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I Domingo do Advento – Ciclo B

A liturgia do primeiro Domingo do Advento convida-nos a equacionar a nossa caminhada pela história à luz da certeza de que “o Senhor vem”. Apresenta também indicações concretas acerca da forma que os crentes devem viver esse tempo de espera.
A primeira leitura é um apelo dramático a Jahwéh, o Deus que é “pai” e “redentor”, no sentido de vir mais uma vez ao encontro de Israel para o libertar do pecado e para recriar um Povo de coração novo. O profeta não tem dúvidas: a essência de Deus é amor e misericórdia; essas “qualidades” de Deus são a garantia da sua intervenção salvadora em cada passo da caminhada histórica do Povo de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso ativo e efetivo com a construção do Reino.
A segunda leitura mostra como Deus Se faz presente na história e na vida de uma comunidade crente, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos crentes que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus.


 


Primeira Leitura
Salmo Resposorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Isaías (63,16b-17.19b;64,2b-7)


16bSenhor, tu és nosso Pai, nosso redentor;
eterno é o teu nome.
17Como nos deixaste andar longe de teus caminhos
e endureceste nossos corações 
para não termos o teu temor?
Por amor de teus servos,
das tribos de tua herança, volta atrás.
19bAh! se rompesses os céus e descesses!
As montanhas se desmanchariam diante de ti.
64,2bDesceste, pois, e as montanhas se derreteram diante de ti.
3Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém,
jamais olhos viram que um Deus, exceto tu,
tenha feito tanto pelos que nele esperam.
4Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria,
de quem se lembra de ti em teus caminhos.
Tu te irritaste, porque nós pecamos;
é nos caminhos de outrora que seremos salvos.
5Todos nós nos tornamos imundície,
e todas as nossas boas obras são como um pano sujo;
murchamos todos como folhas,
e nossas maldades empurram-nos como o vento.
6Não há quem invoque teu nome,
quem se levante para encontrar-se contigo,
escondeste de nós tua face
e nos entregaste à mercê da nossa maldade.
7Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai,
nós somos barro; tu, nosso oleiro,
e nós todos, obra de tuas mãos.
Palavra do Senhor.


Para os ajudar a refletir a Primeira Leitura


O texto da primeira leitura apresenta em pano de fundo um Povo de coração endurecido, rebelde, indiferente, que há muito prescindiu de Deus e deixou de se preocupar em viver de forma coerente os compromissos assumidos no âmbito da Aliança. É um quadro que não difere significativamente daquilo que é a vida de tantos homens e mulheres dos nossos dias.

Também somos convidados a reconhecer que só Deus é fonte de salvação e de redenção. Nós, por nós próprios, somos incapazes de superar essa rotina de indiferença, de egoísmo, de violência, de mentira, de injustiça que tantas vezes caracteriza a nossa caminhada pela vida. Deus, o nosso “Pai” e o nosso “redentor”, é sempre fiel às suas “obrigações” de amor e de justiça e está sempre disposto a nos oferecer, gratuitamente e incondicionalmente, a salvação. A nós, resta-nos acolher o dom de Deus com humildade e com um coração agradecido.

Que lugar ocupa Deus na nossa vida? Que importância damos às suas propostas? As sugestões e os apelos de Deus têm algum impacto sério nas nossas opções e prioridades? A ação de Deus, o seu papel de “redentor” concretiza-se através de Jesus e das propostas que Ele veio fazer aos homens e ao mundo? Neste Advento, estou disposto a acolher Jesus e a abraçar as propostas que Deus, através d’Ele, me faz?


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Salmo Responsorial
Is 79 2ac.3b.15-16.18-19(R.4)


Iluminai a vossa face sobre nós,
convertei-nos, para que sejamos salvos!

2aAo Pastor de Israel, prestai ouvidos. 
2cVós que sobre os querubins vos assentais,
aparecei cheio de glória e esplendor! 
3bDespertai vosso poder, ó nosso Deus
e vinde logo nos trazer a salvação! 

Iluminai a vossa face sobre nós,
convertei-nos, para que sejamos salvos!

15Voltai-vos para nós, Deus do universo!
Olhai dos altos céus e observai.
Visitai a vossa vinha e protegei-a!
16Foi a vossa mão direita que a plantou;
protegei-a, e ao rebento que firmastes!

Iluminai a vossa face sobre nós,
convertei-nos, para que sejamos salvos!

18Pousai a mão por sobre o vosso Protegido,
o filho do homem que escolhestes para vós!
19E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! 

Iluminai a vossa face sobre nós,
convertei-nos, para que sejamos salvos!


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Segunda Leitura
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1,3-9)


Irmãos: 
3Para vós, graça e paz,
da parte de Deus, nosso Pai,
e do Senhor Jesus Cristo.
4Dou graças a Deus sempre a vosso respeito,
por causa da graça que Deus vos concedeu
em Cristo Jesus:
5Nele fostes enriquecidos em tudo,
em toda palavra e em todo conhecimento,
6à medida que o testemunho sobre Cristo
se confirmou entre vós.
7Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que
aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo.
8É ele também que vos dará perseverança
em vosso procedimento irrepreensível,
até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo.
9Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão
com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.
Palavra do Senhor.


Para os ajudar a refletir a Segunda Leitura


O texto da segunda leitura deixa claro que a comunidade cristã é uma realidade continuamente enriquecida pela vida de Deus. Através dos seus dons, Deus vem continuamente ao encontro dos homens e manifesta-lhes o seu amor. Os crentes devem viver numa permanente atitude de escuta e de acolhimento desses dons. A comunidade de que faço parte está consciente de que Deus vem continuamente ao encontro dos homens através dos dons que Ele oferece? Acolhe os dons de Deus como sinais vivos do seu amor?

Qual o objetivo dos dons de Deus? Segundo Paulo, é “tornar firme nos crentes o testemunho de Cristo”. Os dons de Deus destinam-se a promover a fidelidade das pessoas e das comunidades ao Evangelho, de forma a que todos se identifiquem cada vez mais com Cristo. Os dons que Deus concedeu destinam-se sempre a potencializar a minha fidelidade e a fidelidade dos meus irmãos às propostas de Jesus, ou servem, às vezes, para concretizar objetivos mais egoístas, como sejam a minha promoção pessoal ou a satisfação de certos interesses e anseios?

Neste possui um apelo implícito à VIGILÂNCIA. O cristão tem de estar sempre vigilante e preparado para acolher o Deus que vem ao seu encontro e lhe manifesta o seu amor através dos seus dons… E tem também de estar sempre vigilante para que os dons de Deus não sejam desvirtuados e utilizados para fins egoístas.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (13,33-37)


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

33Cuidado! Ficai atentos,
porque não sabeis quando chegará o momento.
34É como um homem que, ao partir para o estrangeiro,
deixou sua casa sob a responsabilidade de seus
empregados, distribuindo a cada um sua tarefa.
E mandou o porteiro ficar vigiando.
35Vigiai, portanto, porque não sabeis
quando o dono da casa vem:
à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer.
36Para que não suceda que, vindo de repente,
ele vos encontre dormindo.
37O que vos digo, digo a todos: Vigiai!'
Palavra da Salvação.


Para os ajudar a refletir o Evangelho


O Evangelho deste domingo coloca-nos diante de uma certeza fundamental: “o Senhor vem”. A nossa caminhada humana não é um avançar sem sentido ao encontro do nada, mas uma caminhada feita na alegria ao encontro do Senhor que vem. Não se trata de uma vaga esperança, mas de uma certeza baseada na palavra infalível de Jesus. O tempo de Advento recorda-nos a realidade de um Senhor que vem ao encontro dos homens e que, no final da nossa caminhada por esta terra, nos oferecerá a vida definitiva, a felicidade sem fim, também, é um tempo da espera do Senhor. O Evangelho deste domingo diz-nos como deve ser essa espera… A palavra mágica é “vigilância”: o verdadeiro discípulo deve estar sempre “VIGILANTE”, cumprindo com coragem e determinação a missão que Deus lhe confiou. Estar “VIGILANTE” não significa, contudo, preocupar-se em ter sempre a “alma” limpa para que a morte não o apanhe com pecados por perdoar; mas significa viver sempre ativo, empenhado, comprometido na construção de um mundo de vida, de amor e de paz. Significa cumprir, com coerência e sem meias tintas, os compromissos assumidos no dia do baptismo e ser um sinal vivo do amor e da bondade de Deus no mundo. É dessa forma que eu tenho procurado viver?

Estar “VIGILANTE” significa não viver de braços cruzados, fechado num mundo de alienação e de egoísmo, deixando que sejam os outros a tomar as decisões e a escolher os valores que devem governar a humanidade; significa não me demitir das minhas responsabilidades e da missão que Deus me confiou quando me chamou à existência… Estar “VIGILANTE” é ser uma voz ativa e questionante no meio dos homens, levando-os a confrontarem-se com os valores do Evangelho; é lutar de forma decidida e corajosa contra a mentira, o egoísmo, a injustiça, tudo aquilo que rouba a vida e a felicidade a qualquer irmão que caminhe ao meu lado… Como me situo face a isto?


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Comentário
Vigiai, porque Deus está próximo


No mercado em que se converteu nosso mundo, há muitos que oferecem a preço barato a salvação. Uns nos oferecem uma salvação que se baseia em consumir. “Compre o produto ta”, “Use isto ou o outro” e nos diz que assim seremos mais felizes. Tudo ao alcance da mão... com a condição que se tenha, claro, o suficiente dinheiro no banco ou na carteira. Basta olhar os anúncios que nos rodeiam por todas as partes: televisão, jornais, rádio, painéis de anúncios... Mas essa, o sabemos, não é a verdadeira salvação.

Outros nos falam de Deus. “Dê um donativo”, “Reze isto ou aquilo”, “Vá a esta peregrinação ou celebração”. Pedro foi e ficou curado do câncer que tinha. Miguel não teve mais problemas com a bebida. Também está o outro lado, o da ameaça. Porque também nos dizem que José não rezou ou não foi e todos os problemas pioraram. Esse Deus do que falam se parece à medicina mágica com que tantos sonham. Uma pastilha “uma oração” e tudo resolvido. O céu a nosso alcance. Os que assim falam parecem magos que com sua força controlam Deus e o faz trabalhar a seu serviço. Mas aí também não está a salvação.

A realidade é bastante mais complicada. Deus não é um mago que solucione tudo. Nosso mundo vai fazendo seu próprio caminho. Deus se encontra a nosso lado, animando-nos a tomar as rédeas de nossa vida, a sermos responsáveis pelo que fazemos, pelas nossas decisões. Sua presença a encontramos na vida a cada dia, nas pessoas com que nos encontramos, nos acontecimentos. Deus sempre esta presente em nossa vida, de graça sem preço algum.

Com este domingo começamos o tempo do Advento. É tempo de preparação para a celebração da vinda do Senhor. A Palavra de Deus convida-nos a VIGIAR. Devemos estar atentos, porque em nossas ruas, em nossas famílias, em nosso mundo, se sente uma presença nova, nascente. As comunidades cristãs são já um sinal dessa nova realidade. Há muita gente boa trabalhando para ajudar aos demais. Esses são os sinais da presença de Deus. Deus está conosco! Sua presença está crescendo! Advento é nossa oportunidade para vigiar e estar atentos, para descobrir os sinais da autêntica presença de Deus e celebrar em nossa liturgia e em nossa oração. VIGIEM, pois, Deus esta a seu lado, em vossa vida e não pode passar despercebido... VIGIAI


Para a reflexão


Vigiar supõe estar vivo e atento às grandes e pequenas coisas que passam a nosso arredor. Importamo-nos com tudo o que passa ou vivemos tão encerrados em nossos problemas que nosso mundo termina em nosso próprio nariz? Onde e quando descobrimos que Deus está próximo de nós?


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Fontes de referencia


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB    
Ciudad Redonda: Comunidad católica  
Família Dehoniana


 

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