumir, em todos os momentos e circunstâncias, comportamentos coerentes com a nossa opção por Cristo e pelo Evangelho. Nada do que é egoísmo, exploração do outro, abuso dos direitos e dignidade do outro, procura desordenada do bem próprio à custa do outro, pode fazer parte da vida do cristão. O cristão é alguém que se comprometeu a ser um sinal vivo de Deus e a testemunhar diante do mundo – com palavras e com gestos – essa vida de amor, de serviço, de doação, de entrega que Deus, em Jesus, nos propôs. Membro do “corpo” de Cristo, o cristão é “corpo” no qual se manifesta a proposta do próprio Cristo para os homens e mulheres do nosso tempo. Isto obriga-nos, os crentes, a comportamentos coerentes com o nosso compromisso batismal.

A propósito, Paulo coloca o problema da vivência da sexualidade… Essa importante dimensão da nossa realização como pessoas não pode concretizar-se em ações egoístas, que nos escravizam a nós e que instrumentalizam os outros; mas tem de concretizar-se num quadro de amor verdadeiro, de relação, de entrega mútua, de compromisso, de respeito absoluto pelo outro e pela sua dignidade. Neste campo surgem, com alguma frequência, denúncias de comportamentos e atitudes, dentro e fora da Igreja, que afetam e magoam vítimas inocentes do egoísmo dos homens. Esses fatos, devem ser enquadrados no contexto da fragilidade que marca a nossa humanidade, demonstram também a necessidade de uma contínua conversão a Cristo e aos seus valores. Para o cristão, tudo o que signifique explorar os irmãos ou desrespeitar a sua dignidade e integridade é um comportamento proibido.

Qual é o verdadeiro “culto” que Deus pede? Como é que traduzimos, em gestos concretos, a nossa adesão a Deus? 

Paulo sugere que o verdadeiro culto, o culto que Deus espera, é uma vida coerente com os compromissos que assumimos com Ele, traduzida em gestos concretos de amor, de entrega, de doação, de respeito pelo outro e pela sua dignidade.


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EVANGELHO
FORAM VER ONDE JESUS MORAVA E PERMANECERAM COM ELE.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (1,35-42)


Naquele tempo:
35João estava de novo com dois de seus discípulos
36e, vendo Jesus passar, disse:
'Eis o Cordeiro de Deus!'
37Ouvindo essas palavras,
os dois discípulos seguiram Jesus.
38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo,
Jesus perguntou:
'O que estais procurando?'
Eles disseram:
'Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?'
39Jesus respondeu: 'Vinde ver'.
Foram pois ver onde ele morava
e, nesse dia, permaneceram com ele.
Era por volta das quatro da tarde.
40André, irmão de Simão Pedro,
era um dos dois que ouviram as palavras de João
e seguiram Jesus.
41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão
e lhe disse: 'Encontramos o Messias
(que quer dizer: Cristo)'.
42Então André conduziu Simão a Jesus.
Jesus olhou bem para ele e disse:
'Tu és Simão, filho de João;
tu serás chamado Cefas' (que quer dizer: Pedra).
Palavra da Salvação.


Texto para reflexão do Evangelho 


O Evangelho deste domingo diz-nos, antes de mais, o que é ser cristão… A identidade cristã não está na simples pertença jurídica a uma instituição chamada “Igreja”, nem na recepção de determinados sacramentos, nem na militância em certos movimentos eclesiais, nem na observância de certas regras de comportamento dito “cristão”… O cristão é, simplesmente, aquele que acolheu o chamamento de Deus para seguir Jesus Cristo.

O que é, concretamente acolher e seguir Jesus Cristo? É ver n’Ele o Messias libertador com uma proposta de vida verdadeira e eterna, aceitar tornar-se seu discípulo, segui-lo no caminho do amor, da entrega, da doação da vida, aceitar o desafio de entrar na sua casa e de viver em comunhão com Ele.

O Evangelho de hoje sugere também que essa adesão deve ser radical, absoluta e sem hesitações. Os dois primeiros discípulos não discutiram o “ordenado” que iam ganhar, se a aventura tinha futuro ou se estava condenada ao fracasso, se o abandono de um mestre para seguir outro representava uma promoção ou uma despromoção, se o que deixavam para trás era importante ou não era importante; simplesmente “seguiram Jesus”, sem garantias, sem condições, sem explicações supérfluas, sem “seguros de vida”, sem se preocuparem em salvaguardar o futuro se a aventura não desse certo. A aventura da vocação é sempre um salto, decidido e sereno, para os braços de Deus.

João Batista nunca procurou apontar os holofotes para a sua própria pessoa e criar um grupo de adeptos ou seguidores que satisfizessem a sua vaidade ou a sua ânsia de protagonismo… A sua preocupação foi apenas preparar o coração dos seus concidadãos para acolher Jesus. Depois, retirou-se discretamente para a sombra, deixando que os projetos de Deus seguissem o seu curso. Ele nos ensina a nunca nos tornarmos protagonistas ou a atrair sobre nós as atenções; ele nos ensina a sermos testemunhas de Jesus, não de nós mesmos.


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COMENTÁRIO
Todos somos chamados a seguir a Jesus


Hoje fala-se muito das vocações. Ou melhor, da falta de vocações. Seminários e noviciados das congregações religiosas, tanto masculinas como femininas, parecem estar quase vazios.  Não há vocações como antes? Não há jovens que escutem o chamado de Deus?

As leituras deste domingo propõem-nos o itinerário mais básico da vocação cristã. Não da vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa senão à vida cristã. Só o que escuta a voz de Deus que lhe chama à vida cristã poderá depois pensar se terá que viver essa vida como laico casado ou casada ou como sacerdote diocesano ou como religioso ou religiosa. Mas o básico será sempre se pôr à escuta e não confundir a voz de Deus com as muitas vozes que em nosso mundo nos oferecem caminhos aparentemente formosos e cheios de boas perspectivas, mas que não darão tudo o que prometem. Essa necessidade de escutar bem e de identificar as diversas vozes que nos chamam se evidencia na primeira leitura. O pequeno Samuel escuta a voz de Deus que lhe chama, mas, talvez por sua juventude, acha que é seu mestre Eli que lhe chama. Necessita ensinamento, orientação e ajuda para discernir e se dar conta de que a voz que lhe chama é a de Deus.  

A seguinte etapa da vocação cristã é seguir a Jesus e o escutar. Melhor ainda, entrar em sua casa e nos combinar com ele, conviver com ele, sentir com ele, compartilhar seus sentimentos e ideais. Até fazê-los nossos. Isso é o que fizeram aqueles discípulos de João que viram passar a Jesus. “Mestre, onde vives? ”. A resposta é clara: “VENHAM E O VERÃO”. Não há melhor caminho que ir por nós mesmos e experimentar. Conhecer a Jesus de perto é uma experiência pessoal que ninguém pode fazer por nós.

Somente nos aproximando dele, sentiremos o que muda nossa vida, nossa vida toma uma nova e definitiva direção porque o Evangelho se converte em seu centro. É o que no Evangelho se simboliza com a mudança de nome de Simão. Seu novo nome “Cefas (Pedra) ” tem a ver com a missão que é se entregar ao serviço do Evangelho. Ou o que na leitura da primeira de Coríntios se sugere ao dizer que agora o cristão é templo do Espírito Santo. Oxalá todos escutemos a voz de Deus que nos chama a viver o serviço do Reino que Jesus pregou! Porque ser sacerdotes, viver em casal ou comprometer na vida religiosa, virá como consequência.


Para a reflexão


Você escutou alguma vez a voz de Deus, que te chama e te convida o seguir? Preferiste fechar os ouvidos porque sentia que lhe escutar iria exigir demasiado compromisso? Você acha que Deus te pede que mude tua vida, ou que permita que ele participe dela?


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Fontes de referencia


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB      
Ciudad Redonda: Comunidad católica   
Família Dehoniana


 

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