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V Domingo da Páscoa - "A"

A liturgia deste V Domingo da Páscoa convida-nos a refletir sobre a Igreja – a comunidade que nasce de Jesus e cujos membros continuam o “caminho” de Jesus, dando testemunho do projeto de Deus no mundo, na entrega a Deus e no amor aos homens.

O Evangelho define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos. Os que acolhem esta proposta e aceitam viver nesta dinâmica tornam-se Homens Novos, que possuem a vida em plenitude e que integram a família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito.

A primeira leitura apresenta-nos alguns traços que caracterizam a “família de Deus” (Igreja): é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores; é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo com os irmãos; é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos; e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.

A segunda leitura também se refere à Igreja: chama-lhe “templo espiritual”, do qual Cristo é a “pedra angular” e os cristãos “pedras vivas”. Essa Igreja é formada por um “povo sacerdotal”, cuja missão é oferecer a Deus o verdadeiro culto: uma vida vivida na obediência aos planos do Pai e no amor incondicional aos irmãos.


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário

Primeira Leitura
Leitura dos Atos dos Apóstolos (6,1-7)

É difícil encontrarmos, no nosso tempo, uma realidade que suscite tantas paixões e ódios como a Igreja: uns defendem-na intransigentemente, justificando até as falhas mais injustificáveis, outros atacam-na cegamente, culpando-a de todos os males do mundo. Uns e outros deviam ter presente que se trata de uma comunidade que vem de Jesus e é animada pelo Espírito, mas formada por homens; que ela é a testemunha no mundo do plano de salvação de Deus, mas é também (dada a sua faceta humana) uma realidade “a fazer-se”, em contínuo processo de conversão. Os homens do nosso tempo devem exigir que a Igreja seja fiel à sua missão no mundo; mas devem também compreender as suas falhas, dificuldades e infidelidades.


1Naqueles dias:
o número dos discípulos tinha aumentado,
e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se
dos fiéis de origem hebraica.
Os de origem grega diziam que suas viúvas
eram deixadas de lado no atendimento diário.
2Então os Doze Apóstolos
reuniram a multidão dos discípulos e disseram:
'Não está certo que nós deixemos
a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas.
3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós
sete homens de boa fama,
repletos do Espírito e de sabedoria,
e nós os encarregaremos dessa tarefa.
4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente
à oração e ao serviço da Palavra'.
5A proposta agradou a toda a multidão.
Então escolheram Estevão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo; e também Felipe, Prócoro, Nicanor,
Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia,
um pagão que seguia a religião dos judeus.
6Eles foram apresentados aos apóstolos,
que oraram e impuseram as mãos sobre eles.
7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava.
O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém,
e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.
Palavra do Senhor.


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Salmo responsorial
Sl 32,1-2.4-5.18-19 (R.22)


Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

1Â justos, alegrai-vos no Senhor!aos retos fica bem glorificá-lo.
2Dai graças ao Senhor ao som da harpa,na lira de dez cordas celebrai-o!

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

4Pois reta é a palavra do Senhor,e tudo o que ele faz merece fé.
5Deus ama o direito e a justiça,transborda em toda a terra a sua graça.

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

18O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,e que confiam esperando em seu amor,
19para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,

da mesma forma que em vós nós esperamos!


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Segunda Leitura
Leitura da Primeira Carta de São Pedro (2,4-9)


Depois de mais de dois mil anos de cristianismo, parece que nem sempre se nota a presença efetiva de Cristo nesses caminhos em que se constrói a história do mundo e dos homens. O verniz cristão de que revestimos a nossa civilização ocidental não tem impedido a corrida aos armamentos, os genocídios, os atos bárbaros de terrorismo, as guerras religiosas, o capitalismo selvagem… Os critérios que presidem à construção do mundo estão, demasiadas vezes, longe dos valores do Evangelho. Porque é que isto acontece? Podemos dizer que Cristo é, para os cristãos, a referência fundamental? Nós cristãos fizemos d’Ele, efetivamente, a “pedra angular” sobre a qual construímos a nossa vida e a história do nosso tempo?


Caríssimos:
4Aproximai-vos do Senhor,
pedra viva, rejeitada pelos homens,
mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus.
5Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas,
formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo,
a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais,
agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
6Com efeito, nas Escrituras se lê:
'Eis que ponho em Sião uma pedra angular,
escolhida e magnífica;
quem nela confiar, não será confundido'.
7A vós, portanto, que tendes fé, cabe a honra.
Mas para os que não crêem, 'a pedra que
os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular,
8pedra de tropeço e rocha que faz cair'.
Nela tropeçam os que não acolhem a Palavra;
esse é o destino deles.
9Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino,
a nação santa, o povo que ele conquistou
para proclamar as obras admiráveis
daquele que vos chamou das trevas
para a sua luz maravilhosa. 
Palavra do Senhor.


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+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (14,1-12)


A Igreja é essa comunidade de Homens Novos, que se identifica com Jesus que, animada pelo Espírito, segue “o caminho” de Jesus (caminho de obediência aos planos do Pai e de dom da vida aos irmãos), que procura dar testemunho de Jesus no meio dos homens e que é a “família de Deus”. No dia do nosso batismo, fomos integrados nesta família… A nossa vida tem sido coerente com os compromissos que, então, assumimos? Sentimo-nos “família de Deus”, ou deixamos que o egoísmo, o orgulho, a autossuficiência falem mais alto e escolhemos caminhar à margem desta família? É verdade que esta família tem falhas, e é verdade que nem sempre encontramos nela humanidade e amor. Que fazemos, então: afastamo-nos, ou esforçamo-nos para que ela viva de forma mais coerente e verdadeira?


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
1'Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.
2Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,
3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,
voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver estejais também vós.
4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho.'
5Tomé disse a Jesus:
'Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?'
6Jesus respondeu:
'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes.'
8Disse Felipe:
'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!'
9Jesus respondeu:
'Ha tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes: `Mostra-nos o Pai'?
10Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai, que, permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.
12Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai.
Palavra da Salvação.


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Comentário

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida


Queridos irmãos:

A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos mostra os primeiros sintomas de discórdia na comunidade cristã. Os cristãos de origem grega sentem certa discriminação, com respeito aos de língua hebraica e assim diziam: “que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário”. Os Doze resolvem o problema mediante um discernimento: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas”, que submetem a consideração da comunidade, que escolhe a sete (diáconos os chamaremos mais tarde), para este serviço. Diz o texto que: “A proposta agradou a toda a multidão”.

Antes, no Evangelho de hoje, que faz parte do discurso de despedida de Jesus, se escuta: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós”. Então, é claro que os Doze não entendem nada, ao menos Tomás e Felipe: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?”, “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Devemos assumir a Páscoa, para compreender os caminhos dos novos tempos, as situações difíceis, os temores..., para não perder a calma e crer.

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”,para evitar dúvidas, se apresenta como o caminho a seguir para chegar ao Pai. Sua vida é o modelo: passou fazendo o bem, libertando os oprimidos, curando os doentes, acercando-se dos pobres e marginalizados, dividindo-se por todos. Para isso morreu e ressuscitou, para nos mostrar o caminho, a verdade e a vida, por isso é o Vivente. Já sabemos então, que lhe seguir é estar próximos dos pequenos, dar vida aos que vivem em zonas de morte, buscar a harmonia na comunidade e, sobretudo saber, que isto não é consequência de nossos esforços pessoais para lhe imitar, senão de nossos esforços, por fazer felizes aos demais.

Ha tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai.”. Esse pode ser o problema, estar acostumado, nos dar conta que só conhecemos o Pai, através de Jesus, ele é nossa mediação absoluta. No caminho que percorreu desde a encarnação (Natal), à ressurreição (Páscoa), se tem feito presente o Pai. Em Jesus temos tudo, é a busca mais plena de nosso coração e o que cumpre nosso caminhar para a casa do Pai-Deus. Como nos diz São Pedro na segunda leitura, ele é: “a pedra angular, escolhida e preciosa”.

Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas.”. Sua presença entre nós, longe de ser um motivo para despreocupar-se dos problemas que nos afetam, é um estimulo, para que assumamos nosso lugar aqui e agora, pois somos o Povo de Deus, e todos são chamados a exercer o serviço fraterno (fazer as obras que eu faço). Deus nos escolheu como pedras vivas, para a construção de sua comunidade e do mundo. Temos um lugar na casa do Pai e na comunidade cristã, que está preparado e nos espera.
 “Somos uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação consagrada, um povo adquirido por Deus para proclamar as façanhas do que nos chamou a sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa” Que estas palavras de São Pedro, nos façam seguir o caminho, buscar a verdade e criar vida ao nosso arredor, sabemos para onde devemos caminhar, a onde queremos chegar, à Páscoa, à felicidade da qual Deus desfruta nos vendo a nós e a todos felizes.


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