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Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus (Ano A)

Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador. Celebra-se, em segundo lugar, o DIA MUNDIAL DA PAZ: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo. O tema para o ano de 2020 é: "A PAZ COMO CAMINHO DE ESPERANÇA: DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E CONVERSÃO ECOLÓGICA". Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

As leituras que hoje nos são propostas exploram, portanto, estas diversas coordenadas. Elas evocam esta multiplicidade de temas e de celebrações.

Na primeira leitura, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada e recorda-se que a sua bênção nos proporciona a vida em plenitude.

Na segunda leitura, a liturgia evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-Lhe “abbá”.

O Evangelho mostra como a chegada do projeto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo através de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos, também, a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projecto divino de salvação para o mundo. 


 


Primeira Leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
Leitura do Livro dos Números 6,22-27


É de Deus que tudo recebemos: vida, saúde, força, amor e aquelas mil e uma pequeninas coisas que enchem a nossa vida e que nos dão instantes plenos. Tendo consciência dessa presença contínua de Deus ao nosso lado, do seu amor e do seu cuidado, somos gratos por isso? No nosso diálogo com Ele, sentimos a necessidade de O louvar e de Lhe agradecer por tudo o que Ele nos oferece? Agradecemos todos os dons que Ele derramou sobre nós no ano que acaba de terminar.


22O Senhor falou a Moisés, dizendo:
23'Fala a Aarão e a seus filhos:
Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes:
24O Senhor te abençoe e te guarde!
25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face,
e se compadeça de ti!
26O Senhor volte para ti o seu rosto
e te dê a paz!
27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel,
e eu os abençoarei'.
Palavra do Senhor.


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Salmo Responsorial
Sl 66,2-3.5.6.8 (R. 2a)


Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
e sua face resplandeça sobre nós!
3Que na terra se conheça o seu caminho
e a sua salvação por entre os povos.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

5Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retido,
e guiais, em toda a terra, as nações.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem!
8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.


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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas 4,4-7


A importante constatação de que somos “filhos” de Deus leva-nos a uma descoberta fundamental: estamos unidos a todos os outros homens - “filhos” de Deus como nós - por laços fraternos. É a mesma vida de Deus que circula em todos nós… O que é que esta constatação implica, em termos concretos? A que é que ela nos obriga? Faz algum sentido marginalizar alguém por causa da sua raça ou estatuto social? Aquilo que acontece aos outros - de bom e de mau - não nos diz respeito?


Irmãos:
4Quando se completou o tempo previsto,
Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher,
nascido sujeito à Lei,
5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei
e para que todos recebêssemos a filiação adotiva.
6E porque sois filhos,
Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu
Filho, que clama: Abá - ó Pai!
7Assim já não és mais escravo, mas filho;
e se és filho, és também herdeiro:
tudo isso, por graça de Deus.
Palavra do Senhor.


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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,16-21


Maria “conservava todas estas palavras e meditava-as no seu coração”. Quer dizer: ela era capaz de perceber os sinais do Deus libertador no acontecer da vida. Temos, como ela, a sensibilidade de estar atentos à vida e de perceber a presença - discreta, mas significativa, atuante e transformadora - de Deus, nos acontecimentos mais ou menos banais do nosso dia a dia?


Naquele tempo:
16Os pastores foram às pressas a Belém
e encontraram Maria e José,
e o recém-nascido, deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito
sobre o menino.
18E todos os que ouviram os pastores
ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos estes fatos
e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus
por tudo que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito.
21Quando se completaram os oito dias
para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus,
como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
Palavra da Salvação. 


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Comentário
O fantástico processo da Maternidade


A história segue seu ritmo imperturbável. Um número a mais acrescenta-se a nossa contabilidade do tempo. Ontem à noite nos despedíamos entre alegria e nostalgia no ano velho e dávamos as boas-vindas ao ano novo. Hoje acordamos com um número mais na contabilidade dos anos e nos dispomos a escrever a primeira página do que acaba de começar.
Nos brotam espontaneamente bons desejos e pressentimentos. Desejamos que este ano não seja marcado no calendário da história como um tempo de desgraças, de confrontos, de morte... Desejamos a paz. Queremos que este seja um ano marcado pela justiça, a felicidade, a boa convivência. Será assim? Podemos fazer algo para que assim seja?
Que Deus nos abençoe!
Antes de mais nada, nada melhor que pôr todos nossos dias sob o olhar e proteção de Deus, nosso Abbá! Porque só dele depende que seja um tempo de graça e não de desgraça, um tempo de bênção e não de maldição.
A história humana é tão complexa, tão imprevisível, que ante ela só cabe o temor estatístico ante as previsíveis mortes por guerra, por acidente, pelo tráfico, por convulsões da natureza, por enfermidades ou fome e ante os previsíveis conflitos políticos e domésticos, ou a confiança em Deus, que nos leva à segurança de que não seremos abandonados nem ainda nas piores circunstâncias.
Os israelitas tinham uma preciosa fórmula de bênção que proclamamos nesta Eucaristia, tomada do livro dos Números, capítulo 6, e que nós fazemos nossa: O Senhor te abençoe e te guarde, faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!
Esta oração expressa o desejo de achar graça aos olhos de Deus, de conseguir seu olhar luminoso e amável, sua atenção amorosa sobre a cada um de nós, de nossas famílias e amizades, sobre nosso povo, nossa comunidade, nossa nação, nosso mundo. Na medida em que isto aconteça, em que se acenda a Aliança amorosa que nos une com Ele, nessa mesma medida teremos paz, bem-aventurança e poderemos esperar sempre o melhor.
Este desejo de bênção queremos estendê-lo a todo mundo, a todos os países da terra. Vivemos em rede. Ninguém pode ser feliz sem os demais. A bênção só é bênção se é global. Por isso, também surge aqui um imperativo moral, para todos nós, que Paulo nos infundiu: "Abençoem, sim! Abençoem, não amaldiçoem!" (Rom 12,14).
A memória da maior bênção
A mãe Igreja não esquece que estamos no tempo de Natal. Ela começou em seu ano novo e sagrado com o Advento, já mais de um mês. Ela quer dedicar neste primeiro dia do ano civil a honrar a maternidade singular e transcendente de Maria, "a mãe" de Jeús.
E é que a maior bênção de Deus nos chegou à terra há mais de 20 séculos: naquele dia maravilhoso em que uma jovem donzela de Nazaré, prometida como esposa a José da casa de Davi, disse "fíat" ("se faça") ao projeto de Deus Pai para que seu Filho se fizesse homem. A partir daquele momento dispersou-se em seu corpo sem estrear todo o fantástico processo da maternidade. Toda sua sexualidade ficou consagrada pelo Espírito e se pôs ao serviço da mais portentosa das obras de Deus.
De uma maneira solene, concisa, emocionada, conta-nos o apóstolo Paulo na Carta aos Gálatas, que foi o que aconteceu nesta mulher:
Cumpriu-se o tempo.
Deus enviou a seu Filho, nascido de uma mulher
Para que recebêssemos a filiação adotiva.
Porque somos filhos de Deus, enviou a nossos corações ao Espírito de seu Filho que clama "Abbá".

Maria é a mãe do Filho de Deus. Graças ao Espírito é possível nela o impossível. Maria é mãe do Filho de Deus graças ao Espírito Santo, à potência de Deus que a cobre com sua sombra. Mas este fato não tem como objetivo fazer dela uma mulher privilegiada e única, senão servir de mediação para que todos nós sejamos filhos de Deus e recebamos o Espírito que nos permite clamar, juntamente com Jesus, Abbá!
A bênção chegou à humanidade por meio da maternidade de Maria. E o que ela revela é não somente que Jesus é o Filho de Deus, senão que também nós o somos por pura graça e misericórdia.
Apresentação a sociedade
O evangelho deste dia narra-nos com singeleza como a Criança, Maria e José são apresentados a sociedade. Ali acercam-se os pastores, que encontram a Criança deitada em um presépio, contam o que tinham escutado sobre Ele. Ali está Maria, que não acabava de compreender o Mistério no que estava implicada: "meditava tudo isto em seu coração".
Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus, o introduzindo publicamente na Aliança de Deus com seu Povo. A mãe e o pai exercem como tais e manifestam desta maneira que Jesus é filho.
Ao começar neste ano, acerquemo-nos simbolicamente a Maria para honrar sua magnífica maternidade e proclamar que graças a ela a humanidade está nas mãos de Deus.


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