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XV Domingo do Tempo Comum - 'A'

A liturgia do XV Domingo do Tempo Comum convida-nos a tomar consciência da importância da Palavra de Deuse da centralidade que ela deve assumir na vida dos crentes.

A primeira leitura garante-nos que a Palavra de Deus é verdadeiramente fecunda e criadora de vida. Ela dá-nos esperança, indica-nos os caminhos que devemos percorrer e dá-nos o ânimo para intervirmos no mundo. É sempre eficaz e produz sempre efeito, embora não atue sempre de acordo com os nossos interesses e critérios.

O Evangelho propõe-nos, em primeiro lugar, uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra e exorta-nos a ser uma “boa terra”, disponível para escutar as propostas de Jesus, para as acolher e para deixar que elas produzam abundantes frutos na nossa vida de cada dia. Garante-nos também que o “Reino” proposto por Jesus será uma realidade imparável, onde se manifestará em todo o seu esplendor e fecundidade a vida de Deus.

A segunda leitura apresenta uma temática (a solidariedade entre o homem e o resto da criação) que, à primeira vista, não está relacionada com o tema deste domingo – a Palavra de Deus. Podemos, no entanto, dizer que a Palavra de Deus é que fornece os critérios para que o homem possa viver “segundo o Espírito” e para que ele possa construir o “novo céu e a nova terra” com que sonhamos.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Isaías (55,10-11)


Isto diz o Senhor:

10assim como a chuva e a neve descem do céu
e para lá não voltam mais,
mas vêm irrigar e fecundar a terra,
e fazê-la germinar
e dar semente, para o plantio e para a alimentação,
11assim a palavra que sair de minha boca:
não voltará para mim vazia;
antes, realizará tudo que for de minha vontade
e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.
Palavra do Senhor. 


Reflitamos o texto da Primeira Leitura


Quando escutamos a Palavra de Deus, sentimo-nos confiantes, otimistas, com o coração transbordando de esperança; sentimos que o caminho que Deus nos indica é, efetivamente, um caminho de felicidade e de vida plena… “Que bom é estarmos aqui” – dizemos… Depois, voltamos à nossa vida do dia a dia e reencontramos a monotonia, os problemas, o desencanto; constatamos que os maus, os corruptos, os violentos, parecem triunfar sempre e nunca são castigados pelo seu egoísmo e prepotência, enquanto que os bons, os justos, os humildes, os pacíficos são continuamente vencidos, magoados, humilhados… Então perguntamos: podemos confiar nas promessas de Deus? Não estamos sendo enganados? A Palavra de Deus que hoje nos é proposta responde a estas dúvidas. Ela garante-nos: a Palavra de Deus não falha; ela indica sempre caminhos de vida plena, de vida verdadeira, de liberdade, de felicidade, de paz sem fim.


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Salmo Responsorial
Sl 64,10.11.12-13.14 (R. Lc 8,8)


A semente caiu em terra boa e deu fruto.

10Visitais a nossa terra com as chuvas,
e transborda de fartura.
Rios de Deus que vêm do céu derramam águas,
e preparais o nosso trigo.

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

11É assim que preparais a nossa terra:
vós a regais e aplainais,
os seus sulcos com a chuva amoleceis
e abençoais as sementeiras.

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

12O ano todo coroais com vossos dons,
os vossos passos são fecundos;
transborda a fartura onde passais,
13brotam pastos no deserto.
A semente caiu em terra boa e deu fruto.

14As colinas se enfeitam de alegria,
e os campos, de rebanhos;
nossos vales se revestem de trigais:
tudo canta de alegria!

A semente caiu em terra boa e deu fruto.


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (8,18-23)


Irmãos:

18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente
nem merecem ser comparados com a glória
que deve ser revelada em nós.
19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente
o momento de se revelarem os filhos de Deus.
20Pois a criação ficou sujeita à vaidade,
não por sua livre vontade,
mas por sua dependência daquele que a sujeitou;
21também ela espera ser libertada da escravidão da
corrupção e, assim, participar da liberdade
e da glória dos filhos de Deus.
22Com efeito, sabemos que toda a criação,
até ao tempo presente,
está gemendo como que em dores de parto.
23E não somente ela, mas nós também,
que temos os primeiros frutos do Espírito,
estamos interiormente gemendo, aguardando a
adoção filial e a libertação para o nosso corpo.
Palavra do Senhor.


Reflitamos o texto da Segunda Leitura


Paulo exorta os crentes a decidirem-se por uma vida “segundo o Espírito”, agente construtor da fraternidade. No nosso tempo manifesta-se, cada vez mais, uma preocupação séria com a forma como usamos o mundo que Deus nos ofereceu. O homem de hoje já descobriu que a criação não é para ser explorada, violentada, usada de acordo com critérios de egoísmo e de exploração. Aquilo que nos deve mover, no entanto, não é a simples preocupação com o esgotamento dos recursos, ou com a destruição das condições de habitabilidade do nosso planeta; mas o que nos deve mover é a ideia da fraternidade que deve unir o homem e as outras coisas criadas por Deus. Só quando se instalar essa consciência de fraternidade, podemos libertar toda a criação do egoísmo e da exploração em que o homem a encerrou e fazer aparecer o “novo céu e a nova terra”.  A partir da ideia da fraternidade, tenho consciência de que as minhas opções afetam os outros meus irmãos, bem como o mundo que me rodeia? Tenho consciência de que o mundo será melhor ou pior, de acordo com as opções que eu fizer?


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (13,1-23)


1Naquele dia, Jesus saiu de casa 
e foi sentar-se às margens do mar da Galileia.
2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele.
Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se,
enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
3E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
'O semeador saiu para semear.
4Enquanto semeava,
algumas sementes caíram à beira do caminho,
e os pássaros vieram e as comeram.
5Outras sementes caíram em terreno pedregoso,
onde não havia muita terra.
As sementes logo brotaram,
porque a terra não era profunda.
6Mas, quando o sol apareceu,
as plantas ficaram queimadas e secaram,
porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos.
Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caíram em terra boa,
e produziram à base de cem,
de sessenta e de trinta frutos por semente.
9Quem tem ouvidos, ouça!'
10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus:
'Por que tu falas ao povo em parábolas?'
11Jesus respondeu:
'Porque a vós foi dado o conhecimento
dos mistérios do Reino dos Céus,
mas a eles não é dado.
12Pois à pessoa que tem,
será dado ainda mais, e terá em abundância;
mas à pessoa que não tem,
será tirado até o pouco que tem.
13É por isso que eu lhes falo em parábolas:
porque olhando, eles não vêem,
e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.
14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías:
`Havereis de ouvir, sem nada entender.
Havereis de olhar, sem nada ver.
15Porque o coração deste povo se tornou insensível.
Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos,
para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos,
nem compreender com o coração,
de modo que se convertam e eu os cure'.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem
e vossos ouvidos ouvem.
17Em verdade vos digo,
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes,
e não viram,
desejaram ouvir o que ouvis,
e não ouviram.
18Ouvi, portanto, a parábola do semeador:
19Todo aquele que ouve a palavra do Reino
e não a compreende,
vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso
é aquele que ouve a palavra
e logo a recebe com alegria;
21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento:
quando chega o sofrimento ou a perseguição,
por causa da palavra,
ele desiste logo.
22A semente que caiu no meio dos espinhos
é aquele que ouve a palavra,
mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza
sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em boa terra
é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.
Um dá cem, outro sessenta e outro trinta.'
Palavra da Salvação.


Reflitamos o texto do Evangelho


No seu “estado atual”, a parábola do semeador e da semente é, sobretudo, um convite a refletir sobre a importância e o significado da Palavra de Jesus, reflitamos: 

A semente que caiu em terrenos duros, de terra batida, faz-nos pensar em corações insensíveis, egoístas, orgulhosos, onde não há lugar para a Palavra de Jesus e para os valores do “Reino”.

A semente que caiu em lugares pedregosos, que brota em uma pequena camada de terra, morre rapidamente por falta de raízes profundas, nos faz pensar em corações inconstantes, capazes de se entusiasmarem com o “Reino”, mas incapazes de suportarem as contrariedades, as dificuldades, as perseguições.

A semente que caiu entre os espinhose que foi sufocada por eles, nos faz pensar em corações materialistas, comodistas, para quem a proposta do “Reino” não é a prioridade fundamental.

A semente que caiu em boa terrae que deu fruto abundante faz-nos pensar em corações sensíveis e bons, capazes de aderirem às propostas de Jesus e de embarcarem na aventura do “Reino”.


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Comentário
O que é a Palavra de Deus?


Vivemos em um mundo no qual há muitas palavras. Os meios de comunicação fizeram com que abundem e sobreabundem. Canções, rádios, televisões, jornais, revistas, vozes, redes sociais...  Tanto que às vezes de tantas palavras como as que nos rodeiam não somos capazes de entender nada do que se diz. A palavra deixou de comunicar e converteu-se em ruído. No entanto, na Igreja seguimos dizendo que a Palavra de Deus ocupa o local mais central e privilegiado que pode existir em nossa comunidade crente. Mas, o que é a Palavra de Deus?

Primeiramente, Palavra de Deus são as leituras que são lidas a cada dia na missa. São tomadas de uma coleção de livros que chamamos a Bíblia. Até aí sabemos. Mas, também sabemos, os livros que formam a Bíblia não são livros normais. Para nós, os crentes, esses livros estão inspirados pelo Espírito Santo. Recolhem a história de Deus com a humanidade, as contínuas ofertas de salvação feitas a uma humanidade que parece sempre metida em seu labirinto de violência, dor, desamor e morte. São fruto “e isto é o mais importante” do amor que Deus nos tem. São um depoimento vivo desse amor. Ler esses livros é encontrar com uma palavra que é portadora do amor de Deus. Por isso, as lemos com veneração. Sua palavra não é uma palavra normal, não é ruído, não está vazia de significado. Por isso, a escrevemos com letra maiúscula. É a PALAVRA. Quando realmente a acolhemos em nosso coração, nos abre o entendimento e os sentidos e nos leva a tomar consciência da vontade de Deus: que todos os homens e mulheres se salvem, que todos encontrem a vida e a vivam em plenitude.  

Hoje a primeira leitura fala-nos assim da Palavra de Deus. Como a chuva faz fecunda a terra e a enche de vida, assim a Palavra de Deus fará com que se cumpra a vontade de Deus e nos encherá de vida. Mas, como diz o Evangelho, o efeito da Palavra em cada um de nós depende também de nossa capacidade de acolhimento. Ante os ouvidos fechados, não há palavra que valha. Ante os ouvidos acolhedores, a Palavra é capaz de transformar o coração da pessoa e fazer com que produza frutos para a vida da pessoa e da humanidade.  

Domingo após domingo escutamos a Palavra de Deus. Em nossas mãos está a opção de abrir nossos ouvidos e nosso coração para que essa Palavra possa tornar realidade a vontade de Deus. Acolhê-la, aceitar suas exigências “que nos leva a viver uma vida mais plena” é uma atitude básica de nossa vida cristã. Sem o alimento da Palavra, nossa vida terminará sendo tão infecunda como as rochas, os espinhos...  

Para reflexão

Que local ocupa a Palavra de Deus em minha vida? Leio de vez em quando a Palavra de Deus, além de escuta-la na missa? Preocupo-me em entendê-la e acolhê-la? Sigo seus ensinamentos? Em caso de não a entender, tento me informar?


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