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XVII Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia deste XVII Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.

A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura 
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Leitura do Primeiro Livro dos Reis (3,5.7-12)


Naqueles dias:
5Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão,
em sonho, durante a noite, e lhe disse:
'Pede o que desejas e eu te darei'.
7E Salomão disse: Senhor meu Deus,
tu fizeste reinar o teu servo
em lugar de Davi, meu pai.
Mas eu não passo de um adolescente,
que não sabe ainda como governar.
8Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito,
povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular.
9Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo,
capaz de governar o teu povo
e de discernir entre o bem e o mal.
Do contrário, quem poderá governar
este teu povo tão numeroso?'
10Esta oração de Salomão agradou ao Senhor.
11E Deus disse a Salomão:
'Já que pediste estes dons
e não pediste para ti longos anos de vida,
nem riquezas, nem a morte de teus inimigos,
mas sim sabedoria para praticar a justiça,
12vou satisfazer o teu pedido;
dou-te um coração sábio e inteligente,
como nunca houve outro igual antes de ti,
nem haverá depois de ti.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Algumas pessoas e grupos com um peso significativo na opinião pública procuram vender a ideia de que a realização plena do indivíduo está num conjunto de valores que decidem quem pertence à elite dos vencedores, dos que estão na moda, dos que têm êxito… Em muitos casos, esses valores propostos são realidades efémeras, materiais, secundárias, relativas. Quase sempre, por detrás da proposição de certos valores, estão interesses particulares e egoístas, a tentativa de vender determinada ideologia ou a preocupação em tornar o mercado dependente dos produtos comerciais de determinada marca… O “sábio”, contudo, é aquele que está consciente destes mecanismos, que sabe ver com olhar crítico os valores que a moda propõe, que sabe discernir o verdadeiro do falso, que distingue o que apenas tem um brilho doirado daquilo que, na essência, é um tesouro que importa conservar. O “sábio” é aquele que consegue perceber o que efetivamente o realiza e lhe permite levar a cabo, dentro da comunidade, a missão que lhe foi confiada. Como é que eu me situo face a isto? O que me seduz e que eu abraço é o imediato, o brilhante, o sedutor, ainda que efémero, ou é o que é exigente e radical, mas que me permite conquistar uma felicidade duradoura e concretizar o meu papel no mundo, na empresa, na família ou na minha comunidade cristã?


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Salmo Responsorial
Sl 118,57.72.76-77.127-128.129-130 (R.97a)


Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

57É esta a parte que escolhi por minha herança:
observar vossas palavras, ó Senhor!
72A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

76Vosso amor seja um consolo para mim,
conforme a vosso servo prometestes.
77Venha a mim o vosso amor e viverei,
porque tenho em vossa lei o meu prazer!

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

127Por isso amo os mandamentos que nos destes,
mais que o ouro, muito mais que o ouro fino!
128Por isso eu sigo bem direito as vossas leis,
detesto todos os caminhos da mentira.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

129Maravilhosos são os vossos testemunhos,
eis por que meu coração os observa!
130Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina,
ela dá sabedoria aos pequeninos.

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (8,28-30)


Irmãos:

28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam
a Deus, daqueles que são chamados para a salvação,
de acordo com o projeto de Deus.
29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde
sempre, a esses ele predestinou
a serem conformes à imagem de seu Filho, para que
este seja o primogênito numa multidão de irmãos.
30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou.
E aos que chamou, também os tornou justos;
e aos que tornou justos, também os glorificou.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


Em todas as cartas de Paulo transparece o espanto que o apóstolo sente diante do amor de Deus pelo homem. Este tema está, contudo, especialmente presente na Carta aos Romanos. O nosso texto convida-nos a dar conta – outra vez – desse fato extraordinário que é o amor de Deus, traduzido num projeto de salvação preparado desde sempre, e que leva Deus a enviar ao mundo o seu próprio Filho para conduzir todos os homens e mulheres a uma nova condição. Numa época marcada por uma certa indiferença face a Deus, este texto convida-nos a tomar consciência de que Deus nos ama, vem continuamente ao nosso encontro, aponta-nos o caminho da vida plena e verdadeira, desafia-nos à identificação com Jesus, convida-nos a integrar a sua família. Nós, os crentes, somos convidados a conduzir a nossa vida à luz desta realidade; e somos convocados a testemunhar, com palavras, com ações, com a vida, no meio dos irmãos que dia a dia percorrem conosco o caminho da vida, o amor e o projeto de salvação que Deus tem. Diante da oferta de Deus, somos livres de fazer as nossas opções, que Deus respeita de forma absoluta. No entanto, a vida plena está no acolhimento desse “valor mais alto” que é o seguimento de Jesus e a identificação com Ele. É esse o “valor mais alto”, o “tesouro” pelo qual eu optei de forma decidida no dia do meu baptismo? Tenho sido, na caminhada da vida, coerente com essa escolha?


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (13,44-52)


Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador
que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor,
ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
47O Reino dos Céus é ainda
como uma rede lançada ao mar
e que apanha peixes de todo tipo.
48Quando está cheia,
os pescadores puxam a rede para a praia,
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar
os homens maus dos que são justos,
50e lançarão os maus na fornalha de fogo.
E ai, haverá choro e ranger de dentes.
51Compreendestes tudo isso?'
Eles responderam: 'Sim.'
52Então Jesus acrescentou:
'Assim, pois, todo o mestre da Lei,
que se torna discípulo do Reino dos Céus,
é como um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


A primeira e mais importante questão abordada no Evangelho deste Domingo, é a das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objetivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo; mas não pode deixar que a procura dos bens seja o objetivo número um da sua vida, pois o Reino é partilha. O cristão está permanentemente mergulhado num ambiente em que a força e o poder aparecem como o grande ideal; mas ele não pode deixar que o poder seja o seu objetivo fundamental, porque o Reino é serviço. O cristão é todos os dias convencido de que o êxito profissional, a fama a qualquer preço são condições essenciais para triunfar e para deixar a sua marca na história; mas ele não pode deixar-se seduzir por esses esquemas, pois a realidade do Reino vive-se na humildade e na simplicidade. O cristão faz a sua caminhada num mundo que exalta o orgulho, a autossuficiência, a independência; mas ele já aprendeu, com Jesus, que o Reino é perdãotolerância, encontro, fraternidade… O que é que comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?


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Comentário
Existe verdadeiramento um tesouro?


O Reino dos Céus, diz Jesus, se parece com um homem que encontra um tesouro no campo e vende tudo o que tem para comprar o campo. Faz uma comparação parecida com o comerciante de pérolas finas. Tanto o homem do campo como o comerciante de pérolas finas andavam buscando algo. A questão que nos é proposta é: nós estamos buscando algo? Achamos para valer que há um tesouro escondido ou uma pérola preciosa? Dito em outras palavras, estamos dispostos a vender tudo para buscar esse tesouro ou essa pérola?

De nossa sociedade se diz muitas vezes que ela vive em um tempo de desencanto, de desilusão. Tivemos um tempo no qual sonhamos que outro mundo era possível, hoje parece que para muitos a perspectiva ficou diminuída e não pensamos senão em como sobreviver. Nada mais. É como se descobrisse que não há nada pelo que valha a pena “vender tudo”. E de fato não estamos dispostos a sacrificar nada do pouco que temos. Não estamos seguros de que exista algum tesouro escondido nem exista pérola preciosa. Não estamos seguros de que valha a pena lutar pelo Reino dos céus. Que reino é esse? Após anos de luta e de esforço, que conseguimos? Ficamos decepcionados. Não há nada pelo que lutar. Deixemos de sonhar!

Mas Jesus segue propondo um ideal absoluto. Pelo Reino dos céus vale a pena ”deixar tudo”. O que é tudo? “Tudo” é a segurança econômica, a boa fama, as expectativas da família. “Deixar tudo” significa viver ao estilo de Jesus, tratar de atuar como Jesus o faria, ser portador e mensageiro do amor de Deus para com os pobres e necessitados. “Deixar tudo significa não se deixar guiar pelos critérios egoístas deste mundo, deixar de acumular e começar a compartilhar, se relacionar com os demais de forma gratuita e não colocar preço em tudo o que fazemos. Para “deixar tudo” não é necessário abandonar materialmente a família ou entrar em um convento. Pode-se continuar no mesmo trabalho e viver na mesma casa. A diferença é que devemos nos guiar pelos critérios do Evangelho para viver. Então se começa a ser cidadão do Reino. Adquire-se uma nova identidade: a de filho/filha de Deus Pai e irmãos em Jesus de todos os homens e mulheres.

Mas para chegar aí é necessário crer firmemente que há um tesouro e que esse tesouro é o melhor que podemos encontrar na vida, que por esse tesouro vale a pena deixar tudo. Que Deus nos dê discernimento e sabedoria como a de Salomão para conhecer o que é justo e bom.

Para a reflexão

O que valorizo mais em minha vida? De que é feito o meu tesouro? É o Evangelho meu verdadeiro tesouro? Quanto me custa deixar tudo para seguir a Jesus?


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