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XIX Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a fazerem uma peregrinação ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança; e garante que o crente não encontra esse Deus nas manifestações espetaculares, mas na humildade, na simplicidade, na interioridade.
O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à “outra margem” a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa “viagem”, a comunidade do Reino não está sozinha, à mercê das forças da morte: em Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos discípulos, estende-lhes a mão, dá-lhes a força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-lo, a acolhê-lo e a aceitá-lo como “o Senhor”.

Asegunda leitura sugere que esse Deus, apostado em vir ao encontro dos homens e em revelar-lhes o seu rosto de amor e de bondade, tem uma proposta de salvação que oferece a todos. Convida-nos a estarmos atentos às manifestações desse Deus e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.


 


Primeira Leitura   
Salmo Responsorial   
Segunda Leitura    
Evangelho   
Comentário


Primeira Leitura 
Leitura do Primeiro Livro dos Reis (19,9a.11-13ª)


Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 

9ao profeta Elias, entrou numa gruta,
onde passou a noite.
E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida
nestes termos:
11'Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor,
porque o Senhor vai passar'.
Antes do Senhor, porém,
veio um vento impetuoso e forte,
que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos.
Mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento houve um terremoto.
Mas o Senhor não estava no terremoto.
12Passado o terremoto, veio um fogo.
Mas o Senhor não estava no fogo.
E depois do fogo
ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa.
13aOuvindo isto,
Elias cobriu o rosto com o manto,
saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Quem é Deus? Como é Deus? É possível provar, sem margem para dúvidas, a existência de Deus? Estas e outras perguntas já as fizemos, certamente, a nós próprios ou a alguém. Todos nós somos pessoas a quem Deus inquieta: há uma “qualquer coisa” no coração do homem que o projeta para o transcendente, que o leva a interrogar-se sobre Deus e a tentar descobrir o seu rosto… No entanto, Deus não é evidente. Se confiarmos apenas nos nossos sentidos, Deus não existe: não conseguimos vê-lo com os nossos olhos, sentir o seu cheiro ou tocá-lo com as nossas mãos. Mais ainda: nenhum instrumento científico, nenhum microscópio electrónico, nenhum radar espacial detectou jamais qualquer sinal sensível de Deus. Talvez por isso o soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem do espaço, mal pôs os pés na terra apressou-se a afirmar que não tinha encontrado na estratosfera qualquer marca de Deus… a Primeira Leitura que nos é proposta convida a todos aqueles que estão interessados em Deus, a descobri-lo no silêncio, na simplicidade, na intimidade… É preciso calar o ruído excessivo, moderar a atividade desenfreada, encontrar tempo e disponibilidade para consultar o coração, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presença e as suas indicações nos sinais que Ele deixa na nossa história e na vida do mundo… Tenho consciência de que preciso encontrar tempo para “buscar Deus”? De acordo com a minha experiência de procura, onde é que eu O encontro mais facilmente: na agitação e nos gestos espetaculares, ou no silêncio, na humildade e na simplicidade?


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Salmo Responsorial
Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)


Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

9aQuero ouvir o que o Senhor irá falar:
9bé a paz que ele vai anunciar.
10Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

11A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!

13O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (9,1-5)

Irmãos:

1Não estou mentindo,
mas, em Cristo, digo a verdade,
apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha
consciência.
2Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor
contínua,
3a ponto de desejar
ser eu mesmo segregado por Cristo
em favor de meus irmãos, os de minha raça.
4Eles são israelitas.
A eles pertencem a filiação adotiva, a glória,
as alianças, as leis, o culto, as promessas
5e também os patriarcas.
Deles é que descende, quanto à sua humanidade,
Cristo, o qual está acima de todos,
Deus bendito para sempre! Amém!
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


A Segunda Leitura no propõe uma reflexão sobre as oportunidades perdidas… Israel, apesar de todas as manifestações da bondade e do amor de Deus que conheceu ao longo da sua caminhada pela história, acabou por se instalar numa autossuficiência que não lhe permitiu acompanhar o ritmo de Deus, nem descobrir os novos desafios que o projeto da salvação de Deus faz, em cada fase, aos homens. O exemplo de Israel nos faz pensar no nosso compromisso com Deus… Em primeiro lugar, mostra-nos a importância de não nos instalarmos num esquema de vivência medíocre da fé e sugere que o “sim” a Deus do dia do nosso batismo precisa de ser renovado a cada dia da nossa vida… Em segundo lugar, sugere que o cristão não pode instalar-se nas suas certezas e autossuficiências, mas tem de estar atento aos desafios, sempre renovados, de Deus… Em terceiro lugar, sugere que ter o nome inscrito no livro de registos da nossa paróquia não é um certificado de garantia de salvação (a salvação passa sempre pela adesão sempre renovada aos dons de Deus).


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (14,22-33)


Depois da multiplicação dos pães,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca
e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,
enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.
A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra,
era agitada pelas ondas,
pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã,
Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,
ficaram apavorados, e disseram:
'É um fantasma'.
E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse:
'Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!'
28Então Pedro lhe disse:
'Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,
caminhando sobre a água.'
29E Jesus respondeu: 'Vem!'
Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,
em direção a Jesus.
30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo
e começando a afundar, gritou: 'Senhor, salva-me!'
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:
'Homem fraco na fé, por que duvidaste?'
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco,
prostraram-se diante dele, dizendo:
'Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


O Evangelho deste domingo é, antes de mais, uma catequese sobre a caminhada histórica da comunidade de Jesus, enviada à “outra margem”, a convidar todos os homens para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos. Estamos dispostos a embarcar na aventura de propor a todos os homens o banquete do Reino? Temos consciência de que nos foi confiada a missão de saciar a fome do mundo? Aqueles que são deixados à margem dessa mesa onde se jogam os interesses e os destinos do mundo, que têm fome e sede de vida, de amor, de esperança, encontram em nós uma proposta credível e coerente que aponta no sentido de uma realidade de plenitude, de realização, de vida plena? Esta caminhada histórica dos discípulos e o seu testemunho do banquete do Reino não é um caminho fácil, feito no meio de aclamações das multidões e dos aplausos unânimes dos homens. A comunidade (o “barco”) dos discípulos tem de abrir caminho através de um mar de dificuldades, continuamente abatido pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projetos de Jesus. Todos os dias o mundo nos mostra, com um sorriso irónico, que os valores em que acreditamos e que procuramos testemunhar estão ultrapassados. Todos os dias o mundo insiste em provar-nos, às vezes com agressividade e outras vezes com comiseração, que só seremos competitivos e vencedores quando usarmos as armas da arrogância, do poder, do orgulho, da prepotência, da ganância… Como nos colocamos face a isto? É possível desempenharmos o nosso papel no mundo, com rigor e competência, sem perdermos as nossas referências cristãs e sem trairmos o Reino?


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Comentário
Viver é confiar


O Evangelho nos propõe hoje o tema da fé. E o faz de uma forma muito gráfica, com um exemplo que todos podemos entender. Crer parece, de alguma maneira, a sair da segurança da barca e se arriscar na água no meio da tormenta. Isso é o que Jesus pede a Pedro que faça. De alguma forma o desafia confiar Nele. Mas Pedro titubeia porque sente-se inseguro. É possível que nós muitas vezes nos sintamos como Pedro, inseguros. E que busquemos seguranças que, como Pedro, não vamos encontrar.  

É que às vezes desejaríamos que a fé fosse o resultado de uma demonstração científica. Ou bem que fosse um milagre ou algo extraordinário que provocasse nossa fé. No fundo, supomos que a fé nos coloca em uma relação com Deus. E Deus é considerado nestes casos como um ser longínquo, poderoso e no fundo perigoso para a vida das pessoas. Como não nos sentimos seguros em frente a Ele, queremos provas convincentes.

A realidade é que a fé brota da mesma atitude básica sobre a qual se estabelece qualquer relação. Um exemplo bem claro disto encontramos na relação de amor de um casal. Nenhum dos dois poderá dizer nunca que está absolutamente seguro do amor do outro. Ele ou ela somente têm indícios: sorrisos, palavras, caricias, telefonemas, WhatsApp..., mas nada mais. Esses indícios confirmam o amor, mas nunca são provas concludentes. Ao final, a pessoa, cada um, cada uma, tem que dar um passo à frente e confiar. E fiar-se do outro.

Com Deus acontece exatamente igual. Não outro remédio, devemos confiar Nele. Porque não temos nem teremos nunca provas concludentes de sua existência. Somente temos testemunhos. Um testemunho maior: Jesus, que passou a vida fazendo o bem, curando os doentes e amando a todos com os quais se encontrou pelo caminho, precisamente em nome de Deus. Ele nos disse que seu amor era fruto do amor de Deus, que nos amava com o mesmo amor de Deus e que temos que confiar Nele. E temos muitos outros testemunhos. Os muitos homens e mulheres que o seguiram, que confiaram “Nele” e que viveram amando e fazendo o bem. Mas não temos provas matemáticas nem físicas nem químicas desse amor. Temos que confiar. No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a nos jogar na água, a viver sem medo, confiando no amor de Deus. Convida-nos a crer Nele e confiar em que com Ele podemos enfrentar os perigos da vida. Porque seu amor está sempre conosco.

Para a reflexão

Somos capazes de confiar nas pessoas com que vivemos? Ou talvez se instalou em nosso coração uma desconfiança radical? A fé é crer que Deus está ordenando a vida e a história para o bem. Cremos e confiamos dessa maneira em Deus? Colaboramos com Ele para que seu plano de salvação siga adiante?


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