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XXXII Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia do XXXII Domingo do Tempo Comum convida-nos à vigilância. Recorda-nos que a segunda vinda do Senhor Jesus está no horizonte final da história humana; devemos, portanto, caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher.
Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalônica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre.
O Evangelho lembra-nos que “estar preparado” para acolher o Senhor que vem significa viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com os valores do Reino. Com o exemplo das cinco jovens “insensatas” que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino.

A primeira leitura apresenta-nos a “sabedoria”, dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. É um caso paradigmático da forma como Deus se preocupa com a felicidade do homem e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. Ao homem resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Leitura do Livro da Sabedoria (6,12-16)

12A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam,
e é encontrada por aqueles que a procuram.
13Ela até se antecipa,
dando-se a conhecer aos que a desejam.
14Quem por ela madruga não se cansará,
pois a encontrará sentada à sua porta.
15Meditar sobre ela é a perfeição da prudência;
e quem ficar acordado por causa dela
em breve há de viver despreocupado.
16Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem,
cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas
e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.
Palavra do Senhor


Para os ajudar a refletir a Primeira Leitura


A “sabedoria” de que o autor da primeira leitura fala é um dom de Deus para que o homem saiba conduzir a sua vida ao encontro da verdadeira vida e da verdadeira felicidade. Deus não é um adversário do homem, com ciúmes do homem, preocupado em impedir a felicidade e a realização do homem; mas é um Deus cheio de amor, preocupado em proporcionar ao homem todas as possibilidades de ser feliz e de se realizar plenamente. A nossa leitura convida-nos a ver em Deus esse Pai cheio de amor, preocupado com a felicidade dos seus filhos, sempre disposto a oferecer-lhes os seus dons e a conduzi-los para a vida e para a salvação; e convida-nos a uma atenção contínua, a fim de detectarmos e acolhermos esses dons que, a cada instante, Deus nos oferece.  O que é decisivo para que o homem tenha acesso pleno aos dons de Deus é a sua disponibilidade para acolher e para aceitar esses dons… Deus coloca os seus dons à disposição do homem, de forma gratuita e incondicional; ao homem é pedido apenas que não se feche no seu egoísmo e na sua autossuficiência, mas abra o seu coração à graça que Deus lhe oferece.


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Salmo Responsorial
Sl 62,2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)


A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

2Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso vos busco!
A minha alma tem sede de vós, 
minha carne também vos deseja,
como terra sedenta e sem água!

 A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

3Venho, assim, contemplar-vos no templo,
para ver vossa glória e poder.
4Vosso amor vale mais do que a vida:
e por isso meus lábios vos louvam.

A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

5Quero, pois vos louvar pela vida,
e elevar para vós minhas mãos!
6A minha alma será saciada,
como em grande banquete de festa;
cantará a alegria em meus lábios.

A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

7Penso em vós no meu leito, de noite,
nas vigílias suspiro por vós!
8Para mim fostes sempre um socorro;
de vossas asas à sombra eu exulto!

A minha alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.


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Segunda Leitura
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (4,13-18)


3Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza
a respeito dos mortos,
para que não fiqueis tristes
como os outros, que não têm esperança.
14Se Jesus morreu e ressuscitou - e esta é nossa fé -
de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo,
os que através dele entraram no sono da morte.
15Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor:
nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor
não levaremos vantagem em relação aos que morreram.
16Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem,
à voz do arcanjo e ao som da trombeta,
descerá do céu
e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17Em seguida, nós que formos deixados com vida
seremos arrebatados com eles nas nuvens,
para o encontro com o Senhor, nos ares.
E assim estaremos sempre com o Senhor.
18Exortai-vos, pois, uns aos outros,
com estas palavras.
Palavra do Senhor.


Para os ajudar a refletir a Segunda Leitura


A certeza da ressurreição garante-nos que Deus tem um projeto de salvação e de vida para cada homem; e que esse projeto está se realizando continuamente em nós, até à sua concretização plena, quando nos encontrarmos definitivamente com Deus. A nossa vida presente não é, pois, um drama absurdo, sem sentido e sem finalidade; é uma caminhada tranquila, confiante e em direção a esse desabrochar pleno, a essa vida total em que se revelará o Homem Novo. Isso não quer dizer que devamos ignorar as coisas boas deste mundo, vivendo apenas à espera da recompensa futura, no céu; quer dizer que a nossa existência deve ser uma busca da vida e da felicidade; isso implicará uma não conformação com tudo aquilo que nos rouba a vida e que nos impede de alcançar a felicidade plena, a perfeição última.  Não é possível viver com medo, depois desta descoberta: podemos os comprometer na luta pela justiça e pela paz, com a certeza de que a injustiça e a opressão não podem pôr fim à vida que nos anima; e é na medida em que nos comprometemos com esse mundo novo e o construímos com gestos concretos, que estamos a anunciar a ressurreição plena do mundo, dos homens e das coisas.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (25,1-13)

Naquele tempo,
disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola:
1'O Reino dos Céus é como a história das dez jovens
que pegaram suas lâmpadas de óleo
e saíram ao encontro do noivo.
2Cinco delas eram imprevidentes,
e as outras cinco eram previdentes.
3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas,
mas não levaram óleo consigo.
4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo
junto com as lâmpadas.
5O noivo estava demorando
e todas elas acabaram cochilando e dormindo.
6No meio da noite, ouviu-se um grito:
`O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!'
7Então as dez jovens se levantaram
e prepararam as lâmpadas.
8As imprevidentes disseram às previdentes:
`Dai-nos um pouco de óleo,
porque nossas lâmpadas estão se apagando.'
9As previdentes responderam:
`De modo nenhum,
porque o óleo pode ser insuficiente
para nós e para vós.
É melhor irdes comprar aos vendedores'.
10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou,
e as que estavam preparadas
entraram com ele para a festa de casamento.
E a porta se fechou.
11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram:
`Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!'
12Ele, porém, respondeu:
`Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!'
13Portanto, ficai vigiando,
pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.
Palavra da Salvação.


Para os ajudar a refletir o Evangelho


Nós, os cristãos do tempo de hoje, não somos tão diferentes dos cristãos que integravam a comunidade de Mateus… Também percorremos um caminho de altos e baixos, em que os momentos de entusiasmo e de compromisso alternam com os momentos de insatisfação, de comodismo, de adormecimento... As dificuldades da caminhada, os apelos do mundo, a monotonia, a nossa fragilidade levam-nos, frequentemente, a esquecer os valores do Reino e os faz correr atrás de valores efémeros, que parecem os trazer a felicidade e só nos arrastam para caminhos de escravidão e de frustração. O Evangelho deste domingo lembra-nos que a segunda vinda do Senhor deve estar sempre no horizonte final da nossa existência e que não podemos esquecer os valores do Evangelho, pois só eles nos mantêm identificados com esse Senhor Jesus que voltará para nos oferecer a vida plena e definitiva. Enquanto caminhamos nesta terra devemos, pois, nos manter atentos e vigilantes, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com esse Reino que Ele nos mandou construir.

Estar preparado” não significa, contudo, ter a “alminha” limpa e sem mancha, para que, quando aos nos encontrarmos com o Senhor, não tenhamos nenhuma falta não confessada, e que sejamos para o céu… Mas significa, sobretudo, vivermos dia a dia, de forma comprometida e entusiasta, o nosso compromisso batismal. “Estar preparado” passa por descobrirmos dia a dia o Plano de Deus para nós e para o mundo e procurar concretizá-lo, com alegria e entusiasmo; “estar preparado” passa por fazermos da nossa vida, a cada instante, um dom aos irmãos, no serviço, na partilha, no amor, ao jeito de Jesus.

Embora o Engelho de hoje os fale do nosso encontro final com Jesus, devemos ter consciência de que esse momento não será o nosso único encontro com o Senhor… Jesus vem ao nosso encontro todos os dias e reclama o nosso empenho e o nosso compromisso na construção de um mundo novo... o mundo do Reino. Ele faz ecoar o seu apelo na Palavra de Deus que nos questiona, na miséria de um pobre que nos interpela, no pedido de socorro de um homem escravizado, na solidão de um velho carente de amor e de afeto, no sofrimento de um doente terminal abandonado por todos, no grito aflito de quem sofre a injustiça e a violência, no olhar dolorido de um imigrante, no corpo esquelético de uma criança com fome, nas lágrimas do oprimido… O Evangelho deste domingo avisa-nos que não podemos permanecer no nosso egoísmo e na nossa autossuficiência e recusar escutar os apelos do Senhor.

A parábola das jovens “insensatas” que se esqueceram do essencial nos faz pensar na questão das prioridades… É fácil irmos “na onda”, nos preocupar com o imediato, o visível, o efémero, e negligenciarmos os valores autênticos. Mateus, com algum dramatismo, nos avisa que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino. O objetivo da catequese de Mateus não é nos dizer que, se não nos portarmos bem, Deus nos castiga com o inferno; mas é nos alertar para a seriedade com que devemos avaliar as nossas opções, de forma a não perdermos oportunidades para nos realizarmos e para chegarmos à felicidade plena e definitiva.


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 Comentário
Vigiai e orai

Uma vez mais, Jesus conta aos discípulos uma parábola. É apenas uma história. Como as que às vezes contamos às crianças para que durmam. Porém, todos sabemos que as histórias podem levar dentro muitas coisas. Falar mediante parábolas é uma forma de falar. Para que os que queiram entender, entendam. Nesta ocasião, Jesus contou aos discípulos. Eles seguramente entenderam que a parábola não era uma pura história. Jesus queria-lhes dizer algo mediante a história daquelas dez virgens encarregadas de preparar a festa dos casamentos e de esperar o noivo. Das dez, cinco foram o suficientemente prudente para dispor o que precisavam para a espera. Tomaram consigo suficiente azeite como para poder acender suas lamparinas. Assim estariam dispostas, embora o noivo chegasse à meia-noite. As outras cinco não pensaram, não se preocuparam. E a chegada do noivo as pegou desprevenidas. Ficaram fora da festa. Dentro estava a luz, fora a escuridão. As cinco virgens néscias ficaram envolvidas na escuridão da noite.     

Há pessoas que deixam sempre para amanhã o que podem fazer hoje. Exatamente o contrário do que diz o refrão: “Não deixe para amanhã o que possa fazer hoje”. São pessoas que estão muito seguras de que vão dispor de manhã para se reconciliar com seu irmão, visitar àquele amigo doente, devolver o que roubaram, deixar de beber, começar a ser honestos no trabalho ou começar a se preocupar com seus filhos. Esquecem-se de que o amanhã é aquilo do que certamente não estamos seguros. O que temos como seguro é o agora, o presente. Nada mais. Há alguém que saiba com segurança que amanhã vai estar vivo? Não será melhor começar a fazer hoje todas essas coisas? Assim, em caso que não disponhamos de manhã, ao menos começaremos a nos reconciliar, a viver uma vida mais feliz, a amar mais aos que vivem conosco, a ser mais honrados. Ao menos, poderemos dizer ao Senhor que talvez não terminamos de fazer tudo o que tínhamos que fazer, mas não foi porque não começássemos senão porque nos faltou tempo.

Isso é o que nos pede Jesus: que estejamos atentos, despertos a nossa vida, que façamos o que temos que fazer para que quando chegar o momento de “prestar” contas não nos encontremos sem azeite nos lustres e com as mãos vazias. 


Para a reflexão


Que temos pendente para fazer? Poderia enumerar todas aquelas coisas que, como cristão, achamos que deveríamos fazer e que até hoje não fizemos por preguiça, por negligência, por abandono, porque os parece difícil? Revisa a lista e decide-te a fazer uma ou duas delas.


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 Fontes de referencia


Liturgia - A Palavra de Deus na Vida – CNBB
Ciudad Redonda: Comunidad católica
Família Dehoniana


 

 

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