Últimas
Cristo é o Rei do universo e de cada um de nós
A festa de Cristo Rei é uma das festas mais importantes do calen
Torne-se um Dizimista
O dízimo é o reconhecimento de que tudo pertence a DEUS. Com o d
XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano C)
A liturgia do XXXIII Domingo do Tempo Comum reflete sobre o sentido
Cristo Rei
No encerramento do ano litúrgico, a Igreja celebra a Solenidade de
III Dia Mundial dos Pobres
No próximo dia 17 de novembro, XXXIII Domingo do Tempo Comum, a Ig
Mais Lidas

Destaque

Próximos Eventos

Sem eventos

XXIX Domingo do Tempo Comum (Ano C)

A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.
O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante do sofrimento do seu Povo… Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que tem um projeto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.
A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da ação do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus… Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.
A segunda leitura, sem se referir diretamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada… Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.


 

 

 


Primeira leitura
Salmo Responsorial
Segunda Leitura
Evangelho
Comentário


Primeira Leitura
E, ENQUANTO MOISÉS CONSERVAVA A
MÃO LEVANTADA, ISRAEL VENCIA.

Leitura do Livro do Êxodo (17,8-13)


A ajuda de Deus é decisiva na luta por um mundo mais livre e mais humano que os catequistas de Israel sublinham no papel da oração… Quem sonha com um mundo melhor e luta por ele, tem de viver num diálogo contínuo, profundo, com Deus: é nesse diálogo que se percebe o projeto de Deus para o mundo e se recebe d’Ele a força para vencer tudo o que oprime e escraviza o homem. A oração que dá sentido e conteúdo à intervenção no mundo faz parte da minha vida?


Naqueles dias:
8Os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim.
9Moisés disse a Josué:
'Escolhe alguns homens e vai combater
contra os amalecitas.
Amanhã estarei, de pé, no alto da colina,
com a vara de Deus na mão'.
10Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado
e combateu os amalecitas.
Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina.
11E, enquanto Moisés conservava a mão levantada,
Israel vencia;
quando abaixava a mão, vencia Amalec.
12Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas.
Pegando então uma pedra,
colocaram-na debaixo dele para que se sentasse,
e Aarão e Ur, um de cada lado
sustentavam as mãos de Moisés.
Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol,
13e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.
Palavra do Senhor.

VOLTAR


Salmo Resposorial 
SENHOR É QUE ME VEM O MEU SOCORRO,

DO SENHOR QUE FEZ O CÉU E FEZ A TERRA.
Sl 120,1-2.3-4.5-6.7-8 (R. Cf. 2)


Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra.

Eu levanto os meus olhos para os montes:
de onde pode vir o meu socorro?
Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!'

Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra.

Ele não deixa tropeçarem os meus pés,
e não dorme quem te guarda e te vigia.
Oh! não! ele não dorme nem cochila,
aquele que é o guarda de Israel!

Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra.

O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,
é uma sombra protetora à tua direita.
6Não vai ferir-te o sol durante o dia,
nem a lua através de toda a noite.

Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra.

O Senhor te guardará de todo o mal,
ele mesmo vai cuidar da tua vida!
Deus te guarda na partida e na chegada.
Ele te guarda desde agora e para sempre!

Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra.


VOLTAR


Segunda Leitura 
O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITO E
QUALIFICADO PARA TODA A BOA OBRA.

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo (3,14 - 4,2)


A leitura que nos foi proposta chama a atenção daqueles que estão ao serviço da Palavra: eles devem anunciá-la em todas as circunstâncias, sem respeito humano, sem jogos de conveniências, sem atenuarem a radicalidade da Palavra; e devem, também, preparar-se convenientemente, a fim de que a Palavra se torne atraente e chegue ao coração dos que a escutam… É assim que procedem aqueles a quem a Igreja confia o serviço da Palavra?


Caríssimo:
14Permanece firme naquilo que aprendeste
e aceitaste como verdade;
tu sabes de quem o aprendeste.
15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras:
elas têm o poder de te comunicar a sabedoria
que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus.
16Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para ensinar, para argumentar,
para corrigir e para educar na justiça,
17a fim de que o homem de Deus seja perfeito
e qualificado para toda boa obra.
4,1Diante de Deus e de Cristo Jesus,
que há de vir a julgar os vivos e os mortos,
e em virtude da sua manifestação gloriosa
e do seu Reino, eu te peço com insistência:
2proclama a palavra,
insiste oportuna ou importunamente,
argumenta, repreende, aconselha,
com toda paciência e doutrina.
Palavra do Senhor.


VOLTAR


Evangelho 
DEUS FARÁ JUSTIÇA AOS SEUS
ESCOLHIDOS QUE GRITAM POR ELE
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (18,1-8,5-10)


Porque é que Deus permite que tantos milhões de homens sobrevivam em condições tão degradantes? Porque é que os maus e injustos praticam arbitrariedades sem conta sobre os mais débeis e nenhum mal lhes acontece? Como é que Deus não intervém quando certas doenças incuráveis ameaçam dizimar os pobres dos países do quarto mundo, perante a indiferença da comunidade internacional? É a isto que o Evangelho de hoje procura responder… Lucas está convicto de que Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir o novo céu e a nova terra de justiça, de paz e de felicidade para todos… Simplesmente, Deus tem projetos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo, um ritmo que passa por não forçar as coisas, por respeitar a liberdade do homem… A nós resta-nos respeitar a lógica de Deus, confiar n’Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.


Naquele tempo:
1Jesus contou aos discípulos uma parábola,
para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre,
e nunca desistir, dizendo:
2'Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus,
e não respeitava homem algum.
3Na mesma cidade havia uma viúva,
que vinha à procura do juiz, pedindo:
`Faze-me justiça contra o meu adversário!'
4Durante muito tempo, o juiz se recusou.
Por fim, ele pensou:
'Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum.
5Mas esta viúva já me está aborrecendo.
Vou fazer-lhe justiça,
para que ela não venha a agredir-me!''
6E o Senhor acrescentou:
'Escutai o que diz este juiz injusto.
7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos,
que dia e noite gritam por ele?
Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa.
Mas o Filho do homem, quando vier,
será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?'
Palavra da Salvação.

VOLTAR


Comentário
SER FIEL


Queridos irmãos:

Estes últimos domingos estão sendo monotemáticos, nos falaram da fé, do passado, do agradecimento e neste domingo nos fala da ORAÇÃO. “Para explicar a seus discípulos como tinham que orar sempre sem desanimar-se, lhes propôs esta parábola”, Lucas, fala-nos da necessidade de ORAR CONSTANTEMENTE  e do poder da oração. Há que orar, por muito difícil que seja a situação de nosso presente, ou da Igreja ou da sociedade, orar na aridez, mesmo que não sintamos ouvidas as nossas suplicas ou pedidos.

A parábola é bastante clara: “Tinha um juiz em uma cidade que nem temia a Deus nem se importava com os homens”, um juiz injusto, tendo em conta que os julgamentos e as leis estavam baseadas nas normas religiosas, e que estas estavam para favorecer aos homens e defender aos mais necessitados. ”Na mesma cidade tinha uma viúva que costumava lhe ir dizer: Faz-me justiça em frente a meu adversário”, as viúvas em toda a Bíblia são apresentadas como indefesas e expostas a todo tipo de abusos legais e judiciais.

O que parece incrível é o que o juiz diz: “Embora não temendo a Deus nem me importando com os homens, como esta viúva me está incomodando, lhe farei justiça” e sobretudo pela razão de que: “para que ela não venha a me agredir”. É de todo improvável que um juiz desta espécie tenha medo, que uma pobre viúva acabe lhe agredindo, o qual aumentaria sua impossibilidade de lhe fazer justiça ou implicaria uma condenação. Com este exagero, o texto parece nos dizer que a oração de súplica supera todo o imaginável e efetivamente, o pedido da viúva termina sendo escutado.

Pois, “Fixem-vos no que diz o Juiz injusto”, se não resiste à suplica insistente, quanto mais Deus, que por definição é Pai bondoso e justo: “E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? ”; ou Será que vai fazê-los esperar? Digo-vos que lhes fará justiça sem demora. A proposta é se confiamos em Deus, nas situações difíceis que temos na vida, se seguíamos confiando e orando, embora não vejamos perto uma solução. Disto nos fala a primeira leitura do Êxodo, o povo combate na batalha e Moisés contínua orando durante todo o dia, persevera embora tenham que lhe sujeitar as mãos. Esta deve ser nossa experiência orante.

As velhas perguntas seguem presentes: se pode orar no meio da guerra da Síria, no meio da catástrofe que ocorreu outra vez com Haiti, quando morre alguém próximo a nós...? Deus faz justiça sem demora, a oração é confiar, por isso, é tão necessária como a respiração que nos permite seguir vivendo nos momentos que parecem não haver saída, orar é se pôr nas mãos de Deus. Como diz São Paulo a Timóteo, devemos orar todo o tempo, tempo que nos exorta à paciência para que nada se perca.

A última frase do evangelho, não é uma frase retórica: “Mas o Filho do homem, quando vier,seráque ainda vai encontrar fé sobre a terra? ” É fácil desistir e não ser constantes, cruzar os braços, quando somos apressados pela marcha e pela pressa quotidiana do trabalho, pela família, pelo lazer, e nos falta sempre tempo para as relações gratuitas, para estar diante de Deus. Se não temos momentos para estar com o Mestre, como se manteremos a fé? Se o desamino se multiplica e não achamos que Deus possa tornar tudo novo, onde fica a esperança?

É verdade que demora, mas na resistência, em nos confiar constantemente nele, está é a chave. Podemos dizer com o salmo responsorial: “Senhor é que me vem em teu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra! O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, é uma sombra protetora à tua direita. Não vai ferir-te o sol durante o dia, nem a lua através de toda a noite. O Senhor te guardará de todo o mal, ele mesmo vai cuidar da tua vida! Deus te guarda na partida e na chegada. Ele te guarda desde agora e para sempre! ”. Este é o desafio que marca a trajetória dos orantes de todos os tempos, SER FIEL


VOLTAR


 

: